Just One Night

6 Capítulo 5 – A verdade


Notas iniciais
Oi gente, Capítulo novinho para vocês Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais

Stefan

Em algum momento durante a noite, Caroline tinha passado para o meu lado da cama, colocando os braços e as pernas em cima de mim e fazendo com que eu quase caísse no chão.

— Care… — tentei chamá-la, mas tudo que ela fez foi soltar um muxoxo de reclamação, sem nem ao menos se mexer e, muito menos, abrir os olhos – Care…

Não adiantou… Então tentei me levantar com todo o cuidado e fazendo o mínimo de movimento o possível. Assim que fiquei de pé, vi que a minha amiga se ajeitou, mas permaneceu dormindo.

Fui até o banheiro fazer a minha higiene matinal e depois que retornei para o quarto, troquei de roupa e, em seguida sai do cômodo.

***

Escutei um par de risadas divertidas quando ainda estava descendo as escadas, elas vinham da cozinha. Por instante fiquei receoso de entrar na cozinha, com medo de atrapalhar ou até mesmo flagrar alguma coisa, mas acabei me decidindo por fazê-lo.

Bonnie e Enzo estavam em frente ao fogão, ao lado um prato com uma pilha cheia de panquecas e uma vasilha com ainda um pouco de massa.

— Você só precisa mexer um pouco a frigideira – ele dava a instrução – A panqueca vai girar.

— Tem certeza de que eu consigo? — ela pareceu meio incerta.

— Claro, meu amor – garantiu – Só não se empolga muito, ou a panqueca pode grudar no teto.

A garota riu mais uma vez antes de fazer o que o namorado instruiu. Pude ver a panqueca rodar no ar e voltar para a frigideira e, em seguida, Bonnie a colocou no prato junto com as outras.

— Perfeito! — Enzo pareceu satisfeito – Agora você vai fazer uma panqueca sozinha.

— Não faz isso, Enzo… — reclamou – Você sabe que eu farei besteira.

— Você tem que confiar mais em você, Bon…, vem cá, vou te ajudar pelo menos te ajudar colocando a massa na frigideira – avisou, foi nesse momento que ele se virou, dando de cara comigo – Ora! Olá, Stefan!

— Stefan! — Bonnie também se virou na minha direção – Onde é que está a Caroline? Ela não desceu com você?

— A Care não se sentiu bem ontem a noite, depois de toda aquela bebida – expliquei – Então eu achei melhor deixá-la dormir mais um pouquinho.

— É melhor mesmo… — ela fez uma careta, concordando comigo – Ela e a Elena realmente exageram na cerveja ontem. Ainda bem que eu quase não bebi.

Eu tive que concordar a respeito de Caroline ter exagerado na bebida ontem a noite. Imagens da minha melhor amiga dando em cima de mim um pouco antes de dormir surgiram na minha mente, claro que não comentei sobre aquilo em voz alta.

— Ainda bem mesmo – Enzo aproximou-se da namorada e deu um beijo no seu rosto – Estamos fazendo panquecas, você vai comer conosco, Stefan?

Na realidade, o Enzo fez panquecas, eu só observei – ela o corrigiu – Mas eu preparei café e também fiz um suco de laranja que está na geladeira.

— E eu já verifiquei, nós temos: calda de panqueca, calda de chocolate e até mesmo geleia – ele completou – Liam e Elena realmente pensaram em tudo.

— E pelo jeito vocês dois também – comentei – Mas eu vou precisar dizer não ao convite?

— Mas por que? — Bonnie reclamou – Ora, Stefan, junte-se a nós para o café da manhã. Ninguém mas acordou, então você nos faz companhia e nós te fazemos companhia.

— Para sincero, eu estou sem fome — dei de ombros, eu raramente tenho fome pela manhã – Acho que vou comer uma maçã e sair para dar um volta por ai.

— Está bem – lamentou – Mas, pelo menos, toma um café antes de sair.

