Just One Night

4 Capítulo 3 - O convite


Notas iniciais
Oi gente, Aqui está mais um capítulo da fic Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais

Stefan

Depois de terminar de arrumar, peguei o casaco, para o caso de estar frio no cinema e ainda guardei o ingresso que já tinha comprado pela Internet. Só depois de estar pronto que eu decidi ligar para a Caroline.

Stef!— minha amiga já foi dizendo assim que atendeu o telefone, pude supor por isso que ela tinha visto meu nome no identificador de chamadas – Onde você está? Eu já estou aqui no shopping te esperando, há mais de meia hora para falar a verdade.

— Desculpa, Care, por favor, não fica com raiva de mim, mas a verdade é que eu ainda estou em casa – decidi ser totalmente sincero – Eu me enrolei com uma coisa na agência e acabei demorando para chegar em casa mais tempo do que estava planejando. Mas não se preocupe, eu já comprei os ingressos antecipadamente e estamos com tempo ainda.

Se você diz…— ela soltou um longo suspiro do outro lado da linha – E será que você pode, pelo menos, me dizer, qual o filme que nós vamos assistir?

Não pude deixar de sorrir com aquele pedido. Caroline e eu temos a tradição de sempre assistirmos filmes ou séries de televisão no final de semana e nessa sexta-feira não será diferente, nosso “encontro” dessa vez, será no cinema. E como da última vez foi ela quem escolheu o filme que assistimos, hoje essa decisão era minha, mas isso não signifique que Care não tenha passado o dia inteiro tentando arrancar de mim qual eu tinha escolhido.

— Não adianta, Care, eu não vou te contar – avisei – Você vai ter que esperar eu chegar ai para descobrir qual filme nós iremos ver.

Já que eu não tenho escolha— voltou a reclamar – Eu não sei se posso confiar muito no seu gosto cinematográfico.

— Acho que posso retribuir o seu “elogio” — brinquei – Sempre que é a sua vez, você escolhe aqueles filmes de comédia romântica ou drama que são sempre entediantes demais.

E você está sempre escolhendo filme de terror ou de ação— insistiu – Podemos continuar nessa discussão pelo resto da noite se você quiser…

— Tudo bem, eu já entendi – revirei os olhos, mesmo sabendo que ela não estava vendo.

Ouviu um barulho de chave vindo da sala. Sinal de que meu irmão tinha acabado de chegar.

— Care, agora eu vou desligar – avisei – A gente se vê daqui há alguns minutos.

A gente se vê – concordou antes de desligar.

***

Quando cheguei ao outro cômodo, presenciei Damon imprensando Freya contra a porta. Minha futura cunhada também não ficava para trás e estava brincando com as mãos na barra da camisa do noivo.

— Com licença… — murmurei, depois de pigarrear – Eu estou bem aqui…

Para a minha sorte isso foi o suficiente para eles se afastarem. Acho que do jeito que aqueles dois estavam, era capaz de começarem a transar bem aqui e não notarem a minha presença.

— Ora! Olá, Stef… — meu irmão não pareceu nem um pouco constrangido por aquele flagra e apenas passou a mão pelo cabelo para arrumá-lo, embora não estivesse bagunçado – O que você está fazendo aqui?

— Eu moro aqui – lembrei.

— A gente não sabia que você estaria em casa, Stefan… — Freya explicou, era perceptível pelo seu tom de voz o desconforto com toda aquela situação – O Damon disse que você ia ao cinema com a Caroline. Se eu soubesse que você estava em aqui, nós tínhamos ido para o meu apartamento.

— Está tudo bem, Freya, eu estava mesmo saída para encontrar a Care no shopping – garanti – Mas acontece que eu também pensei que vocês fossem jantar e depois fossem ao cinema. Pelo menos foi o que o Damon me disse quando saiu da agência mais cedo hoje.

— E a gente ia mesmo fazer isso – ela afirmou – Mas…

— Mas a Freya não estava se sentindo bem – Damon a interrompeu, colocando a mão de forma protetora no ombro da noiva – Então achei melhor virmos para cá, assim assistimos a um filme na televisão e eu posso cuidar dela.

— Mesmo que eu tenha dito que não precisa se preocupar e que eu estou bem – completou, fazendo uma careta – Seu irmão é muito exagerado quando quer.

— Sou mesmo exagerado, admito – disse – Mas com saúde não se brinca, meu amor, ainda mais agora que falta tão pouco tempo para o nosso casamento.

— Um som de toque de celular começou a ecoar pelo ambiente. A princípio pensei que fosse o meu, na verdade era o telefone do meu irmão.

— Um minuto, eu preciso atender – avisou – Damon Salvatore falando…

Então ele caminhou em direção ao corredor enquanto continuava a falar com quem quer que estivesse do outro lado da linha. Assim que ficamos sozinhos, vi que Freya sentou-se no sofá, aparentando cansaço, não sei o que ela estava sentindo, mas seu rosto estava visivelmente pálida.

— Tem certeza de que está tudo bem, Freya? — decidi perguntar.

— Sim, eu estou bem – garantiu – Acho que é só estresse mesmo: o casamento se aproximando, estou começando a escrever a minha tese, o Damon me vigiando 24 horas por dia…, é muita coisa acontecendo em pouco tempo. Não é nada que precise se preocupar.

— Se você diz – dei de ombros – Bom, agora eu preciso ir, antes que a Caroline surte comigo por eu tê-la feito perder o filme. Avise ao Damon que falo com ele depois.

— Está bem – concordou – E mande um beijo para a Caroline por mim.

Acenei com a cabeça uma última vez antes de me virar e sair do apartamento.

***

Caroline estava esperando por mim na praça de alimentação, que era a área do shopping mais próxima do cinema. Assim que ela me viu, se levantou da cadeira em que estava sentada e caminhou na minha direção.

— Finalmente você chegou – já foi falando – Eu já ia comprar pipoca e refrigerante para nós, mas não sabia quanto tempo você demoraria.

— Agora eu já estou aqui! — lembrei – Ainda temos um tempo antes do filme começar, então podemos ir até a bomboniere do cinema. Sei que eu já comprei os ingressos, mas eu pago.

— Espero que só um minuto, Stefan! — colocou uma das mãos no meu peito, impedindo que eu andasse – Antes de mais nada, me fala qual o filme nós vamos assistir.

Eu já sabia qual seria a reação dela, mas uma hora ou outra teria que dizer. Então apenas peguei os ingressos no bolso traseiro da calça e entreguei a ela.

A invocação do mal 2, isso é sério, Stef? — elevou o seu tom de voz – Você sabe que eu tenho pavor de filmes de terror e mesmo assim você insisti em querer que eu assista.

— Care, estão todos dizendo que esse filme é muito bom e eu estou louco para assistir – tentei argumentar – E não deve ser tão ruim assim, lembre-se que é só um filme.

— Caso você tenha se esquecido, eu fui assistir ao primeiro filme com você também – lembrou – E foi, sem dúvida, o pior filme que eu já vi na minha vida!

— Bom, você pode tapar os olhos quando achar a cena assustadora demais – sugeri.

— Então eu vou passar o filme inteiro com os olhos fechados – fez uma careta – Tudo bem…, mas já vou avisando que vou querer chocolate, muito chocolate.

— Você quem manda – concordei, em seguida coloquei a mão nas suas costas e seguimos para o cinema.

***

— Esse filme foi simplesmente, horrível! — assim que a sessão acabou, saímos de dentro da sala de projeção junto as outras pessoas que também estavam assistindo ao filme – Eu retiro o que disse antes, acho que esse foi pior do que o primeiro.

