Just Friends

8 Primeira dama e uma bela mãe


Notas iniciais
oooi? Tô amandoo o capitulo! espero que gostem! Galera, queria dizer que sobre aquele lance la do plágio, já foi tudo resolvido e a escritora é até leitora da nossa fic agora, não é demais? Haha Queria também, mais uma vez, compartilhar com vocês a fic da nossa madrinha, a fic "Our love" ela assim como eu, está começando agora e nessa hora precisamos muito de todo apoio... eeee não esqueçam de comentar, favoritar ou recomendar ein? Amo vocês suas gostosas! Beeeijos da Vickie!

Ally

Saio do banheiro e encontro uma cena que poucas vezes já vi na minha vida: Austin preocupado. O loiro está sentado na cama com os cotovelos apoiados nas pernas e as mãos no cabelo, o que quer dizer que ele realmente está preocupado. Provavelmente foi a ligação. Quem era?

–Austin? O que houve? -Pergunto ficando de joelhos a sua frente, o que não é uma posição muito confortável considerando que estou só de toalha.

–Felipe me ligou.

–Felipe?

–É, o cara que está tomando conta das empresas do meu pai.

–Suas.- corrijo. -O que ele disse?

–Que desde que meus pais morreram, os lucros das empresas caíram pelo menos 25%, o que é muito ruim.

–Puta merda.

–Pois é.

–E o que vamos fazer?

–Eu vou. Não vou te dar mais trabalho, já tem o Luke...

–Ah Moon, qualé, eu não disse que quero ajudar? Eu vou ajudar, e não discute por que de verdade, não vai adiantar.- Ele sorrir de lado e isso me desmonta inteira.

–Marrenta.

–Eu não sou marrenta. -sento no colo dele, e pego seu rosto nas mãos. Sinto vontade de dizer "mas sou sua", porém acho que no fundo isso o assustaria, como está me assustando, definitivamente, Por quê diabos eu ando pensando nessas coisas? então sai: -Sou amiga.- lhe dou um selinho.

–Colorida. -acrescenta e me dá outro selinho. -Obrigada por tudo Ally, você não sabe o quanto significa pra mim, sério -diz olhando dentro dos meus olhos e posso sentir a verdade em suas palavras.

–Você também é muito importante pra mim, você sabe. -Ele me dá um beijo calmo e no fim estamos com nossas testas coladas, os dois calados. Resolvo quebrar o silêncio:- O que vamos fazer? Digo, sobre as empresas.

–Assumir, por sorte meu pai me ensinou tudo que sabia e quanto a isso, não preciso me preocupar, mas mesmo assim é estranho, quer dizer, eu só estava como um estagiário antes, agora, eu sou o chefe, de verdade.- fala a última parte quase sussurrando.

–Você não está sozinho, vai ser mais fácil com nós dois não é?- Falo na tentativa de anima-lo, e no fundo, a mim também, eu mais que ele, por não saber de nada, estou completamente assustada com tudo isso. -Aliás, o que eu vou fazer?

–Vai ser a primeira dama ué.

–Não vou precisar fazer nada, ser uma dondoca... Não faz muito meu estilo.

–Não mesmo- rimos.- Mas quero que seja.

–Eu tô falando sério, o que vamos fazer? -tento sair do seu colo para me sentar do seu lado mas ele não deixa.

–Ser um Ceo não é difícil Ally, resumidamente, eu vou ter quer assinar papéis o dia inteiro, fechar contratos internacionais e blá blá blá, se você quer mesmo me ajudar, vai ter que fazer mais ou menos isso também.

–Pois é. Você ainda pode ser a primeira dama, não fazer nada sabe -rimos.

–Nós só temos essas férias, depois seremos definitivamente adultos. Você terá suas empresas...

–Nós.- corrige.

–Sua casa.

–Nossa- de novo.

–E seremos pais.

–É. E você tem que tirar da cabeça a ideia de que tudo é meu, é tudo nosso! Nós somos quase casados desde que nascemos, era um sonho dos meus pais, e provavelmente é dos seus, você vai morar comigo e o Luke, vai ser a mãe dele, nós somos quase namorados -"Quase namorados, quase namorados, quase namorados"–só consigo escutar até essa parte. Isso é uma declaração? Acho que fico calada por um século por que ele começa a rir.

–O que foi?

