Just Friends
3 "Que porra é essa?"
Notas iniciais
Ally
–Anda Austin, eu já me arrumei faz meia hora. -falo pro loiro que demora um século pra pôr uma sunga.
–Já vou, já vou.
–Ah quanto tempo tá dizendo isso?
–Já, eu em!
–Anda, vamos logo — falo me levantando da poltrona.
–Ok, só vou pegar meu celular, relaxa aí. -ele fala e eu tremo só de pensar quando ele descobrir da brincadeira no facebook.
–NÃO! É, pra quê né? A gente vai pra praia besta, não precisa. -falo me pondo entre ele e o criado mudo.
–Mas vou levar assim mesmo, pra tirar fotos, sei lá.
–Austin, deixa de frescura, vamos, eu levo o meu, anda! -puxo ele e ele cede, eu imediatamente relaxo, não quero nem pensar no que pode acontecer quando ele descobrir.
–Ok, ok, você tá bem estranha né?
–Não.
–Tá bom -ele me olha com uma cara de desconfiado.
–É que eu vou viver mais algumas horas -falo pra mim mesma.
–O quê?
–Eu disse que é melhor você vir agora! Eu quero pegar um pouco de sol ainda!- ele me olha com uma cara hilária e se eu não tivesse com tanto medo eu iria rir bastante.
–Sei.
Uma das coisas boas de se ter o Austin por perto, é que você nunca precisa dirigir, bom, eu, ele não deixa, segundo ele eu sou muito lerda e ele gosta de "animação" no trânsito. A verdade é que pra você andar por ai com ele dirigindo, você precisa apenas usar o cinto e orar pra não ser sua hora ainda, por que o moleque não tem medo de morrer.
Chegamos na praia e logo eu me animo, sabe aquele dia que parece que foi feito pra passar no mar? Então. O sol está aparecendo mas não está tão quente, o que significa que eu posso ficar na água sem medo de sair torrada.
–Vamos Austin, meu Deus como você demora.
–Já vai apressadinha, só vou arrumar a cadeira aqui pra depois eu sentar. -fala e eu reviro os olhos. Mais gay? impossível.
–Não, sério, como é que todas essas garotas gostam de um marica igual a você? Pelo amor de Deus. -falo enquanto está se levantando e se pondo a minha frente, com uma aproximação extremamente perigosa.
–Você quer que eu te mostre? -fala sedutor e eu caio na gargalhada.
–Tá legal Austin, essa não cola comigo. -riu mais e ele continua sério, o que faz eu parar.
–Eu não tô brincando Ally, quer que eu te mostre? — fala se aproximando mais o que me faz dá um passo pra trás. -Então? -Quando tudo aqui começou a ficar tão quente? continuo calada.
De repente ele me pega no colo e me põe nas costas, fazendo com que eu me assuste e bata nele.
–Sou extremamente forte Allyzinha, olha meus músculos -se exibe -que garota não gosta?
–Cala a boca seu idiota, me põe no chão! -ele começa a caminhar pra beira do mar.
–Austin, você nem pense em me jogar no mar assim, eu tô vestida ainda — ele começa a rir — e você também idiota, me põe no chão!- bato mais nas suas costas.
–Ally, Ally, Ally, hahaha -fala ameaçador.
–Austin! Eu vou dá um soco no seu amiguinho na primeira oportunidade que eu tiver se você fizer isso. — ele rir mais e continua andando,- e, e não vou mais deixar você dormir comigo quando tiver pesadelo-continuo- Nem vou fazer...
–Austin? -uma voz muito familiar e extremamente broxante ecoa nos meus ouvidos
–Kira? — Austin dá dois beijinhos no rosto dela sem me tirar das costas dele.
–Quando você voltou? -fala toda vadia.
–Dá pra me por no chão por favor?
–Espera. Voltei ontem mesmo, e você? Não tava na Inglaterra?
–Austin, me põe no chão!- Tem como passar por um momento mais humilhante? eu vou matar esse garoto.
–Pois é. Voltei semana passada também.
–Austin...- ameaço, mas o garoto pareceu esquecer que eu existo e continua:
–A gente poderia se encontrar qualquer dia, pra lembrar os velhos tempos.- ÃM?
–Boa! Só me passar seu núm[..]
–TÁ LEGAL, EU TÔ AQUI, ME PÕE NO CHÃO AGORA AUSTIN MÔNI.. -grito no ouvido dele chamando a atenção de várias pessoas ao redor e assustando ele com o seu segundo nome.
–EPA, epa, epa, tá legal, não precisa pegar tão pesado né? -Ele me põe no chão e me olha com uma cara de "cala boca, tá doida?" E eu devolvo com um olhar de "vai pro inferno" e saio andando de volta pra onde estávamos antes.
