Just Give Me A Reason
10 Klana! - Parte 1
Notas iniciais

Pov Ana!
Damon e eu estávamos deitados na cama dele, cobertos pelo suor de mais uma pegada selvagem de sexo que havíamos feito. Já era hora do almoço, pensei em Gabi estar cozinhando.
Damon acariciava meu cabelo, enquanto eu acariciava seu peito nu, estávamos curtindo o momento pós-sexo, mas alguém resolveu interromper ligando pro Damon. O celular tocava alto uma música meio dance, Damon se espreguiçou e levantou indo atrás do celular que estava no bolso da calça dele que estava jogada pelo quarto.
– Que é? — ele atendeu.
– Como? Porque você não vai? — ele disse passando a mão no cabelo, enquanto eu me levantava e ia até o banheiro tomar uma ducha na banheira deliciosa dele.
– Ai Stefan... — ele suspirou — Só vou fazer isso porque você esta fazendo uma boa coisa, dando uma chance a sua vida e seguindo o meu conselho... — ouvi ele dizer ao Stefan que provavelmente pedia algo pra ele.
Dei de ombros, pois, não me interessava á conversa dos dois, e entrei na banheira ligando a ducha deixando a água tomar conta do meu corpo, me proporcionando um relaxamento.
– Hey Barbie... — ele entrava no banheiro.
O olhei quando ele apareceu, e eu sorri.
– Eu queria entrar nessa banheira com você, e fazer coisas com você, de várias maneiras. — ele piscou.
– E porque não entra?
– Porque tenho que ir á uma reunião de última hora da empresa que começa daqui 1:00 hora... — ele fez bico e eu ri.
– Achei que você não trabalhava, achei que essa coisa toda, era Stefan que fazia... — eu sorri.
– E é ele, mas o meu irmãozinho esta em um passeio com a sua amiguinha, e como Stefan não sai com ninguém á anos, nada melhor do que dar uma ajudinha. — ele piscou e eu fiquei boquiaberta.
– Oi? Como assim, Stefan e Gabi em um passeio? Humm, danada. — sorri ao imaginar o que eles poderiam imaginar.
– É isso mesmo, então sinto lhe informar que ficará a tarde toda sozinha e eu não estarei aqui pra você se divertir. — ele fez bico e eu também.
– Ah, que pena... Tudo bem então, será que poderia me deixar em algum restaurante no caminho? — perguntei.
– Claro, vá se arrumar então. — ele me beijou e foi tomar banho.
Sorri e me levantei, indo me arrumar. Damon era o tipo de cara que combinava perfeitamente comigo, ele era daquele jeito bad-boy, charmoso e irresistível, o tipo de cara que me deixa louca só pelo olhar, e por falar em olhar, aqueles olhos azuis sempre com expressões de devorador me deixava perto de ter um orgasmo quando eles eram direcionados a mim... Damon era um completo cafajeste, mas eu adorava isso, como eu disse ele era perfeito pra mim, eu poderia largar tudo e ficar só com ele, porque ele valia mais que mil homens na minha cama... É ele vale isso, mas,um outro ser que tem um olhar curioso, seguro de si, e que parece uma águia atrás da sua presa, e que pra ser sincera eu queria ser essa presa, e tem o sotaque que deixa qualquer uma derretida... Esse ser estava me deixando louca... Ele era o tipo de galã que costumamos ver nessas novelas e filme, aquele galanteador que é riquíssimo, sua pose é de um homem da alta sociedade que faz você perder o fôlego quando o vê no smoking preto, e junto com olhar que te deixa curiosa, vem aquele sorriso de canto que faz você se perder completamente e tendo visões eróticas e românticas com ele. Sim, estou falando do Klaus, é, eu deveria me contentar com o Damon eu sei. Mas não sei explicar; Damon me excita só com olhar e quando ouço a voz dele sem ao menos vê-lo, e as noites — e dias também — com ele, são maravilhosos, ele é o Deus do sexo, e Klaus? Eu sinto tudo isso, e mais, meu coração bate descontrolado, eu paraliso na frente dele, e aquele sotaque?! Aquele sotaque faz tudo desabar, me deixando mil vezes mais excitada.
– Argh! — bufei me olhando no espelho.
"Para de pensar nele Analizzie!"
Já estava vestida com uma mini saia jeans, e uma regata cinza, meus cabelos solto, e uma maquiagem leve. Damon já estava se arrumando e parecia estar igual a mim perdido nos pensamentos.
– Se quiser eu vou sozinha pra não te atrapalhar na reunião... — eu sorri sem jeito.
Damon não parecia muito bem...
– Não, eu faço questão de te levar. — ele sorriu, vestindo o paletó preto, e me fazendo sentir fortes ondas de desejos pelo meu corpo. Damon assim todo social, era uma tentação.
Ele me olhou arqueando as sobrancelhas e dando um sorrisinho.
– Eu realmente queria fazer isso que se passou pela sua cabeça agora... — ele se aproximou sussurrando e me deixando em êxtase. — Mas... — ele roçou os lábios no lóbulo da minha orelha, me fazendo arrepiar — Mais tarde eu prometo fazer... — ele disse por fim e tomou meus lábios me dando um beijo quente e rápido.
– Eu vou cobrar! — sorri depois de separar nossos lábios.
– Vamos? — ele perguntou.
Assenti com a cabeça e sai atrás dele.
No caminho Damon permaneceu em silêncio, não era difícil deduzir que tinha algo o incomodando já que Damon é o tipo de pessoa que demonstra facilmente o que se passa com ele. Preferi ficar calada e não me meter.
– Esse é o único restaurante em Mystic Falls... — ele disse com um sorriso de deboche assim que paramos em frente daquele Pub que eu logo reconheci como o Mystic Grill. Abri um largo sorriso maroto ao lembrar de Klaus, quem sabe a sorte estaria do meu lado e eu poderia vê-lo novamente?
– Não tem problema, o bom é que enquanto estou sem vocês, eu fico bebendo e posso fazer novos amigos! — pisquei.
Damon me olhou sério, pensei em ele ter ficado com ciúmes. Ele abriu a boca pra falar algo, mas eu fui mais rápida dando um selinho demorado nele.
– Te vejo mais tarde gato! Boa sorte na reunião — pisquei e sorri saindo do carro. Damon sorriu e logo se foi.
Fiquei olhando para o pub à minha frente com um sorriso largo, algo me dizia que aquela tarde seria ótima.
– Ana? Analizzie? — ouvi uma voz feminina me chamar.
Vi Katherine acenando e sorri.
– Kath! — sorri me aproximando.
– Como vai? — ela disse depois de um breve abraço.
Katherine era linda, não posso negar, senti inveja.
– Bem e você? — sorri.
– Ótima! Cadê a Gabriela? — ela perguntou olhando em volta...
– Ah... A Gabi? É... Ela saiu com o Stefan. — sorri e vi um Katherine me olhar boquiaberta.
– Com o Stefan? Tem certeza? — ela perguntou e eu confirmei com a cabeça. — Wow! Ela conseguiu fisgar o Stefan em dois dias? Algo que as meninas daqui tentam á anos. — ela riu.
– Gabi só tem a cara de santa, mais aquela ali é esperta. — eu ri.
– Vamos entrar então? — Kath perguntou.
– Vamos, to morta de fome. — choraminguei entrando com Kath no pub.
E quando entrei, senti aquele belo e irresistível par de olhos verdes me olha. Não preciso nem falar que meu coração disparou não é?
Abri um sorrisinho malicioso e pisquei pra ele, que estava em uma mesa de frente para um casal.
Como eu disse; aquela tarde seria ótima!
Pov Klaus!
Não vou negar que sentei de frente pra entrada do Mystic Grill, pra ver quem entrava e na esperança de ver aquela loira irresistível com aquele olhar felino azul que estava me deixando louco. E por sorte — ou azar- ela acabou entrando e mais provocante do que nunca. Tudo bem qualquer um ali poderia olhar pra ela e achar normal. Mas qualquer um menos eu, que já estava sofrendo com o meu amigo lá de baixo que ansiava com aquela loira na minha cama. Aquela mini saia que ela usava era pra acabar não é? Ela queria mesmo me provocar só pode. Fiquei perdido naquelas coxas de fora, ah, como eu queria poder tocar ali...
– Nic? Hellow! — Rebekah gritou me tirando dos meus devaneios, vi Analizzie soltar um sorrisinho e morder o lábio inferior. Ah, aqueles lábios...
– Droga Nic! To falando com você! — Rebekah tacou o restante da água que havia em seu copo em mim.
– Rebekah! — bufei irritado.
– Você vai ou não ligar pro Stefan? — ela perguntou de novo.
– Não, o Stefan ta em NY já disse... — eu disse tomando um gole do meu uísque.
Analizzie passou ao meu lado me lançando um olhar perverso, e só depois percebi que Katherine estava ao lado dela.
– Katherine? — Elijah chamou como eu esperava.
"Por favor, Elijah não chama ela pra sentar conosco, ou eu vou atacar aquela loirinha que está do lado dela" Pensei olhando pra um Elijah que sorria como um bobo para Katherine.
–Elijah? — Katherine parou, e veio de encontro a nós.
Perfeito! Analizzie com certeza adorou, e eu? Adorei claro, mas eu não posso me submeter a isso, e era tudo o que Analizzie queria.
– Ah, perfeito! — Bekah bufou jogando a cabeça pra trás.
– Que foi? — perguntei enquanto Elijah conversava animado em pé ao lado de Katherine e Analizzie, não precisei nem olhar pra saber que aqueles olhos azuis estavam parados em mim.
– Até o Elijah conseguiu a atenção da Katherine, e eu aqui... — ela choramingou e naquele momento senti pena da minha irmã caçula, mas não podia obrigar Stefan a gostar dela... Não podia fazer nada... Peguei sua mão e acariciei, ela sorriu.
– Uma hora as coisas vão se acertar! E Bekah?! Eu também estou só. — pisquei e ela alargou seu sorriso.
– Você não conta, o galinha da família é você... — ela riu e eu fingi estar magoado — Acho que já vou não estou muito no clima hoje e não quero incomodar mais vocês, com a minha chatice. Apesar de saber que, vocês me amam e não vivem sem mim. — ela sorriu se levantando e mostrando língua, deu um breve "oi" pra Katherine e um beijo em Elijah.
Pronto! Agora sim eu estava perdido.
– Ei Klaus! Que é não fala mais com os velhos amigos? — Katherine me cutucou, e eu tive que olhar para aqueles olhos azuis que agora me encaravam sem expressão, dei um sorriso de lado e olhei pra Katherine.
– Estava esperando você notar minha presença baby... — pisquei me levantando e ela me abraçou.
Sim, Kath e eu já fomos melhores amigos...
– O baby é segredinho nosso K. — ela piscou e vi uma Analizzie pigarreando.
– Kath, vou pedir algo pra comer e já volto ok? — ela disse sem me olhar, o que me deixou confuso. Á minutos atrás ela não parava de lançar olhares sedutores, agora ignora?
Ah, logo entendi. Ela queria me provocar sem me dar o prazer de ver aquele par de olhos azuis profundo.
Sorri de lado, enquanto ela andou até o balcão se debruçando sobre ele e aparentemente estava flertando com o barman já que ele abrirá um sorriso malicioso pra ela. Aquilo me incomodou.
– Sente-se comigo Kath... — ouvi Elijah dizer, eles estavam em uma conversa bem animada e pude notar que eles iam acabar se entendendo mais tarde.
Já prevendo que eu iria atrapalhar o casal que estava a minha frente, fui até o balcão onde aquela loira indomável se encontrava, fazendo o coitado do barman ficar enlouquecido com o modo que ela estava, e que pra falar a verdade era uma tentação. Aproximei do balcão e me sentei ao lado dela. Ela me notou claro, mas não quis demonstrar.
