Just Sex

3 Dois – Um péssimo dia.


Notas iniciais
Oláaaaa! Era pra eu ter postado antes de ontem! '0' Mas houve uns probleminhas e atrasei um pouquinho, me perdoem T^T Mas, aqui estou eu! Quero agradecer a todos os comentários, favoritos e aos 51 acompanhamentos! Vamos comentar mais, minha gente linda! Espero que gostem do capítulo, mas devo dizer que o próximo estará beeeem melhor ;) Boa leitura a todos!

Na hora do intervalo eu, Levy e Erza estamos sentadas numa das mesas do pátio, comendo nossos respectivos lanches. Levy sempre faz uma mistura de tudo, com o sonho de que possa engordar dessa forma, mesmo eu já tendo dito que não é assim que funciona. Já a ruiva sempre come seu precioso bolo de morango, todo santo dia! Mas isso não interfere em seu corpo atlético e perfeito. Já eu... chicletes contam como lanche? Sabe, eu não sou muito de comer. Não que eu tenha distúrbios alimentares, mas é que todo dia me estresso tanto, que perco a fome. Os animais sabem que a hora de comer é a que estão mais vulneráveis, pois estão com a guarda baixa. Digamos que eu seja um pouco assim também. O que faz com que quando eu chegue em casa coma até os sabonetes dos banheiros.

– Levy, porque a Juvia não veio hoje? – Ouço Erza perguntar.

– Ah, parece que ela não estava se sentindo bem, ou algo assim. – responde a baixinha. – Mas ela disse que está tudo bem e que amanhã estará de volta.

Juvia sempre anda conosco também, porém ela é mais amiga das garotas do que minha. Ela chegou a estudar conosco depois... Justamente numa fase da minha vida em que mudei radicalmente, enquanto Erza e Levy me conhecem desde criança. Nunca consegui ficar mais íntima dela, porque além de ela não deixar, pode-se dizer que não ligo muito. O motivo de não ir com a minha cara? Ela acha que sou sua rival no amor, só porque sua paixão platônica é meu melhor amigo.

Como se eu quisesse algo com aquele nudista.

– Falando no diabo... – Digo, vendo o moreno conversar com uns caras do outro lado.

– Falando sozinha, Lu-chan? – Levy me pergunta.

– Hã? Não, só estava pensando alto... Vou ali falar com o Gray.

Gray é conhecido como o garoto nudista por que sempre vive tirando a roupa nos lugares menos apropriados. Ele também cresceu comigo e as meninas... Junto com aquele filho do capiroto. Mas não quero me lembrar disso agora.

Chego até ele, que, incrivelmente, está completamente vestido e toco em seu ombro.

– Lu!

– E aí? – Nos abraçamos brevemente.

– Tudo bem com você? Fiquei sabendo que amanhã vai ter natação obrigatória...

– Ah, não! Nem me lembre disso! Por causa da maldita da Aquarius, minha vida vai virar um inferno ainda maior.

So sorry. – ele ri e toca no meu ombro. – E já correm boatos que você não quer mostrar seu corpo porque é cheia de estrias e celulites.

Começo a rir, que povo despeitado!

– Mas gente! Não era violência doméstica até ontem?

– Para você ver como as coisas mudam. – ele diz e rimos. É, tem que rir para não fazer uma chacina. – A Juvia não veio hoje? – ele muda drasticamente de assunto.

– Não. – respondo, desconfiada.

– Ah, entendi... – quando ouço seu tom triste e olhar desolado, sei que tem dedo nele nessa história.

– Okay, pode parar! O que aconteceu?

Ele arregala os olhos, pego de surpresa. Sabia!

– E-eu? Como eu poderia saber de alguma coisa?!

– Sério isso? – arqueio a sobrancelhas de modo entediado. Ele continua com uma cara de paisagem. Suspiro. – Se não quer me dizer, tudo bem. Mas saiba que vou descobrir isso por bem ou por mal.

– Gray! – Uma voz bem conhecida grita ao longe, interrompendo minha pressão psicológica.

Olho descrente para ele fecha, que os olhos como se sentisse dor, e se vira apenas para acenar para os marmanjos que já está indo. Ele tem esse receio porque sabe que eu ainda não aceito o fato de eles continuarem tão amigos. As garotas não deixaram de falar com o Dragneel, mas por decepção própria, se afastaram bastante.

– Não sei por que ainda continua com esse traidor, Gray. – Bufo, tentando me acalmar. – Realmente não entendo.

Ele suspira pesadamente.

– Lucy, eu sei que o que ele fez foi imperdoável. Mas você não sabe o outro lado da história. Eu estava lá com ele. E além do mais, a culpa não foi realmente dele. Ele foi tão vítima quanto você.

O olho descrente.

