Just Look At The Sky!!
4 Capítulo 4: Cinema
Notas iniciais
Conforme nossa amizade ia aumentando, percebi que ela é mais que uma amiga. Levava ela para tomar sorvete em dias que fazia muito calor, um dia à levei à um karaokê onde ela tocou magicamente meu coração com aquela linda voz...
_E você disse que não sabia cantar
_Mas eu não sei
_Para, você foi perfeita lá, todos adoraram.
_É, né
_Vamos? – estendo o braço e ela se aconchega no meu ombro.
_Vamos.
Levo-a para casa.
_Que tal irmos ao cinema na sexta?
_Não dá
_Vai, por favor.
_Tá bom, seu bobo – ela sorri e entra em sua casa e eu vou para minha.
Na sexta-feira, pego ela e fomos ao cinema. Quando chegamos, eu disse:
_Que tal um filme de zumbis – ela não disse nada – Então tá, escolhe você, o que quer ver?
_Eu nunca fui ao cinema.
_Sério?
_Sim, é que...deixa pra lá!
_Me conta, sou seu amigo.
_Ok...meus pais estão muito doentes e eu tenho que trabalhar para sustentar eles e eu...
_Sinto muito
_Não foi nada...é, que tal, um romance?
_Tudo bem.
Fomos até a moça e perguntamos se tinha algum filme de romance passando agora.
_Tem Cartas Para Julieta.
_Pode ser – disse Ally, bem baixinho.
_Então duas inteiras, por favor – paguei os ingressos, pegamos uma pipoca grande e fomos assistir ao filme.
Durante o filme, fui pegar um pouco de pipoca e ela também e nossas mãos se encontraram. Ficamos encarando um ao outro.
_Tenho a impressão que você irá mudar minha vida para sempre – disse.
Meu coração batia forte, nossos corpos se aproximaram, nossos lábios se encontraram, o beijo.
Aquele beijo mudou a minha vida, é como se estivéssemos sozinhos lá, como se o mundo parasse, como se mais nada importasse. Depois de acabar o filme, saímos de lá e entramos no carro.
_Olha, sobre o beijo...o que significou:
_O que você acha?
_Que agora somos, tipo, namorados?
_Acho que sim
Levo-a para casa.
_Até amanhã, namorado — disse ela.
_Até, namorada – dou um beijo nela e logo depois ela entra em casa.
Vou para a minha casa e deito em minha cama, pensando que mesmo com tudo que me aconteceu, eu ainda poderia ser feliz. Aquele sorriso, aquele cheiro de jasmim, aqueles lábios e aquelas bochechas rosadas vão estão sempre no meu coração. Ela me devolveu a felicidade que eu pensava que havia perdido naquele avião.
Fui a locadora na segunda-feira encontrar a Ally. Ela estava devolvendo alguns filmes as prateleiras. Cheguei por trás e à agarrei pela cintura e beijei sua bochecha.
_Bom dia, namorada!
_Oi – seu rosto estava com algumas lágrimas caindo, ela se virou e me abraçou forte – Austin,eu...
_O que aconteceu?
_Sexta, depois do cinema, voltei pra casa e meus pais estavam mortos, no colo da minha mãe estava isso – ela me entrega um pedaço de papel onde estava escrito:
“Minha querida filha,
Temo que a doença nos alcance em breve, então deixo esse bilhete para dizer que estou orgulhosa por ter se tornado essa mulher guerreira que é hoje, não estarei aqui para ver meus netos, mas tive um tempo para ver minha filha crescer e se apaixonar pela 1ª vez, esse garoto parece ser bem legal, espero que seja feliz!
Com amor, mamãe e papai”
Logo depois de ler, entreguei a carta à ela.
_Você não deveria estar aqui.
_Preciso me ocupar com algo, o enterro é sábado agora, você vai comigo?
_Claro que vou, vem vamos – levei ela para casa dela – arrumar as coisas dos seus pais deve te deixar melhor.
_É, pode ser.
Começamos a encaixotar as coisas dos pais dela, quando achamos uma mala.
_O que é isso? – pergunto.
_Uma mala.
_Eu sei, mas...
_Olha, está trancada – ela aponta para o cadeado.
_O que será que tem ai?
_Não sei, mas vou descobrir.
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