— Como você pode saber disso, Care, passou a maior parte do filme com o rosto escondido no meu ombro – brinquei, sabia o quanto a minha amiga tinha pavor de filme de terror e a parte mais divertida é ver as reações dela – E aquela hora que você fincou as unhas no meu braço…, foi um milagre não ter saído sangue.

— Isso é bem-feito, para você aprender a nunca mais me arrastar para assistir a um filme de terror – mostrou a íngua para mim e um gesto bem infantil – Da próxima vez você escolher qualquer outro filme, menos os de terror.

— Decididamente eu não aprendi a minha lição – coloquei o braço em volta do seu ombro – Mas você me ama mesmo assim e não é isso que vai destruir a nossa amizade.

— Você é um idiota…. — se afastou de mim – Acredite em mim, Stef, eu já tenho problemas o suficiente na minha vida, não preciso de nenhum filme de terror para piorar isso.

— Problemas? — não pude deixar de ficar preocupado ao ouvir suas palavras – Care, você está com problemas no ateliê? Alguma coisa que eu possa ajudar?

Caroline sempre foi teimosa quando o assunto é dinheiro. Em seus piores momentos, quando ficou sem a ajuda do pai e precisou arranjar um emprego para pagar a faculdade e se manter em Los Angeles, nem mesmo assim ela me permitiu ajudá-la.

— Está tudo bem no ateliê – garantiu – Eu te disse, o que mais tem em Los Angeles é festa de casamento…, acredite em mim, se depender disso eu nunca vou ficar sem dinheiro ou trabalho.

— Isso é bom – admiti – Mas então…, que drama é esse de que você está falando? Sabe que pode falar qualquer coisa comigo, Care, qualquer coisa mesmo.

— Eu… — me olhou de cima a baixo duas vezes – Não é uma coisa para gente conversar aqui, no meio do shopping.

— Tudo bem – concordei – Conversamos sobre isso depois, então.

— Perfeito! — abriu um largo sorriso – Agora vamos comer alguma coisa que eu estou morrendo de fome.

— Você só pode estar brincando, Care – me fingi de espantado – Nos acabamos de comer uma pipoca tamanho grande, refrigerante e você ainda comeu chocolate. Como é que ainda estar com fome?

— Aquilo foi apenas um aperitivo – deu de ombros – Você que sempre tem espaço para um lanche no shopping.

— Eu, sinceramente, não entendo como você pode ser tão magra – revirei os olhos – Mas vamos lá, eu pago, é claro.

— De maneira nenhuma, Stefan – reclamou – Você já pagou os ingressos e o lanche do cinema, agora é a minha vez, não vou deixar só você gastar dinheiro aqui.

— Você compensa da próxima vez que formos ao cinema – sugeri – Ai então você pode pagar tudo.

— Eu tenho escolha? — aquela era uma pergunta retórica.

— Decididamente, não… — ri – Agora vamos antes que eu mude de ideia sobre você pagar as coisas da próxima vez.

Entrelacei meus dedos nos dela e caminhamos juntos na direção da lanchonete.

***

— Boa noite – a fila estava enorme, mas finalmente chegou a nossa vez de sermos atendidos – Posso anotar seus pedidos.

A atendente me ofereceu um sorriso e eu retribui o seu gesto. Quase no mesmo instante, senti Caroline retirar a mão da minha.

— O que você quer pedir, Care? — decidi perguntar primeiro para a minha amiga.

— Deixe-me, ver… — disse, pensativa – Quero um chesseburguer, batata frita e milkshake de chocolate.

— E eu quero a mesma coisa que ela, só troque o milkshake por um refrigerante – avisei.

— Stefan, vou procurar um lugar para sentarmos enquanto você paga tudo – Care avisou – Tudo bem?

— Claro, vai lá – afirmei antes de voltar a me virar para a atendente e entregar o meu cartão para ela – Aqui está, no débito, por favor.

— Está bem senhor… Salvatore – completou depois de ler o meu nome no cartão.

