Just One Chance
17 Capítulo 17- Eu estou aqui.
Notas iniciais
*Mel P.O.V's*
Era estranho, sabe, olhar para o passado e ver como você lutou, como superou perdas, como está superando o fato de sua irmã está em coma a seis meses, é difícil e estranho ao mesmo tempo, é ótimo saber que ela está viva e reage, mas é difícil lutar sabendo que ela não está ao seu lado fisicamente dando aqueles conselhos malucos que sempre funcionam, difícil viver sem suas crises de risos e suas implicâncias, mas ai você pergunta, Mas Mel ela não é sua irmã de sangue! Dane-se, quem se importa com sangue? Tem muitos irmãos de sangue brigando e inimigos, ela não é minha irmã de sangue, mas dei meu sangue por ela, e com certeza ela faria o mesmo.
Bom vou lhes contar o que aconteceu nos últimos meses, Lisa passou de ano, recebi sua aprovação depois que ela ficou no hospital, Stiles vai sempre que pode visita-la, troca as flores do vaso que fica ao lado de sua cama e levamos fotos da família, Scott e Derek resolveram aceitar os gêmeos na alcateia, até que não é má ideia eles salvaram minha irmã...
Estamos em pé de guerra com a alcateia dos alfas, e adivinha? Na nossa última luta matei Kali e me tornei alfa, sei é cruel, mentira, foi gratificante ver aquela vadia implorando por sua vida miserável enquanto eu apertava com força seu pescoço fazendo o mesmo se deslocar matando-a. Eu sempre que posso vou visitar Lisa, é tão triste vê-la sem reação, só, deitada e o tempo passando sem afeta-la...
Bom, neste momento estou indo em direção ao hospital quero vê-la, assim que entrei no mesmo parei na recepção, Melissa (mãe do Scott) que está cuidando da Lisa me levou até lá e logo em seguida saiu:
–Oi Lisa, sou eu, Mel. -falei e sentei ao seu lado- Bom, eu não comprei flores, a floricultura estava fechada, sinto muito. Eu ia comprar chocolate, mas como você não ia comer não comprei. -falei- Ah Lisa... minha vida é tão... sem graça sem você. -falei e senti meus olhos marejarem-
Lisa estava pálida, sua aparência frágil e delicada retornara, cortes profundos nas coxas, braço quebrado e suas mãos enfaixadas por conta de suas unhas ainda estarem quebradas, Mel sentiu por um momento sua vida sem razão, ela ama a irmã e é difícil pra ela ver o único membro de sua família em uma cama de hospital, Mel chorou baixinho pedindo a Deus que sua irmã acordasse, pedindo pra ela ficar totalmente curada. Mel analisou sua irmã por um momento, lágrimas desciam em disparada por seu rosto, ela passou a mão em seu rosto e voltou a se encolher na cadeira e chorar...
Sim, seu único refúgio era o choro, lágrimas quentes e salgadas que desciam de seus olhos assim que mirava a irmã inconsciente na cama, Mel por meses tentou se distrair, tentou não pensar no pior para a irmã, seu medo era que ela nunca acordasse...
–Ah Lisa como eu queria te ter de volta, como queria suas chatices de irmã mais nova de novo, tudo que eu peço é que você fique bem, é que você reaja, vamos lá Lisa, você conseguiu se libertar da escuridão, conseguiu seu corpo de volta no momento em que sua alma travava batalhas com um demônio, isso é fichinha pra você, vamos Lisa, reaja...
Mel falava enquanto fitava uma foto em que as irmãs Cooper estão na praia, rindo, felizes, juntas...
Mel sentiu um aperto em seu peito, um nó formou-se novamente em sua garganta, ela nunca foi fraca e nunca pareceu fraca na frente da irmã, mas desde então, ela se permite chorar é a única coisa que ela faz sem receber reclamações ou críticas.
–Francamente, mulher, ainda, diz, ser, forte.
