Just Promise You'll Remember
7 Capítulo 7
Notas iniciais
- Lola
- Lola, esses são o Sr. e a Sra. Manrew, e eles serão seus novos pais! – disse a diretora, chamada Bernadeth. Meu coração começou a bater mais rápido, minha boca secou assim como minha garganta se fechou, e meu estomago estava se agitando. Olhei rapidamente para Mary e ela sorriu para mim, um sorriso como quem dizia ‘’vai ficar tudo bem.’’ Mas eu não acreditava mais nisso, era isso que todos me diziam, e eu já estava farta dessa frase, dessas palavras, porque nada ficava bem, nada estava bem. Mas tudo que fiz foi sorrir de volta, quer dizer, eu tentei.
- Você vai gostar da sua casa nova! – disse o homem. Eles não eram velhos, tinham a aparência de pessoas de 20 anos, porém eu deduzia que tinham mais que isso. Eles sorriam para mim, acho que tentando me deixar mais tranquila, mas aquilo não estava funcionando, eles estavam me deixando mais nervosa ainda. Eu tentava sorrir de volta.
- Me chamo Lauren, meu bem, e esse aqui é meu marido, seu nome é Tom. – assenti enquanto a ouvia falar, sua voz era daquelas animadoras, tentei sorrir de novo.
- Lola, diga alguma coisa à seus novos pais... – disse Bernadeth, me olhando com a cara fechada, com aquele olhar que usava para nos assustar, e sempre conseguia.
- Hm... É... Eu estou feliz que serei adotada! – menti, eu não estava feliz, muito menos animada, nem aliviada como acharia que estaria. Eu estava apavorada.
Passara-se uma semana da minha adoção, e eu já havia me acostumado um pouco as coisas, até na escola nova, meu primeiro dia havia sido normal, nada de aventuras... Até novos amigos eu consegui fazer, e olha que isso era quase impossível para mim.
Estava me arrumando para ir à escola, vesti uma roupa simples, já que não ligava muito pra isso, e qualquer pessoa conseguia ver que eu era adotada pois eu havia ganho uma irmã, que era totalmente meu oposto, e mais velha também.
— Bom dia, Lola. — disse minha nova mãe, se chamava Jennifer.
— Bom dia, Jenn. — O bom era que ela era realmente legal e não me forçava a chamá-la de ''mãe''.
Depois de tomarmos café fomos para a escola, Mellany, minha irmã, nunca falava comigo direito, ela não havia gostado da ideia de deixar de ser filha única.
Chegando na escola, fui até Vic, que estava no grupo de amigos da qual, agora, eu fazia parte. Tinha algumas pessoas novas nele também, e isso era bom, não me sentia ridícula.
— Oi Lola, tudo bem? — perguntou ela, ao me ver.
— Tudo, e você? — perguntei, ela mexeu a cabeça afirmando e então ficamos conversando com o grupo até o sinal tocar.
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