– Como pode dizer isso? Se ele realmente foi vítima, então porque não veio se desculpar? Porque não ficou do meu lado, como sempre fez? E, principalmente, porque ele se transformou nesse canalha, nessa cópia daquele bastardo desgraçado, como é hoje? – Estou tão alterada que sem perceber, estou quase gritando e apontando para a mesa em que o dito cujo se encontra. Todos olham para nós, mas não falei tão alto que possam ter ouvido ou entendido ao que se refere. Com uma olhar geral todos desviam suas atenções de nós apenas para fofocarem entre si. Olha para Gray, mais calma dessa vez. – Desculpe. Eu só... Não quero brigar com você e nem falar sobre isso. Pode ir lá falar com eles.

– Lucy... – ele tenta retrucar, vendo que fiquei magoada.

– Não, tudo bem. Sério. Depois nos falamos.

E em vez de voltar para a mesa, vou direto para sala, desesperada para sair daquele lugar carregado de tanta gente a me odiar. As meninas não vem atrás de mim, porque elas sabem que quando fico assim, preciso de um tempo.

Apenas cinco minutos são o suficiente.

***

– Ah! Eu odeio quartas-feiras! – Levy dramatiza enquanto andamos em direção a saída, ao término das aulas.

– Pra mim, tanto faz. – Digo, dando de ombros.

– Pra você tudo tanto faz, Lu-chan!

– Que seja.

– Qual o seu problema com quartas-feiras, Levy? – Erza pergunta. – É bom que já está perto do fim de semana.

– Não exatamente! Passamos a metade da semana, mas ainda falta outra metade!

– Primeira vez que ouço você falar isso. – Digo, estranhando sua atitude. – O que tem marcado para o final de semana que quer que chegue tão rápido assim?

Sei que toquei no ponto crucial quando seu rosto fica completamente vermelho.

– Não é nada disso!

– Levy McGarden! É melhor você me dizer que não vai se encontrar com aquele punk daquele colégio de delinquentes!

– Levy! – Erza a repreende.

– E se for? – ela nos afronta e eu e Erza não sabemos se nos assustamos ou se batemos nela juntas. – A Erza não por falar nada. E você Lu-chan, muito menos. Como se também não fosse uma deliquente, puff. – revira os olhos.

– Eu só estou dizendo que ele é ignorante e pode te machucar.

Ela ri ironicamente.

– Olha só, quem fala. Se fosse assim, dona Lucy, eu já estaria gravemente magoada, já que sou sua amiga.

Abro a boca, chocada. Cara, isso doeu.

– Levy-chan.

– Agora, vou indo. – me interrompe e se despede de nós, se pondo a correr.

Nem preciso ver pra saber que ela está chorando. Baixinha idiota! Eu só quero o bem dela... Mas parece que ela não consegue esquecer aquele brutamonte. A fama daquele metaleiro não é pequena, mas eu não ligo para essas coisas. Afinal, se todos acreditassem que os boatos são verdadeiros, eu seria puta, lésbica, traficante, chefe de quadrilha, macumbeira e o caralho a quatro. Eu sempre rebato na mesma tecla com a Levy por que eu o vi metido com caras da pesada. Só não quero que ela sofra.

Quando a azulada some da nossa vista me viro para a ruiva, que está com uma cara péssima.

– O que foi, Erza? – pergunto e ela nada responde. E então me lembro de uma coisa: – O que a Levy quis dizer quando disse que você não pode falar nada? Estão escondendo algo de mim?

– Sim. Mas se fizemos isso, é porque não queremos te preocupar.

– E esconder as coisas de mim resolve?! – me exalto. – Desde quando nossa relação chegou ao ponto de guardar segredos umas das outras? Aliás, vocês duas que estão escondendo de mim! Isso me dá raiva. Sou um livro aberto.

Erza que até então estava calma, começa a levar a discussão a sério. Enquanto eu sou estourada, ela é fria e calculista. E além disso dar medo, me causa um sentimento de... culpa.

– Ah, é mesmo? Você realmente conta tudo para nós, Lucy? Você tem até segredos que guarda de si mesma! Então não me venha com esse papo furado, que não cola.

Penso em retrucar, mas apenas abaixo a cabeça e respiro fundo. Que merda! Odeio quando a Erza faz me sentir uma garotinha de cinco anos que fez xixi na cama.

– Erza, eu...

Hey, Scarlet! – chama uma voz masculina.

Quando olho para a entrada, uma moto vermelha está com o motor potente a ronronar. Mas o problema não é a moto, e sim quem a pilota. Jellal Fernandes está sorrindo daquele jeito cafajeste, com a aparência típica de um badboy. Deve ser de família, já que essa criatura é primo do Dragneel. Por Zeus.

Quando olho para Erza, ela está sorrindo e com os olhos brilhando. Fecho a cara.

– Desde quando?

Ela finalmente percebe que ainda estou aqui e sai do transe, me olhando em seguida.

– Desde quando o quê?

– Desde quando está saindo com ele? Porra, Erza! Esse cara já te magoou uma vez. E ele é da família do Dragneel! Da família, caralho. O sangue ruim impera.

Ela me olha duramente.

