Notas iniciais
olá, essa fic é baseada principalmente em pll, e usei os nomes dos meninos da 1d também, espero que vocês gostem, e comentem pq eu vou gostar bastante ♥ ♥ x

- Lola

‘’- Vai ficar tudo bem, Lola...’’ Essas foram as últimas palavras que ouvi de Harry, meu irmão, que era um ano mais velho que eu. As últimas palavras até que ele fosse embora, embora não de casa, na verdade aquela era nossa casa, o orfanato.
Não havíamos sido deixados ali quando eram apenas bebês, como era o costume. Havíamos sido deixados ali quando tínhamos em torno de 8 anos de idade, e isso porque, quando tínhamos apenas 4 anos, eu tinha 3 na verdade, foi quando perdemos nosso pai, e aquilo foi tudo que precisava para deixar nossa família em pânico, era o que mais temíamos, mas já estava previsto. Ele estava muito doente, e não havia progresso, só piorava cada vez mais. Nossa mãe ainda via esperança, a única que acreditava... Quando recebeu a notícia, a mais temida, de que ele se fora, tentou ser forte, ela tentou, conseguíamos ver nos olhos dela o esforço que estava fazendo, e tentávamos ajudá-la, mas éramos apenas crianças não sabíamos como. Achávamos que tudo estava arruinado, e pensávamos ‘’nada de pior pode acontecer’’ e era aí que nos enganávamos, nossa avó, mãe do nosso falecido pai, voltara para cidade, e ela se voltara contra nossa mãe, a culpou, disse que a razão de nosso pai ter saído de casa era por causa dela, e fora, até aí nossa mãe aguentou calada, mas quando nossa avó disse que a culpa de nosso pai ter falecido foi culpa dela, ela desabou, não aguentou. Ela já estava suportando aquela perda fazia 4 anos, mas não suportou ouvir aquilo, então arrumou todas as suas coisas, fez suas malas, e antes de partir nos deixou no orfanato que havia no centro da cidade, nesse em qual me encontro agora.
— Lola, é hora do almoço. – disse uma das moças que cuidava da gente ali.
— Tô sem fome. – disse, virando-me para o outro lado, encarando, deitada, a parede.
— Vamos Lola, já faz quase 1 ano que Harry foi adotado, você não pode ficar assim para sempre. – ela me disse, era o que sempre me diziam, mas já fazia quase 1 ano, como dizem, e eu não havia esquecido. Não havia como.
— Obrigada por lembrar, mas continuo sem fome. – falei à ela, então ela deu as costas e saiu, me deixando ali sozinha, como sempre estava.
Passava-se um mês e tudo estava igual e as pessoas sempre me lembravam que fazia quase 1 ano que Harry havia sido adotado e que eu deveria me acostumar à isso.
- Lola, venha aqui.
- Eu to bem aqui. – respondi, não gostava de ir receber as novas crianças porque não era legal ser recebida em um orfanato, não que as pessoas ali eram más com você, mas que depois você saberia que tinha sido rejeitada, ou abandonada e que talvez nunca mais veria sua família e pessoas queridas. E sempre que me chamavam era para isso. – Deseja as boas vindas por mim.
- Não é isso, Lola, anda! – disse Mary, a moça responsável por cuidar de crianças acima de 5 anos. Ela era tipo nossa mentora, cuidava de tudo que precisávamos, e conversa com a gente, coisa que alguns mentores ali não faziam. Mary era a mentora mais legal que havia ali, e isso não era só dito pelas crianças que tinham mais que 5 anos, mas por todas. Mary é alta, super magra, seus cabelos são castanhos, e seus olhos também. Seu sorriso é sempre amigável, e ela tem um jeito carinhoso de falar com todo mundo.
Levantei-me e segui Mary. Estávamos indo para a sala principal, onde eram feitas as adoções e onde eram mandadas as crianças que aprontavam para falar com tipo a ‘’diretora’’ do orfanato.