Notas iniciais
Oi gente Mais uma fic minha kkk, espero que gostem, essa é safadinha kkk. Enfim digam suas opiniões, beijos da Ana e boa leitura!

Eu estava em um evento com meus pais, em Los Angeles, onde havia gente da alta sociedade e famosos de Hollywood. Mas sendo bem sincera? Eu estava com tédio. Não queria estar ali. Queria estar com minhas amigas, curtindo em uma boate, dançando, pegando alguns bofes. Na verdade, aquele evento não me beneficiava em nada, beneficiava aos meus pais, não a mim. Mas meus pais sempre me dizendo que, tudo que eles fazem não são por eles, são por mim.

Eu estava com um vestido vermelho bem vivo, de ombro único, com um decote diagonal, justo até o quadril e com uma abertura que começava no alto da coxa. Nas costas não havia nada além de um cordão de pedraria ligando um lado ao outro para impedir que o vestido caísse. Na verdade, minhas costas estavam nuas, desde a base da coluna, formando um enorme decote V. Coloquei os pares de argolas com diamantes e uma pulseira de diamantes para combinar. Meu cabelo loiro estava solto em volta do meu rosto, nesse dia eu tinha cacheado todo ele, minha maquiagem era escura esfumada o que fazia meus olhos azuis se destacaram e eu tinha passado um batom da cor do vestido. Minha pele era branca combinando perfeitamente com aquele look. O que fez com que eu chamasse atenção a noite inteira. Pelo menos eu me divertia um pouco. Era divertido quando as mulheres passavam com os seus homens ao lado delas e eles me encaravam hipnotizados, enquanto as mulheres me olhavam com fúria e inveja e eu apenas ria. Mas adorava isso. Porque eu tinha um lado que como diziam minhas amigas "Personalidade Vadia." Mas graças aos Céus ela ainda estava dormente. Na verdade, não era bem uma personalidade — era sim — era mais o meu subconsciente que logo descobri ser mais tarado do que o normal e por isso coloquei esse nome. Ficou claro?

Com uma taça de champanhe na mão, eu andei pelo salão enquanto meus pais conversavam com um diretor de Hollywood. Não suporto esse tipinho de gente. Tudo bem, sei que sou da laia deles, mas eles se acham demais. Meus pais são donos de uma rede de televisão; uma rede de agência para modelos e atores e outras coisas ligadas ao ramo da Publicidade e Televisão. E por isso, eles sempre tinham que estar presentes nesses eventos chatos, que tocam músicas clássicas que chegam a dar sono — não que eu não goste de músicas clássicas, eu adoro, mas é as pessoas com aquelas conversas sobre negócios e mais negócios, dá mais sono ainda.
Bom, como vocês já viram quem são meus pais, já devo dizer que por causa deles eu sou modelo. Porém, faço faculdade de medicina. Quero ser médica — sério, Ana? Pensei que quisesse ser mecânica — cuidar dos doentes e principalmente dos pobres do Brasil. Para os meus pais isso era uma loucura. Eles diziam que não dava para eu salvar todos de uma vez assim e que, Brasil era um país muito perigoso para alguém como eu estar exposta assim. Mas isso não tirava a minha vontade de fazer e ser diferente. Sim eu sou brasileira, e minha prioridade era os pobres.

Andando pelo salão, perto da entrada para minha infelicidade — ou felicidade? — eu notei quando um homem com um smoking preto, alto, cabelo loiro escuro e um olhar azul que me tirou o fôlego. O seu rosto em um formato meio fino e o queixo quadrangular que eu adoro, despertou minha vadia interior.

"Ui, é desses com olhar misterioso que eu adoro." Balancei a cabeça dispensando o pensamento dela.

Ele estava entrando no salão acompanhado de uma bela moça também loira, com um vestido de cetim comprido preto tomara-que-caia, seu cabelo com um coque e uma franja solta, com alguns fios do cabelo soltos em seu rosto. Ela era bonita.
Naquele momento eu fiquei paralisada. O homem me olhou e como os outros homens, me encarou hipnotizado. Eu tentei disfarçar desviando meu olhar quando nos encaramos, o seu olhar penetrante me fez de novo ficar sem fôlego. Com certeza ele percebeu o quão desconcertada eu fiquei, porque no mesmo instante ele deu um meio sorriso torto — o que foi fatal para mim. Eu senti meu coração subir pela boca e descer, várias e várias vezes.

"Hm, você também o quer Ana" Disse minha personalidade "V". Então me dei conta que estava paralisada, recompus minha postura, o olhei friamente e tomei um gole de champanhe. Dei meia volta e voltei para perto dos meus pais, resistindo em não olhar para trás. Fiquei pensando naqueles olhos que ainda me deixavam indecisa sobre a cor exata deles, ora era azul, ora verde, mas ainda assim; aquele olhar... meu Deus, me tiram o fôlego! E aquele sorriso então?

Minha mãe veio logo de encontro comigo quando me avistou.

— Ana! — Exclamou, pegando minhas mãos e dando uma avaliada em meu rosto, logo sua expressão de sorriso mudou para um olhar preocupado. — Aconteceu algo, filha? Você está pálida! Oh Ana, o que aconteceu? Suas mãos estão gélidas. — Ela estava apertando minhas mãos, numa tentativa de esquentá-las, me espantei.

Eu pálida? Da onde ela tirou essa ideia? Está certo que aquele homem tirou meu fôlego e tal, mas ao ponto de me deixar pálida? Não, não seria por ele. Eu estou bem, estou me sentindo ótima sem sintomas algum para ficar assim. Me recompus e sorri tentando acalmar minha mãe.

— Mãe, eu estou bem, calma. Estou me sentindo muito bem, minhas mãos estão geladas porque estava segurando a taça de champanhe e que nossa! Está bem gelada! Mas eu gosto. — Sorri tentando parecer convincente, enquanto o olhar da minha mãe foi relaxando. — E quanto á palidez; ora é a iluminação do salão que deve dar esse efeito, porque a senhora também está. — Sorri divertida, então ela relaxou e me puxou para perto de meu pai.

Ao lado do meu pai, estava um homem alto, moreno, cabelos pretos brilhosos, olhos azuis, muito bonito, atraente, muito atraente. Mas dava para perceber pelo seu olhar que ele era o tipo de homem galinha.


"Oh Meu Deus, só tem homens gostosos nesse salão? Desse jeito não será fácil me controlar para acabar levando um deles, para qualquer salinha por aqui isolada onde podemos fazer algumas coisas" Dessa vez fui eu mesma que pensei. Balancei a cabeça tentando tirar aquela fantasia da cabeça e me aproximei deles.

— Querida! Queremos que conheça Damon Salvatore! — Disse minha mãe toda sorridente.

Enquanto o homem; Damon. Me olhou com seu olhar sexy um sorriso ainda mais sexy, que me fez queimar toda por dentro. Ele então pegou levemente minha mão que estava em uma das mãos de minha mãe, se aproximou lentamente da mesma e senti sua respiração quente, que fez eu me arrepiar toda.
Ele era o tipo de homem que conseguiria levar qualquer mulher que ele queira para cama só com o olhar e eu se não me controlasse seria uma delas!
Quando seus lábios tocaram minha pele, eu senti a vontade de querer trocar minha mão pelos meus lábios. Rapidamente sai de meus devaneios quando ele soltou lentamente minha mão, sorriu e então disse:

— Prazer, Senhorita Stewart! — Sua voz soou sexy e eu percebi no segundo seguinte que foi proposital, pois ele deu uma piscadela que me deixou desconcertada. Sorri educadamente e me segurando para não voar nele.

— Muito prazer, Sr. Salvatore. — "Ora, você nem imagina o prazer que eu estou sentindo Sr. Salvatore." Pensei.

— Então... Senhorita Stewart. Seus pais me disseram que é modelo, mas que está cursando medicina. — Comentou, dando um gole em seu champanhe e encarando meus olhos, com um olhar quente.

— Já vi que meus pais se encarregaram de me apresentar antes de me darem a oportunidade. — Olhei meus pais que se encolheram com meu olhar de: "Por que sempre fazem isso?"

Meus pais estavam querendo arrumar pretendentes para mim já fazia alguns bons meses. Diziam eles que estava na hora de eu arrumar um namorado já que, eu nunca tivera um. Eu disse que não estava interessada em me relacionar com ninguém no momento, mas a verdade era que, eu não queria deixar a liberdade mesmo. Só que, eles decidiram jogar todo homem que eles conhecem, para cima de mim, pensando que vão conseguir fisgar meu coração. A única coisa que eles conseguem fisgar é a minha... ok. Vamos voltar.

Sorri ironicamente para eles que, abriram um sorriso largo e então voltei minha atenção para o Sr. Salvatore que avaliava meu corpo.

"Se quiser ver o que tem por baixo é só chamar." Minha personalidade vadia não estava se controlando aquele dia.

Damon percebeu que eu o olhava, então desviou rapidamente o olhar, pelo que parece ficou vermelho ao ver que eu o peguei me olhando. Sorri com a cena e então meu pai colocou o braço em minha volta e disse olhando para Damon.

— Sr. Salvatore, você se importaria se deixássemos você um pouquinho aqui com a minha querida filha? É que eu e Soraiah iremos dançar um pouco. — Olhei rapidamente minha mãe, que alargou seu sorriso e me deu um olhar, querendo dizer algo do tipo "Aproveite!"

E eu iria aproveitar mesmo e muito. Mas não da forma como ela queria.

— De maneira alguma, Sr. Stewart. Será uma honra ter a companhia de sua filha. — Ele me lançou um olhar que foi capaz de incendiar meu corpo — Podem ir. E divirtam-se! — Ele desejou erguendo a taça de champanhe, enquanto meus pais me olharam sorridentes e entraram no meio da multidão indo para a pista de dança.

Damon então olhou para mim, com um olhar perverso, minha respiração acelerou. Meus pais eram loucos de me deixarem sozinha com ele. Tá certo que eles não sabem que a filha deles sofre de personalidade dupla, na qual uma delas é uma vadia louca que adora o perigo e é louca por sexo. Mas mesmo assim. Não podem fazer isso!

— Então... — Ele virou-se para mim — Por que quer ser médica? — Indagou.

"Sério que ele falou isso? Eu achei que ele iria te pegar com uma daquelas pegadas de tirar o fôlego e dizer que está louco para te levar para um quarto." Minha vadia ficou histérica, e bufou. Sorri, deixando ela de lado e respondendo à pergunta de Damon, que me olhava intrigado querendo saber meus pensamentos. Era melhor que ele nem quisesse.

— Bem, onde eu nasci há muitas crianças pobres e doentes, muitas acabam morrendo porque os pais não têm dinheiro suficiente para levá-las em um hospital melhor que irá atendê-las rapidamente. E então tem que ir para o hospital público, onde funciona o SUS.... Mas lá é só Deus para ajudar, porque têm que enfrentar filas. É muita gente para pouco atendimento. Poucos médicos. Tem gente morrendo nos corredores dos hospitais e há muitas mães enlouquecidas com os filhos no colo, chorando junto com eles, porque não sabem o que fazer. Então muitas crianças não aguentam esperar e acabam morrendo. — Fitei o chão por um momento, relembrando os vários momentos que estive em um hospital público. — Então, quero ser pediatra. Há poucos pediatras e eu quero ser para poder ajudar pelo menos um pouco das crianças. — Sorri ao me lembrar das crianças que ficavam felizes quando eu as visitava antes de vir para cá fazer faculdade, que meus pais só deixaram eu cursar medicina, caso eles pudessem escolher onde eu iria fazer. Acreditem ou não, foi assim mesmo.

— Imagino como deve ser importante para você... deve ser triste mesmo ver crianças doentes e não poder ajudá-las. — Comentou fitando a taça vazia em sua mão.

— Eu ajudava sempre que eu ia lá. Pagava pediatras para as crianças que estavam muito doentes. Ainda faço isso, de vez em quando eu vou para o Brasil para ajudar. — Olhei para ele, que então me olhava com um olhar diferente. Não tinha mais o olhar perverso, quente e malicioso. Apenas um olhar triste e quase distante. Deve ter sido o fato que contei a ele que o comoveu.

— Mas então! Me diga sobre você. — Dei um meio sorriso, curiosa para saber algo sobre ele.

— Eu não sou nada, Srta. Stewart. — Sorriu e trocou a taça vazia por uma cheia com um garçom que passava ao nosso lado.

Ele se aproximou de onde eu estava e eu fiquei me perguntando o que ele ia fazer, então relaxei quando ele apenas pegou minha taça que já estava vazia e me deu uma cheia.

— Alguma coisa você tem que fazer. — Dei de ombros — Por exemplo: você deve ser um homem muito rico para estar no meio dessa gente. — Dei um palpite e ele assentiu.

— Bom, digamos que meu pai foi um homem muito rico e eu herdei. — Puxou os lábios para o canto — Então como sou desocupado vim a essa festa. — Piscou e eu sorri — Mas a verdade é que vim para acompanhar meu irmão. — Me olhou e então a malícia voltou para seu olhar.

— Ah sim, mas ainda não estou convencida de que não faz nada, Sr. Salvatore. — Tomei um pouco do champanhe sem tirar os olhos dos dele.

— Fazer eu faço.... Mas não é nada do tipo de trabalho. — Deu de ombros — Quem se encarrega com isso é meu irmão Stefan. Eu gosto de viajar pelo mundo, conhecer novos lugares, novas pessoas, novas culturas. Eu adoro fazer isso. Deveria experimentar algum dia Srtª Stewart. — Ele abriu um sorriso malicioso e eu entendi o que ele quis dizer.

— Bom, é legal, mas uma hora se acaba os lugares e então irá fazer o que? E por favor, me chame de Ana. — Pisquei para ele.

— Ana! — Disse, dando ênfase ao meu nome. — Bem, Ana. A diversão nunca acaba. — Ergueu a taça e tomou o último gole que restava nela.

— Hum. — Balancei a cabeça — E quais são os negócios da família de vocês? — Perguntei.

Ah, podem me chamar de curiosa. Eu sei que sou. Acho que convivo muito com meus pais, ou melhor, com Gabriela. Aprendi com ela esses interrogatórios e agora não consigo mais parar.

— Donos de uma rede de televisão também. — Sorriu — Mas Stefan só coordena a parte administrativa, porque não podemos ficar sem dinheiro e se deixarmos tudo nas mãos dos empregados eles nos roubam. — Disse tão normal, como se estivesse dizendo que iria chover mais tarde — Mas o resto é com uma pessoa de total confiança de meu irmão. Stefan não gosta muito que as pessoas saibam que ele é um dos donos da Mystic TV e para ser sincero, eu também. — O seu olhar se escureceu, ao lembrar-se de algo, ficou frio e decepcionado e então me deu um sorriso sem graça.

— E por que não gostam? — De repente me senti interessada para saber mais sobre ele. Eu poderia ter seguido o rumo de jornalista, porque estou começando a achar que nasci pra isso.

— Você sendo filha de um dono de TV e ainda mais sendo modelo, já percebeu que os paparazzi nos cercam de todos os lados. Nos deixando sem privacidade alguma. Apesar de eu gostar de ser o centro das atenções. — Seus olhos ficaram semicerrados e um sorriso torto se formou em seus lábios, me fazendo perder o foco da conversa por um momento — Mas Stefan não gosta muito, ele diz que não podemos chamar muita a atenção para nós. E eu o entendo e concordo.

— Verdade! Isso é um saco! Eu odeio eles. São nojentos e postam mentiras sobre você. Argh! Eu os odeio. — Me enfureci ao lembrar das últimas coisas que andaram saindo sobre minha pessoa.

Ele me olhou assustado, mas estava se divertindo com a minha forma de se expressar, então sorri também.

— Mas ainda sim, eles seguem vocês, não? — Perguntei curioso, quem sabe assim eu conseguia umas dicas.

— Ahm... Não. — Ele sorriu.

— Como não? Como conseguem fugir deles? — Fiquei intrigada, querendo saber como dois magnatas conseguiam se livrar das revistas de fofocas.

— Bem... — Coçou seu queixo, pensativo — É um segredo nosso. — Sorriu — Mas não, eles não nos seguem e por isso só quem queremos sabem que nós somos os donos, usamos cobaias para isso. — Ele piscou.

— Já entendi. — Sorri — Vocês devem ter feito algum "Papel Falso" onde consta que outras pessoas são donos dessa empresa, cobrindo os verdadeiros donos e é claro vocês devem ter dado uma quantia muita alta para essas pessoas, por serem como "laranjas" para vocês. Certo? — Fitei-o por apreensiva e ele riu afirmando com a cabeça.

— É quase isso, Srta. Stewart. — Olhou para os lados e então me fitou novamente —É uma menina inteligente. — Piscou.

— Obrigada. Mas creio que você me deu as informações para me ajudar. Como você mesmo disse: só quem você quer sabe sobre isso. Acho que sou uma delas. — Pisquei — Eles seguem os outros ao invés de vocês. Boa jogada. Então o que fazem aqui? — Indaguei ainda mais intrigada com o mistério dos irmãos Salvatore.

Outro garçom passou ao seu lado e ele pegou uma outra taça de champanhe.

— Como eu disse, vim acompanhar meu irmãozinho, que bom... Ele deve ter vindo fazer algo, observar talvez, deve ser algo com a empresa. — Respondeu sorrindo e então bebeu um gole de champanhe. Deixou a taça em uma mesa perto de nós, voltou os olhos para mim e então se reverenciou.

— Srtª Stewart, será que concederia uma dança para esse pobre homem? — Pediu esticando a mão para que eu pudesse a pegar.