–Ah? nada, por que deveria ter alguma coisa? -Me levanto do colo dele e dessa vez ele não consegue me impedir.

–Eu disse alguma coisa que não gostou?- Pelo contrário, eu gostei, e isso me assusta!

–Não. -digo indo em direção ao closet com o loiro me seguindo.

–Ally o que foi?

–Nada Moon, que coisa. -Digo sem conseguir erguer os olhos pra ele em nenhum momento. Ele parece adivinhar meus pensamentos por que pega meu queixo na mão e ergue, até eu está com os na boca dele, considerando minha altura.

–O que foi? — Pergunta novamente olhando nos meus olhos agora, seus olhos estão famintos por informação e eu não consigo mentir.

–Somos quase namorados? -ele segura o riso e eu fico com raiva. Isso é engraçado?

–Ally, olha para a nossa situação agora. Eu tô morando com você e hoje mesmo, vamos morar na nossa casa, dormimos juntos todas as noites e isso é bem estranho por que... -Ele franze a testa e eu completo mentalmente: "Por que você não dorme com outras garotas, vocês fazem coisinhas seu safado"–Enfim, nós ficamos o tempo todo e gostamos, eu particularmente morro de ciúmes de você... Acho que não é normal amigos fazerem isso, é?

–Não tenho com que comparar a não ser com os livros, mas acho sim que não é normal.

–Então por que o drama?

–Por que isso é estranho Austin, você chegou faz quanto tempo, uma semana? Eu não quero que as coisas se apressem sabe? Eu quer ir... devagar.

–Você quer ir devagar?

–É o que eu quero- respondo balançando a cabeça.

–Então vamos devagar.

–Acho que isso é uma ironia já que vamos morar juntos.

–É. -rimos.

–Agora sai, vai tomar banho que eu vou me trocar.

–Eu pensei que agora que assumimos que somos quase namorados eu já pudesse te ver nua. -diz sério e eu fico boquiaberta. Como assim mundo?–Tô brincando! -termina e solta gargalhadas gostosas.

–Seu idiota!

–Mas se quiser... estou aqui.

–Sai Austin! — o empurro para fora e ele continua com as gargalhadas gostosas de ouvir.

–Uou! -Falo encostada na porta depois que ele sai e devagar, vou descendo até está sentada no chão.

Esse garoto definitivamente é louco. Como ele diz todas essas coisas e espera que não mecham comigo? Ou ele espera que mecham? As vezes acho que ele vive me testando, não consigo entende-lo quase nunca.

A palavra "namorados" e a frase "Primeira dama" ainda ecoam em minha mente quando resolvo finalmente me vestir.

Ponho um short de tecido azul meio folgado com uma blusa branca de alcinhas também folgada, e por último uma sandália branca de tiras que combina perfeitamente. Depois penteio o cabelo e passo um gloss, então finalmente saio do closet encontrando um loiro com uma bermuda creme e sem camisa deitado na minha cama mexendo no MEU celular.

–Qual o seu problema com camisas?- pergunto enquanto pego o celular da mão dele sem pedir, ele rir.

–São muito chatas.

–Ou você quer mostrar alguma coisa?

–Quem pode, pode.

–Convencido. -Reviro os olhos.

–Dá pra parar de revirar os olhos? Pelo menos na minha frente. — o olho com cara feia.

–Tá, tá, vem logo, já são nove horas, eu pretendo terminar a mudança ainda hoje e ainda nem tomei meu café da manhã- digo já descendo as escadas com o loiro me seguindo.

–Bom dia meus meninos.- Diz Maria e nós respondemos em uníssono:

–Bom dia Maria. -cada um dá um beijo nela e se sentamos em lados opostos da mesa.

–Que milagre é esse que estão acordados antes das onze?

–A mudança é hoje Maria, aliás, eu tinha mesmo que falar com você sobre isso, você vem conosco?

–Mas é claro que vou. Não abandono meus meninos é por nada nesse mundo!-eu e Austin rimos.

–Que bom, e quando podemos vir lhe pegar?- Austin pergunta.

–Amanhã tá bom pra vocês?

–Claro, e suas amigas? Conseguiu falar com alguma?

–Mas eu não prometi menina? -ela fala pondo a mão na cintura e a gente rir. -Então eu vou cumprir, já falei com todas elas, estão doidas pra falar com vocês e começarem logo!

–Bom dia- fala mamãe entrando na cozinha acompanhado de papai.

