Just One Night
25 Capítulo 24 – Se acertando
Notas iniciais
Caroline
Também não quero mais perder tempo, Care. Chega de erros, vamos viver isso.
Essas palavras foram o suficiente para eu puxá-lo para dentro do quarto e voltar a colar os meus lábios nos dele. Stefan me imprensou contra a porta e a trancou com habilidade.
Quando o ar nos foi necessário, ele passou a beijar o meu pescoço e a dar pequenas mordidas na região. Enquanto isso, suas mãos começaram a explorar a parte de dentro da blusa do meu pijama, alcançando os meus seios.
— Espera, Stefan… — reuni todas as minhas forças para conseguir empurrá-lo, essa não foi uma tarefa fácil – Eu quero que você saiba, para mim isso não é apenas mais uma noite entre nós, quero que seja muito mais do que isso.
— Eu penso do mesmo jeito, Care – garantiu – Entre nós nunca foi apenas uma noite, nem mesmo quando tentamos que fosse assim.
— Segurou cada lado do meu rosto com as mãos e me puxou para que voltássemos a nos beijar, mas eu o interrompi, mais uma vez.
— Só acho que a gente deveria colocar tudo em panos limpos, antes de qualquer coisa – pedi – Deveríamos esclarece o que nós somos a partir de agora….
Talvez eu esteja sendo chata insistindo nesse assunto, mas eu já perdi tempo de mais deixando de enxergar o que estava bem diante dos meus olhos. Não quero mais perder nenhum preciso tempo ao lado do cara que eu amo.
— Care, você sabe perfeitamente o que eu quero – lembrou – Você quem ficou colocando obstáculos para isso.
— Então faz o pedido direito… — pedi.
— Certo… — passou a mão pelo cabelo e coçou a nuca – Caroline Forbes, você aceita ser minha namorada?
— Claro! — respondi, sem nem ao menos pensar duas vezes – É claro que eu aceito, Stefan Salvatore! Isso é tudo que eu mais quero.
Dessa vez eu não tive tempo de reagir, Stefan me pegou no colo, fazendo com que minhas pernas se enroscassem na sua cintura e me beijava. Foi caminhando pelo quarto até chegarmos a minha cama de casal e me deposito delicadamente no colchão.
— Care… — ele agora estava deitado ao meu lado – Queria muito que a nossa primeira vez como namorados fosse calma, mas estou há tanto tempo sem você que eu não sei se conseguirei isso. Espero que não se importe.
— Claro que eu não me importo – garanti – Não quero que você seja delicado comigo, Stefan, eu não sou feita de louça.
No segundo seguinte estávamos nos beijando de maneira voraz. Stefan ficou em cima de mim e logo uma a uma, as nossas pessoas de roupas foram sendo jogadas no chão, até estar completamente nus.
Preciso admitir, sentia falta daquilo, de estar dessa maneira com o meu melhor amigo, ou melhor, com o meu namorado. Já tive vários caras desde que perdi a minha virgindade, com 16 anos, mas não posso negar, tudo é bem melhor com o Stef.
— Care, eu não tenho nenhuma camisinha aqui comigo… — já estava tudo pranto, Stefan estava totalmente ereto e eu também estava bem excitada, foi quando ele se lembrou desse “pequeno” detalhe.
— Uau… — confesso, tinha me esquecido completamente da camisinha – Eu também não tenho uma. Não venho a casa dos meus pais há anos, se tivesse alguma camisinha aqui ela já estaria vencida e também não tenho nenhuma na bolsa.
— E agora? — quis saber – Há algumas semanas você pensou que poderia estar grávida, imagino que você não queira arriscar de novo…
— Stef, eu tomo pílula, as chances de que eu engravide são muito pequenas – lembrei – Não aguento mais esperar, se você estiver disposto a fazermos sem, eu também estou.
E foi o que fizemos. Ele voltou a me beijar e logo começou a me penetrar, lentamente. Eu precise morder os lábios para não gritar, afinal, eu estou na casa da minha mãe e não quero correr risco dela nos ouvir.
— Care… — a voz de Stef saiu um misto de gemido e sussurro – Você é maravilhosa! Não tem ideia de como eu quero você!
— Sim, eu tenho ideia – disse – Por que eu também quero você.
Foi aumentando as investidas e eu ergui os quadris para ajudá-lo com os movimentos. Nossos corpos estavam completamente cobertos de suor e o único som que era possível escutar no ambiente era o das nossas respirações pesadas e ofegantes.
— Steeeeef! — gritei um pouco mais alto do que estava planejando, no instante em que senti o orgasmos chegando.
Não demorou muito para que ele também chegasse ao clímax, se derramando dentro de mim. Nós dois ainda permanecemos nas mesmas posições de antes, mas Stefan foi o primeiro a se mover, embora ainda permanecesse com uma das mãos no meu cabelo.
— Stef… — reuni todas as minhas forças para conseguir falar, mas, mesmo assim, a minha voz saiu em um sussurro – Stef, eu…
— Não fala nada, Care – ele pediu – Essa noite será apenas para sentirmos…
E então voltou a grudar os lábios nos meus. Não pensei que isso seria possível, mas logo estávamos prontos para o segundo round.
***
Acordei na manhã seguinte ainda um pouco cansada, afinal, essa já era a minha segunda noite mal dormida, mas também estava muito feliz, como há muito tempo não sentia. A cortina estava fechada, mas o sol fraco tentava invadir o quarto, sinal de que deveríamos estar nas primeiras horas do dia.
Me movi e percebi que estava sozinha na cama. A princípio fiquei preocupada, mas logo note que a porta do meu banheiro estava fechada e podia ouvir o barulho do chuveiro ligado.
Não demorou muito para Stefan retornar, ele estava usando apenas a sua cueca boxer. Ele pareceu levemente decepcionado quando me viu acordada.
— Saiba que você acabou de frustrar os meus planos – reclamou – Eu pretendia te acordar quando saísse do banho, com muitos beijos é claro.
— Bom, eu posso fingir que estou dormindo… — sugeri.
— Não, não é mesma coisa – respondeu enquanto voltava a se deitar na cama – Mas, isso não significa que eu não possa te dar muitos e muitos beijos.
— Gosto da maneira como você pensa, Stefan – foi impossível não achar graça.
Foi beijo bem calmo e lento, totalmente diferente de qualquer beijo que tenhamos trocado ontem a noite. Nós certamente recuperamos o tempo perdido desse mês desde que colocamos um fim na nossa amizade colorida.
Stefan realmente estava ficando bom nisso e não pude deixar de pensar que grande parte disso era graças as noites que tem passado com a Katherine. É impossível não me sentir incomodada com essa situação, mas a verdade é que fui eu mesma quem causou isso; o importante mesmo é que ele agora é todinho meu e eu não pretendo sair deixá-los escapar, nunca mais.
— Acho que eu posso me acostumar com isso… — inverti as nossas posições enquanto falava – Mas eu ainda não acredito que agora você é mesmo o meu namorado.
— Estava com saudades de acordar assim, do seu lado – continuou – É mesmo a melhor sensação do mundo.
— Tenho que concordar com você – dei um beijo no seu pescoço e mordi de leve o seu queixo – Eu poderia acordar ao seu lado todos os dias, pelo restante da minha vida.
— E podemos fazer isso acontecer – afirmou – É só você dizer sim para a minha proposta…
Proposta? Eu me afastei um pouco, ficando de joelho no centro da cama, onde eu podia observar meu namorado com bastante atenção.
— Do que você está falando, Stef? — decidi perguntar.
— Bom, eu sei que só estamos namorando oficialmente há algumas horas, mas somos melhores amigos há tanto tempo – ele estava falando tudo rápido demais, sinal de que estava nervoso – E acho que posso afirmar que temos mais intimidade que muitos casais que são casados há vários anos.
— Stef, vai direto ao ponto, por favor – pedi, sem conseguir deixar de sorrir.
Eu estou sozinho naquele apartamento enorme desde que meu irmão se casou e mesmo sabendo que logo o Damon e a Freya se mudaram para o apartamento ao lado do meu, ainda assim eu morarei sozinha – segurou uma das minhas mãos – Adoraria ter a sua companhia. Você quer morar comigo, Care?
Claro, eu já estava esperando por esse pedido, mas quando ele finamente falou, fiquei sem saber como reagi. Abri e feche a boca várias vezes sem sair nenhum som.
— Morarmos juntos… — consegui falar, por fim – Esse é o grande passo, Stefan…
— E eu acredito que estamos preparados para esse grande passo – afirmou – Você não acha?
— Sim, eu acho – tive que concordar – Mas você, Stefan, eu não moro sozinha, ajudo no aluguel e não posso simplesmente avisar que estou indo embora para morar com o meu namorado.
— A Bonnie já está morando com o Enzo, não é mesmo? — lembrou – Converse com a Elena, você disse que as coisas entre ela e o Liam estão indo muito bem, talvez eles também estejam planejando morarem juntos, esse pode ser o momento de entregarem esse apartamento e cada uma seguir a sua vida.
É claro, eu sempre soube que isso um dia aconteceria e eu comecei a perceber que esse momento estava chegando quando Bonnie anunciou que estava se mudando para ir morar com o Enzo. Obviamente tudo que eu não quero apressar a Elena a fazer uma coisa com ela não quer, mas acho que posso conversar com minha amiga. Será incrível ir morar com o Stefan.
— Então, o que você me diz? — voltou a perguntar.
— Nada me deixaria mais feliz do que morar com você – sorri – Claro que eu preciso conversar com a Elena e com a Bonnie também, afinal, o contrato de aluguel também está no nome dela, e então chegaremos a um acordo. Mas eu sim, eu aceito ir morar com você, Stefan Salvatore.