—Sim. — Peguei sua mão, reverenciei também com um sorriso e abandonei a minha taça no meio do caminho na mesma mesa onde estava a sua.

Ele segurou fortemente minha mão e eu novamente senti aquele calafrio, arrepios de desejos. Minha respiração acelerou e eu me controlei para não ir para cima dele. Ele me conduziu até a pista de dança, no meio do salão. Ao chegarmos lá começou a tocar Canon de Johann Sebastian. Então ele passou seu braço em volta da minha cintura e me puxou para bem perto dele, perto demais eu até diria. Senti seu corpo quente, apesar do smoking. Pairei minha mão esquerda sobre seu ombro e graças ao salto alto, pelo menos eu poderia deixar meu queixo sobre seu ombro, porque ele era alto. Ele se aproximou do meu pescoço no lado direito e eu sentia sua respiração quente na minha pele que faziam percorrer arrepios sem parar. Logo começamos a dançar.

"Oh my God! Vou morrer com esses lábios perto do meu pescoço e ele ainda me apertando. Deus, eu não vou aguentar." Pensei.

— Adoro essa música! — Tentei quebrar o silêncio entre nós, quem sabe assim eu não ficasse tão anestesiada com sua proximidade.

— Canon é uma bela melodia, Srta. Stewart. Me admira que uma jovem de sua idade ainda escute música clássica. — Enquanto ele dizia, o ar quente que saia de sua boca me enlouquecia, uma vez ou outra, seus lábios encostaram na minha pele, o que me fez quase perder o controle.

Fechei os olhos e tentei me recompor. “Se controla, Ana. Se controla. Olha aonde você está”. Repeti para mim mesma em pensamentos.

— Bom, músicas Clássicas não são assim tão chatas. — Dei de ombros — Elas são boas para poder relaxar, descansar a mente e o corpo. E também para dormir. — Dei uma risada baixa e ele me acompanhou.

Ele me apertou mais, fazendo minha respiração ficar funda. Não porque estava me prendendo e sim porque nossos corpos estavam muito perto. E. Oh Deus! Mal sabia ele o efeito que isso causava em mim, principalmente na minha vadia interior.
Ele então se aproximou mais ainda do meu pescoço, colocando seu nariz atrás de minha orelha e sua boca ao mexer roçou na minha pele. Senti minhas entranhas se apertarem contorcendo com o desejo que aquele homem me causava. Ele roçou o seu nariz e sua boca em minha pele, inalou profundo o meu cheiro e então soltou o ar.

— Ana, como você é cheirosa. — Disse, ainda roçando seus lábios em minha pele. — Você é linda, maravilhosa e além de tudo cheirosa. Você não sabe o quanto está me deixando louco, Ana. — Sua voz estava rouca propositalmente. Ele começou a dar leves beijinhos em meu pescoço.

Senti que ia perder a cabeça. Transformei uma cena do que ia acontecer minutos depois se eu não desse um jeito de parar, eu iria agarrá-lo, voar naqueles lábios sedentos e carnudos que me deixara louca a noite inteira — não mais que aquele homem loiro que vi na entrada, mas isso não importava, porque minha vadia queria sair e ela precisava sair, e ela não se importaria se tivesse uma plateia para ver o show que ela iria fazer, porque nada mais iria importar para ela a não ser aquele homem gostoso, que a provocara apenas com o olhar perverso, que deixara ela louca com o toque de seus lábios em sua pele, que deixara mais louca ainda sentindo o seu corpo quente. Ela estava sedenta por aquele corpo quente, mas sem as roupas, ela ansiava para tirar aquele smoking enquanto eu tentava manter ela e eu no controle, porque eu também queria e eu quase estava me igualando a minha vadia louca sedenta por sexo, porque como eu disse, esse homem deixa qualquer mulher louca, querendo pelo menos uma noite com ele, se deixar levar pelos seus braços, se envolver em seu corpo e sentir ele dentro dela, porque era isso que eu estava querendo. E Damon sabia o efeito que estava causando por que continuou. Eu deveria lutar para sair dali, mas era tão excitante aquele homem.

— Damon... — Eu disse já quase sem fôlego.

Quando me dei conta, minhas mãos apertavam fortemente seu corpo, minhas unhas, por muito bom que era o tecido do smoking não entrou rasgando, porque eu o agarrava com uma força incontrolável. Respirei fundo, Damon não me deu ouvido e continuou. Tentei me controlar e quando eu achei que não dava mais...

— Damon... — Uma voz masculina, sedutora, mas, calma, fez com que Damon paralisasse e então desgrudasse seus lábios do meu pescoço. Minha vadia ficou louca de raiva e eu sorri aliviada, meu corpo relaxou e então eu percebi a tensão que estava entre ele e eu.

Ele se afastou de mim para que pudéssemos olhar um ao outro nos olhos. Me encarou com um olhar fodidamente mais perverso do que o normal, pegando fogo ardendo de vontade e desejo. Respirei fundo, ele sorriu maliciosamente e então me lembrei de que alguém atrás de mim o chamara. Virei então ficando de frente com um homem loiro, olhos verdes, a mesma altura de Damon, musculoso com um Smoking que caíra perfeitamente nele. Ele era como um príncipe. Oh Deus! Seu rosto era sereno e alto confiante de si mesmo, sua boca era perfeitamente desenhada, o que me fez ficar paralisada olhando para ela.

O Homem loiro então sorriu para mim. "Deus, isso é um castigo ou o quê? Todos esses homens gostosos na minha frente, hoje eu vou ficar louca e vou sair do controle." Pensei.

O sorriso dele era lindo, então ele se aproximou de mim e pegou minha mão e a levou até sua boca e pousou um beijo, que logicamente me fez estremecer toda. Eu senti confiança em seu olhar, que devo comentar que era encantador, mas eu diria que ele era o tipo de homem para namorar e casar, e não para curtir. Então não era para mim.

Sorri e ele então disse.