Melanie ouviu uma voz ecoar pelo quarto, uma voz fraca e cortando, ela olhou em volta, mas não veio à mente encarar logo a irmã que petrificara um sorriso fraco de dor e cansaço e seus grandes olhos verdes que fitavam a irmã:
Melanie sentiu uma alegria dominar seu corpo, por um instante fitou a irmã que agora acordara e a abraçou, Lisa fez cara de dor mas cedeu até por que só de ver a cara de alegria da irmã ao vê-la valia a dor...
Agora nada impedia Melanie de sorrir, sorrir de verdade, não aquele sorriso falso que ela colocava no rosto pra dizer as pessoas que olhavam pra ela com pena, que estava bem. Melanie escutou um barulho em instantes a sala ficou escura, ela retornara a antiga casa, olhou em volta, o hospital sumiu, Lisa sumiu. O Pânico tomou conta de Melanie fazendo-a cair em um canto da sala sem poder respirar:
–Melanie! Mel! Melanie!
Acordei sem saber onde estava, olhei em volta e estava no hospital, Lisa ainda inconsciente, Melissa parada na minha frente, me olhando com preocupação:
–O que aconteceu? –falei-
–Você estava dormindo e começou a gritar, eu vim ver o que aconteceu aqui. –disse ela e sorriu-
–Que horas são? Estou a muito tempo aqui? –falei limpando os vestígios de lagrimas dos meus olhos-
–São 20:35hr, eu nem lembrava que estava aqui. –ela disse-
–Eu, já vou indo, amanhã eu volto, eu acho. –falei pegando meu casaco e levantando-
–Eu sinto muito... –ela falou-
–Por quê? –disse quando estava parada na porta-
–Por sua irmã. –ela disse e eu assenti-
Aquele sonho foi tão, real, eu me senti lá, a Lisa olhando pra mim sorrindo, e eu estava feliz, foi minha única felicidade verdadeira em meses...
Voltei para casa e entrei direto para o quarto, Derek estava jogado na cama dormindo, ele não dorme muito bem a noite, cheio de preocupações com a alcateia, o meu bem estar e o bem estar de todos. Me joguei na cama fiquei fitando o nada, ele se mexeu e virou, fitando o teto:
–Como foi lá? Você demorou. –disse sem me encarar-
–A cada dia que passa está mais difícil, eu acabei dormindo lá. –sussurrei segurando as lágrimas-
–Eu sinto muito. –disse-
–Eu sonhei com a Lisa, ela tinha acabado de acordar e eu estava chorando, e ela falou comigo e sorriu, estávamos nos abraçando quando tudo sumiu, eu estava de volta a casa... –falei e deixei escapar algumas lágrimas-
–Não se preocupe, ela vai ficar bem, só precisa de um tempo pra se recuperar. –falou limpando minhas lágrimas-
–UM TEMPO? ELA ESTÁ LÁ A SEIS MESES DEREK, ELA ESTÁ MORRENDO, O CASO DELA É CRÍTICO E EU NÃO POSSO FAZER NADA, ENTENDEU? NADA! –gritei me levantando e indo para a sala-
–Eu sei, sei que ela está morrendo, mas ela vai conseguir Mela... –interrompi ele-
–NÃO ELA NÃO VAI CONSEGUIR, AS ENFERMEIRAS DIZEM QUE ELA VAI FICAR BEM ISSO E AQUILO, MAS ELA NÃO VAI, ELA NÃO ESTÁ CONSEGUINDO SE RECUPERAR, ELA VAI MORRER E EU, BOM EU VOU FICAR AQUI ME SENTINDO CULPADA PARA O RESTO DA MINHA VIDA. –Gritei voltando a chorar-
–DÁ PRA PARAR DE GRITAR, ELA É MAIS FORTE DO QUE PENSA, ELA É SUA IRMÃ, ELA É UMA COOPER, ELA VAI SAIR DESSA, FICA CALMA. –Ele gritou-
–A culpa é minha... –sussurrei e me sentei no sofá-
Derek voltou ao quarto me deixando lá, fiquei fitando a grande janela, meu coração se apertava toda ver que lembrava sua voz fraca no hospital, Lisa, a minha ancora estava morrendo, e eu não posso fazer nada...
*Lisa P.O.V’s*
Abri meus olhos em um lugar estranho e percebi que era um quarto de hospital, levantei e comecei a andar por ai, logo vi Melissa:
–Melissa, poderia me dizer o que aconteceu comigo? –falei-
Ela passou por mim e nem falou comigo, como se eu não estivesse lá. Continuei a andar, era estranho, as enfermeiras passavam por mim e não me viam, senti uma sensação estranha, algumas enfermeiras andavam pra lá e pra cá, se batiam em mim o tempo inteiro mas não sentiam, eu só sentia um ventinho, vi Melissa conversando com um médico, me aproximei:
–Enfermeira, como está o caso da paciente... –ele olhou um formulário- Elisabeth Cooper. –falou encarando Melissa-
–Continua na mesma, não reage a um bom tempo, ela não consegue. –ela disse-
–Mas eu estou aqui. Olha se é um tipo de brincadeira, já deu, eu estou desesperada. –falei alto e nem sequer olharam- OLHEM PRA MIM! –gritei e senti lágrimas nos meus olhos-
–Tudo bem, fique de olho nela qualquer mudança no estado me avise. –disse o médico e Melissa assentiu-
Ela se encaminhou a um quarto e abriu a porta passando e fechando a mesma, quando fui segurar a maçaneta minha mão atravessou a porta, mas o que está acontecendo?
Entrei no quarto e me assustei, em uma cama estava uma garota frágil, pálida, respirando por aparelhos e tomando soro na veia, meu coração acelerou, senti cada toque de Melissa em meu corpo, tirando as ataduras e quando vi, minhas unhas estavam horríveis assim como minha mão, um nó se formou na minha garganta:
–Lisa, sua irmã esteve aqui mais cedo. –falou trocando os curativos da minha perna-
–Como ela estava? A Mel está bem? –falei me aproximando-
–Sua irmã estava chorando, mas ela vai superar. –falou-
–Melissa? Você me escuta? Você me ver? –falei com lágrimas escorrendo pelos meus olhos embaçando minha visão-
Melissa não falou nada, só cantarolou, eu continuei a fita-la, olhei para mim, eu estava horrível, quando tempo se passou?
Levantei e sai correndo, eu precisava que alguém me escutasse, me visse, então fui para a casa de Melanie, ela estava discutindo com Derek, aquelas palavras “Ela está morrendo” e “Eu não posso fazer nada” soaram como um baque para mim, como se meu coração estivesse sendo esmagado e pisoteado, me aproximei de Melanie que chorava olhando para a janela, passei a mão em seus cabelos, ela não teve reação alguma, fiquei olhando-a:
–Olha para mim, eu estou aqui... eu não vou morrer... –falei olhando sua expressão-
–Você está bem? –falou alguém atrás de mim, Mel olhou e era Cora-
–Não, não estou nada bem, a culpa é minha... –ela falou quase como um sussurro-
–Não se culpe por isso, ela vai sair dessa. –disse Cora-
–É Mel, eu vou sair dessa. –falei-
–Cora, minha irmã está internada a meses, acha que eu não sei que ela parou de reagir a três meses? Ela parou de agir como se estivesse dormindo, agora, ela age, como se estivesse morta. –Mel falou e meu estomago revirou-
Ela não acredita que estou aqui, ela não acredita que estou bem...
–Vai ficar tudo bem. –disse Cora-
–Não... não vai... –ela falou e saiu-
Fiquei seguindo Melanie a noite inteira, ela andava pela floresta chorando e murmurando coisas do tipo, “A Culpa é minha”, “Eu falhei, de novo”, meu estomago revirava todas as vezes que ela dizia que eu estava morrendo, mas ela é lobisomem, por que não me ver? Ela foi até a casa, onde tudo aconteceu, senti um aperto no coração, ela entrou lá e ficou fitando o lugar da porta de entrada, ela foi até o meu quarto, sentou na cama e pegou um ursinho de pelúcia de quando eu era pequena:
–Ah Lisa... eu sinto tanto a sua falta... –ela disse chorando-
–Eu também Mel... eu também... –falei encarando-a-
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