Just Give Me A Reason

3 De volta a New York!


Notas iniciais
Oi pessoinhas, tudo bem? Trouxe pra vocês mais um capitulo, *-* espero que gostem, Boa leitura


POV ANA


Tudo bem, lá estava eu chegando em New York em um domingo de manhã, estava super ansiosa para contar a Gabriela o que aconteceu naquele evento. "Ela vai surtar!“ Pensei.
Ah, aqueles Deuses Gregos não saíram da minha cabeça, e agradeci por Damon ter ido embora, porque se ele continuasse acho que iríamos pra outro lugar terminar o que estava acontecendo entre nos dois, e assim eu não conheceria Niklaus Mikaelson. Meu coração palpitou forte quando me lembrei dele. O avião pousou, eu logo desci e peguei um táxi, Gabriela tinha dito que não daria pra me pegar, porque estaria preparando um almoço para minha chegada. Eu fiquei fora apenas dois dias, e mereço um almoço? Só poderia ser Gabriela, o táxi logo estacionou em frente do Upper West Side, sim era ali que eu estava morando, claro se não fosse pelo meu pai, eu iria pra um lugarzinho menor onde tivesse pessoas humildes, mais meu pai teimou comigo, e pediu pra eu considerar aquele apartamento como um presente, assim como o carro R8 preto que ele me deu, como a casa de lago, e outras coisas, que se eu for falar não cabe. Enfim, minha sorte era Gabriela, porque aquele apartamento era imenso. Mas eu estava pensando seriamente em me mudar pra um lugar em EUA que fosse lindo, que tivesse uma praia, ou que não tivesse uma praia, mais que não fosse um tormento igual a New York, o povo andava igual a uns loucos pelas ruas, e as buzinas? Era o dia todo buzinando, lembro que quando cheguei fiquei uma semana com dor de cabeça sem parar, não é que NY seja um lugar horrível para se morar, é que lugares barulhentos me incomodam. Eu invejo os nova-iorquinos, que bem eles nem se importavam com tudo aquilo. Paguei o motorista, e logo desci, encarando a fachada envidraçada e moderna do Upper, entrei no hall da entrada, e logo fui cumprimentada pelos dois rapazes que trabalhavam lá.
– Senhorita Stewart, que bom vê-la novamente, como foi á viagem? — o mais velho perguntou, enquanto o mais novo apenas disse: “oi” e acenou.
– Olá Travis, foi ótimo obrigada. Gabriela esta em casa? — perguntei sorrindo e me dirigindo até o elevador, sendo acompanhada por Travis.
– Sim, sim, apenas desceu para ir ao mercado. — respondeu.
– Ah sim, obrigada Travis, e bom trabalho. — agradeci, e a porta do elevador se fechou. Travis já havia apertado o botão que dava pra cobertura. É claro, meu pai comprou a cobertura, porque disse que eu iria adorar a vista e que o barulho não daria para se ouvir direito lá de cima, também, 45° andar. Lembro que eu morria de medo de olhar lá de cima para baixo, mas agora já estava acostumada, e meu pai teve razão á vista de lá era esplendida, dava para ver NY inteira, e as pessoas eram tão pequenininhas. Sorri ainda no elevador, me lembrando da cena. O elevador então parou no hall da cobertura, como só tinha o meu apartamento lá, o elevador se abria em um hall, aconchegante e elegante todo branco de cima em baixo, com janelas envidraçadas do chão até o teto e com cortinas brancas, tinha vasos de flores copo-de-leite, dos dois lados da enorme porta de correr, também toda de vidro, era lá o meu "cantinho", sai do elevador e entrei no meu apartamento. Logo quando entrei, senti um cheiro deliciosamente delicioso, sorri ao imaginar a cena de Gabriela na cozinha, o som estava ligado, estava tocando Muse — Supermassive Black Hole era a minha musica preferida. Deixei minhas coisas na entrada, e fui direto pra cozinha, como o som estava altíssimo. Gabriela nem me viu chegar, então aproveitei para assustá-la. Passei pela sala de piano, e pela enorme sala de jantar, até chegar á cozinha, e quando cheguei, eu vi uma cena que Deus. “Ui, Gabi safadinha, não perde tempo” minha vadia interior despertou ao ver aquela cena. Gabriela estava dançando sensualmente para um homem, que eu já tinha visto na faculdade mais não conhecia, ele era alto, branco, e tinha o cabelo negro, estava com uma jaqueta preta de couro, calça apertada também preta, e botinas de rock, Gabi estava apenas de shortts curto, e uma blusinha cortada na barriga com uma das mangas meio caída branca, o que fazia dela uma tentação naquele momento, com os cabelos negros que vinham até a altura da cintura. Fiquei observando os dois, e rindo, mal tinha percebido que Gabi colocará a musica pra repetir, pelo que eu tinha visto a comida parecia estar pronta, Gabi só estava dando os toques finais, o cheiro da comida aumentou minha fome, então fui obrigada a interromper. “Deixa eles Ana, só porque não foi comida ontem não precisa fazer isso com a Gabriela.” A vadia interior tentou intervir, mais não dei ouvidos e fui logo falando:
– HUM-HM.- fiz barulho tentando limpar a garganta, mais não ouviram. – Gabriela! — falei alto, Gabriela paralisou, o rapaz pareceu não ter ouvido e continuou. Eu ri quando Gabi se virou lentamente até a minha direção, eu estava de pé parada na porta, ela disse para o rapaz para, e quando ele me olhou, sua reação me fez rir mais ainda. Gabi me olhava envergonhada, sua cara estava toda vermelha, era a primeira vez que eu a pegava no flagra assim, ainda bem que eles estavam só se beijando. Gabi tentou falar mais eu não ouvi. Então ela disse.