— Senhorita? Prazer, Stefan Salvatore. — Me olhava diretamente nos olhos e aquilo de certa forma estranhamente estranho, me deixava com vergonha, estranho porque eu sempre quero olhar os homens nos olhos os encarando.

Sorri por saber que ele era o irmão de Damon.

— Analizzie Stewart. Prazer — Mordi o canto da minha boca, por dentro. — Vejo que os pais de vocês fizeram um excelente trabalho, trazendo ao mundo dois Deuses Gregos. — Tarde demais, me arrependi de ter falado aquilo. Não passou pelo filtro de pensamentos.

Lógico, sem que eu perceba minha personalidade vadia estava tomando conta. É ela fica louca e toma conta quando tem homens lindo e gostosos assim na frente dela.

Senti meu rosto ficar vermelho, Stefan riu.

— Não diria isso por mim. — Ele então olhou para Damon que permanecera calado o tempo todo. — Damon, por que está calado?

— Stefan, irmãozinho. — Ele ficou ao meu lado. — Só estava olhando vocês se apresentarem ora essa, não seria educado se eu atrapalhasse. — O olhei e ele estava fitando seriamente Stefan, já esse, estava sorrindo.

— Bom, como você não me apresentou a Srta. Stewart. Tomei a liberdade de me apresentar eu mesmo. Não ficará chateado não é, Brother? — Stefan ria, por algum motivo a qual eu estava totalmente por fora.

Stefan achava graça enquanto Damon continuava sério, me perguntei se seria porque Damon e eu quase estávamos nos agarrando um ao outro até que Stefan chegou, foi chato, mas eu o agradecia de coração. Por mais que eu queria, meus pais iriam odiar e eu não gosto de desapontá-los; era por essa razão de eu estar naquele evento.

— Já fez o que tinha que fazer, Stefan? — Damon apontou a mão para uma mesa e andou até ela, seguido por mim e Stefan. Ele se sentou enquanto Stefan puxou uma cadeira para que eu me sentasse. Achei fofo, Gabriela adoraria conhecer o Stefan. Ele era o tipo de cara que não se encontra facilmente, é cavalheiro e parece ser um homem apaixonante.

— Obrigada. — Agradeci a Stefan e me sentei.

— Não liga para o meu irmão, ele não tem certos modos de cavalheiro. — Ele provocou Damon, que o olhava com fúria.

— Não foi nada. — Respondi, Damon me olhou e eu sorri.

— Você ainda não me respondeu o que te perguntei, Stefan. — Ele disse bebericando a taça de Champanhe que o garçom acabara de deixar para nós na mesa. Peguei a minha e também beberiquei um pouco.

— Por que tanta pressa, Damon? Sua noite foi tão ruim assim, para querer ir embora logo? — Stefan olhava Damon, dessa vez, sério, me senti incomodada e me ajeitei na cadeira, fingi que não estava interessada na conversa e olhei em volta o salão procurando por meus pais no meio da multidão de pessoas chiques e refinadas, mas não os encontrei.

Damon e Stefan conversavam e pelo que ouvi parecia que Stefan já tinha feito o que era para fazer e parecia estar intrigado com algo e que precisaria viajar. Deve ter sido algo da empresa.

“Bom é nisso que dá eles deixarem a empresa deles nas mãos dos outros.” Pensei.

Bebi mais um pouco de champanhe e olhei para Stefan que estava sentando a minha frente, ele olhava a multidão. Olhei para Damon que estava ao lado de mim na mesa, mas ele não estava lá. Incrível, como não percebi aonde ele teria ido, olhei em volta para procurá-lo e não o achei.

— Onde está Damon? — Perguntei a Stefan que estava com um olhar congelado e furioso. E pelo jeito seus pensamentos se encontravam longe, porque tentei olhar para a direção que ele olhava e não vi nada, apenas aquele homem loiro, aquele que eu me senti totalmente atraída. Quando eu o olhei, seu olhar se encontrou com o meu, ele sorriu e levantou a taça. Eu novamente estava sem ar e sem chão virei abruptamente para Stefan, que permanecia com aquele olhar, mas dessa vez para mim. Senti estranha e com medo daquele olhar. — Você sabe onde está Damon? — Perguntei novamente, tentando tirar aquele clima desagradável. Ele pareceu relaxar e se encostou na cadeira.

— Ah, sim. Você não viu? — Stefan perguntou, eu fiz que não com a cabeça. — Ah, então eu contei para ele algumas coisas de nossos interesses. O que fez ele se estressar e ir lá para fora esfriar um pouco a cabeça... Bom.... Eu acho. — Stefan me olhou e deu meio sorriso, dava para ver em seu olhar que ele estava preocupado.

— Oh, eu não vi. Eu estava tão distraída procurando por meus pais que nem percebi que ele tinha se levantado. — Sorri desapontada por Damon.

“Ah agora esnoba? Vamos ver então quem esnoba mais, Damon.” Pensei, e minha personalidade vadia concordou sorridente com a cabeça.

— Você mora aqui? — Stefan me perguntou.

— Não. Moro em NY, faço faculdade lá. — Sorri e ele assentiu.

— Ah, Nova York! Eu gosto de lá. — Sorriu parecendo se lembrar de algo — Faz faculdade de quê? — Indagou se inclinando para frente e se apoiando na mesa, mostrando interesse.

— Medicina. — Sorri.

— Oh, era meu sonho fazer medicina. — Ele sorriu, mas depois sua expressão mudou para triste, algo passou pela sua mente fazendo com que ele balançasse a cabeça talvez dispensando o pensamento.

Estranho, porque o mesmo aconteceu com Damon....

— E por que não faz? — Perguntei.

“Ah, esse meu lado curioso nunca me deixa”. Pensei.

— Bom, tenho que cuidar dos negócios da família já que Damon só quer gastar dinheiro. Alguém tem que trabalhar. — Ele riu, ainda com a expressão triste.

— É ele me disse. Mas não dá para você associar isso com a faculdade? — Eu me lembrava bem de que ele não cuidava muito assim da empresa.