Acabei aceitando o seu concelho. Tomei uma xícara de café e depois peguei uma maçã a geladeira antes de sair.

***

Apesar de ter nascido e sido criado em Los Angeles, eu raramente ia a praia e as poucas vezes que eu fui, foi por insistência de Caroline. Na verdade, as poucas lembranças na praia em que ela não está presente são todas da minha infância dias divertidos em família, apenas eu, Damon e nossos pais: as manhãs inteiras apenas revesando entre a areia e o mar e depois os almoços nos restaurantes da orla.

Sentia muita falta deles. Queria tanto que pudessem ver como meu irmão estava mudado desde que conheceu a Freya e também queria muito que tivessem conhecido a Care.

Caroline Forbes… É incrível como todos os meus pensamentos voltam para ela em algum momento. Ela é a minha melhor amiga e é a pessoa que está mais presente na minha vida nesses últimos cinco anos.

Ainda me lembro, como se tivesse sido ontem, do dia em que nós nos conhecemos.

*Flashback*

Hoje é, sem dúvida nenhuma, o dia mais importante da minha vida. Acordei duas horas antes do que de costume e comecei a me preparar lentamente para garantir que não estava me esquecendo de nada e quando já estava tudo pronto, peguei as minhas coisas e sai do quarto.

Olha só para você – uma voz conhecida ecoou assim que cheguei a sala – Todo preparado para o primeiro dia de aula da faculdade.

Jenna tinha sido babá do Damon e depois minha babá, então quando ambos estávamos crescidos, meus pais a colocaram para cuidar da casa e mesmo depois da morte deles, ela não nos abandonou e continua vindo aqui três vezes por semana para arrumar o apartamento e fazer comida.

Obrigado, Jenna – agradeci antes de me sentar em frente a mesa, que ela já tinha arrumado para o café da manhã – Não vou mentir estou bem nervoso.

Você não tem motivos para ficar nervoso, Stefan, querido – garantiu – Você é talentoso, tem ajudado seu irmão com a agência todos esses anos e agora foi aprovado para estudar na UCLA e isso é só mais uma prova da sua capacidade.

Soltei um longo suspiro enquanto pegava o pote de geleia. Espero mesmo que ela esteja certa…

E eu tenho certeza de que seus pais estariam muito orgulhosos de você – continuou.

Será mesmo? — duvidei – Lembre-se que eu não vou estudar publicidade, como o meu pai desejava que eu fizesse, assim como o meu irmão.

Estava com nove/dez anos quando Damon foi aprovado para estudar publicidade na Stanford e foi nessa mesa época que eu anunciei que queria fazer o mesmo curso que ele. Meu pai, é claro, ficou muito feliz com a possibilidade de ter os dois filhos seguindo os seus passos.

Então, depois da morte dele e da minha mãe, comecei a passar mais tempo ainda na agência e como eu era muito novo e também nenhum tinha nenhum estudo, estava sempre na área administrativa junto com o meu tio Zach e acabei gostando do trabalho nos “bastidores”. Por isso acabei optando por cursar administração de empresas, assim eu ajudarei meu irmão, já que me tio decidiu se mudar para Miami com a esposa e a filha no ano passado, mas não estarei a frente da área criativa.

Você vai trabalhar na agência, junto com o seu irmão, era isso que o seu pai mais queria, vocês dois juntos a frente do negócio da família, não impota fazendo o que – lembrou – Tenho certeza de que ele estaria orgulhoso, aliás, ele e a sua mãe.

Já que você falou no Damon – decidi mudar de assunto; sempre fico emotivo quando falo dos meus pais e definitivamente não quero isso hoje – Onde ele está? Pensei que o encontraria aqui tomando café da manhã.

Quando eu cheguei vi que a porta do quarto dele estava aberta e a cama arrumada – explicou – Pelo jeito ele não dormiu em casa hoje.

