Notas iniciais
Peço desculpas se não gostarem muito desse capítulo, mas é que como estou voltando fiquei um pouco perdida na história, e tenho que dizer a vocês que os meus planos era de excluir a fic. Mas ai pensei, porque excluir se posso finaliza-la? Então, aqui está. Terça da semana que vem eu volto. Boa Leitura.

O quê? – Gabriela gritou fazendo todos que estavam no local, nos olharem.
— Isso mesmo que você ouviu. Eu estou tão mais chocada quanto á você. – eu disse bebendo o resto da cerveja que ainda tinha na pequena garrafa.
— Certo. O que vamos fazer? – Ela perguntou olhando a mesa.
— Vamos embora, não é Gabriela?! – Eu disse revirando os olhos.
— Vá se foder. Você entendeu o que eu quis dizer. – Ela mostrou o dedo do meio junto com uma cara nada agradável, e eu ri.
— Não sei, sinceramente. Tenho que olhar na internet se ainda tem voo para NY hoje. Que droga!. – Eu disse entrando no Google pelo meu celular.

Assim que sai do banheiro, minutos antes, Klaus já não estava mais naquele bar. Perguntei por ele, e Stefan me disse que ele teve que ir porque tinha que resolver uns problemas. E entrou no banheiro deixando apenas Gabriela e eu na mesa de bilhar, e era onde voltamos ao presente.

— Aqui! Tem um horário ás quatro. Puta merda! – Falei e a garçonete de antes, que eu já havia esquecido o nome, me olhou.
— Merda, já é meio-dia. – Gabriela bufou impaciente.
— Beberam alguma cerveja estragada? – Ele chegou brincando ao nosso lado.
— Não....
— Antes fosse isso. – Bufei.
— Ok. Não sei o que está acontecendo, mas acho que está na hora de comermos alguma coisa. – Disse olhando em seu celular, parecia checar as horas.
— Stefan, pode nos dizer se dá tempo de chegarmos á Savannah até ás quatro da tarde? – Perguntei aflita e ele me olhou com o cenho franzido e um pequeno bico em seus lábios.

— O que vão fazer lá? – Sentou-se ao lado de Gabriela que não estava muito contente com aquilo.

— Vamos embora! – Soltei me levantando apressada e olhando com um sorriso que vacilou em meus lábios ao olhar para a minha amiga.

— Vão embora assim? Quer dizer, achei que fossem no domingo. – Cocou a sobrancelha esquerda olhando para Gabs.

— É porque é o um caso de vida ou morte, e eu tenho que estar lá ainda hoje, entende? – Juntei minhas mãos em frente ao meu corpo cruzando-as em seguidas e torcendo meus lábios indicando que era verídico o que eu falava.

— Tudo bem, é umas duas horas de carro dão pra irmos de boa. Eu levo vocês, mas acho que temos que almoçar antes de ir. – Se levantou acompanhado da minha amiga que tinha um bico fofinho por estar emburrada.

— Acho melhor almoçarem sem eu, enquanto vou checar se minhas coisas estão todas no devido lugar, e não vou esquecer-me de algo. – Pisquei e eles se entreolharam.

— Tudo bem, eu te levo e nós almoçamos. – Stefan disse por fim e ambos me acompanharam até a porta e saímos em direção ao carro dele.

Assim que coloquei os pés na calçada em frente a mansão dos Salvatore’s, eu notei o Chevy Camaro preto de Damon estacionado em frente a garagem. Um rápido gelo passou pela minha barriga, e eu definitivamente não sabia o que fazer assim que passasse por aquela porta e encontrasse o moreno de olhos azuis, completamente fascinante e muito, muito atraente. Respirei fundo e coloquei minhas pernas para andar até a porta. Quando adentrei a casa, o silêncio foi o que encontrei e resolvi ir diretamente para o quarto onde estavam minhas coisas para poder ir logo para Savannah. E quanto mais rápido eu pudesse fazer aquilo, melhor seria. Subi os degraus da escada silenciosamente, e estranhei não ouvir nenhum sinal dele por ali, talvez estivesse dormindo, o que seria bom e facilitaria muito a minha vida. A conversa com Klaus mais cedo, ainda rondava minha mente me deixando curiosa com a frase que ele dissera: “você não vai fugir de mim, Anie.”
Ele iria atrás de mim será? Dizer que eu não queria repetir a dose com ele, seria uma completa mentira, mas era melhor manter a distância. E eu só precisava voltar para Nova York.
Eu nem havia notado mas já estava dentro do quarto de Damon e indo até minha mala. A cama estava intacta e aquele cômodo também estava vazio. Ele não estava ali. Dei de ombros e ajeitei tudo me trocando em seguida, e indo até o quarto de Stefan pegar a mala de Gabs.
Assim que abri a porta do quarto eu quase tive um infarto, meu coração deve ter parado por uns segundos, minhas pernas amoleceram e eu quase cai se não me escorasse na porta. A figura loira estava de costas revirando algo na mesa de Stefan. Rebekah.

— O que você está fazendo aqui? Quer me matar? – Soltei o ar que eu havia prendido e colocando a mão no coração.

Ela se virou lentamente e me encarou com cara de poucos amigos.

— Vim visitar o Stefan, mas já vi que não está e aproveitei para ver se encontrava uma coisa que havia emprestado para ele alguns dias atrás. – Deu de ombros pegando um pequeno livro e vindo em direção a porta.

— E você vai entrando assim na casa dos outros sem pedir e sem ninguém em casa? – Indaguei indo até o lado esquerdo da cama e pegando a mala da minha amiga. Rebekah pousou seus olhos na mala e demorou-se ali.