— Bom.... Até daria, mas ficaria cansativo de mais. — Ele sorriu e eu resolvi deixar aquilo de lado.

— Verdade. — Assenti.

— Quanto tempo faz que você está na faculdade? — Perguntou.

— Ah, esse é meu primeiro ano! — Respondi um pouco animada.

— Ah, então boa sorte. Dizem que é muito difícil, tem que se esforçar muito. — Disse bebericando sua taça de vinho e comendo alguns aperitivos.

Olhando para ele, me lembrei que não sabia exatamente de onde eram. Se moravam em Los Angeles ou não. E por isso resolvi perguntar.

— Vocês são daqui?

Ele me olhou e sorriu.

— Damon não disse? — Indagou.

— Não, ele não disse e eu esqueci de perguntar. — Respondi com um pequeno sorriso.

— Entendo. Bom, somos do interior da Geórgia. Mystic Falls. Já ouviu falar?

— Ahm... Não. Eu não sou americana, sou Brasileira. — Sorri e ele assentiu rindo.

— Hm... Brasileira, por isso essa beleza toda. — Apontou para mim — Deveria ter notado. — Fiquei vermelha, ele percebeu e riu. — Não fique vermelha, você é muito bonita, Srtª Stewart. — Ele piscou e eu fiquei ainda mais vermelha.

Ele estava flertando comigo?

— Obrigada, você também. Sr. Salvatore. — Olhei-o fitando seu olhar.

— Pode...

— Stefan! — Uma voz feminina soou atrás de mim, mas logo a dona da voz veio em direção a Stefan o abraçando fortemente.

Eu a reconheci; era a loira, a acompanhante daquele homem que eu desejo.
Quando me lembrei dele, olhei ao meu lado para ver se ele estava lá também. E sim, ele estava; me olhando de cima até em baixo, com um olhar sedutor e perigoso, olhando mais de perto, pela forma que se portava, ele tinha um jeito de ser autoritário. Fiquei paralisada. Ele sorriu e então me deu a mão eu a peguei.

— Prazer. Niklaus Mikaelson. — Jesus! O que foi aquilo? Eu estava ouvindo bem? Deus, que sotaque foda! Me arrepiou toda! Senti tudo dentro de mim se contorcendo, era excitante aquela voz sedutora. Deus, além de ser lindo e de me deixar louca só pela aparência tem a voz também?

Pelo sotaque ele era britânico e eu me senti seduzida pela voz. Meu coração batia forte, e rápido, acho que dava para ver pelo meu vestido que ele batia assim. Ele então encostou seus lábios na minha mão e a beijou. Deus! Os homens daqui são sempre assim? Tão cavalheiros! Gabriela realmente iria amar!

Tentei trazer ar fresco para os meus pulmões, sorri desajeitada enquanto aqueles olhos, que mesmo de perto me deixavam confusa pela cor, continuaram me olhando. Só depois me dei conta que eu tinha que falar algo.

— Oh. Prazer. Ana... Anallizie Stewart! — Eu disse sem ar.

Rapidamente olhei para Stefan que me parecia entediado com a conversa da loira que já estava se acomodada em uma cadeira ao seu lado. Stefan então olhou para Niklaus, que se sentou ao meu lado e o meu coração acelerou.

Deus, porque ao meu lado? Eu vou morrer aqui, ele me deixa sem ar.

Graças aos céus que Damon ainda não tinha voltado, porque aí sim, eu já não sei o que aconteceria comigo. NiKlaus estava sentado elegantemente ao meu lado e olhava para Stefan e sua acompanhante, que deveria ser uma amiga, ou talvez irmã dele. Porque a garota pelo jeito era louca por Stefan.

— Espero que tenham resolvido, Salvatore. — Aquele sotaque me fez tremer com os arrepios, imaginei ele coladinho no meu pescoço igual ao que Damon tinha feito minutos antes e nossa, se eu não parasse de me sentir atraída e excitada por esses homens eu iria ter um orgasmo só de ficar perto deles.

Mexi na cadeira, Stefan me olhou e logo olhou para Niklaus.

— Resolvi um pouco, a outra parte tenho que deixar com Damon. Eu achei que não viria. — Respondeu Stefan. Bebendo um gole de vinho.

— Entendo. Mas espero que termine tudo bem.... — Ajeitou seu paletó —Eu vim por Rebekah. — Niklaus disse ríspido apontando para a loira, sem tirar os olhos do Stefan que parecia furioso com aquele comentário e mais uma vez eu estava em uma conversa totalmente confusa.

Eu conheci aquelas pessoas há alguns minutos e eles não pareciam se importar de falar sobre os assuntos deles na minha frente.

— Acho que veio mais por outra coisa. — Stefan rebateu e logo sorriu.

Vi que era a hora da minha deixa e quanto ao Damon, ele que se foda para lá. Não é só porque ele é lindo e gostoso, atraente e sedutor e que eu quero loucamente uma noite com ele, que ele precisava sair assim sem dizer um tchau.

— Bem, Senhores. Essa é a minha deixa.... — Niklaus olhou para mim — Tenho que ir. — Olhei para Stefan.

A loira por sua vez não me olhou nem um segundo só olhava para Niklaus aparentemente brava. Levantei pegando minha bolsa, Niklaus e Stefan se levantaram juntos. Oh como eram cavalheiros, eles precisam ir ao Brasil, mostrar para aqueles brutamontes como é ser cavalheiro e que nós mulheres adoramos isso.

— Mas já tão cedo? Nem conversamos. — Disse Niklaus me olhando, com um olhar tentador, misterioso e perigoso. Novamente me deixando sem ar.

— Bom, já não é tão cedo e tenho que ver algumas pessoas. Creio que haverá outra oportunidade para isso, Sr. Mikaelson. — Eu disse querendo ficar, mas vi que se eu ficasse, ficaria igual a uma pata choca, olhando eles conversarem.

