Just Give Me A Reason
15 Pensamentos Confusos.
Notas iniciais

Analizzie!
– Damon... — foi apenas o que saiu da minha boca.
Eu estava com o coração a mil. O que eu iria fazer? Estava fodidamente fodida.
Ele me olhou com um brilho nos olhos, e pode ir me considerando a mais puta das putas, porque nesse momento eu fiquei excitada e ele percebendo que causava um efeito totalmente excitante em mim, abriu seu sorriso de lado e me beijou, mas não correspondi. Meu lado sensato apareceu me fazendo empurrar Damon que me olhou sem entender nada.
"Diz alguma coisa, inventa qualquer coisa. Mas não fica com ele!" Meu lado sensato gritou.
– É... Não estou muito bem, desculpa. Sabe o que é... Aqueles dias...- eu gritei no ouvido dele por causa da música, e menti sorrindo sem jeito.
Damon ficou me olhando, aparentemente tentando entender o que eu tinha dito.
– Ahm... Quer tomar uma água? — perguntou sem jeito e aparentemente desapontado.
Concordei com a cabeça e ele pegou em minha mão. Olhei para onde tinha visto Klaus e ele não estava mais ali. Não queria ficar ali, não com um Klaus extremamente puto e alterado pelo álcool, e não junto com Damon. Não conhecia os dois direito, mas de uma coisa eu sabia bem: Eles no mesmo lugar não prestava.
Aproximamos do bar, e Damon se sentou, e eu com o peso da culpa e arrependimento em cima de mim, fiquei olhando ao redor pra ter a certeza de que Klaus já não estava mais ali.
Ouvi Damon pedir água, e quando me virei o gatinho do barman me olhou com um sorriso safado no rosto. Damon viu e nesse momento congelei.
– Ei! Pare de flertar com a minha garota e me dê logo a água que pedi! — Damon gritou com o garoto que nos olhou ainda com o sorriso no rosto e se afastou.
Damon me puxou pra ele, e cai sentada em seu colo.
Eu não estava me importando com nada ali, a não ser o fato de que Klaus iria aparecer.
– Você está bem? — Damon perguntou.
– Vou ficar...
– Aqui está! E fique sabendo que a SUA gata, disse que não tem dono! — o garoto disse entregando a garrafinha ao Damon e eu congelei.
– Essa noite ela tem! — Damon apertou minha cintura.
O garoto riu e piscou pra mim antes de sair.
Damon me virou de frente para ele.
– Sério que estava flertando com esse garoto? — perguntou sério.
– Não, não estava. — eu disse passando os meus braços envolta do seu pescoço.
– Então porque disse a ele que não tem dono?
– Porque não tenho! Não sou nenhum objeto pra ter um "dono" — eu disse alterando um pouco a voz e me afastando dele.
O que deu nesses homens? Resolveram achar que eu pertencia a eles?
Damon percebeu que eu não estava gostando do mini ataque possessivo e me puxou de volta pra ele.
– Desculpa Analizzie... Não foi isso que quis dizer, só queria saber porque disse isso à ele — ele acariciou meu rosto.
– Ele fez uma cantada barata, onde ele mencionou que eu tinha dono. Foi ai que eu disse que não tenho dono, e realmente não tenho. — inventei qualquer coisa, graças ao meu lado sensato que segurava meu lado bitch — Porque isso Damon? Por acaso está com ciúmes? — perguntei dando um leve sorrisinho, e mordendo o seu lábio inferior.
E olha ai meu lado vadia sendo mais forte que o sensato mais uma vez!
– Não! Não tenho ciúmes, apenas gosto de ser exclusivo! — ele me puxou pra mais perto, colando nossos corpos, puxou meu cabelo com uma mão e com a outra apertou minha cintura. E sussurrou em meu ouvido — Espero que faça isso quando estiver comigo. Quando voltar pra sua cidade pode pegar quem quiser, mais enquanto estiver aqui você é apenas minha. Só minha! — ele me soltou e piscou, virando-se pedindo uma bebida a outro barman.
"Se antes tinha dúvida sua bitch, agora tem a mais absoluta certeza. Ele gosta de exclusividade!" meu lado sensato gritou e eu fechei os olhos e massagiei minhas têmporas com as pontas dos dedos.
O que foi isso? O arrepio ainda corria em meu corpo. Uau! Enquanto eu estivesse com ele, eu era só dele?
"Se ele soubesse a verdade" pensei dando um sorrisinho e bebendo água, na tentativa de esconder meu pequeno sorriso.
Sim, eu estou virando uma puta e tanto. Imagina se Damon descobre sobre o Klaus?
Por um triz ele não me pegou com o Klaus. O que eu tava fazendo? E se ele pegasse? Perigo, perigo, perigo! Aquele alerta vermelho piscava em minha mente. Mas quem disse que isso fazia medo na minha outra personalidade? Isso excitava mais, e aí que ela ficava louca pra entrar nessa zona de perigo.
– Está muito pensativa! — Damon disse roçando seus lábios no meu pescoço.
– Não estou muito bem. — sorri o olhando.
Aqueles olhos azuis, tão lindos, tão sedutores... Até uma freira perdia a sensatez e se jogava nos braços daquele homem só pra ter a melhor noite de prazer que ela já terá na sua vida. Aqueles olhos, hipnotizantes, apaixonantes.
– Acho que posso te fazer melhorar — ele disse sorrindo de lado, e não vou negar que aquele rosto tão excitante, com aquele olhar carregado de luxúria me deixou molhada, senti isso nas minhas coxas, porque eu estava sem calcinha. Sem calcinha?
"Oh Meu Deus! Analizzie Stewart, onde esta sua calcinha?" eu pensei enquanto Damon beijava meu pescoço.
Droga! Droga! Droga! E agora?
– Veja se não é Damon Salvatore! — uma voz feminina me despertou do meu devaneio e fez Damon parar com os beijos.
Eu estava com os olhos fechados, e nem havia notado, quando fui abrindo lentamente e me virei pra ver quem era.
Era a loira, irmã de Klaus. A tal Rebekah! Quando a olhei parecia que eu ia ter um mini infarto. Era agora que o fodido do Klaus entrava em cena pra infernizar minha vida?
– Bekah! — Damon sorriu.
A loira me olhou de cima até embaixo, com um olhar de superioridade. Não preciso nem falar que essa garota não gosta de mim, porque está na cara não é? Ok.
– Stewart! Não sabia que estava por aqui — ela disse indo pedir uma bebida.
– Ahm... Estava passando por aqui, então resolvi parar e conhecer Mystic Falls. — eu já posso entrar para o Guinness Book como a mais mentirosa.
– Não tem nada de interessante em Mystic Falls. A não ser é claro, as pessoas que moram aqui. — ela piscou e eu assenti. — Onde está Stefan, Damon? — perguntou.
– Boa pergunta. Onde ele esta? — perguntei.
– Deve estar por aí dançando, a última vez que os vi, eles estavam dançando. — Damon disse dando mais um gole em sua bebida.
– Eles? Eles quem? Stefan não estava em Nova York? — a loira mudou de expressão, parecia confusa, com dor e... Ódio?
Será que ela tinha algo com Stefan?
– Stefan e Gabriela a amiga de Analizzie. Ele foi mais houve um imprevisto e ele voltou. — Damon respondeu.
E um olhar mortal foi direcionado a mim. Rebekah me fuzilou com os olhos e nesse momento percebi que ela se parecia com o irmão. Tinha aquele jeito de ser autoritária, nariz empinado, como se tudo ao seu redor girava em torno de si.
– Trouxe uma amiguinha Stewart? — ela disse com certa ironia.
Era mania dos Mikaelson, chamar as pessoas pelo sobrenome?
– Trouxe sim Mikaelson. Algum problema? — cruzei os braços.
Ela caminhou até mim.
– Sim! Diz pra sua amiguinha, ficar longe do MEU Stefan! — ela gritou.
Sério, todos eles eram assim? Achavam que as pessoas pertenciam à eles?
– Não sabia que Stefan era seu. Aliás, quanto pagou pra ter ele?- perguntei e ela bufou ao ouvir uma risada sonora de Damon.
– Escuta aqui, miss Nova York. Você está na minha cidade, no meu lugar. E não te interessa a minha vida. E se ama mesmo a sua amiguinha, junta as suas trouxas e volta pra sua badalada cidade. — ela dizia apontando o dedo na minha cara.
– Escuta aqui você garota!
– Posso saber o que está acontecendo aqui Rebekah? — aquela voz me interrompeu e o arrepio tomou meu corpo.
Klaus estava atrás de mim e logo apareceu ao lado da sua irmã.
A loira vadia, estava soltando fogo pelas ventas, tudo por causa do Stefan.
– Não é da sua conta Nik! — ela disse.
– Tudo bem eu pergunto para a senhorita Stewart! — ele me olhou e havia um brilho em seus olhos que eu não conhecia. — O que estava acontecendo Srta. Stewart? — perguntou frio.
– A sua irmã já te respondeu Klaus. Não é da sua conta! — Damon disse se pondo na minha frente. Até tinha esquecido dele.
– Não falei com você Salvatore! — Klaus disse à Damon me olhando profundamente, esperando pela minha resposta e automaticamente o respondi.
Ah, aquela coisa que ele exercia sobre mim era surpreendente.
– Apenas um mal entendido... — desviei meu olhar e olhei Rebekah.
– Não foi nenhum mal entendido. A amiga dessa garota esta com meu Stefan Nik! — a garota disse chorosa.
– Ah Gabriela... Bem que eu vi os dois dançando animados. — ele sorriu e a sua irmã bufou.
– Você a conhece? Você sabia que Stefan havia voltado? Porque não me falou Nik? — ela gritou.
– Damon querido! Acho que isso é uma briga familiar, então que tal irmos pra casa. — eu queria sair dali o mais rápido possível, não aguentava ficar perto do Klaus. Havia uma vadia louca dentro de mim que estava sedenta por ele.
Damon me puxou e sorriu logo me beijando e envolvendo minha cintura com seus braços. Eu não recusei, mais sabia que deveria ter recusado. Ah, além de entrar para o Guinness book como mentirosa, posso entrar também como a mais puta! Mas eu já entrei não é?
Senti o olhar mortal de Klaus nas minhas costas, se o olhar dele soltasse um raio laser eu estava morta nesse momento.
– Nada contra quem gosta de exibicionismo, mas estamos em um colégio. — Klaus disse e sua voz soou irritada.
Damon parou o beijo e o olhou.
– Ninguém aqui é inocente Klaus. — ele riu.
Eu estava sem coragem pra olhar Klaus, mais não tinha como não olhar, tinha algum tipo de magnetismo que me puxava pra ele e me fazia querer ficar o olhando o tempo todo se possível.
– Não são inocentes, mais são muito mais discretos que você e a sua companheira! — Klaus disse e o olhei, seus olhos transmitia ódio, e suas mãos estavam fechadas em punho ao lado do seu corpo.
Então ele queria jogar baixo? Bom saber! Retribui o olhar mortal e virei novamente para Damon dando uma leve mordida em seus lábios. E logo após o olhei novamente, dando um leve sorriso e molhando meus lábios com a ponta da língua. E não ficariam surpresas se eu dissesse que o homem à minha frente parecia ter encarnado o capeta, não é? Pois é, ele ficou puto.
Damon se aproximou dele ficando cara a cara. Rebekah olhou os dois e depois me olhou.
– Eu sei o que você está querendo, mais sinto lhe informar, que hoje não estou nem aí pra suas provocações. E se você me der licença, tenho uma noite inteira pra curtir com uma garota incrível, chamada Analizzie! — Damon disse com ironia na voz, ele se virou pra mim com um brilho nos olhos e sentou-se no bar novamente.
E eu fiquei de pé, olhando Klaus, que mantinha seu olhar fatal. Aquele olhar me causava arrepios de pura excitação. Eu sou uma completa vadia mesmo.
Vi Rebekah segurar Klaus, que parecia que ia matar Damon. Aquela raiva toda não podia ser só por causa de mim não é? Não, não era.
Klaus encontrou meu olhar e logo desviou e saiu andando no meio dos adolescentes. Rebekah fitou-me por um segundo e se aproximou de mim com o mesmo olhar do Klaus.
– Escuta aqui garota. Se você tem amor pela sua vida, some daqui e não brinque com o meu irmão! — ela disse apenas para que eu ouvisse.
– Eu não tenho nada a ver com o Niklaus! — eu disse recompondo minha postura.
Ninguém precisava saber daquilo, a não ser; Klaus, eu e Gabriela!
Rebekah riu sarcástica e me olhou séria novamente.
– Não pense que sou burra e que não notei. Burros são quem ainda não notou, porque está mais do que na cara que há algo entre vocês. — ela falou com um sorrisinho e olhou para Damon, que parecia estar alheio a nossa conversa.
– Eles não são burros, eles tiveram imaginações férteis como você, pra pensar isso. — sorri e ela rolou os olhos.
– Você não me engana Stewart! — ela disse e virou as costas pra mim, seguindo o mesmo caminho que seu irmão.