— Damon estava em casa. Mas saiba que eu tenho a entrada liberada para transitar nesta casa quando eu bem quiser. – Voltou seus olhos para mim e sorriu em deboche. – Pelo visto está indo embora, já vai tarde. – Piscou.

— Vou, mas eu também adquiri a entrada liberada, e posso voltar quando eu bem querer. – Minha mão pouso em meu quadril e eu sorri falsamente.

Ela me encarou e deu um passo para frente.

— Espero que se voltar, não entre no caminho do meu irmão novamente. – disse entre dentes, soando ameaçadora.

— Klaus já é bem grandinho para ter uma protetora não acha? – Sorri debochada e passei por ela que me encarou diabolicamente.

— Se ficar entrando muito em nosso caminho, você conhecerá o que a família Mikaelson tem para oferecer de melhor. Eu espero ansiosamente para esse dia chegar, começando por agora. – Sorriu e então se foi.

Eu sabia que aquilo era puro ciúmes de irmã, mas achava engraçado o fato de ela ser bem mais nova que Klaus, e que era ele quem deveria sentir ciúmes e não o contrário. Dei de ombros não me importando com a pequena ameaça dela e sai do quarto com as malas. Rebekah havia dito que Damon estava lá quando ela chegou, mas pelo jeito havia saído. Conclui que ele de fato não estava ali e liguei para Stefan ir me buscar que eu já me encontrava pronta e estava a espera. Minutos mais tarde, ele entrou na sala acompanhado de Gabriela.

— Damon está aqui? – Perguntou.

— Não, e não sei onde está não o vi quando cheguei, apenas seu carro. Mas aquela Rebekah disse que ele estava aqui, deve ter ido a algum lugar por perto. – Dei de ombros enquanto Stefan franzia a sobrancelha.

— Rebekah esteve aqui? – Perguntou incomodado e Gabs rapidamente o olhou.

— Sim, e esteve no seu quarto. Disse que precisava de algo que havia lhe emprestado, e aparentemente havia encontrado e então se foi. – Levantei-me o olhando por fim, e ele rapidamente subiu as escadas deixando nós duas sem entender nada.

Minha amiga aproximou-se meio cabisbaixa e nem preciso ela dizer algo que eu já sacara o que ela estava pensando.

— Não sei ele, mas ela sim gosta. – Respondi à pergunta que eu sabia que estava rondando em sua cabecinha.

Já havia percebido que Rebekah nutria um amor platônico por Stefan, e daqueles de nível hard. E ali estava a minha doce amiga Gabriela, as vezes tão inocente e que se deixava ser levada muito fácil por poucas palavras vindas do sexo oposto e que ela estava interessada. Como agora, era nítido que ela estava encantada demais com o romantismo de Stefan. Mas eu não iria dizer nada, não posso julgá-la. Enquanto eu gosto de me aventurar em cada cama com sexo devasso, ela faz o mesmo só que deixando sempre um pedaço do seu coração quando se vai.
Ela nade disse apenas deu de ombros e se foi checar sua mala.

— Então, vai se despedir de Damon? – Ela prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo, mostrando que não queria mais falar sobre o que Rebekah e Stefan tiveram.

Suspirei e olhei para a bela lareira rústica daquela sala.

— Se eu o encontrar sim. – Deixei meus ombros caírem em sinal de cansaço e ela se aproximou com as mãos no bolso traseiro da calça.

— E você não vai atrás dele? – Encostou sua cabeça em meu ombro.

— Posso ser sincera? – Pedi e ela assentiu em silêncio – Acho que o melhor no momento é não o encontrar. Acho que depois eu mando uma mensagem de texto dizendo que tive que partir com urgência, e que não consegui acha-lo. – Passei minhas mãos em meu rosto e ela me olhou.

— Você e Klaus...

— É, realmente Damon não está aqui. Eu liguei para ele, e o mesmo pediu desculpas por não estar aqui para a despedida, mas que em breve vocês irão se ver novamente. – Stefan apareceu fazendo Gabs se afastar e eu ficar com um nó na garganta.

Iriamos nos ver novamente? Eu queria aquilo?
Porque Damon e Klaus pareciam tão iguais mesmo sendo totalmente diferentes? Eles me deixavam em um paradoxo sem fim.

Ainda assim, agradeci por ele não estar naquele momento e que iria demorar nos vermos, provavelmente ele nem se lembraria mais de mim.

Gabs disse algo e eu balancei a cabeça afirmativa mesmo sem ter entendido. Vi Stefan pegar sua mala e me toquei que estava na hora de irmos. Apressei meus passos e fiz o mesmo com a minha mala, saindo em seguida.
O carro foi ligado assim que ele colocou nossas malas e todos estavam a bordo. Uma pequena saudade se instalou em meu peito quando fomos deixando a mansão junto com Mistyc Falls para trás. Aquela pequena cidade havia me dado experiências boas – sexualmente falando. Com homens que eu tinha certeza de que não encontraria alguém que chegasse aos pés deles.
Respirei fundo assim que passamos pela placa de boas-vindas e enviei uma mensagem para minha mãe dizendo que chegaria por volta das nove da noite. E deixei minha cabeça encostar na janela e observei o casal a minha frente, que conversavam animados. Parecia que Stefan iria vê-la logo, o que a deixou com um sorriso enorme e olhos brilhando, me fazendo sorrir. Fechei meus olhos deixando que a voz de Ryan Tedder me levasse para os braços de Morpheus.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.