Just In Love
1 Capítulo 1
Hoje era dia 29 de Novembro. Uma quinta-feira comum para mim, acordei no horário de costume, fiz minha higiêne matinal, coloquei meu velho uniforme surrado e desci para a cozinha comendo algo para tomar meu remédio e saindo de casa em seguida. A caminho da escola coloquei meu fone e minha música favorita para tocar Just In Love — Joe Jonas. Fui andando normalmente, como de costume, até chegar ao grande prédio/prisão mais conhecido como escola.
Entrei em minha sala, já procurando por minhas amigas. Audrey estava chorando, Rachel com uma feição completamente triste e eu sem entender nada.
– Ady, o que aconteceu amor? — Me ajoelhei em frente a garota que eu era apaixonada a algum tempo.
– Eu... Eu...
Não conseguia falar ela sempre acabava chorando e soluçando. Olhei para Rachel meio que dizendo "Me conta. Eu sei que você sabe o que está acontecendo."
– Ela vai se mudar! Hoje é o último dia dela aqui na escola.
Foi um choque para mim, deixei meu corpo cair sobre minhas pernas. Algumas lágrimas incistiam em sair.
– O que?
– É verdade, minha mãe decidiu isso ontem a noite, amanhã já estou indo para a minha nova cidade.
– Bom, isso foi um grande choque pra mim. Vocês nem imaginam o surto que está aqui dentro — Apontei para meu coração — Mas, vamos fazer com que esse dia realmente valha a pena.
Audrey sorriu sem humor.
O dia passou, tiramos muitas fotos, rimos bastante, eu pentelhei bastante minha amiga... Foi tudo ótimo. Mas estava na hora. NAQUELA hora.
Última aula, apenas 5 minutos para bater o sinal. Ela veio até mim e me abraçou forte.
– Não quero ficar sem você! — Falou em meio ao choro.
– Você não vai. Você não vai se livrar de mim tão fácil.
Chorava em seu ombro enquanto ela chorava nos meus.
– Eu Te Amo.
– Eu Também Te Amo.
A abracei uma última vez, antes que a morena se solta-se de meus braços e segui-se seu caminho.
Aquele dia forá péssimo para mim. Algum tempo mais tarde Rachel ligou para mim.
– Hey.
– Hey.
– Nath, não tem um jeito fácil de te perguntar isso, então vou perguntar na lata. Você gosta da Ady?
– Rach, não tem um jeito fácil de te responder isso, sim eu gosto dela pra caramba.
– Tipo, você ama ela de verdade?
– Amo.
– Então não a deixe ir.
– Como eu vou fazer isso criatura? A passagem dela já está comprada, e amanhã cedo ela está embarcando.
– Vá até lá e não a deixe entrar naquele avião.
– NATHALY VENHA CÁ JANTAR!
Escutei Tia Hayley gritar para mim da sala de estar.
– Rach, vou jantar.
– Tá, pensa no que te falei. Por que mesmo você não querendo admitir eu tenho razão.
Revirei os olhos e desliguei o aparelho logo o jogando em cima da cama. Aquela noite depois da janta eu tomei um banho e fui dormir. Na manhã seguinte acordando com álguem me ligando as 4h30 da manhã.
– Alô?
– Audrey, você tem 5 segundos pra se arrumar.
– Rachel? O que? Como assim? Pra onde vamos?
– Mano, cala a boca e se arruma.
Desligou o celular, pulei da cama rápidamente colocando qualquer roupa. Pouquissimo tempo depois Rachel estava na minha casa. Entrei no carro.
– Agora a Senhorita me diz pra onde vamos?
– Aéroporto.
– WHAT? — Berrei.
– É. Isso mesmo! Você não tomou nenhuma decisão então eu tomei. Você vai impedi-lá de entrar naquele avião, e vai dizer o quanto a ama. Vamos chegar no aéroporto as 5h o avião dela sai as 5h30 você tem meia hora pra encontrar o andar e ir fazer o que tem de fazer.
Fiquei quieta, apenas esperando chegarmos no aéroporto. A adrenalina tomava a conta de meu corpo. Chegamos ao nosso destino, nem respirei praticamente, apenas sai correndo do carro indo direto para a recepção.
– Moça, qual a plataforma do avião com destino para Campo dos Goytacazes?
– B17
– Sabe se todos os passageiros já embarcaram?
– Consta no site que sim. O avião ira partir em 5 minutos.
Meu deus 5 minutos? Vamos correr mais um pouco. Eu devo ter ficado pelo menos 4 minutos correndo procurando a maldita da plataforma. Quando a achei não me deixaram embarcar, por não ter uma passagem. Eu expliquei que era um caso de vida ou morte e com muito custo me deixaram ir.
Entrei no avião procurando apenas uma pessoa. Ninguém mais. A encontrei rápidamente.
– Ady? O que você está fazendo aqui? — Perguntou surpresa ao me ver.
– Por favor. Não vá embora. Eu te amo. Sempre te amei e sempre vou amar. Eu preciso de você aqui comigo, eu não consigo ficar longe de tí. Cada segundo é muito tempo longe de você. — Fui até ela. — Eu não POSSO te perder. Fica comigo?
Não a dei tempo para responder, selei nossos lábios em um beijo calmo e talvez até romântico. Quando nos separamos a encarei nos olhos.
– Você não vem né? — Falei calmamente. — Faça uma ótima viagem. Eu sempre vou estar aqui pra você.
Sai do avião. Caminhando lentamente até o carro. Cheguei no mesmo e Rachel me esperava fora dele.
– Ela não vem?
– Não. — Abaixei a cabeça.
Pude observar os pés de Rachel saindo de perto de mim.
– Ué? Que foi? Tá com medo de mim agora?
– Dá uma viradinha. — Sussurrou.
Virei e obtive uma surpresa. Audrey.
– Eu sabia que você viria atrás de mim. Mas não pensei que seria com uma declaração de amor.
– Eu imaginei. Eu não pensei que você iria sair de lá para vir aqui.
Me abraçou.
– É...
– Eu te amo. Como uma irmã. Mas prometo que vou me esforçar para te amar pelo menos um terço de como você me ama.
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