Droga, agora tem mais essa, Rebekah Mikaelson acha que eu e seu irmão temos alguma coisa. Nós havíamos ficado, mas ela não precisava saber, certo? Certo!
Eu tinha que ir embora daquela festa. Por que ainda não fui mesmo?
Me virei para o Damon e logo entendi porque ele não estava prestando atenção em minha conversa com Rebekah. Havia um homem ao seu lado, alto, olhos e cabelos castanhos, e muito bonito.
Envolvi meus braços ao redor do pescoço do Damon e sussurrei em seu ouvido.
– Damon! Que tal irmos pra casa? Não estou me sentindo muito bem. — eu disse com a voz manhosa e ele me puxou para seu colo.
– Ric! Conheça minha Analizzie! — ele disse sorrindo.
E o tal do Ric me deu um grande sorriso e me olhou dos pés até a cabeça.
– Prazer Analizzie, sou Alaric, mais pode me chamar de Ric — disse sorridente.
– Olá Ric, o prazer é meu — sorri e apertei sua mão que estava estendida em minha direção.
– Bom vou fazer minha ronda pela a festa, como professor tenho que ficar de olho nessa garotada. — Ric disse se levantando.
– Aposto que estão pelas salas aprontando — Damon disse.
Ao ouvir que Ric era professor, as cenas com Klaus de algumas horas atrás vieram na minha cabeça. "Uau! Com um professor desses, eu nem vou pensar o que eu faria" pensei.
Bitch 2x Sensatez 0
Fiquei perdida nos meus devaneios e não havia notado que Damon havia falado comigo.
Depois de muitas súplicas minhas, pedindo para irmos pra casa, ele acabou atendendo meu pedido.
Eu não sabia o que eu iria inventar quando chegasse na casa dele, mas eu torcia para que Gabriela estivesse acordada para me ajudar.
Eu tinha que manter ele afastado da minha parte íntima, o que ele diria se visse que eu estava sem calcinha? Deus, como deixei que Klaus fizesse isso comigo? Droga, eu tinha que ir embora daquele lugar antes que as coisas fugissem do meu controle.
Klaus Mikaelson!
Eu estava a ponto de dar na cara daquele infeliz do Damon e trazer Analizzie pra minha casa. Sério aquela ceninha dos dois estavam me deixando puto e me dando ânsia de vômito. Eu não acredito que Analizzie pode ficar ainda com ele depois de ter passado o dia comigo até umas horas atrás. Dizer que não tive vontade de acabar com aquela palhaçada toda, é mentira. Porque não sei da onde tirei forças pra me segurar. Talvez seja o fato de que se eu dissesse ao Damon que Analizzie tinha ficado comigo, ela nunca mais olharia pra minha cara e eu perderia qualquer tipo de chance com ela.
Aquele Damon, se achando porque tem ela, ele nem imagina que ela estava pensando em mim naquela hora. Algo me tranquilizava, Analizzie iria embora no outro dia, e Damon com toda a certeza não iria atrás dela. Damon não fazia esse tipo. E eu? Bem, eu tenho meus negócios em Nova Iorque, e então iria vê-la.
E lá ela seria só minha.
Tinha acabado de chegar em casa, sai daquela festa patética pra não enfiar a mão na cara do Damon.
Meus pais já estavam dormindo, olhei no relógio da parede e já era quase três da madrugada. Servi um copo de uísque e me sentei no sofá. Queria me acalmar e só o bom e velho uísque pra fazer isso.
– Klaus! — uma Rebekah eufórica entrou na sala e eu me assustei.
– O que foi? — perguntei já de pé.
– O que ta rolando entre você e a filha dos Stewart? — perguntou colando as mãos na cintura.
– O que? — comecei a rir — Sério Rebekah? Eu achei que tinha acontecido algo, pela forma que entrou aqui — me sentei novamente no sofá e dei mais um gole no meu uísque.
– É sério Klaus! Você está pegando aquela vadia! — ela disse já alterando a voz.
– Escuta aqui Rebekah, eu não devo satisfação da minha vida pra ninguém, muito menos pra você. Ao contrário de você que me deve muito. E se eu tiver, qual é o problema? — eu disse sério.
Agora deu; minha irmã querendo saber da minha vida, e querer brigar comigo por causa de uma garota. Sério, eu precisava de muito álcool nas minhas veias pra aguentar isso sem me estourar com ela.
– Porque tem que ser essa garota? Ela vai acabar com você não percebeu? – ela gritou.
– Cala a boca Rebekah! Nossos pais estão dormindo! – fui até ela e a olhei furioso – O que você quis dizer, com “ela vai acabar com você”? – fiz aspas com os dedos e dei um gole da minha bebida.
Ela se serviu de uísque e sentou no sofá.
– Você esta com ciúmes dela Nik... – ela falou baixo.
Fiquei a olhando, assimilando o que ela acabara de dizer, logo após, soltei uma gargalhada alta.
– Ciúmes? Sério Rebekah? – eu ri e ela me fuzilou.
– Não tenta vir com essa pra cima de mim Niklaus, eu te conheço melhor que ninguém, foi assim que você ficou quando a...
– Cala a boca! Eu te proibi de falar esse nome, esqueceu? – eu não havia percebido, mas estava segurando forte o braço dela. – Desculpe-me, eu... Você sabe o que acontece quando toca nesse assunto. – eu disse por fim e me afastei.
– Pensa bem Nik, você não vai querer passar pela mesma coisa não é? Essa garota só quer saber de diversão. – ela disse se levantando, e subindo para o seu quarto.
Não gostava que tocassem no meu passado, não queria mais lembrar de alguém que me usara e brincara com os meus sentimentos... Depois dessa mulher, eu me tornei quem eu sou... Aquelas lembranças me traziam amargura, e tristeza...
– Que se dane ela! – bufei irritado, não queria lembrar.
Rebekah não sabe o que diz, ela acha que me conhece, mas ela não sabe nem a metade de quem sou eu.
Respirei fundo e bebi mais um pouco. Resolvi subir e entrar na minha banheira, pra logo depois eu dormir.
Eu queria esquecer aquele dia, quer dizer, queria esquecer aquele resto de noite, porque o dia, e o começo da noite, foi muito bom... Quem em sã consciência, iria querer esquecer que fez sexo, muito sexo, com uma loira daquela? E a imagem de uma linda loira se contorcendo de prazer debaixo de mim, veio em minha mente, me deixando extremamente excitado. Ah, aquela mulher me deixava insano.
Analizzie Stewart!
O caminho até a mansão Salvatore foi divertido. Damon não gostava de deixar um clima tenso pairar sobre nós e muito menos o silêncio. Ele contava-me de quando ele era adolescente, e o quanto ele aprontava, me fez rir o caminho inteiro, e não sei por quê, mas isso mexeu comigo. Damon sempre animado, sempre atencioso, sempre me fazendo se sentir bem. Ele é o tipo de cara que eu queria para ter um relacionamento sério. Eu o olhava enquanto ele fazia caras e bocas engraçadas, ele dirigia calmamente porque chovia muito. Fiquei o observando, como ele era lindo, cafajeste, porém, animado, e muito bom de cama. O homem perfeito para alguém como eu. Suspirei e senti meu corpo queimar quando o azul fascinante do seu olhar encontrou o meu.
– Está pensando em como sentirá saudades desse gostoso aqui quando for embora? – ele perguntou sorrindo.
Revirei os olhos e ri.
– Estou pensando que será difícil encontrar um cara tão gostoso quanto você – o olhei rindo e ele deu seu sorriso torto.
– Nunca encontrará gata! Não existe homem mais sexy que Damon Salvatore! – ele falou galanteador.
– Foi o que eu pensei. — e eu ri fazendo-o rir também.
– Se quiser pode me levar em uma daquelas suas malas, que cabe seu closet inteiro, o que acha? – ele piscou.
– Está afim de, ficar trancafiado em um apartamento em Nova Iorque? – o olhei mordendo os lábios, ele juntou as sobrancelhas não entendendo e eu logo continuei. – Porque eu sou muito egoísta com coisas gostosas, não deixarei nem que olhem para o Deus Grego que eu estou pegando – pisquei e ele sorriu maroto.
– Não será problema algum, desde que você também fique trancafiada junto comigo. – ele me olhou e eu sorri.
– Vou pensar no seu caso... Porque sabe, eu tenho coisas muito, mais muito importante mesmo pra fazer, então pra trocar essas coisas por outra, tem que ter muito valor, e que faça com que eu não me arrependa pela troca. – o olhei maliciosa.
Deus! Olha a vadia ali de novo!
– Pode ter certeza que não irá querer sair do apartamento tão cedo. – ele devolveu o olhar malicioso, e sorriu.
Logo o meu lado sensato resolveu aparecer para me dar bronca, eu não queria ficar com ele não era? Então porque eu estava fazendo isso? Damon havia falado algo, mais eu não tinha prestado atenção, então eu sorri fingindo ter entendido e olhei para a janela. Lá fora a chuva caia e batia forte contra o carro, fiquei observando os pingos que batiam na janela e escorriam se juntando com outros pingos, e aqueles pingos me fizeram lembrar da tarde maravilhosa que eu havia tido, me fizeram lembrar dele, Niklaus Mikaelson.
Me perdi nos meus devaneios, lembrando de como havia sido bom aquela tarde, os toques de Klaus pareciam ainda estar ali, queimando minha pele, me deixando louca. Os lábios dele beijando cada extensão da minha pele, me deixando a mercê dele, me causavam arrepios. Parecia que ele estava ali, tão presente, ouvi o sotaque carregado dele sussurrando em meu ouvido, e isso me deixou em puro êxtase, e a minha parte intima pulsou. Tudo parecia vivo, parecia estar acontecendo, e se passava em câmera lenta, me deixando cada vez mais enlouquecida por aquele homem. Foi quando lembrei daquela íris verdes azuladas, que meu coração disparou, lembrar daquele olhar carregado de luxuria e de algo que eu não sabia identificar, me fez ficar ofegante e meu coração palpitante, o meu corpo implorava por ele, queria ele, e eu sentia algo mais, mas que eu não sabia decifrar.
– Ana! – Damon me chacoalhou.
Abri os olhos rapidamente, encontrando seu par de olhos azuis confusos.
“Droga, eu cochilei, será que falei o nome do Klaus? Meu Deus!”
– O que foi? – perguntei me ajeitando no banco.
Ele sorriu. O carro estava parado, e estava escuro a onde estávamos, e eu ouvia o barulho da chuva batendo no teto daquele lugar, que eu logo deduzi ser a garagem, e que havíamos chegado.
– Você estava ofegante e suando, parecia estar tendo algum tipo de pesadelo. – ele me avaliava calmamente, e acariciava meu rosto com as pontas dos dedos.
Céus, se ele soubesse que pesadelo que era, e o quanto aquele pesadelo era bom, não estaria ali preocupado comigo.
– Nossa! Eu cochilei, desculpa, estou cansada deve ser isso... — eu disse com meio sorrio.
Ele me fitou por uns segundos e logo após sorriu.
– Dançou muito não é danada? — ele apertou meu queixo e eu sorri. — Vamos, você precisa de um bom banho quente, um copo de leite, e uma cama fofinha com um cara sexy pra te esquentar, enquanto você dorme. E advinha? Você terá tudo isso! — ele piscou e me beijou.
Era a primeira vez, que nos beijavamos sem pressa alguma, um beijo calmo e carinhoso. Sorri quando ele parou o beijo, dando um selinho demorado. Mas logo um vazio e um sentimento de culpa se apossaram de mim, e a minha consciência gritou, dizendo que eu estava fazendo a coisa errada.
– Vem! — ele sussurrou e saiu do carro.
A porta do meu lado se abriu, e a luz do carro mostrou um Damon aparentemente cansado e com um olhar diferente, um Damon que eu ainda não conhecia.
Ele me deu a mão, eu a peguei. Ele fechou o carro e o travou com o alarme, depois me abraçou com cuidado, e me levou até a porta que dava acesso a casa.
Porque ele ficará tão carinhoso de uma hora pra outra? Não que ele não seja, mais é que eu não o virá daquele jeito, durante todos os dias que havia ficado com ele. Mas talvez, Damon seja assim, tem os seus momentos cafajeste e o momento carinhoso, ou talvez não, quer dizer, eu não o conhecia direito pra saber.
Tinha me perdido nos meus devaneios novamente, e não notará que estávamos na cozinha.
Ouvi uma risada baixa, que era bem conhecida e logo avistei Stefan e Gabs sentados na mesa.
– Ana! Você está bem? — Gabs veio ao meu encontro correndo e eu me assustei. Eu não devia estar tão horrível assim a ponto da minha melhor amiga, achar que eu esteja mal, não é?
– Oi... Eu, estou, por que? — sorri depois de receber o abraço apertado dela.
– Você não está com uma aparência boa — ouvi Stefan dizer e Gabs sorrir ao ver a careta que fiz.
– Ela só esta cansada, deve ter dançado até, enquanto vocês dois se pegavam. — Damon disse, envolvendo minha cintura novamente com o seu braço.
Gabs me olhou com aquele típico olhar " quero detalhes depois" e eu sorri.
– É, eu dancei e bebi todas, e esqueci que o meu corpo não me ajuda muito, quando decido misturar os dois. — sorri.
Mal sabiam eles, no caso Stefan e Damon, que o motivo do meu cansaço era uma longa sessão de sexo com Klaus Mikaelson.
Ao lembrar dele meu corpo se arrepiou.
– Está com frio? — Damon perguntou.
– Um pouco — menti.
– Bom, eu vou deixar você aqui comendo alguma coisa e vou subir — Damon disse com um sorriso e me deu um selinho.
Assenti e vi ele indo em direção à escada.
Olhei para Gabs e Stefan que comiam alguma coisa com vontade.
– O que estão comendo? — perguntei me aproximando.
– Macarronada do chef gostoso Stefan! — Gabs disse, e eu precisei checar se havia ouvido direito.
Desde quando ela era assim?
– Você bebeu muito em amiga — sentei ao lado dela e dei leves batidinhas em suas costas.
Foi então ai que reparei, que ela usava uma camiseta preta que deixava as coxas torneadas dela à mostra, e que Stefan estava só com a calça do pijama.
"Deus, que tentação" a vadia interior pensou isso.
– Hummmm. A noite de vocês foi boa hein?! — pisquei pra Gabs que corou. Stefan olhou pra ela e sorriu, e eu? Eu achei os dois fofos.
Me servi, e comi o macarrão que estava delicioso, e foi onde lembrei que a última vez que havia comido, tinha sido com o Klaus. Argh! Ele de novo! Bufei.
Porque eu estava pensando tanto nele assim? Tudo bem que ele era gostoso e era ótimo na cama, mas, qual é? Eu estava acostumada a ter homens assim sempre. Mas... Se bem que ele é diferente, não posso negar. Argh! Mas não devo ficar pensando tanto nele, não quando estou na casa do Damon e junto com o Damon!
Eu precisava ir embora daquela cidade o quanto antes, e quando chegar a Nova Iorque ir direto para uma psicóloga, ou algo que tenha tratamento para pessoas com dupla personalidade, porque a personalidade vadia esta acabando comigo e me colocando em uma fria que não tem escapatória.
– Não gostou do meu macarrão? — a voz de Stefan me despertou dos devaneios.
Eu o olhei sem entender, e quando ia responder olhei para o meu prato e vi que só havia dado duas garfadas.
– Não... Quer dizer, não é isso... Está uma delícia! Apenas me deixei levar pelos meus pensamentos, e acabei esquecendo de comer... — sorri e ele assentiu meio desconfiado.
– Analizzie Stewart em silêncio e mal tocando em uma comida? Me conte o que te fez ficar assim, porque sério, a única vez que te vi assim foi..
– Não foi nada Gabriela, só estava pensando que temos que retornar amanhã, porque temos que nos organizar nesse fim de semana para a semana de provas. E que eu não estou indo tão bem em Anatomia e isso está me deixando apavorada, porque sempre fui excelente em Anatomia, não sei o que deu dessa vez! — interrompi Gabriela antes dela falar qualquer besteira que fosse acarretar em uma grande merda pra mim no futuro.
Stefan nos observava, e eu já disse que devo entrar para o Guinness Book de tão mentirosa? Sério, da onde que eu tirei que estava indo mal em anatomia? Ok, eu não menti completamente, a parte da semana de provas era verdade, e isso me preocupou quando lembrei. Lógico que Gabriela não acreditou, afinal, nós duas — apesar de não parecer — somos as cdf's do curso de medicina, pelo menos no nosso turno. E além de tudo, ela era minha melhor amiga, e sabia de tudo da minha vida.
Ela apenas me lançou aquele olhar disfarçado "você vai me contar" e sorriu.
– Isso é um problema mesmo, havia me esquecido que você estava indo mal em anatomia. Afinal você ama essa matéria! Como iria lembrar que justo a matéria em que você sabe mais que o professor, está indo mal? — ela perguntou irônica, mas isso só eu percebi.
– Pois é, deve ser as saidinhas que estão me atrapalhando. — a olhei e ela sorriu.
Stefan que só nos observava quieto resolveu falar alguma coisa.
– Gosto de anatomia. — ele falou.
– Eu amo! — falei enquanto comia.
– Sério anatomia é perfeito! É interessante conhecer cada pedacinho do corpo humano, e isso me fascina cada vez mais — sorri.
– Não quer usar o meu corpinho para estudar sobre anatomia? — Damon apareceu com um sorriso safado, o que me deixou excitada.
– Achei que ela já tinha estudado seu "corpinho" Damon. — Gabi disse sorrindo.
– Ela apenas fez o teste pra ver se o meu corpo era resistente para os estudos dela. — ele piscou e nós sorrimos.
Damon caminhou até eu, e beijou o meu pescoço.
– A banheira está pronta, só falta você. — ele sussurrou e vi um Stefan sorrir.
– Já vou subir — sorri e me apressei em terminar de comer.
Stefan e Gabi já haviam terminado de comer, e estavam lavando seus pratos, e olhando eles, pareciam aqueles casais perfeitos que aparecem nos filmes de Hollywood. Gabi sorria, e o sorriso dela me fez lembrar de Benjamin, ela teria que enfrentar ele na faculdade, e quanto ao Stefan? Será que ela ficaria pensando nele o tempo todo? Eu não gostava de ver ela sofrendo, mais era impossível mudar ela. Eu esperava do fundo do meu coração que, ela não se apaixonqaae por ele.
– Vamos? — Damon me chamou.
Levantei e lavei meu prato e os talheres que havia sujado. Gabriela e Stefan já haviam subido.
O cansaço tomava meu corpo, e tudo que eu queria, era mesmo uma banheira para relaxar e depois dormir uma boa noite de sono, que há dias eu não dormia.
Damon e eu subimos até seu quarto. Entrei já tirando meus sapatos.
Vi ele tirando sua camiseta e a jogar em qualquer canto do quarto. Resolvi entrar no banheiro e tirar minhas roupas lá mesmo. Encarei a banheira que parecia estar uma delícia e entrei.
E nossa! Estava uma delícia! Meu corpo que estava tenso e cansado foi relaxando naquela água morna, e só ao sentir o quanto meu corpo estava tenso, que me perguntei como eu havia conseguido ficar de pé, depois de tudo o que aconteceu? É eu precisava estudar meu corpo algum dias desses, pra entender o que acontece com ele.
Fechei meus olhos, eu precisava não só relaxar meu corpo, como também a minha mente. Cansaço físico e mental era um problema.
Ao fechar meus olhos senti mãos fortes acariciar meu ombro e começar uma ótima massagem, era Damon. Ele não entrou na banheira, apenas se sentou na ponta, onde estava minha cabeça, colocou os pés na água, e pousou minha cabeça em seu colo. Ah, se ele soubesse o quanto eu queria aquilo, me sentir relaxada em uma banheira com direito a massagem, era tudo o que eu queria... Damon não dizia nada, e eu muito menos, não que estivesse um clima tenso entre nós, mas era só que, eu queria relaxar, tanto fisicamente como mentalmente, e Damon pareceu perceber que eu queria isso, e me deixou relaxar.
Aquilo na verdade, ao invés de me proporcionar relaxamento, me trouxe aqueles pensamentos que eu havia tido um pouco mais cedo, sobre Damon e Klaus. Eu não queria voltar à comparar os dois. Na verdade eu não queria pensar nos dois naquele momento, mais parecia que meu cérebro não estava captando os meus comandos...
– Isso é muito bom! — eu disse quebrando o silêncio — Não sabia que além de ser ótimo na cama, era ótimo em massagens. — sorri com os olhos fechados, e ouvi uma risada baixa de Damon.
– Sou ótimo em várias coisas meu amor. Você ia adorar saber o que faço — ele sussurrou em meu ouvido, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar.
– Com certeza irei! — sorri.
– Além do mais, você me insulta falando assim. Como se eu fosse um tarado que só quer saber de sexo. Não sou um ninfomaníaco. Não que eu saiba... — ele disse rindo me fazendo rir também.
"Você pode até não ser, mas eu sim!"
Okay, era melhor eu me concentrar porque lá vinha o meu lado vadia querer dar as caras de novo.
Ficamos alguns minutos conversando, Damon acabou entrado na banheira e tomamos banho juntos. Mas em nenhum momento Damon ultrapassou os limites, ele respeitou o meu cansaço e pareceu não se incomodar quanto à isso.
Logo fomos dormir, eu acabei vestido uma camiseta branca dele que ia até as minhas coxas. Damon além de ser gostoso era muito atencioso, ele fizera tudo o que dissera pra mim no carro e isso me fez ter um carinho maior por ele. Dormimos de conchinha, e confesso que gostei. Naquela noite, eu tive uma ótima noite de sono. Há dias eu não dormia tão bem como eu havia dormido naquele dia...
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