– Nunca te disse, porque você sempre pensa o pior das pessoas, especialmente porque ele é da família do Natsu. Mas Lucy, existe uma coisa chamada perdão. Mas acho que seu coração de pedra não conhece tal ato de compaixão. Sendo rancorosa desse jeito, nunca vai conseguir ser feliz. E é por isso que o passado sempre persegue você. Porque você nunca segue em frente.

Se a situação não fosse tão triste, eu quase riria com a típica cena de novela mexicana, quando o protagonista leva um sermão e fica desolado e sozinho no meio da rua. Ela sobe na moto sem nem ao menos olhar para mim e vai embora. E pra completar a cena dramática, começa chover.

Hoje foi um péssimo dia. Briguei com meus três melhores amigos e descobri que todos eles escondem algo de mim. Mas eu sou uma puta de uma hipócrita. Eu nunca contei a elas como eu me sinto em relação ao Dragneel. E Erza tem razão quando diz que guardo coisas de mim mesma. Mas são coisas que eu não quero sentir, que não deveria. Mas é mais forte que eu.

Caralho de vida. Espero que o dia de amanhã seja melhor que o de hoje.

***

– Credo, mana. O que aconteceu? – Laxus pergunta assim que sai do banheiro, me vendo deitada em sua cama em um estado deplorável.

– Nada de mais. Só minha vida que é mais fudida do que uma prostituta de um bordel de quinta.

Ixi, começou... – ele revira os olhos e anda até mim, sentando ao meu lado. Grita em seguida: – Ainda por cima toda molhada! Quer pegar um resfriado? Como uma atleta você deve cuidar do seu corpo!

Dessa vez eu reviro os olhos.

– Lá vem você! Parece até meu patrocinador. O corpo é meu, cacete.

– Você não tem jeito mesmo. – ele diz, num suspiro. E então se deita ao meu lado também.

Ficamos ali, em silêncio. É por isso que eu e o Laxus nos damos bem. Ele sabe respeitar meu espaço e mesmo que ele não diga nada, consigo relaxar e esquecer um pouco os problemas. Ele é tem 26 anos, nove anos mais velho que eu. Mas isso nunca foi um empecilho. Ele sempre brincou comigo desde criança e esteve ao meu lado. Por isso muitas vezes conto mais coisas a ele do que para a mamãe. Porque com Laxus não preciso me preocupar com um sermão.

A não ser que às vezes ele me tira do sério.

– Ei, mana.

– Hm? – resmungo de olhos fechados.

– Quero te falar uma coisa...

– Ah, lá vem merda. – Suspiro e me viro para ele. – Se bem que hoje meu dia foi uma fossa completa, que acho que mais uma merda ou outra não faz diferença.

Ele começa rir. Disse algo engraçado?

– Você faz cada analogia, que às vezes me assusto.

– É o meu charme. – Dou nos ombros. – Anda, fala logo o que é.

– Ah, é que eu convidei a Mira para jantar aqui amanhã, sabe. Para falarmos do casamento e tudo mais...

– E o que tem demais nisso? Sabe que eu adoro a Mira.

Mirajane é a noiva dele. É uma mulher linda e delicada, que aliás não tem nada a ver com esse idiota. Ela é doce e muito gentil e várias vezes me perguntei o que ela viu nesse loiro maldito. Se bem que não posso falar muito da personalidade dele, já que somos parecidos. E confesso que fiquei surpresa quando descobri que eles começaram a namorar depois que ela deu um soco nele. Pagaria tudo para ver esta cena.

– Sim, eu sei. Mas o problema é que, a irmã dela também vem...

Ah, a irmã. Espera... a irmã dela é a...

Dou um pulo da cama.

Lissana!

– Sei que vocês não se dão muito bem... – ele diz, hesitante.

O que eu disse quando às vezes ele me tira do sério?

– Não nos damos bem? – ironizo. – Eu não suporto aquela vadia! E o sentimento é totalmente recíproco! Pra que ela vem aqui? Já não basta vê-la todos os dias naquele inferno de escola?

– Mira disse que ela quis vir, amigavelmente.

Amigavelmente, Laxus? Só se for com o Demo! Não vejo necessidades nisso, eu já vou ter ficar ao lado dela na porra do casamento! E depois disso, seremos cunhadas. Cunhadas! Ridículo, vou ter que aturar esse encosto maligno para sempre.

– Não fala assim do meu casamento, Lu. Foi difícil eu domar a Mira, você fala da Lissana porque nunca viu o demônio que a irmã dela pode ser. – ele parece tremer um pouco.

– Seu cagão, aposto que é mentira. – Suspiro. – Em todo o caso, isso não vai dar certo. Não espere que eu me comporte, e reze para que ela não me encha o saco. Se não ao invés de planejar um casamento, vocês vão ter que planejar um velório.

– Onde você vai? – Pergunta ele quando me levanto.

Me viro na porta.

– Vou dar um pulinho lá em baixo e conversar com o senhor chifrudo, e perguntar se ele não quer uma ajudinha para fazer uma limpa aqui por cima. Francamente...

Notas finais
Reviews? *U* E ah, como eu disse, a partir do próximo as coisas vão começar a esquentar de verdade ¬u¬ Beijos!