— Creio que não fomos tão cavalheiros, Klaus. — Disse Stefan que fez Niklaus e eu o olhar esperando uma explicação. Stefan percebeu e continuou. — Bem, deixamos as belas moças de lado, enquanto conversávamos sobre assunto que as chateavam porque não lhes interessavam.... Bem.... Pelo menos não interessava à Srta. Stewart.— Ele disse me olhando. Sorri e ele respondeu meu sorriso. Ele era um doce, tão meigo.

— Não é nada disso, Sr. Salvatore. É que eu tenho que procurar meus pais. — Fiz uma careta e a tal da Rebekah riu, olhei-a intrigada.

— Ah sim, seus pais! O Sr. Nicolas Stewart e a Sra. Soraiah Stewart? — Perguntou Niklaus e eu franzi a testa.

Como ele sabia o nome dos meus pais? Ele os conhecia? Hm, interessante. Gostei de saber.

— Sim. — Sorri — São eles. Pelo visto já os conhece? — Perguntei.

— Sim, sim, estávamos com eles agora mesmo. Não é mesmo Rebekah? —Klaus sorriu, e Rebekah fez que sim com a cabeça, com um leve sorriso.

— Oh, interessante. Bom, já que os conhecem ficará mais fácil de nos revermos outra hora. — Falei saindo da mesa.

— Sim, talvez. Não sabemos o que vem pela frente. — Niklaus disse com um olhar sombrio, que me deu calafrios e dessa vez deu medo. — Mas seus pais são adoráveis Srta. Stewart, assim como você. — Ele piscou.

Que que é? É mania deles dar piscadelas assim?

Sorri adoravelmente e então fui de encontro com Stefan que me olhava com um olhar triste.

— É, acho que é um Adeus. — Sorri e ele também, então continuei. — Foi um prazer te conhecer. E olha, se mudar de ideia vai fazer faculdade em NY, quem sabe não nos encontramos? — Arqueei minhas sobrancelhas com um sorriso verdadeiro.

— O prazer foi todo meu. — Sorriu — É quem sabe, Srta. Stewart. — Ele piscou, e eu sorri, mostrei minha mão para Stefan, para que pudéssemos apertar as mãos, Stefan deu um beijo lento e então me olhou sorrindo. — Até breve Srta. Stewart.

Sorri e assenti. De repente aquele homem virou alguém para mim, como um amigo ou um irmão. Estranho... eu senti um afeto tão puro por ele, de querer estar com ele, de ser seu ombro amigo, mas era uma ideia absurda! Eu mal o conhecia e talvez não iria vê-lo mais.

Senti uma pontada, Stefan ainda me olhava e então me virei para Rebekah que me fuzilava com os olhos, me despedi dela e então fui me despedir de Niklaus.

— Sr. Mikaelson, foi um prazer conhecê-lo. — Dei um sorriso confiante, ele repetiu o mesmo gesto de Stefan com a minha mão a beijou lentamente e eu desejei aqueles lábios na minha boca. Meu coração batia descontroladamente. Sorri, tentando disfarçar minha vontade de beijá-lo.

— O prazer foi todo meu, Srta. Stewart. Espero nos vermos em breve. — Disse sorrindo, eu assenti e andei para a multidão no meio da pista de dança, para ver se meus pais ainda estavam dançando. Olhei para trás e os três continuavam me olhando.

Niklaus com uma malicia e maldade em seus olhos e algo me dizia que ele era perigoso. Stefan permanecia sereno e sorriu ao encontrar meu olhar. Rebekah bufava ao lado deles.

Me virei novamente e então sai do outro lado do salão, procurando pelos meus pais. Fiquei pensando em tudo que havia acontecido naquela noite, sorri como uma boba quando me lembrei de Stefan, me senti com desejo quando me lembrei de Damon e quando me lembrei de Niklaus meu coração pulsou fortemente.

Andei mais um pouco e logo vi meus pais. Estavam dando gargalhadas com mais um casal, que também riam. Aproximei deles e meu pai veio ao meu encontro.

— Ana, filha por onde andou? Cadê o Sr. Salvatore? — “Ah, o Damon? Aquele vadio saiu sem dar tchau”. Minha vadia interior reclamou, eu sorri.

— Eu estava justamente com ele, seu irmão Stefan e Niklaus Mikaelson. Mas Damon teve que ir. E então eu vim ver vocês. — Respondi sorridente.

— Ora, vejo que conheceu os Mikaelson? — Perguntou meu Pai.

— Ah sim, ele me falou que estava com o senhor e a mamãe agora a pouco. — Respondi.

— Que bom. Sim, sim estávamos. Eles são interessantes. — Meu pai disse — Bem quero que conheça os Maldonattos.

Ele me puxou para perto dele e me levou em direção ao casal, que aparentavam ter seus 30 anos. O homem era alto, moreno, olhos verdes, cabelos castanhos, bonito, mas não era como aqueles Deuses Gregos com quem eu estava agora a pouco. A mulher já era bem bonita, muito refinada e parecia ser metida, me olhou de cima até em baixo e me fuzilou com o olhar de inveja, eu sorri. Ela era morena, pele rosada, cabelos pretos e longos, estavam presos de um lado e soltos de outros. Seus olhos eram cor de mel. Ela estava com um vestido vermelho, mas um vermelho escuro, esse tinha alças e um decote V que realçavam seus enormes peitos.

Meu pai então me apresentou a eles, sorri educadamente cumprimentando cada um e me sentei ao lado de mamãe. O jantar ainda ia ser servido, eu nem tinha visto o discurso que teve. Nossa foi tudo tão rápido, mas quando eu estava com eles, aqueles deuses gregos, pareciam que eu já estava com eles a uma eternidade!

Passei o jantar inteiro pensando neles. Aqueles três tinham um segredo. Eles tinham algo, eles eram estranhos. Agiam estranho e eu queria poder saber qual era esse segredo.