– Ana!... P-pensei... Pensei que você chegaria daqui a uma meia hora, você sabe com esse trânsito, — ela disse balançando as mãos.
O rapaz se virou pra pia, e começou a fazer algo que não prestei muita atenção, caminhei até o balcão e me sentei, peguei umas bolachinhas que ficavam no pote e comi.
– Bem... — comi um pedaço de bolacha enquanto falava, e logo continuei. — Pois é eu também imaginei isso, mais hoje pra minha sorte estava rápido, digo isso porque estou faminta, cadê a comida? Espero que esteja pronta, porque vejo que você tem um ajudante. — sorri maliciosa pra Gabriela que me olhou vermelha, e eu ri ainda mais.
– Ah... É... Benjamin? — Perguntou.
– Não sei, deve ser, se esse for o nome do rapaz que está ao seu lado, sim. — respondi sarcasticamente, fazendo Gabriela ficar pálida. — Não sabia que já tinha arrumado um namorado Gabi. — eu disse indo em direção á geladeira, pegar um pote de sorvete, Gabriela respirava fundo quando cheguei perto dela.
– Estou com ciúmes amiga. Esse Benjamin roubou você de mim. Nem um abraço de "Boas Vindas” ou "Amiga que saudades" você me deu — falei brincando e fiz biquinho, Gabriela sorriu aliviada, acho que ela pensou que eu estava brava, ela então deixou o guardanapo que segurava na mão, e veio me abraçar.
– Sua boba, sem você isso aqui é um tédio Ana.- disse ela me abraçando forte. Eu a abracei mais forte, e aproximei do ouvido dela.
– Não parece que foi tedioso ficar aqui Gabi. — sussurrei.
Nós duas rimos, ela se aproximou do tal Benjamin, fez com que ele se virasse, ele então se virou de frente, eu não tinha reparado mais os olhos dele era azuis, ele me lembrava Damon, é Damon, cabelos negros, pele branca, alto, musculoso, interessante. O rapaz me olhou ainda tímido e com vergonha.
– Amiga! Esse é Benjamin Clark — disse Gabriela me olhando.
Me aproximei do rapaz toda sorridente e estiquei minha mão.
– Prazer Benjamin, sou Anallizie Stewart. Mas pode me chamar de Ana — respondi, ele tímido pegou minha mão e sorriu.
– Prazer Ana, e me desculpe por estar assim na sua casa, eu já iria embora. — disse ele.
– Ora, mas por quê? Aqui não é só minha casa é da Gabi também, e se ela te trouxe aqui é porque é convidado dela, e os convidados da Gabi são os meus também — pisquei, Gabriela sorria gratificante, com os olhos brilhando. — Então relaxa ai, e vamos comer e beber algo, — eu disse sorrindo, e indo para o armário onde estavam as bebidas.
– Ah sim, já está pronto Ana, fiz stroggonofe, e fritei bifes acebolados e batatas fritas, eu sei que essas três coisas é o que você mais ama, tirando a lasanha que não deu tempo de fazer — disse Gabriela que colocava a comida na mesa de jantar na outra sala, com a ajuda de Benjamin, que ainda estava intimidado.
– Oh, adoro, ai amiga é por isso que te amo — me aproximei dela, segurando uma garrafa de vinho tinto, dei um beijo na bochecha dela, e Benjamin riu. — Que foi esta com ciúmes? Terá que aprender a dividi-la comigo Benjamin, — pisquei pra ele que continuava rindo.
Coloquei o vinho na mesa, e fui pegar três taças para nós, Gabriela já havia colocado tudo na mesa.
– Venha logo Ana, — disse Gabriela, eu estava voltando do meu quarto tinha ido levar minhas coisas, e colocado meu celular pra carregar.
– Pronto, fui por meu celular pra carregar, meus pais uma hora dessas devem estar loucos sem notícias minhas. — eu disse me sentando na ponta da mesa, Gabriela estava ao meu lado esquerdo, enquanto Benjamin estava ao meu lado direito.
– Então me diz como foi á viagem, e o evento, estava brega? — perguntou Gabriela, que servia seu prato com um pouco de cada da comida que estava na mesa.
– Huuuuum, essa comida está com um cheiro maravilhoso Gabi, — disse pondo a comida no meu prato.
– A viagem foi maravilhosa, amiga você perdeu. Ai, você nem vai acreditar o que aconteceu quando eu te falar. — sorri, ao me lembrar do que tinha acontecido na noite anterior.
– Hm! Pra você falar assim desse jeito, de um evento que geralmente você odeia, a coisa deve ter sido muito boa mesmo, e eu não perdi, aqui com certeza pra mim estava melhor.- disse Gabi, que deu um gole na taça de vinho, e olhava sedutoramente Benjamin, que correspondia seu olhar, com um olhar perverso e um sorriso sedutor.
– Ok, tudo bem, já sei o que vocês fizeram, não precisam ficar se olhando assim, não se esqueçam que eu estou em desvantagem aqui, estou solitária, então sosseguem vocês dois. — disse séria, Gabi me olhou envergonhada e eu ri — Estou brincando amiga.
Ela sorriu e voltou a comer. Benjamin dessa vez não ficou envergonhado. Falamos sobre as aulas, e descobri que Gabi conhecia Benjamin já há duas semanas, ele era da aula de física, e eles sempre se encontravam as escondidas em meu apartamento, e porque eu não sabia? Bom foi isso que perguntei a Gabi. Terminado o almoço, Benjamin foi tomar um banho no banheiro de Gabi, e eu aproveitei pra perguntar.
– Porque não me disse amiga?
– Bom... Primeiro foi vergonha, segundo não queria dar falsas esperanças, se eu te contasse você mesmo não gostando muito do que eu sempre faço, de ficar toda fascinada, tu iria me dar esperanças, não que seja ruim, eu sou assim quando você arruma alguém, mais é que dessa vez eu não queria isso, e então eu optei pelo anonimato pra ver se funcionava, e tá indo, bem era pra continuar, mas não deu... – Gabi bebeu um gole de vinho, e deu um meio sorriso. Eu engoli em seco, logo peguei minha taça e bebi um pouco de vinho também.
– Acha que eu atrapalho, é isso? Se for me conte Gabi, não quero te atrapalhar, quero que seja feliz você sabe. — eu disse e uma lágrima escorreu, era triste ver uma amiga sua escondendo algo assim, ainda mais sendo Gabi.
– Não é isso boba, como eu disse, era pra ser curtição, quer dizer tá sendo, sabe? Sem aquela coisa toda de entregar o coração, de nas primeiras semanas eu dizer que já estou fascinada no cara, apesar de que não da pra mudar isso, eu sou tola e burra, eu só não queria te aborrecer também, porque você sempre me avisa pra mim não me entregar assim abertamente, achando que o cara é o amor da minha vida. Você sempre me aconselha á deixar um pouco de lado, essa coisa de "amor" e ir pra curtição, pra curtir mais a vida, que é muito melhor do que ficar sofrendo por alguém que não vale á pena, que no fim só esta curtindo. — ela pausou e então segurou minha mão. — Então, eu segui seu conselho, só que eu quis ser da minha forma, eu quis tentar sozinha, primeiro sem a sua ajuda pra ver se eu consigo fazer isso sem ajuda, e eu estou conseguindo. Eu ia te falar, só queria te mostrar que consegui, e que agora quando eu quiser curtir eu vou curtir, e quando quiser me apaixonar vou me apaixonar, e que agora eu sei diferenciar as duas coisas. Mas olhe, eu não conseguiria sem você, assim, mesmo que você não sabia, mas eu sempre te observei te invejo por não conseguir amar tão facilmente igual a mim, então todas as vezes que você chegava e contava uma aventura sua, e de como foi, cada detalhe, eu pegava e tentava copia, e funcionou, você mesmo não sabendo é uma professora excelente pra essas coisas Ana. Aconselho você a começar dar aulas, porque funciona- ela sorriu.
– Oh Gabi, considere uma pessoa feliz, porque felizes são aqueles que sabem amar. — respondi,- Olha, estou feliz que tenha conseguido isso, assim é bom ver você se divertindo, porque pelo que eu vi você esta muito bem com ele, e é bom te ver assim, livre e leve, é isso ai amiga, vai lá e se joga divirta-se, aproveite bastante, e quando não der? Já sabe não é? — perguntei sorridente.
– A fila andou...- ela respondeu cantarolando e nos abraçamos.
Benjamin logo apareceu com uma calça skin masculina preta, e uma camiseta de manga longas branca, e de botas pretas. É eu não podia negar ele era irresistível. "Gabi deve aproveitar muito esse delícia na cama." É minha vadia interior resolveu aparecer. Gabi levantou e foi até ele e o beijou.
– Já vai? — ela perguntou.
– É já tenho que ir, amanhã nos vemos na aula ok? — ele disse envolvendo ela pela cintura.
– Sem problemas, obrigada por ter ficado aqui comigo esse fim de semana.- ela disse.
Os dois caminharam até a porta da entrada.
– Tchau Ana, foi bom te conhecer. — Benjamin disse acenando.
– Tchau Benjamim. Igualmente, volte sempre. — eu disse sorrindo e indo me sentar no sofá.
Ele então se foi e Gabi fechou a porta.
– Enfim sós! — ela disse vindo ao meu encontro.
– Bom, agora posso contar pra você o que aconteceu. – eu disse batendo palmas sorridente.
– Confesso que desde o momento que chegou, estou muito curiosa pra saber o que aconteceu por lá. – ela disse se jogando ao meu lado no sofá.
Contei tudo pra ela, sobre o tal misterioso, charmoso e gostoso Klaus, o gostoso do Damon, e o príncipe Stefan. Como eu havia dito, ela ficou boquiaberta, e se contorcendo de raiva, porque queria ter ido, pelo menos pra dar uns pegas em algum deles.
– Não acredito. Você não pegou nenhum deles?! – ela perguntou incrédula.
– Ai amiga, confesso que eu estava querendo mais é que a minha personalidade vadia tomasse conta de mim, e pegasse aquele Damon, que meu Deus, o homem gostoso... Mais dai chegou o Stefan, que é outro deus gregro, e depois o Damon foi embora... – eu disse meio entristecida, pois tinha ficado com muita vontade de beijar aquela boca.
– Não dá pra acreditar... Ana Stewart deixando um pedaço de mau caminho passar... – ela disse rindo de mim.
– Cala a boca! – eu disse rindo jogando uma almofada na cara dela.
– Até eu que sou eu, não deixaria de pegar eles. – ela continuou provocando.
– Mas quem disse que eu perdi as chances? Eu sei onde eles moram, e bem... Pensei em visita-los qualquer dia desses. – eu disse sorrindo e piscando pra ela.
– Você... Não... Você vai viajar pra cidade deles? – ela perguntou.
– Quem sabe... Nada me impede de ir, posso querer conhecer a cidade, conhecer mais os EUA, principalmente em Geórgia. – eu disse me levantando e indo beber agua na cozinha. Gabi veio atrás.
– Ana Stewart, Ana Stewart. – ela disse vindo atrás de mim.
– Ah! E você vai comigo também viu mocinha? Dessa viagem você não escapa! – eu disse pegando um copo com água e bebendo.
Gabi quis protestar o resto do dia, com a minha ideia maluca de ir para o interior da Geórgia em Mystic Falls. Mas ela não conseguiu me fazer desistir da ideia, eu acabei a convencendo de que ela iria comigo.
Passamos o resto da tarde assistindo filmes e conversando sobre o trio irresistível e sobre coisas da faculdade. Não queria sair pra lugar algum aquele dia, e assim que anoiteceu, tomei um banho demorado na hidromassagem do meu quarto, vesti uma camisola de seda branca, e me deitei na cama. Fiquei olhando alguns e-mails meu no celular, e como sempre Damon, Stefan e Klaus, vinham atazana minha mente, me deixando cada vez mais louca por eles...

“ Custe o que custar, mais dessa vez eu te pego Damon Salvatore... Oh se pego “ eu pensei sorrindo, antes de fechar meus olhos e dormir.

Notas finais
E ai gostaram? Por favor, meninas, poderiam comentar e me dizer se gostaram? haha', Beijos, Ana @JoMosAss