–Ally, Ally volta aqui!
–Ora Ally volta aqui, volta aqui o cacete!- falo resmungando e batendo o pé.
Isso por quê a Kira, foi namorada do Austin por três meses, acredite, foi o namoro mais longo dele, e ela é uma pessoa completamente diferente quando não está na presença dele, típica patricinha de filme americanos. E ele nunca percebe isso, sempre cai na dela de novo e de novo.
Me sento na cadeira e observo eles conversando e rindo. Não, eu não vou ficar aqui. Me levanto e o Austin olha de relance, tiro minha blusa e e meu short na mesma hora que uns caras passam e mechem comigo. Eu riu, digamos que o loiro é bem protetor...
Um dos garotos vem falar comigo e vejo Austin se despedindo de Kira segundos depois, HÁ!
–Oi, um amigo meu ali quer seu número gatinha.- Um garoto fala e Austin apressa o passo em nossa direção.
–Ah, claro, por quê não? — ok, as vezes eu preciso vadiar né? Ele pega o celular e Austin chega.
–Oi amor. -Ãm?
–Oi?- falo em interrogação e Austin me dá um beijo no canto da boca.
O garoto nos olha e balança a cabeça, sai de fininho e é zoado pelos outros.
–Idiota!- falo e lhe dou um tapa no peito. Ele rir.
–Ei, relaxa, foi só uma brincadeirinha. -opa!
–Ok, não reclame quando eu fizer uma com você- falo piscando um olho.
–Nunca reclamo -ele fala repetindo o gesto. Veremos queridinho, veremos...
–Vamos pra água? -pergunto e ele balança a cabeça em concordância tirando o short e ficando só de sunga, DEUS MEU!
–Vem.- ele vira as costas pra mim e eu pulo depois de tirar minha roupa e ficar só de biquíni. entrelaço minhas pernas na sua cintura.
–Sem me afogar dessa vez.
–Pode deixar-ele fala e começa a correr.
–Austin!- mas já era. A água tá tão boa que eu nem reclamo. Dou um mergulho e volto.
–Que saudades daqui.
–Eu também quase não vinha aqui sem você.
–Ainda bem, que dizer, você viu aqueles marmanjos? Não pode dar mole aqui!- Rimos.
Ficamos brincando de guerra na água e de um afogar o outro, obviamente ele tem mais força e eu perdi, sendo afogada inúmeras vezes. O sol já está se pondo quando voltamos para a nossa cadeira, sim, uma, de casal. No momento estamos olhando pro céu, sem falar nada quando ele quebra o silêncio.
–Sabe, eu definitivamente não sei o que vou fazer daqui pra frente.
–Como assim?- me viro de lado e ele também, ficamos bem próximos o que pra mim, é desnecessário, desnecessário...
–Eu não sei o que fazer em relação a nada Ally, tem as empresas que meus pais deixaram, eu não sei administrar nada, só posso confiar no Felipe, aquele amigo que trabalha para o meu pai a anos, tem o Luke, eu não sei o que fazer, eu vou busca-lo pra vim morar aqui? E ainda tem essa, onde é que vamos morar?
–Ah, fala sério Austin, vocês podem morar lá em casa né! E eu te ajudo com tudo, você sabe que pode contar comigo, e com a minha família também. — falo fazendo carinho no seu rosto.
–Eu sei que posso -ele me dá um beijo na testa.- E quanto a casa, não né Ally, eu preciso comprar uma casa, tem o meu irmão, a gente não pode ficar morando na sua casa.
–E por que não?
–E por que você não vem morar com a gente?
–ÃM? Não, nada vê.
–E por que não?- Penso na ideia e vejo que seria ótimo, principalmente pro Luke, que só tem três aninhos, e eu amo muito aquele moleque, sem contar que seria muito legal morar de verdade com o Austin.
–Será? -pergunto fazendo uma careta. Ele rir.
–E por que não? -ele repete a frase mais uma vez nos fazendo rir enquanto se apoia no seu braço e põe uma mão na minha cintura. Isso é bem perturbador. -É sério, ia ser bom pro Luke também, você sabe que ele é apaixonado por você. Imagina só nos três em uma casa, seria muito bom. Como se você fosse a mãe, eu pai e o Luke nosso filho -Rimos com isso.
–Mãe aos dezesseis -fecho os olhos e imagino a cena- Não, pera, mãe? eu?- olho pra ele e rimos mais.
–Então você cogita a ideia? -ele pergunta olhando nos meus olhos.
–Ah Austin, eu confesso que a ideia é bem legal, morar com você e cuidar do Luke seria um sonho, você sabe que eu sou louca por ele -eu fico na mesma posição que ele. -Mas e meus pais? Você sabe que não depende só de mim.