Meu namorado fez com que eu voltasse a me deitar na cama e logo estávamos nos beijando novamente.
***
Depois de alguns minutos de mais uma sessão de amassos, decidi me levantar para tomar uma rápida ducha. Stefan acabou indo junto comigo e esse banho acabou demorando mais do que estava planejando.
Então, pouco mais de meia hora depois, ambos estávamos prontos para ir para o andar debaixo da casa para tomarmos café da manhã. Assim que chegamos a cozinha, encontramos a minha mãe.
— Bom dia para vocês – ela disse assim que nos viu – Pelo jeito vocês dois acordaram de muito bom humor hoje.
Minha mãe estava olhando para as nossas mãos unidas. Estava sentindo as minhas bochechas esquentarem, mas eu não me afastei.
— Mãe, eu e o Stefan temos uma novidade – me virei para o meu namorado – Você conta ou eu conto?
— Você pode contar – ele respondeu – Afinal, ela é a sua mãe.
— Certo… — voltei a olhá-la – Mãe… eu e o Stefan estamos namorando – falei aquilo rápido demais, mas sei que ela entendeu, pois no segundo seguinte estava se levantando e vindo nos cumprimentar.
— Ora, meus parabéns, meus amores – ela me abraçou e em seguida fez o mesmo com o Stefan – Está vendo, Stefan, eu disse que você conseguiria, só precisava ter um pouco de paciência.
— Conversou com a minha mãe sobre nós dois? — aquele comentário realmente me pegou de surpresa – Quando foi isso?
— Foi ontem de manhã, antes de você acordar – explicou – Mas eu não disse nada do que eu não tenha conversado com você ontem a noite, que eu gostava muito de você, mas estava disposto a esperar até você estivesse pronta para viver isso.
— Certo…. — concordei e ele me puxou para me dar um beijo no topo da minha cabeça.
— Bom, acho que está na hora de comemorarmos – minha mãe voltou a falar – Venham, juntem-se a mim para tomarmos um super café da manhã.
Nós concordamos e então nos sentamos na mesa da cozinha. Preciso admitir estava mesmo com fome.
***
— E então, onde está o seu namorado? — eu estava olhando os e-mails no meu celular quando minha mãe apareceu na sala.
Hoje tinha sido um dia bem animado. Depois de tomarmos o café da manhã, decidi cumprir a promessa que tinha feito ao Stefan e o levei para conhecer Mystic Falls, mostrei a ele todos os lugares que julgava importantes e voltamos para a fazenda quando já estava escurecendo.
— Ele está lá dentro falando com o irmão – expliquei – Sabendo se está tudo bem lá em Los Angeles e pedindo para ele dar uma passada no apartamento dele – que em breve será meu apartamento também, não pude deixar de me lembrar.
Bom, então acho que não se importa se eu fizer um pouco de companhia para você enquanto ele não volta, não é mesmo? — pediu enquanto se sentava ao meu lado.
— Claro que eu não me importo, mãe – afirmei – Afinal, essa casa é sua e você tem todo o direito de se sentar onde quer que queira.
— Sabe, eu queria muito estar aqui com você para conversamos melhor, a sós – continuou – Eu estou mesmo muito feliz que você e o Stefan estejam namorado, ele é mesmo um bom rapaz e parece que fará você muito feliz.
— Acredite, mãe, e estou feliz – afirmei – Para falar a verdade eu até me sinto culpada por estar tão feliz, sendo que meu pai morreu há tão pouco tempo.
— Ora, Caroline, não pense dessa maneira – tentou me confortar – Seu pai também estaria feliz por você, aliais, ele deve estar, esteja ele onde estiver.
— Espero que você esteja certa – disse.
Nós continuamos ali conversando e não demorou muito para Stefan aparecer na sala também.
— Ai estão as duas… — aproximou-se e me deu um selinho – O que acham de nós três assistirmos a um filme?
— Acho uma excelente ideia – concordei – O que você acha, mãe?
— Vocês dois podem assistir, eu já atrapalhei demais o casal – avisou, enquanto se levantava – Tenho mesmo que arrumar algumas coisas lá em cima.
— Tem certeza disso? — fiquei incerta.
— Claro, não precisa se preocupar, minha filha – garantiu – Eu vou ficar muito bem. E vocês dois, divirtam-se.
Soltei um longo suspiro quando ela saiu do meu campo de visão e logo escutei o som dela subindo as escadas.
— Ela ainda está muito triste com tudo que aconteceu – lamentei – Não posso negar, estou preocupada.
— Sua mãe está apenas de luto, o que é normal – observou – Ela vai ficar bem, meu amor, não precisa se preocupar…
— Assim eu espero…- completei.
— Pois eu tenho certeza disso – me puxou para deitar a cabeça no seu ombro – Agora venha, vamos escolher logo um filme para vermos.
— Sim, vamos – concordei.
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