Depois de pagar ainda fiquei uns cinco minutos esperando o nosso lanche e em seguida fui encontrar a minha amiga, que tinha se sentido bem no centro da praça de alimentação.

— Aqui está… — entreguei a parte dela antes de me sentar bem ao seu lado.

— Obrigada – agradeceu antes de pegar uma batata e tomar um gole do seu milkshake.

— Algum problema, Care? — decidi questioná-la – Por que você saiu da lanchonete com tanta pressa daquele jeito?

— É sério mesmo que você não percebeu? — cruzou os braços, totalmente incrédula – Ela estava dando em cima de você, Stef, descaradamente, até.

— Espera, você está falando da caixa da lanchonete? — foi a minha vez de não conseguir acreditar nas palavras dela – Ela não estava dando em cima de mim, Caroline, você está viajando.

— Ela estava quase te jogando em cima daquele balcão e te agarrando ali mesmo – insistiu – Vai me dizer que você não reparou nos sorrisinhos que ela estava te dando? Você até mesmo retribuiu, o que a fez acreditar que estava conseguindo alguma coisa.

— Pensei que ela só estava sendo simpática e decidi ser simpático também – expliquei – Você tem certeza de que ela estava dando em cima de mim?

— Acredite, Stefan, tenho certeza – garanti – Eu mesma já usei essa tática antes. Você deveria prestar mais atenção nessas coisas.

— Isso tudo é mais complicado do que eu imaginava – revirei os olhos – As vezes eu penso que as coisas seriam muito mais fáceis se eu tivesse me apaixonado por você.

Caroline estava distraída olhando o seu chesseburguer, mas no momento em que me ouviu falando, ela voltou a me encarar.

— Acredite, Stef, não seria mais fácil – fez uma careta.

— Sim, seria muito mais simples – insisti – A gente teria começado a namorar ainda na faculdade, depois de formados poderíamos ter pensado em irmos morar juntos e agora começaríamos a planejar o nosso casamento.

A verdade é que não tem pessoa com quem eu me sinta mais à vontade do que com Caroline Forbes; com ela eu posso ser eu mesmo, algo que as vezes eu não consigo nem mesmo com meu irmão. Mas a gente não manda nos sentimentos e eu e Care jamais conseguiremos ser outra coisa que apenas bons amigos.

— Mas as coisas nem sempre são como a gente quer, não é mesmo? — ela completou os meus pensamentos.

— E por falar em casais apaixonados – mudei levemente de assunto – Quando chegar em casa ainda vou ter que aturar o Damon e a Freya dormindo no quarto ao lado do meu.

Na maior parte das vezes, meu irmão e minha futura cunhada costumam ir para o apartamento dela, onde tem mais privacidade, mas como hoje eles foram para a nossa casa, muito dificilmente não passaram a noite lá. A última vez que isso aconteceu eu custei a dormir por causa dos gemidos dos dois.

— Sinto muito por você – solidarizou-se – Tenho uma ideia, porque você não vai dormir lá no meu apartamento? Raramente as meninas dormem lá no final de semana e assim você até me faz companhia.

— É realmente uma boa opção – concordei – Mas tem certeza de que não será um problema? Bonnie e Elena não vão achar ruim que eu passe a noite lá?

Caroline já dormiu várias vezes no meu apartamento, Damon já está acostumado com isso e até acha natural. Mas eu nunca nem mesmo cogitei ir para o de Caroline, pois sempre achei que poderia ser um abuso impor a minha presença para as amigas dela.

— Como eu disse, as meninas devem estar com seus respectivos namorados – voltou a explicar – Além disso, aquele apartamento é tão meu quanto delas e posso levar quem eu quiser até lá.

— É justo… — afirmei.

— Bom, você sabe só temos três quartos no apartamento – prosseguiu – Então, se você se sentir desconfortável de dormir no meu quarto, vai ter que ficar na sala.

Apesar de todos os comentários maldosos da parte do meu irmão, Caroline sempre dorme no meu quarto quando passa a noite lá em casa. Temos bastante confiança na nossa amizade para dividirmos a mesma cama.

— Você sabe que e não tenho problema com isso – respondi, por fim – Posso muito bem dormir no seu quarto com você.

— Ótimo – completou.

Então nós terminamos o nosso lanche antes de irmos para o meu carro, que estava no estacionamento do shopping.

***

Caroline disse que era me provável que Bonnie e Elena passaram a noite fora, mas quando chegamos ao apartamento, a luz da cozinha estava acesa.

— Lena? — minha amiga disse assim que a outra surgiu na sala, provavelmente após ouvir o barulho de chave na porta – Não imaginava ver você em casa hoje.

Pela roupa que estava usando, imaginei que ela provavelmente acabou de chegar, assim como nós, ou então ainda não saiu.

— Oi, Care! Oi, Stefan – nos cumprimentou – Eu até fui me encontrar com o Liam depois de sair do trabalho, mas hoje ele estará de plantão no hospital, então vou passar a noite aqui hoje. Espero que isso não seja um problema para vocês…

Ficou olhando para mim e para Caroline repetidas vezes. Foi quando eu me lembrei que minha amiga comentou que Elena, assim como Damon, está sempre sugerindo que seriamos um ótimo casal. Será que agora ela está insinuando que nós estamos namorando escondidos?

— É claro que não será um problema, Lena, esse apartamento também é seu – Care respondeu – Espero que você também não se importe, o Stefan vai passar a noite aqui. Nós vamos ficar lá no meu quarto, não se preocupe que não ficaremos no meu quarto e isso não tirará a sua privacidade.

— Care, não precisa se preocupar, está tudo bem – garantiu – Eu estava mesmo indo dormir, foi uma longa semana e tudo que preciso agora e dormir até o meio-dia de amanhã, só vim mesmo beber um copo d’água.

— Está bem… — concordou.

— Já ia me esquecendo – Elena voltou a se virar para nós antes que chegasse na divisa entre a sala e o corredor – O último ano do Liam na faculdade começa na outra semana e ele quer comemorar passando o final de semana na casa dos pais dele em Santa Bárbara. E disse para eu chamar a Bonnie e o Enzo, vocês dois e até mesmo o Damon e a Freya. Seria um final de semana relaxante entre amigos.

— Um final de semana relaxante com os amigos em Santa Barbara, parece ótimo – Caroline comentou – O que você acha, Stefan?

— Só avisando que vocês não precisaram gastar com nada, nem mesmo com bebida – Lena completou – Os pais do Liam vão encher a dispensa da casa para a gente e nós dois levaremos as bebidas.

— Também acho uma excelente ideia – respondi.

— Perfeito – ela pareceu satisfeita – Bom, agora eu vou mesmo me deitar, divirtam-se vocês dois e juízo – riu antes de nos deixar sozinhos.

— Ela está achando que eu vim dormir aqui para a gente transar? — quis saber – É isso mesmo?

— Provavelmente – minha amiga deu de ombros.

— E você diz isso nessa calma? — continuei – Sua amiga acha que estamos no quarto do lado do dela transando e você não acha isso um absurdo? Não vai nem mesmo tentar se explicar para ela?

— Eu já tentei me explicar várias vezes para ela, mas a Elena não me escuta – revirou os olhos – É igual ao Damon, deixa ela pensar o que quiser, nós dois sabemos a verdade e isso é tudo que importa.

Ela se aproximou de mim e colocou os braços em volta do meu pescoço antes de depositar um beijo no meu ombro.

— Mas a Lena tem razão sobre uma coisa, foi uma longa semana – comentou – Também estou morrendo de sono e até consigo ouvir a minha cama daqui.

— Como você é dramática Caroline Forbes – brinquei e ela fez um careta – Mas tudo bem, se você está com sono, vamos dormir.