–Ally, eles vivem viajando, e eu não tenho sombra de dúvidas que eles deixariam.
–É, não custa tentar.
–Hoje a noite.
–Mas já? pra quê tanta pressa pra morar comigo Moon?
–Quero fazer coisinhas.- me olha com uma cara safada e leva um tapa -ai, tô brincando -rimos.
–Temos que procurar uma casa prquena, um apartamento talvez. Eu sempre quis ter uma casa menor que a dos meus pais, acho um absurdo ter uma casa daquele tamanho, quer dizer, tem cômodos lá em casa que eu vou só uma vez no ano e olhe lá, eu quero um lugar menor sem empregadas sabe, eu gosto disso.
Ele me olha sorrindo e eu sorrio de volta.
–Se você quiser, é claro, a casa vai ser sua.
–Se você for comigo, ela vai ser nossa- eu sorrio- pensando bem ela vai ser nossa de qualquer jeito, eu vou precisar da sua ajuda com o Luke, não posso ser um pai solteirão.– diz nos fazendo rir — Depois que eu comprar um apartamento pequeno-sorrir de lado- eu vou pegar o Luke, você poderia vir comigo, o que acha?
–Acho que eu iria você me covidando ou não. -ele rir.- Agora ele está e férias certo? Quando você comprar a sua casa, podemos ir pega-lo, logo, o quanto antes melhor, ele já se acostuma e tudo.
–Nossa casa e nós vamos pegar ele -fala e eu reviro os olhos.
–Austin, sua casa, eu não sou casada com você. -ele fica pensativo.
–Mas ela também é sua, você vai ser a mulher da casa, você é quem manda.
–Você faz o papel de mulher melhor que eu- riu.
–Engraçadinha. -ele me da língua.
Depois que o sol se pôs voltamos pra casa, e meus pais já chegaram.
–Oi mãe, oi pai- falo e dou um beijo em cada.
–oi meus amores -minha mãe fala.
–Oi tia, oi tio- Austin repete o processo.
–Oi gente -a vez de papai.
–E ai, como foi o dia?- mamãe pergunta enquanto todos se sentamos nos sofás.
–Maneiro- Austin Responde.
–Legal-digo. Austin me olha e eu já sei o que quer. Confirmo com a cabeça.
–Então tios, a gente queria mesmo conversar com vocês.
–lá vem -papai diz.
–lester! -mamãe o repreende. -o que houve crianças?
Austin explica toda a história e tivemos reações bem diferentes.
–MAS ISSO É ÓTIMO! -mamãe diz.
–MAS ISSO É PÉSSIMO!- papai fala.
–Lester, o Austin precisa de apoio nesse momento, ele é só um garoto de dezesseis anos! É claro que você vai Ally.
–Mas ela também só é uma garota de dezesseis anos!
–Somando tudo dá trinta e dois! -mamãe fala e todos a olham com uma cara de 'ãm?" -O que eu quero dizer é que duas cabeças pensam melhor que uma. — "ãm?" de novo- A ALLY VAI E PRONTO!
E eu já sei que será assim. Papai sempre acata o que minha mãe diz.
Os dois começam a brigar e eu e Austin saímos e subimos pro meu quarto.
–Agora é só comprarmos a casa!- Austin fala todo animado.
–E pegar o Luke.
–É.
–Dá pra acreditar?
–Não! -falo toda animada.- Eu vou tomar um banho, depois a gente conversa.- falo e entro no banheiro.
Depois de tirar a roupa entro no box e o fecho. Ponho a água em uma temperatura quentinha e logo eu relaxo.
Começo a pensar em como o Austin está diferente, e não é só fisicamente, ele amadureceu bastante também, talvez por que seus pais morreram, não sei, mas isso com certeza afetou ele bastante. E como vai ser daqui pra frente? será que eu quero perder essa fase da minha adolescência e ser "mãe"? por que de forma ou outra, é o que eu vou ser. E ele? como vai ser morarmos juntos? será que vai mudar alguma coisa? acho que não, ele sempre passou mais tempo na minha casa de que na dele mesmo.
Me enxugo, visto o roupão e enrolo meu cabelo em uma toalha. Saio do banheiro e encontro um Austin vermelho de raiva com o celular na mão. Ele nem me olha mas sei que sabe que eu já sai do banheiro, até tento voltar de fininho mas ele me chama.
–ALLYCIA MARIE DAWSON -Ah, nome todo não, droga!- VOLTE JÁ AQUI- fala pausadamente se levantando da cama. -QUE PORRA É ESSA? — explode de raiva me mostrando minha "brincadeirinha" no seu facebook no celular.
Dou um risinho amarelo com muito, mas muito medo dele.
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