Just One Chance
31 Capítulo 31- O FINAL...
Notas iniciais
*Narradora P.O.V's*
Naquela manhã fria de sábado Derek recebeu um telefonema da cidade vizinha, encontraram o corpo de Cora sem vida dentro da antiga casa, o corpo seria liberado do IML ás 02:00 da tarde de domingo, Derek ficou sem chão, sua irmã mais nova estava morta, como iria dar a notícia a todos? Como Isaac reagiria?
Ele apenas desligou o telefone e suspirou cansado, não chorou pois não conseguiu, ele apenas fitou o lugar reformado enquanto sua namorada cozinhava alegremente na cozinha nem imaginando que sua cunhada estava morta assim como sua irmã, mas Derek precisava contar logo, sabia que ela o entenderia pois também perdeu a irmã mais nova, ele levantou e foi até ela que sorriu ao vê-lo:
–O que foi? -perguntou e seu sorriso sumiu-
–Cora... morreu. -falou como um sussurro e Melanie paralisou-
Ela não disse nada apenas o abraçou, sabia o quanto doía a perda de um ente querido. Ficaram assim até serem interrompidos por Charlotte que entrou com uma cara de sono:
–Bom dia. -falou a menina sem animo- O que aconteceu?
–Cora, morreu. -Derek falou com a voz fraca-
Charlotte arregalou os olhos e abaixou o rosto, suspirou e abraçou Derek, ela deu um meio sorriso e falou:
–Eu sinto muito. -Ela falou com os olhos marejados-
–Está tudo bem. -ele limpou uma lágrima solitária que descia pelo rosto dela e sorriu-
Depois de todos descobrirem a verdade menos Isaac, Mel ligou para o mesmo pedindo que viesse na casa deles agora, demorou um pouco e Isaac chegou sorrindo, mas assim que viu a cara de todos seu sorriso desapareceu, Mel fez um sinal para que o próprio se sentasse e ele o fez, encarou um por um e suspirou:
–Cadê a Cora? -ele perguntou com a sobrancelha arqueada-
Derek estremeceu quando ouviu o nome da irmã, ele suspirou derrotado e sentou ao lado de Isaac colocando uma mão sob o ombro do mesmo:
–Ela foi para a cidade vizinha resolver umas coisas e... ela... morreu. -Derek falou e lágrimas se formaram em seus olhos-
Foi como se o mundo parasse para Isaac, estavam namorando a pouco tempo e agora? O que faria? Sem Cora ele se sentia vulnerável, era como um navio sem convés, ele estava incompleto agora. Quando ele percebeu estava chorando, ele apenas levantou enxugou o rosto e saiu sem dizer mais nada. Melanie estava triste, na verdade, muito triste, ela sabia muito bem como era perder pessoas da família assim como Derek.
Segunda-Feira...
Cora havia sido enterrada no domingo assim que seu corpo foi liberado do IML, Isaac não foi ao enterro, na verdade, ninguém o viu depois de sábado, era estranho para todos Cora se tornou muito para todos da alcateia. Assim que Melanie, Derek e Peter chegaram em casa (Charlie foi dar uma volta com Lydia e Allison), eles deram de cara com uma carta e uma foto, nela havia uma mulher ruiva sorrindo e a carta estava endereçada a Derek, o mesmo a abriu e arregalou os olhos quando leu, Melanie retirou a carta de suas mãos:
–"Você ainda será meu, Derek. Com amor, Emma." -Melanie leu em voz alta e jogou a carta pra Derek- Quem é ela?
–Eu não sei. –Derek falou com sinceridade-
Ninguém deu muita importância para aquela foto e muito menos o “bilhetinho intimidador”. Passaram-se uma semana desde a morta de Cora, ninguém viu Isaac, entrou uma nova garota na alcateia, seu nome, Malia. Melanie e Malia estavam na cozinha conversando:
–Posso perguntar uma coisa? –Malia falou-
–Já perguntou, mas pode. –Melanie sorriu-
–Por que me ajudou? Tipo, quando cheguei aqui muitos votaram contra e porque você votou a favor de mim? –ela perguntou hesitante-
Melanie parou, suspirou e virou-se para ela, a verdade é que Melanie a achava parecida com sua irmã que faleceu, ela se apegou tanto a garota e descobriu que se Lisa ainda estivesse viva com certeza ela e Malia seriam grandes amigas.
–Você parece muito com minha irmã. –Melanie falou sentindo um nó na garganta-
–E onde ela está? –Malia falou com um sorriso de canto-
–Ela morreu, há três meses. –Melanie sentiu suas mãos tremerem-
–Sinto muito... mas, será que eu posso perguntar, como ela morreu? –Malia hesitou ao ver a reação de Mel-
–Longa história... mas, acho que ela mereceu morrer. –Malia se assustou e Mel vendo a cara dela se explicou- Sabe, ela passou por muita coisa desde que chegamos aqui, ela não teve sossego, então, eu acho que aquela era a hora perfeita pra ela ir, até porque ela merecia descanso. –Melanie falou deixando algumas lágrimas escaparam e as limpando rapidamente-
–Você deixou ela ir? Quer dizer, você aceitou isso, numa boa? –Malia falou-
–Não, de primeira era estranho sem ela, como se uma metade de mim fosse embora sabe, uma parte da minha consciência dizia que era melhor aceitar isso, mas outra insistia em relembrar tudo. Eu ainda não aceito o fato de minha irmã mais nova estar morta, mas eu preciso seguir em frente. –Mel falou sentando na frente de Malia-
–Creio que sua irmã era uma pessoa incrível. –ela disse e Mel sorriu- Qual era o nome dela?
–Elisabeth. –Mel falou-
Depois disso Malia não falou nada apenas deu um abraço desajeitado nela e levantou deixando Melanie submersa em pensamentos, ela sentia muito a falta de Lisa. Melanie nem percebeu e estava chorando, ela limpou as lágrimas e levantou-se indo até o quarto da sua pequenina, assim que entrou ela sentou na poltrona próxima ao berço e suspirou, ela observou cada canto do quarto, as paredes rosas em tom bem clarinho, os brinquedinhos, o guarda roupa branco com as roupinhas penduradas em pequenos cabides. Melanie sorriu.
*Enquanto isso na cidade vizinha...*
Emma esperava ansiosa seu voo para Beacon Hill’s, era a cidade vizinha mas demorava muito de carro portanto ela ia de avião. Ela estava sentada com suas bagagens aguardando, até um homem negro se aproximar dela:
–Senhorita Emma Portman? –perguntou o homem-
–Eu mesma, quem é você? –ela falou-
–Sou o policial Edward, por favor me acompanhe. –ele disse-
Emma sentiu uma pressão invadir seu corpo, ela levantou e o seguiu, eles foram até uma “Delegacia” improvisada no aeroporto, ele fez sinal para a mesma sentar-se e assim ela o fez, ele encarou a ruiva por um tempo e depois suspirou:
–Recebemos uma ligação do legista que examinou Cora Hale. –ele disse-
Emma arregalou os olhos, seu coração estava descompassado, ela estava pronta para levantar a qualquer momento e fugir dali:
–E-e o que eu tenho a ver com isso? –ela perguntou nervosa-
–Emma Portman, você está presa por matar Cora Hale. –ele disse-
–Não fui eu quem a matou. –ela falou suando frio-
–Quando se usa mata-lobos não deve deixar suas impressões na injeção, e muito menos, na cena do crime. –ele falou ríspido-
Emma levantou rápido indo para a porta, assim que a abriu outro homem negro só que mais baixo que o outro entrou, ela estava desesperada, o policial a algemou e mandou um dos seus ajudantes a levar para a delegacia:
–Fez um ótimo trabalho Ed. –falou o outro homem vendo Emma se batendo enquanto era levada-
–Obrigado Deaton, mas só consegui por sua ajuda. –ele sorriu-
–Não poderia deixar Emma sair impune dessa. Porque não tomamos um café para relembrar os velhos tempos? –sugeriu Deaton-
–Ótima ideia, irmão. –falou Ed sorrindo e saiu acompanhado de Deaton-
*Em Beacon Hill’s*
–Você faz com que eu me sinta bem. –ele falou-
–Obrigada. –ela corou- Esse lugar é lindo. –ela disse olhando em volta-
–Só trouxe uma pessoa aqui, ela se foi cedo, eu a amei tanto... –ele ficou cabisbaixo-
–Elisabeth? –perguntou-
–Como sabe? –ele estremeceu ao ouvir o nome dela-
–Me contaram, eu tenho certeza de uma coisa Stiles, ela está em um lugar melhor e ela quer que você siga em frente. –ela disse séria-
–Você me faz bem, porque com você eu lembro dela, eu ainda a amo, mas, eu sinto o mesmo amor, talvez maior, por você. –ele a fitou sério-
–Você está dizendo o que eu acho que está? –ela falou-
Stiles a beijou, um beijo calmo e romântico, era o Malia queria naquele momento, amor, carinho. E ela sabia que por mais que Stiles amasse Lisa, ela faria tudo com calma, no tempo certo e respeitaria a opinião dele em relação a Lisa.
E assim ficaram por um longo tempo, se beijando, conversando, se amando. Aquele foi o lugar onde deu o primeiro beijo em Lisa, aquela noite foi incrível, ele sentia dentro dele que Lisa estava presente, só que como uma outra garota chamada, Malia...
Melanie tinha acabado de acordar, ela estava sem sono e foi para a sala, ligou a Tv e tentou achar algo que prestasse deixou em uma série chamada “Once Upon a Time”; Ela ficou assistindo e acabou adormecendo.
*Alguns Meses Depois...*
Melanie estava deitada na cama do hospital, ela olhou em volta, havia bichinhos de pelúcias, flores, balões, ela sorriu ao ver um balão “It’s a Girl” com uma menininha dormindo. Logo ela foi tirada de seus pensamentos por uma mãozinha no seu rosto, ela olhou para a pequena no seu colo, loira de olhos extremamente azuis, certamente um pequeno milagre, ela sorriu e passou a mão no rosto da pequena. Logo a alcateia, junto com o pai da pequenina entraram sorrindo, Derek olhou para a menininha que Melanie dizia ser uma anjinha de tão delicada e perfeita, seus olhos brilharam, ele abraçou Melanie sentando ao lado dela na cama e pegando na mão da menina que riu ao ver o pai, foi uma cena linda, a alcateia inteira estava lá com flores e mais bichinhos de pelúcias:
–Ela é tão, perfeita. –falou Charlie sorrindo-
–É mesmo. –falou Mel sorrindo-
–Já sabem o nome, não é? –Perguntou Peter sorrindo ao lado de Melissa-
–Ahn, não. –Derek e Melanie falaram ao mesmo tempo e os outros riram-
–Então vamos ver um nome para a pequena. –Lydia falou sorrindo-
–Ah, que tal... Thalia? –Melanie falou e Peter e Derek se entreolharam-
–Era o nome da minha mãe. –Derek sorriu-
–Oi Thalia. –Mel falou para a pequena que sorriu-
Os olhos de Derek lacrimejaram e ele beijou Mel, Lydia puxou uma câmera digital e sorriu animada, mandou todos se aproximarem, um enfermeiro bateu a foto, alguns fizeram careta outros sorriram, Derek e Melanie encaravam a pequena que tinha seus olhos pesados pelo sono;
Quando Melanie voltou para casa, teve uma surpresa, uma festa de boas-vindas para ela e Thalia, foi divertido reunir a família, e em meses foi a primeira vez que Melanie se sentiu completa de novo... como se nada tivesse mudado. Isaac com Allison, Scott com Kira, Stiles com Malia, Peter com Melissa, Ethan com Danny, Aiden com Lydia. Charlie sentada olhando o aquário, foi tudo tão perfeito...
“Há alguns anos eu poderia dizer que isso é impossível, que é só mais um sonho, como o que Alice viveu no País das Maravilhas, mas não, isso tudo é real, lobisomens são reais, o sobrenatural é real. O Bem e o mal existe sim, cabe a você decidir de que lado quer ficar...
Eu escolhi o lado do bem, lutei por aqueles que amo até não poder mais, até não ter mais forças, mas eu resisti, eu dei a volta por cima, fiz do impossível o possível, e quando eu digo que fiz e faço tudo por quem amo, não duvide, se for por amor eu vou até o inferno.
Perdi muitos que amo, mas isso não significa que estou sozinha, não significa que o mal vai acabar e vamos viver felizes para sempre, isso, só em contos de fadas e isso aqui é a realidade, e a uma regra para a realidade, sempre que existir o mal, existirá o bem para detê-lo. Mas como dizem, não importa a grandeza do seu poder, por que no final, o único poder que vence, é o amor...
Ele supera tudo, cura tudo, constrói tudo, e agora eu poderei dizer que vou viver em paz enquanto eu estiver com minha família.”
Melanie abriu os olhos lentamente, estava em um hospital, mas porquê? Ela foi tirada de seus devaneios por sua irmã mais nova entrando, mas ela estava morta, não estava? Ela logo percebeu que estava ligada a aparelhos, ela ficou assustada, uma médica ruiva entrou sorrindo e foi tirando os aparelhos respiratórios dela:
–O que aconteceu? –Melanie falou com a voz fraca-
–Pronto, já pode respirar normalmente, que bom que você acordou, deu um susto em todos. –a médica disse sorrindo e ignorando a pergunta dela- Eu sou sua médica, doutora Emma Portman, eu vou deixa-las a sós. –ela saiu-
–Lisa, o que aconteceu? –Melanie perguntou com os olhos marejados- Cadê Derek? Thalia? Lydia? Cadê a alcateia? –lágrimas escorreram dos seus olhos-
Melanie estava em um estado lastimável, seu rosto com ferimentos leves, seu braço enfaixado, perna esquerda quebrada, assim como o pescoço que estava engessado. Lisa observou a irmã e suspirou:
–Mel... quem é Derek, Thalia, Lydia, e a alcateia? –ela fez uma cara confusa-
–Do que está falando, Lisa, o que aconteceu comigo? Onde estão todos eles? Você os conhece. –ela falou nervosa e viu a irmã fazer cara de quem entendeu-
–Q-quando estávamos indo para Beacon Hill’s o avião caiu Mel, eu e você fomos as únicas do voo que sobrevivemos. –ela apontou para um jornal que estava na mesinha ao lado de Mel e na manchete dizia “Voo 049 cai e apenas duas garotas sobrevivem” — Você f-ficou descordada por dois anos, papai estava resolvendo a papelada para desligar seus aparelhos ninguém tinha mais esperanças que você acordasse. Ele estava assinando os documentos quando você acordou.” –ela agora chorava desesperadamente- Tudo o que você viveu nesses dois anos, não passou de um sonho.
Melanie paralisou, tudo que ela viveu foi uma mentira? Foi apenas um longo sonho enquanto seu corpo estava em coma? E Derek? Ele existe mesmo ou foi apenas a imaginação da Mel pregando uma peça nela? E Thalia? Peter, Charlie, Stiles?
Ela lutou, fez de tudo para todos ficarem bem, mas no final ela acorda e descobre que tudo não passou de um sonho, ela agora chorava desesperadamente...
“Eu fiquei em coma por dois longos anos, vivi uma vida que não era minha, e só agora eu percebi que eu preferia ficar nos meus sonhos, foi difícil, mas ninguém nunca falou que a vida era fácil. A vida... um caminho longo cheio de desafios, eu me subestimei e venci os meus, e agora a única coisa que peço é que Derek Hale exista... Foi bom viver com ele, conhecer a alcateia, mas eu não tenho esperanças que ele seja um homem de carne e osso, até porque eu fiquei dois anos sendo enganada pela minha mente.
Agora eu sou psicanalista, me formei na faculdade de Los Angeles assim que sai do hospital, eu ainda tenho sonhos com eles, e o que eu mais queria é que eu não tivesse acordado, viver com eles para sempre, curtindo minha nova vida, minha nova jornada...Mas como dizem; ‘Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.’”

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