***

Para a minha sorte, Caroline tinha “roubado” um pijama meu uma das vezes em que passou noite lá em casa e graças a isso eu tinha algo para vestir hoje.

Já estava deitado quando a minha amiga se trancou no banheiro para fazer a sua higiene pessoal noturna. Porém não demorou muito para ela retornar ao quarto, já pronto para dormir.

— E então, o que achou? — deu uma volta completa em torno de si, permitindo que eu visse seu pijama curto de algodão – Estou bem?

— Maravilhosa! — respondi, sem conseguir deixar de rir da sua “performasse”.

— O que houve? — cruzou os braços querendo saber qual o motivo do meu riso.

— Não é nada… — balancei a cabeça negativamente antes de afastar as cobertas do lado vazio da cama – Vem, vamos dormir.

Ela ainda me olhou desconfiada, mas acabou deitando-se ao meu lado e encostando a cabeça no meu peito, o usando de travesseiro. Eu apenas comecei a passar a mão pelo seu cabelo, pois eu sabia que isso a ajudava a relaxar a adormecer mais rápido.

— Care… — voltei a falar depois de alguns minutos – Mais cedo você me disse que estava com alguns problemas, mas que aquele não era o momento para falar sobre aquilo. Acho que agora é um bom momento, isso se você quiser conversar, é claro.

Ela soltou um longo suspiro antes de se afastar um pouco para poder se sentar e passar a mão pelo cabelo.

— Isso é uma coisa que eu tenho pensado muito ao longo dessa semana e realmente não sei o que fazer — admitiu – E acho que não tem ninguém melhor para conversar do que com o meu melhor amigo.

— Você pode falar… — coloquei a mão no seu joelho – Se eu puder ajudar, ficarei muito feliz em fazer isso…

— Lembra na quinta-feira da semana passada, quando fomos almoçar juntos e eu comentei com você sobre meu pai estar me ligando? — prosseguiu – Naquela mesma tarde a minha mãe ligou e contou que meu pai sofreu um princípio de infarto.

Um princípio de infarto? Não consigo nem imaginar como a Caroline está se sentindo, ela passou tanto tempo brigada com o pai e agora isso acontece…

— Sinto muito… — foi tudo que consegui dizer para consolá-la.

— Minha mãe disse que não foi nada grave e que ele só precisa ficar de olho na alimentação e fazer mais exercícios – explicou – Mas não posso deixar de me preocupar, ele é meu pai e…

Ela começou a chorar e tudo que consegui fazer foi me sentar também e a puxar para perto de mim e permitir que chorasse no meu ombro.

— Desculpe-me, Stefan, eu sou mesmo uma boba – deu um sorriso sem graça ao se afastar e viu que tinha molhada a minha camisa – É só que eu não consigo deixar de lembrar que tinha comentado com você que para mim meu pai estava morto e então eu descubro isso. Não posso deixar de pensar que é por minha culpa.

— Não pense assim, Care, isso não é sua culpa – limpei uma lágrima que escorria pelo seu rosto – Mas pode ser uma oportunidade de você voltar a se acertar, até porque ele também parece querer fazer isso.

— Sim, eu quero fazer isso, quero ligar para ele – avisou – Só não sei como fazer isso. O que falar.

— Fale apenas o que está no seu coração, mostre que ele é importante para você – sugeri.

— Será que você pode estar comigo quando eu ligar par ele – pediu – Apenas para estar ao meu lado me dando apoio moral.

— Claro que eu estarei com você – dei um beijo na sua testa e ela bocejou – Agora vamos dormir, você está mesmo morrendo de sono.

— Sim, vamos dormir – concordou.

Voltamos a nos deitar e dessa Caroline deitou-se de costas para mim e eu coloquei a mão na sua cintura antes de fechar os olhos e cair na inconsciência.

Notas finais
Bom, foi um capítulo basicamente todo Steroline, para mostrar um pouco mais da amizade dos dois, bem fofinho. O que acharam? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando.