Just One Chance
26 Capítulo 26- Deucalion
Notas iniciais
*Narradora P.O.V’s*
Lisa olhou incrédula para a flor que estava em sua mão, então ela realmente viveu aquilo, ela falou com sua mãe e seu pai era Deucalion...
Elisabeth guardou a flor em um pequeno vidro e a flor ficou suspensa ao ar dentro do vidrinho, a garota largou o vidrinho com a flor e saiu.
Melanie tinha acabado do acordar no quarto ao lado, Derek ainda dormia, ela sorriu e levantou se dirigindo ao banheiro...
No café da manhã todos estavam animados, menos Lisa que forçara ao máximo um sorriso mas seus pensamentos estavam longes, Cora falava animadamente como seria sua sobrinha:
–Vai ter os olhos do pai, o sorriso da mãe, os cabelos da mãe, a beleza da mãe e vai puxar a personalidade da mãe. –ela falou rindo de se acabar-
–EI! –Derek repreendeu a irmã com um sorriso no rosto-
–Se puxar a Melanie coitada da criança. –Peter falou sério e depois sorriu-
–Obrigada pela parte que me toca. –Mel falou com sarcasmo revirando os olhos-
E assim seguiu o café da manhã, todo mundo rindo e brincando, até que Lisa voltou a realidade, sentiu que tinha alguém a observando e tinha mesmo, Charlotte olhava pra ela com desconfiança, Lisa sorriu e voltou a comer.
Lisa saiu dizendo que precisava pensar, ela caminhou por ai até chegar a uma parte estranha da cidade:
–Se eu fosse você não andaria sozinha por aqui. –falou uma voz atrás dela e quando se virou era Charlotte-
–Charlotte, o que faz aqui? –Lisa falou-
–Seguindo você, achei que fosse obvio. –a garota deu de ombros-
–Se eu não devia andar sozinha por aqui, por que você está aqui? –Lisa perguntou andando ao lado da garota-
–Por que eu não estou mais sozinha, e por que estou seguindo você, fracamente achei que fosse inteligente. –Charlie falou revirando os olhos-
–Por que estava me encarando hoje no café da manhã?
–Por que eu sei o que aconteceu com você.
–Charlotte, você, ouviu a minha conversa? –Lisa parou e perguntou-
–Sim, eu fui tomar água e você estava lá parecendo uma doida chorando, sua mãe era bonita, mas me diga, Deucalion? Seu pai? Jura? Achei que a Mel fosse a doida da família. –Charlie deu de ombros com um sorriso no rosto-
–Eu não sou doida, muito menos minha irmã, mas, Charlie me prometa que não vai dizer a ninguém. –Lisa falou com a voz tremula-
–Ok, mas não chora perto de mim se não vou ter que te matar. –Charlie sorriu ao ver a cara de espanto de Lisa-
–Você...também? –Lisa perguntou perplexa-
–Se eu também o quê? Lobisomem? Sim. –Charlie respondeu calmamente enquanto retomavam o caminho de casa-
–Desde quando? –Lisa perguntou-
–Lis, desde que eu nasci mas só vim descobrir a um tempo mas a licantropia começou a fazer efeito desde que entrei na adolescência. –Charlotte disse- E por favor, não me pergunta mais nada e não comente nada com ninguém, mas ainda suspeito eles não desconfiarem. –deu de ombros-
Elas voltaram pra casa em silêncio, Lisa tentava absorver a conversa que teve agora a pouco com a garota, Charlie estava mais preocupada em saber o porquê de Lisa ser filha de Deucalion, lobisomem, e não ter licantropia correndo em suas veias.
Assim que chegaram na casa agiram como se nada tivesse acontecido, Cora ria histericamente na sala com Melanie que revirava o olhos de braços cruzados, elas se aproximaram e sentaram ao lado de Cora que segurava um pano:
–O que é isso? –falou Charlie-
–Isso é um presentinho que comprei pra Mel. –falou Cora enxugando os olhos-
–O que é? –falou Lisa sorrindo-
Cora levantou o macacãozinho rosa escrito “Lobinha dos Hale”, ela continuava a rir e Melanie revirava os olhos com a cara emburrada, Charlie olhou pra mim e bateu os lábios sem emitir som “São loucas”, eu apenas concordei. Derek, os gêmeos, Scott, Stiles, Isaac e Peter entraram conversando, mas assim que Derek viu a cara de Melanie se aproximou:
–O que foi, amor? –disse sorrindo para a namorada-
–Nada. –falou-
–Tem certeza?
–Só sua irmã com as idiotices dela. –revirou os olhos e prendeu o riso-
–O que foi agora, Cora? –Derek revirou os olhos-
–Nada não. –Cora levantou correndo e foi para o quarto guardar o “presentinho” –
–Só eu que ainda não entendi a graça daquele presente?! – Charlie se pronunciou-
–Nem eu... Mel? –Lisa disse-
–Nem queiram saber.