Chamei o barman que fazia cantadas ridículas para Analizzie.
– Um uísque por gentileza? — pedi, e ele pareceu não gostar.
– Porque esta só Stewart? — perguntei a olhando. Ela mantinha seu corpo e olhar para frente.
– Porque eu quero talvez?! — ela sorriu irônica, e o barman que trazia meu copo com uísque soltou um risinho debochado.
O olhei sério com a sobrancelha arqueada e ele entendeu meu recado nos deixando á sós.
– Acho que não. Onde está Damon e sua amiga? — perguntei.
Sim, eu estava com muito interesse, iria adorar se ela realmente estivesse só, o que parecia ser.
Ela me olhou e sorriu
– Porque te interessa? — ela se virou para mim, mordendo seu lábio inferior.
– Porque quero ter a certeza de que está só! — sorri a olhando com malícia.
Ela pareceu entender, pois, ela engoliu em seco.
– Gabriela está com o Stefan e Damon foi para uma reunião em uma cidade vizinha... — ela disse rapidamente e pude notar que ela tentava controlar a respiração. Observei ela fechar os olhos, escondendo aquela íris azul que me provocava, e ela respirou fundo e logo após soltou o ar.
Aproximei lentamente dela, e inclinei minha cabeça até perto de seu pescoço.
– Se quiser eu posso te fazer companhia... — eu sussurrei próximo ao seu ouvido e vi sua pele que estava á mostra, se arrepiar.
– O-brigada... Mas... Se não percebeu... Estou acompanhada... — ela disse tentando soar firme, mas sua voz saiu apenas como um sussurro.
Eu sorri, afinal; eu estava adorando aquilo. Ela não queria provocar? Então. Dois podem jogar esse jogo.
Voltei a sentar no meu banco, e tomei um gole do meu uísque.
– Por falar nisso. Vejo que conheceu Katherine. Aposto que ela te falou pra ficar longe do Damon, já que ela é ex dele... E posso ser sincero? — a olhei esperando por uma resposta, ela me olhava com uma expressão um tanto quanto confusa e excitada, ela assentiu com a cabeça e logo continuei. — Se eu fosse você, pelo menos ouvia o que Katherine com certeza te disse; Fique longe do Damon! — a olhei dessa vez sério. Eu não queria imaginar vendo Analizzie sendo vítima do Damon, mesmo ela não parecendo ser o tipo de garota iludida, mas eu não podia negar, Damon era capaz de deixar qualquer uma de quatro por ele só pelo olhar. Mas não sei por que me incomodava o fato de Analizzie já estar na dele faz tempo.
– Klaus? Ta me ouvindo? — Analizzie me cutucou, tirando-me de meus devaneios.
– Ahn... Desculpa o que estava dizendo? — perguntei, dando um sorriso de lado e ardendo em chamas quando ela passou a língua lentamente pelos seus lábios.
– Eu disse que, não sei por que, você principalmente, tem essa birra com o Damon, sabe... Eu passei bem mais tempo com ele do que com você... — ela sorriu olhando para sua bebida azul e corou, até imaginei o que era e revirei os olhos.
– E? — perguntei sabendo que havia mais coisas.
– E... Ele não parece ser tão ruim, e Klaus? Ele nunca disse pra mim ficar longe de você, aliás, ele nunca tocou no seu nome pra mim. O que me faz deduzir que você apenas esta com inveja e Kath? Bem, é coisa de ex, falar mal do ex-namorado na intenção de queimar ele. — ela piscou e bebericou sua bebida.
– Você já contou a ele sobre nosso encontro "acidental" de ontem Stewart? — falei dando um sorriso sarcástico e ela tossiu.
– Já disse pra não me chamar de Stewart! E não... E-eu não falei, e ele não precisa saber... E se ele souber quem vai se dá mal é você, posso falar que me agarrou a força, que é o que aconteceu.
– E que você STEWART, adorou não é mesmo? E eu achava que não precisava dar satisfação da sua vida pra ninguém. — eu a olhei, ela revirou os olhos.
– Sabe? — ela se aproximou de mim e inclinou-se até meu ouvido, me fazendo ficar em êxtase já que seu pescoço estava próximo demais dos meus lábios e do meu nariz, inalei aquele aroma de rosas com o perfume natural de sua pele, enquanto ela tocou meu pescoço com seus lábios macios fazendo uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo e fazer doer meu fiel amigo de baixo. Tudo estava em câmera lenta, até quando ela sussurrou. — Se seu beijo fosse tão bom quanto o do Damon, pode ter a certeza de que a noite de ontem eu teria passado ela com você. — ela se afastou com aqueles olhos, insano brilhando, e um sorriso safado era estampado em seu rosto.
Fiquei paralisado me perguntando se eu havia escutado direito, ou se eu havia ficado louco. Ela não havia falado isso não é? Não ela não pode ter falado. Sai do meu transe e vi o mesmo barman que havia flertado com ela, me olhar com um sorriso irritante, só estão percebi: Ela realmente disse aquilo.
Olhei rapidamente para a entrada, e vi Analizzie saindo.
"Ah, não brinque comigo Stewart, você não sabe o que acontece quando brinca com Klaus Mikaelson" Pensei me levantando já irritado e indo atrás dela. Passei por Elijah e Katherine que me chamaram e perguntaram o que tinha acontecido, ignorei os dois e sai do Grill, olhei para os dois lado e logo percebi aquela perdição que parecia um anjo com aqueles cabelos ondulados da cor do sol que caia perfeitamente sobre sua pele branca e macia, e aquele par de olhos azuis que me deixavam sem ar e me hipnotizava, e fazia cada célula do meu corpo se acender e arder em chamas.
"Analizzie, Analizzie... Vamos ver quem ganha esse jogo agora." pensei assim que avistei ela virando a esquina do meu lado esquerdo.
Apressei meus passos e me aproximei dela pegando-a por trás, passei uma mão minha por sua cintura a prensando forte contra meu corpo, e com a outra afastei seu cabelo para que pudesse deixar o seu pescoço a mostra, e aproximei lentamente e rocei meus lábios em seu pescoço fazendo ela se arrepiar, sorri e me aproximei de seu ouvido, e sussurrei:
– Já ouviu aquele ditado: Quem brinca com fogo acaba se queimando? — perguntei roçando meus lábios no lóbulo da sua orelha enquanto falava.
– Se o fogo for você posso ficar tranqüila, pois sei que isso é só fogo de palha. — ela disse e vi um sorriso se formar.
Ela estava me subestimando.
– Quer tentar? — provoquei.
Ela ficou sem reação, provavelmente pensando na resposta. Não esperei ela responder e a virei de frente pra mim e a beijei com ferocidade e desejo, ela retribuiu o beijo envolvendo seus braços em meu pescoço e dava leves puxões em meu cabelo, enquanto eu a apertava contra meu corpo com uma mão e a outra segurava sua nuca, o beijo esquentou e se não fosse pela falta de ar em nós dois, não teríamos desgrudado nossos lábios. Olhei-a ofegante assim que separamos nossos lábios e tive uma idéia.
– Acho que vou te raptar... — minha voz saiu em um sussurro, ela ergueu a sobrancelha e sorriu.
– Faça o que quiser comigo... — ela disse, e não precisou eu pensar duas vezes, a puxei pela mão e a levei até meu carro.
– Klaus... Onde você está indo? — a voz dela parecia ofegante.
– Estou indo fazer o que você quer! — sorri e ela corou.
Peguei meu celular para fazer uma ligação enquanto segurava forte sua mão para que ela não escapasse, na verdade ela não escaparia porque ela estava tão afim quanto eu.
Disquei rapidamente o número que eu queria e abri a porta do passageiro a olhando para que ela entrasse, ela mordeu o lábio e entrou. Entrei no carro com o celular já no ouvido, não posso esquecer de mencionar que um sorriso cheio de malícia estava estampando na minha cara.
Ligação On*
– Mãe? — perguntei assim que ela atendeu a ligação.
– Hey filho, o que foi?
– Preciso de um favor...
– Diga...
– Tem ido á fazenda?
– Mandei Aby pra lá essa semana para limpar e...
– Ok, a chave contínua no mesmo lugar sim? — a interrompi.
– Sim, esta lá... Klaus? Está tudo bem?
– Sim mãe, não poderia estar melhor! Vou desligar porque tenho que pegar a estrada. — dito isso me despedi e desliguei.
Ligação Off*
Já estávamos na estrada, a fazenda ficava a quarenta minutos de Mystic Falls. Tínhamos passado antes em uma conveniência para comprar algumas coisas pra comer, já estávamos quase chegando. Analizzie estava quieta agora e olhava a paisagem pela janela.
Olhei para o meu lado e vi que ela sorria.
– Posso saber por que esta rindo? — perguntei.
– Que mal posso conter a ansiedade de ver o que acontece quando se brinca com fogo. — ela piscou e mordeu o lábio inferior.
Argh! Já não bastava ela ali sentada ao meu lado daquele jeito provocante com aquelas pernas de fora totalmente brasileira, e ela tinha que ter essa mania de morder o lábio me fazendo pirar?
Ergui uma sobrancelha e a olhei com um meio sorriso.
– Se você não quer que soframos um acidente, pare de me provocar mordendo o lábio dessa forma. — sorri.
– Ah, isso seria péssimo e atrapalharia o que você quer fazer comigo. — ela fez cara de inocente e riu.
Analizzie tinha um efeito sobre mim, que mulher nenhuma tinha, eu nunca faria isso que estava fazendo agora, se fosse outra.
Resolvi ligar o rádio, pois a tensão sexual pairava dentro do carro e o ar começava a faltar, Analizzie começou a cantar uma música que tocava no rádio e me fez sorrir.
– Você não vai mesmo falar onde estamos indo? — perguntou.
O céu começou a escurecer e seus olhos estavam fixos na janela do carro, olhando os pingos de chuvas e cantarolando junto com a música, no momento eu queria poder saber no que ela estava pensando, mas não podia perguntar, isso seria invasivo demais.
– Você já vai saber! — sorri.
Logo avistei a entrada que dava pra fazenda e a chuva começou a cair forte.
– Droga! — eu disse pra mim mesmo.
Não queria que chovesse, ela riu.
– Uau! — ela se inclinou pra frente.
– O que foi? — eu disse já parando o carro, pois já havíamos chegado.
– É linda... — ela elogiou sem olhar pra mim.
– Concordo, sempre que venho pra Mystic Falls, venho pra cá... — eu disse olhando pra casa a nossa frente e lembrando os momentos da infância.
Tirei minha jaqueta e dei pra ela.
– Coloca se não você vai ficar toda molhada... — eu disse com um sorriso perverso e ela mordeu o lábio inferior.
Abri a porta do carro e corri junto com ela, nós rimos assim que chegamos á varanda, eu estava encharcado e ela também.
– Não adiantou nada a sua jaqueta. — ela disse rindo.
– Eu sei, fui apenas um cavalheiro — pisquei e ela corou mordendo os lábios novamente.
Procurei a chave no local que minha mãe sempre deixará, no forro da varanda, pela brecha que tinha, logo abri a porta, e ela torcia seus cabelos que estavam molhados.
Entrei tirando a minha bota de couro, e logo após, tirei minha camiseta que estava encharcada e a joguei no canto, me virei pra ver o que ela fazia, e a encontrei me olhando; maliciosa, mordendo os lábios, e com um olhar totalmente dominado pelo desejo e não tive nem tempo de falar, ela avançou em mim e me beijou, o que eu adorei é claro...
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