“Não, você não quer saber. Não se meta aonde não é chamada Ana, por favor”. Lá estava eu de novo, minha verdadeira eu, em guerra com a vadia interna e o subconsciente. Argh! Se eu contar isso aos meus pais, vão querer me internar em uma clínica de loucos ou sei lá o que, ainda mais se eles souberem que quando a vadia interior toma conta, eu faço coisas absurdas. Lembro de quando contei isso para Gabriela. Minha melhor amiga. Ela ficou rindo da minha cara durante semanas, mas depois ela viu que o negócio é sério e eu precisava dela para me controlar.

Já estava indo embora. Eu vasculhei todo o local com os olhos, procurando algum dos Salvatore ou dos Mikaelson, mas nem um, nem outro, devem ter indo embora já.

Despedi de todos que meus pais fizeram questão que me conhecessem e então entramos na limusine e fomos embora. Estávamos hospedados em um hotel 5 estrelas em Los Angeles, um dos melhores. Meu quarto era separado dos meus pais, eu tinha uma suíte só para mim, eu adorava isso.

"Uma suíte desse tamanho e você irá dormir sozinha, Ana? Que coisa chata." Minha vadia interior ainda não se conformava por eu não ter deixado ela sair naquela noite e eu ri.

Tirei meu vestido os sapatos e as joias, guardei tudo em minha mala, fui para hidromassagem me deitei e fiquei lá por um bom tempo, pensando no que eu iria fazer. Eu voltaria pra NY e reencontraria minha melhor amiga, Gabriela, que ficaria fula da vida quando eu contasse tudo que ela perdeu. Gabriela é uma menina mais baixa que eu, pele clara, cabelos pretos e grandes ondulados, olhos ás vezes castanhos ás vezes verdes, dependendo do humor dela. Ela era minha melhor amiga, convenci meus pais a trazerem ela comigo, ela também é brasileira. Conheço ela desde pequena, mas seus pais faliram e então ela teve que mudar de colégio, porém, lembro que fiquei doente por ela ter ido embora e implorei para que meu pai pagasse os estudos dela já que meu pai era melhor amigo de seu pai. E desde então ela sempre está comigo, é minha protetora. Ela não pôde vir, porque é muito estudiosa e bem, tinha duas provas no fim de semana, mas eu sei que ela odeia esse tipo de eventos por isso não veio. Porém, ela se arrependerá quando eu falar dos divos que eu vi.

Fiquei mais um pouco na banheira. Estava quase cochilando quando o telefone do quarto tocou. Levantei rapidamente e me enrolei no meu robe e fui correndo atender.

— Alô? — Atendi ofegante.

— Oi, Ana? — Era a voz de Damon? Como assim?

— Sim, sou eu. — Respondi confusa, ainda estava chateada com Damon.

— Sou eu, Damon Salvatore. — Ele disse ligeiramente.

— Eu sei. — Apenas disse isso, o telefone ficou mudo e então ele voltou a falar.

— Olha, quero pedir desculpas por ter saído daquela forma... é que aconteceram umas coisas e bem, tive que sair de lá. Só estou ligando, porque acho que foi grosseria da minha parte sair sem dar um tchau. — Suspirou e naquele momento eu só queria saber como ele conseguiu ligar para mim. Não me lembro de ter dito para ele.

— Ahm, como conseguiu o número do meu quarto de hotel? — Perguntei intrigada.

— Segredo. — Ele respondeu e eu pude ouvir seu riso descontraído e imagino bem a cara dele naquela hora.

— Ah, segredo, claro. — Cheio de segredos eles — Tudo bem Damon, Stefan me disse que se tratava de interesse de vocês e você ficou nervoso e saiu. Eu achei que voltaria, mas tudo bem. Não precisava ligar pedindo desculpas, acho que isso não é sua cara. — Ri sincera.

— É verdade, não é minha cara fazer isso, mas acho que você foi legal comigo e eu não poderia ser ao contrário. E olha me desculpe se eu estiver atrapalhado seu sono. — Ele disse e ouvi um desapontamento em sua voz. Sorri.

— Não, tudo bem. — Cocei minha cabeça e apertando mais o robe em meu corpo — Na verdade, você me salvou da morte! — Ele perguntou como eu havia conseguido isso — Eu dormi na hidromassagem e acho que se não fosse você, eu iria me afogar ou algo do tipo.

— Seria uma morte trágica, mas graças ao Santo Damon você se livrou —ele riu.

— Não sei aonde tem santo nisso, mas agradeço. — Brinquei.

— Claro que sou. — Ele disse sério, mas continuei rindo. — Olha Ana, eu tenho que ir agora, vou pegar o voo. Nós nos veremos por aí. — Disse.

— Ah sim, tudo bem. Hei você está com Stefan? — Perguntei antes que ele desligasse o telefone.

— Sim, eu estou. Por quê? — Estava curioso.

— Nada. — Me senti idiota nesse momento, nem eu sabia o que estava fazendo — Só mande um oi para ele. — Suspirei.

Eu e Stefan tínhamos algo ligado, eu não sabia como explicar, mas era a mesma ligação que eu sentia com Gabriela.

— Mandarei. Agora vou desligar Ana, até breve, nos vemos por aí.

— Nos vemos, até breve. Se cuidem.

— Até, se cuida. — Ele disse e desligou.

Desliguei o telefone, vesti meu pijama e fui deitar. Já estava cansada.

Fiquei quieta na cama, olhando para cima. E comecei a pensar: como será Mystic Falls? E se eu fosse lá visitá-los?

“Você não seria estúpida, eu posso ser vadia, seria a favor de tu ir lá, até porque eu poderia pegar todos eles, mas gata, Hello! Ninguém te convidou! “ Minha vadia interior permanecia acordada e pela primeira vez na vida, ela disse algo que prestava. Fiquei pensando e pensando, e cheguei à conclusão de que aquela noite seria a única vez que veria aqueles homens. Entristeci com o fato e minha vadia interior bufou. Me enrolei inteira no cobertor e fechei os olhos, logo acabei dormindo.

Notas finais
E ai gostaram? *-* Se gostarem eu posto o proximo' Comentem please ♥