Os Hale ficaram a noite toda conversando e os homens fazendo táticas para a tal batalha, Lisa tentava pensar em um jeito de contar a Deucalion sobre sua mãe e pedir para ele não machucar sua irmã e o bebê mas ela não conseguia pensar em nada melhor que ir atrás dele. Melanie ficou discutindo com Cora elas estavam pensando em dar uma “geral” na casa.
*Mel P.O.V’s*
–A gente bem que podia reformar a casa inteira. –disse Cora deitada em sua cama-
–É, tipo, a maioria da alcateia passa mais tempo aqui do que na casa deles então a gente poderia expandir a casa com uma parte da garagem, o que acha? –falei-
–Sim, seria muito bom, mas, e dinheiro? –Cora falou mordendo o lábio inferior-
–Minha querida cunhada, meu pai nos deixou uma herança muito grande, eu e Lisa pensamos em vender aquela casa que já nos trouxe problemas demais e já que Lisa mora aqui ela vai concordar em reformar. –falei sorrindo-
–Aii vai ficar perfeito e também temos que ter o quarto da nossa pequenina. –Cora passou a mão na minha barriga-
–Vai ser menino. –revirei os olhos-
–Acha mesmo? –ela falou rindo da minha cara-
Ficamos falando como vai ficar e fazendo a planta da casa. Ficou tarde e eu fui dormir mas antes teria que falar com Lisa, entrei no quarto e ela mexia em um vidrinho com uma florzinha dentro:
–Lisa? –falei e ela se sobressaltou-
–Mel, oi. –escondeu o vidro-
–O que era aquilo? –falei sentando ao seu lado-
–Nada, o que faz aqui? –ela falou-
–Vim conversar, eu e Cora estamos pensando em reformar essa ‘casa’ e ai eu preciso da sua ajuda, que tal usarmos o dinheiro do Richard e vender aquela casa? –falei fitando ela-
–Ah sim, ótimo, pode fazer o que quiser, agora pode ir. –ela me empurrou pra fora do quarto, seu coração quase saindo pela boca- Boa noite Mel. –fechou a porta na minha cara-
Que estranho, ela nunca ficou assim, fui para meu quarto e Derek estava deitado de bruços, pulei em cima dele que riu:
–Tá pesadinha, hein amor. –ele falou rindo-
–Me chamou de gorda? –falei fingindo estar brava-
–Nãão. –riu- O que falava tanto com a Cora? –ele perguntou me deitando ao seu lado-
–Estamos pensando em reformar a casa. –falei e ele me fitou-
–Hum, legal. E como está minha pequena? –passou a mão na minha barriga-
–Tá bem... –falei mexendo nos cabelos dele que sorriu- Você vai ser um ótimo pai. –falei e ele ficou sério-
–Você acha? –ele disse –
–Não, tenho certeza. –falei sorrindo e o beijei-
*Lisa P.O.V’s*
Levantei meio tonta, meus olhos embaçados, tentei ver algo mas não conseguia, continuei andando nunca imaginei que a casa era tão grande. Dei mais alguns passos e pisei em falso caindo, assim que pude ver estava de joelhos no chão, levantei olhando em volta, estava na floresta. “Maldita floresta, malditos pesadelos”. Continuei andando até ver alguém um pouco longe de mim:
–O que faz aqui? –falou a voz masculina calmamente-
–Eu é que pergunto, o que faz no meu sonho? Quem é você? –falei brava-
–Sonho? Acha que é um sonho? Olhe em volta minha pequena Elisabeth, isso não é um sonho. –falou-
–É sim, eu não acordaria na floresta sem mais nem menos. –falei- Não respondeu a minha segunda pergunta, quem é você?
–Achei que soubesse, filha. –ele falou-
Eu arregalei os olhos, Deucalion estava na minha frente, me chamou de filha e esse sonho não podia ficar pior. Ele se aproximou de mim eu fui recuar mas tinha um homem enorme atrás de mim e me segurou:
–Me põe no chão. –falei me debatendo-
–Shh... não vai querer acordar sua “Família” não é? -Deucalion passou a mão nos meus cabelos-
–Deucalion, por favor, não faça mal a eles, eu faço o que você quiser. –falei com os olhos marejados-
–O que eu quiser? –ele disse-
–Sim. –falei e lágrimas escorriam pelos meus olhos-
–Venha comigo, abandone eles, se torne uma lobisomem, se vir comigo eu não faço nada a alcateia dos Hale. Mas se ficar, eu mato a sua irmã e o bebê dela, na sua frente, depois mato seu namoradinho e todos os outros, todos aqueles que você ama. –ele falou e deu um sorriso assustador-
–Eu... posso pensar? –falei com o coração partido-
–Daqui a quatro dias haverá um eclipse lunar, eu dou a você três dias pra pensar. E se escolher ficar, seus amigos e sua família, todos, irão morrer, por sua causa. –ele falou e o homem que me segurava me soltou- Só pra lembrar de mim. –ele segurou meu pulso e fez um símbolo no mesmo-
Abri meus olhos apavorada, eu estava na floresta, olhei meu pulso e arregalei os olhos, o símbolo que ele fez estava lá, o símbolo de sua alcateia...
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