Não é exatamente uma novidade – revirei os olhos.

Bom, vou deixar você tomar café em paz – avisou – Preciso fazer algumas coisas na cozinha.

Está bem – concordei antes dela se afastar da mesa.

**

Terminei o meu café da manhã e me despedi de Jenna antes de sair para ir a aula. Cheguei na garagem do prédio e acabei esbarrando, literalmente, com o Damon.

Olá, irmãozinho… — ele me cumprimentou – Por que está saindo com tanta pressa assim? Fugindo de casa?

Estou indo para o meu primeiro dia de aula na UCLA – lembrei – Você sabia que as aulas na faculdade começavam hoje, te falei isso várias vezes na semana passada.

Oh sim, é claro que eu me lembro – afirmou, mas seu tom de voz não estava me passando muita confiança – Bom, eu fui a uma festa ontem a noite, acabei conhecendo uma garota e o resto você já imagina.

Por favor, me poupe dos detalhes, Damon – pedi, fazendo uma careta.

Mas, por sorte, consegui chegar a tempo de encontrar antes de sair – continuou – E eu posso e dar um último concelho.

Tenho até medo de ouvir – revirei os olhos – Mas qual é esse “último concelho”

Apenas aproveite – avisou – A faculdade, com certeza, será a melhor época da sua vida e não desperdice nenhum momento desses próximos quatro anos.

Obrigado pelo concelho, cara – disse – Pode deixar que eu tentarei aproveitar o máximo que posso.

Acabei de me sentir um velho com esse concelho – reclamou – Mas agora vai uma pequena profecia: você vai conhecer a mulher da sua vida hoje.

Certo, Damon… — foi impossível não achar graça disso – Eu encontrando o amor da minha vida no primeiro dia de aula, até parece.

Só falo aquilo que eu sinto – deu de ombros – Bom…, daqui há quatro ou cinco anos vocês verá como eu estava certo.

Duvido muito disso – garanti – Mas vamos ver qual de nós dois estava certo.

Ele deu um tapinha nas minhas costas e entrou no elevador, então eu segui na direção de onde meu carro estava estacionado.

**

Uma das coisas que minha mãe me ensinou foi que pontualidade era uma das coisas mais importantes em uma primeira impressão, por isso eu fui até campus alguns dias atrás para ver exatamente onde seria a minha primeira aula e assim não ter perigo de chegar atrasado no primeiro dia.

Escolhi um lugar estrategicamente no meio do anfiteatro e foi nesse momento que eu a vi pela primeira vez.

O rosto angelical, os cabelos loiros caindo nos ombros e os olhos profundamente azuis… Aquela era a garota mais bonita que eu já tinha visto na minha vida e ela estava vindo bem na minha direção.

Com licença… — sua voz era doce e suave, tão bonita quanto seu rosto – Será que eu posso me sentar aqui.

Claro… Claro… — não estava ocupando a cadeira ao meu lado, mas, mesmo assim, me ajeitei – Por favor, sente-se…

Obrigada – agradeceu antes de se sentar ao meu lado – Sei que tem várias cadeiras vazias aqui, mas eu sem gostei de me sentar bem no meio da sala.

Eu também – afirmei – Aliás – Sou Stefan, Stefan Salvatore – estiquei as mãos para cumprimentá-la.

Caroline Forbes – retribuiu o meu cumprimento.

Ela pegou um caderno dentro da bolsa e já na capa pude ver vários desenhos de roupas femininas colocados por todo a sua extensão.

Uau… — falei, fazendo com que voltasse a se virar para mim – Foi você quem desenhou esses vestidos?

Sim, fui eu – sorriu envergonhada – Sempre gostei de desenhar, na realidade, meu sonho era ser estilista.

Desculpe-me se estou sendo intrometido, mas porque fazer administração de empresas então? — quis saber.

Meus pais, ou melhor, meu pai não acredita que ser designer de modas não é o melhor futuro para mim – deu de ombros, parecendo visivelmente chateada com aquela situação – Então aqui estou, estudando administração de empresas, exatamente como meu pai quer.

Sinto muito – lamentei, tentando ser solidário – Imagino que não deva ser nada fácil.

Com certeza não… — fez uma careta – Mas talvez seja uma coisa boa, quem sabe eu não goste do curso no final de tudo, não é mesmo?

É, quem sabe – concordei.

Nós continuamos a conversar até que o professor chegou e depois descobrimos que também tínhamos a próxima aula juntos, então fomos conversando até a outra sala. Acho que nunca tinha me sentido tão à vontade com alguém que tinha acabado de conhecer como aconteceu hoje.

*Fim do Flashback*

No final Damon estava mesmo certo, Caroline vem provando, um pouco mais a cada dia, que é mesmo a mulher da minha vida. Claro que não foi da maneira que meu irmão imaginou, mas mesmo sendo apenas minha amiga, tenho certeza de que não consigo viver sem ela.

Obviamente eu não posso dizer que nunca pensei na possibilidade de termos algo, porque eu realmente pensei. Acontece que, na época em que nos conhecemos, eu era tímido demais para tentar qualquer coisa e como aos poucos nossa amizade foi ficando mais próxima, aquilo começou a deixar de fazer sentindo e logo comecei a pensar na Care quase como uma irmã.

Infelizmente, todos esses anos de relacionamento platônico foram colocados a prova ontem a noite. Claro que eu não faria nada sabendo que ela estava bêbada, mas se Caroline tivesse me beijado ou tentasse algo mais explicitamente, não sei se eu conseguiria resistir…

Meu celular começou a tocar e o retirei do meu bolso a tempo de ver o nome de Damon brilhando na tela do telefone. Imediatamente, apertei o botão para rejeitar a chamada.

— Sinto muito, Damon – murmurei – Mas não estou disposto a falar com você agora.

Foi só então que fui dar uma olhada no relógio. Já estava ali, sentado e divagando, era melhor eu voltar antes que alguém começasse a ficar preocupado comigo.

***

Quando cheguei a casa da praia, Bonnie e Enzo estavam assistindo alguma coisa na televisão, largados no sofá da sala, enquanto Elena e Liam estavam tomando café da manhã. Ainda sem nenhum sinal da Caroline.

— Onde está a Care? — decidi peguntar.

— Ainda não acordou – Lena disse, dando de ombros – Ou, pelo menos, ela ainda não desceu.

— Acho melhor preparar o café da manhã e levar para ela – avisei – A Caroline deve estar se sentindo mal por causa da ressaca, comer alguma coisa deve fazê-la se sentir melhor.

— Sim, é uma boa ideia – ela concordou – Estamos aqui para aproveitar tudo que Santa Barbara tem para nos oferecer e vamos perder muito tempo se ficarmos dormindo aqui dormindo até tarde.

Tive que concordar com ela.

Então eu peguei uma bandeja e coloquei um prato com três panquecas cobertas de calda de chocolate, uma xícara de café puro e copo de suco laranja e já estava pronto para levar tudo para Caroline no andar de cima da casa.

***

Quando entrei no quarto, Caroline continuava deitada na cama, praticamente na mesma posição em que a deixei mais cedo, só que com o rosto enterrado no travesseiro. Quando ela se mexeu um pouco depois ouvir o barulho da porta sendo fechada, foi o que eu precisava para ter certeza de que ela ainda estava viva.

— Boa dia, Care! — disse animada.

— Não…! — sua voz estava abafada por causa da fronha contra o rosto, mas eu consegui ouvi-la – Me deixa dormir, Stefan…

— Você já dormiu o suficiente – me aproximei e coloquei a bandeja na ponta da cama – Eu trouxe o seu café da manhã. A refeição mais importante do dia, não é isso que você sempre diz quando está tentando me convencer a comer alguma coisa de manhã?