–Bom dia -papai repete- e automaticamente eu vejo a hora no relógio do Austin.

–Bom dia-Austin fala.

–Não era pra estarem no trabalho? -pergunto e papai me olha com cara feia -Quer dizer, bom dia, não era pra estarem no trabalho?- mamãe revira os olhos e olho pro Austin, ele está normal. Por que isso não o afeta e se eu revirar os olhos parece que eu cometi o pior dos crimes? Não tem graça Moon!

–Você acha mesmo que eu ia perder a mudança dos amores da minha vida?

–Ah sim. -respondo e olho de escanteio pro loiro que está com a mesma expressão que eu: Coberta de uma camada de felicidade está a verdadeira: Decepcionados. Se bem conheço mamãe, ela vai querer mandar em tudo.

Que droga.

Austin.

–Nem acredito que a gente terminou.- digo para a morena deitada ao meu lado na nossa cama. Resolvemos ficar no mesmo quarto, eu nunca ia sair do dela mesmo.

–E que a gente aguentou não mandar mamãe ir pra

–Olha -a corto e a gente rir. -Ela só queria ajudar, não viu como ela chorou quando eles estavam indo embora?

–É, verdade. Vou sentir falta deles. -me sinto mal por isso, eu estou a tirando da casa dos pais, só com dezesseis anos...

–Ally...-Passo a mão pelos cabelos.- Me desculpa...

–Por quê? -ela me olha intrigada.- Espera aí, você não tá se culpando por... Austin, para com isso! Eu tô aqui por que eu quero. -Abro os olhos novamente e agora ela está sentada de joelhos, em cima das suas pernas.

–Não, você está aqui por que eu pedi e...

–Eu pensei que me conhecesse mais e soubesse que eu só faço o que eu quero.- é impossível não rir, essa é a frase da vida dela.

–É verdade, muito obrigada- a pego em um abraço inesperado e ela rir enquanto a beijo.

–Huum -sussurra com a testa colada na minha agora.

–Eu espero que sejamos muito felizes aqui. -digo e ela rir- o quê?- pergunto sem entender.

–Parecemos mesmo casados agora. -riu também.

–Não parece?

Ficamos um tempo calados quando eu falo.

–Qual o nosso próximo passo? Já nos mudamos, o que vamos fazer agora?

–Primeiro– ela se senta e eu a acompanho–vamos pegar a Maria e contratar as outras domesticas, segundo vamos fazer uma visita para o Felipe, você precisa assumir as empresas logo, terceiro, vamos nos matricular e por último, vamos pegar o Luke, quando já estiver tudo perfeito pra ele vir, eu estou com tanta saudades!

–Eu também, sou muito apegado naquele moleque.

–Vamos ligar pra ele?- fala animada.

–Tudo bem.– eu pego meu celular na mesinha ao lado da cama e ando até a área do nosso quarto, que dá de frente pra praia, me encosto na grade e Ally se junta a mim.

–Oi tia– falo quando ela atende.

–Oi Austin, como vai?

–Vou bem e você?– estou muito bem também, obrigada.

–Tia, eu preciso conversar com a senhora, semana que vem vou aí, certo?

–Aconteceu alguma coisa?

–Não, só quero conversar com você–digo olhando para Ally que também me observa.– sobre Luke.

–Você vai levar ele não vai?

–Tia, é por isso que vou conversar com você, pessoalmente, para resolvermos tudo. Ele está por aí?

Depois de um longo suspiro ela fala:

–Brincando com a Gabriela no quarto.

–Você pode passar pra ele por favor?

–Tá.–diz simplesmente.

–Luke?–escuto do outro lado da linha- Luke, venha cá- pelo que parece ela começa a correr atrás dele e eu riu, colocando o celular no viva voz- Luke, venha, não seja mal-criado, é o maninho.

–Aus!- escuto a voz dele e Ally abre um sorriso de orelha a orelha, ela é simplesmente apaixonada por ele.

–Aus, Aus!- ele fala pra mim e eu respondo:

–Oi maninho, tudo bem?

–Você me deixou!- ele fala triste e eu fecho os olhos.

–Eu vou aí com você maninho, vou pegar você com a Ally, você quer ver ela?

–Aus!- ele fala e nós dois rimos, sabendo que agora ele está falando para ela, ele chama nós dois de “Aus’’

–Oi meu amor- