Papai— Meus olhos cheios de lagrimas— Eu cai— Uma lagrima cai ao mostrar meu joelho ralado aos 5 anos de idade.
Não foi nada pequena— Meu pai se agacha para ver o ferimento— Vem vamos fazer um corativo.

•

Ai — Acordo sentindo muitas dores. Minha cabeça esta pesada. Minha perna lateja.

Alicce? — Raffa entra no quarto — O que foi? — Passa a mão no meu rosto e assusta. — Você ta com febre.

Que merda — Sussurro. Estou suando frio.

Mudança de planos, vou te levar pro hospital — Veste uma camisa e um short jeans rápido. — Ta virando mania te pegar no colo, ainda bem que você é leve. — Riu e me pegou.

Ta frio — Encosto a cabeça em seu ombro, minha cabeça gira, eu apago.

Ei — Minha mãe passa a mão no meu cabelo e sorri.

Como vim parar aqui? Cade o Raffa? — olho em volta, estou em um hospital pelo cheiro de remédio.

Raffael te trouxe, ele ta lá fora — Me olha — E você nunca mais vai a uma festa — Sorriu e beijou minha testa.

Já sabe de tudo? — Olho minha mão com um novo corativo.

Já, sinto muito filha. — Falou — Graças a Deus não aconteceu nada, o rapaz sumiu desde ontem.

Oi — Raffa entra no quarto junto com Clara.

Dona Alicce, a senhorita esta bem agora. — Sorriu — Devia ter te trazido ontem ao hospital, você teve uma pequena infecção, mas já esta tudo bem.

Ainda bem — Suspiro — Quando vai melhorar?

Algumas semanas, mas a hora que acabar o soro já esta liberada. — Olhou para minha mãe — Preciso atender outros pacientes, melhoras — Piscou e saiu.

Vou ligar pro escritório e falar que não vou — Pegou o celular.

Não dona Luciana — Falou — Pode deixar eu levo Alicce pra casa e fico com ela quando acabar aqui.

Mas.. — Olhou para Raffa — Vai ficar bem filha? — Me olhou

Vou mãe, pode ir — Sorri.

Tudo bem então — Me deu um beijo na testa — Se precisar de alguma coisa liga, eu volto correndo, tchau Raffael. — Saiu do quarto.

Virei teu babá — Riu e beijou minha testa. — Porque não dorme um pouco, vou sentar aqui.

Ok — Fechei os olhos e dormi rapidamente.

***

Ela já pode ir embora — Uma enfermeira tira o soro da minha mão e me faz acordar.

Ok, valeu — Raffa levanta — Ei, consegue levantar?

Consigo — Levanto devagar, estou meio tonta ainda, mas ando até o carro.

Foi ele que bateu no Igor, e quebrou o nariz dele — Uns caras mal encarados vem até eu e Raffa.

Quebrei? — Riu

Ai cara ele ta sumido desde ontem — Um dos rapazes empurra Raffa contra o carro.

E o que eu tenho haver com isso? — Se Estressou

Playboyzinho, ta achando que a gente ta brincando? — Foi pra cima dele.

Meu Deus — Sussurro e reviro os olhos, dores começam aparecer novamente.

Você é a menina que causou tudo isso! A culpa disso tudo é sua garota — Apontou para mim.

Eu? — Levanto a cabeça — Quem bebeu demais e quase me estrupou foi ele! — Séria.

Vamos embora — Raffa se vira para entrar e é atingido com um soco na costela. — Ta louco? — Fecha a mão e distribui socos na cara do homem.

RAFFA — Grito, os outros vão pra cima também.

Achou que ia sair dessa sem apanhar também PlayBoy — Eles seguram Raffa.

Parem — Empurro eles e entro na frente de Raffa.

Garota, você é muito bonitinha pra apanhar, sai da frente — fecha o punho -
Não — Olho pra Raffa, seu rosto esta cheio de sangue assim com o do homem.

Tirem ela — os outros pegaram meu braço, quando apareceu uma viatura na esquina largaram e sairam correndo.

Você não escapou dessa não — O Homem saiu correndo.

Vamos embora — Sua voz esta rouca, passo a mão no seu rosto, coração acelerado. — Entra Alicce — Ele vira o rosto e me empurra pra dentro.

Raffa — Corto o silêncio. — Será que eles vão vir atrás da gente.

Relaxa Alicce — Para o carro, descemos do carro. — Ei, relaxa eu to bem — Pega meu braço me fazendo olhar pra ele.

Não, não ta bem — Coloco a mão no rosto — É tudo culpa minha.

Não é não, tira isso da cabeça. — Me abraça.

Deixa eu ver isso pelo menos — Entramos em casa, ele senta no sofá e eu pego um pano para limpar teu rosto. — Raffa... Porque você me salvou? Lá na festa? — Engulo seco ainda limpando seu rosto.

É.. eu não sei — Suspirou — Impulso talvez..

Entendi — Fico quieta, impulso? Ele ta brincando comigo? Ninguém vai pra cima de um bêbado assim não.

Eu sempre vou estar lá pra te ajudar Alicce! — Sorriu — Saiba disso — Me abraçou.