— Não estou com fome… — ela finalmente se virou, permitindo que eu visse seu rosto amassado e seus olhos inchados, não sei se isso tudo era resultado do acesso se sono ou de toda a bebida de ontem – Aliás, se você quiser pegar uma faca e enfiar em mim, eu não vou achar ruim.

— Como você é dramática, Care – revirei os olhos – Onde está a aspirina? Ontem você disse que tinha na bolsa.

— Não tive coragem de levantar daqui para pegar nada – explicou – Parece que e vou bater no chão assim que ficar de pé, o tanto que a minha cabeça está pesando nesse momento.

— Espera ai, eu vou pegar o remédio para você – avisei, enquanto ia atá a bolsa dela, que estava em um canto no chão.

— Tem uma bolsinha ai dentro – avisou – Pega ela para mim.

Fiz o que ela me pediu e entreguei a bolsinha a ela. Caroline, então pegou uma cartela e retirou um comprimido lá de dentro e eu peguei o suco de laranja para auxiliá-la a engolir o remédio.

— Obrigada – disse depois de beber todo o líquido e foi só então que ela pareceu percebeu que só estava usando o sutiã na parte de cima do corpo – E será que você pode pegar uma blusa para mim.

Foi impossível não rir da cara de vergonha dela nesse momento. Então eu peguei a blusa que ela estava usado ontem a noite e Care a vestiu imediatamente.

— Eu, sinceramente, não sei o que é pior – comentou, em seguida – A ressaca ou a vergonha que eu estou sentindo por ter dado em cima de você.

Sabia muito bem que ela estaria se sentindo assim hoje de manhã. Caroline era daquelas pessoas que costumavam lembrar exatamente de todas as besteiras que fazia depois de beber, e essa, segundo ela mesma, era sempre a pior parte.

— Como eu queria ter uma amnésia alcoólica – continuou – Eu teria feito a besteira, mas, pelo menos, eu não me lembraria de nada agora.

— Relaxa, Care – me aproximei e coloquei o a mão no seu braço, tentando acalmá-la – Sendo sincero, eu nem lembro do que foi que aconteceu ontem a noite.

— É claro que você se lembra, Stefan… — revirei os olhos – Eu te conheço muito bem, Stef, sei perfeitamente que você se lembra do que eu fiz.

— Tudo bem, eu me lembro – admiti – Mas eu realmente não ligo, sei que você estava bêbada e a gente não costuma ser muito racional depois que a gente bebe demais.

— Stef, eu me insinuei e pedi para transar com você! — insistiu— Praticamente arrancou a minha roupa, te joguei na cama e te ataquei aqui mesmo.

As lembranças de ontem invadiram a minha mente e foi impossível não sentir meu rosto esquentar de vergonha.

— Mas não aconteceu nada demais – deu uma risada de disfarce – Eu realmente não ligo para o que aconteceu, ou o que quase aconteceu. Não dá pra deixar isso abalar com a nossa amizade.

— Eu, sinceramente, não sei o que deu em mim – prosseguiu, ignorando o que eu tinha acabado de falar – Talvez tenha sido o fato de eu estar há uns dois meses sem sexo ou pelo que a Elena falou sobre eu aproveitar que estava sozinha no quarto com você, ou talvez a mistura dos dois.

— E desde quando você escuta o que a Elena fala? — quis saber.

— Eu estava bêbada! — gritou, me lembrando – Stefan, eu já estou me sentindo péssima o suficiente, não preciso que você fique me fazendo sentir pior…

— Certo, Care, me desculpe… — passei a mão pelo seu cabelo – Mas por favor, não pensa mais no que aconteceu, eu estou falando sério. Quem nunca deu em cima de um amigo ou de uma amiga depois de beber demais?

— Tudo bem, não vou mais pensar nisso – prometeu.

— Agora tome o seu café da manhã – empurrei a bandeja na sua direção – Eu peguei para você panqueca com calda de chocolate e café puro, do jeito que eu sei que você gosta.

— Parece mesmo, ótimo – concordou – Obrigada, Stef…

Ela começou a comer e eu só fiquei ali observando ela. Em um momento ela parou e ficou me encarando.

— O que houve? — perguntei – Tem alguma coisa errada com o meu rosto?

— É mesmo verdade? — quis saber, e eu fiquei sem entender do que ela estava falando – Que você é…, bom, virgem?

— Como foi que você descobriu? — eu não neguei, ela era a minha melhor amiga, não tinha porque esconder algo assim dela, apenas nunca tinha tocado no assunto porque não tinha surgido a oportunidade.

— Ontem, no jogo de “eu nunca”, quando eu falei nunca ter transado e todos beberam – explicou – Eu vi que você fingiu que bebeu, mas não bebeu nada.

— Ah… — foi tudo que eu disse, sendo sincero, eu nem sei porque eu fiz aquilo.

— Por que você nunca me disse? — continuou – Sei que essa pode ser uma situação constrangedora, mas eu sou a sua melhor amiga, não tem porque esconder isso de você.

— Não fico constrangido – afirmei – Acontece que nunca surgiu a oportunidade. Eu sempre fui tímido e só tive uma namorada na época da faculdade, e não foi exatamente um namoro, como você sabe e na época do Ensino Médio, foi até pior. Então sim, eu sou virgem.

— E você não fica incomodado com isso? — voltou a perguntar – Não quer mesmo mudar essa situação?

— Acho que essa questão de virgindade não é tão importante para um cara quanto é para uma mulher, Caroline – deu de ombros.

— Mas e quando você arranjar uma namorada? – insistiu – Acredite, as mulheres gostem de caras experientes.

A nossa conversa foi interrompida por uma batida na porta. Dissemos que a pessoa podia entrar, era a Elena.

— Com licença – ela disse – Como você está se sentindo, Care?

— Fora uma dor de cabeça chata por causa da ressaca, eu estou bem – minha amiga respondeu.

— Eu tenho aspirina na minha bolsa – avisou – Se você quiser, eu posso pegar lá no meu quarto para você.

— Não precisa, Lena, eu já tomei – mostrou a cartela, que agora estava com dois comprimidos faltando – Mas obrigada, mesmo assim.

— Bom, já que você já tomou o remédio e a dor de cabeça vai passar, eu posso falar dos planos para hoje – continuou – Vamos passar o restante do dia na praia e depois voltamos para cá, trocamos de roupa e vamos a uma pizzaria que fica aqui perto e que o Liam falou que é ótima. O que vocês acham?

— Praia o dia inteiro e pizza a noite, para mim parece um programa perfeito para sábado – Caroline concordou – O que você acha, Stef?

— Para mim parece ótimo – respondi também.

— Perfeito! — ela pareceu satisfeita – Terminem de tomar seu café da manhã, vamos sair para a praia em uma hora.

Então ela saiu do quarto e fechou a porta, voltando a nos deixar sozinhos.

— Já está decidido – Care completou – Eu vou te ajudar a perder a virgindade.

— Como assim, Caroline? — questionei – O que você pretende fazer, Care?

— Ainda não sei – dei de ombros – Mas eu vou fazer alguma, pode ter certeza disso.

Achei melhor não falar nada, afinal, conheço Caroline bem o suficiente para saber que não adianta discutir com ela, mas confesso que tenho medo do que minha amiga pode ser aprontando.

Notas finais
Pois é, meu povo, agora eles tiveram uma conversa sincera o Stefan ainda prometeu ajudá-lo a perder a virgindade.... kkkkkkkkkkk Agora vamos ver quando ela vai propor ser com ela.... *** Bom, é isso Agora comentem e digam o que estão achando....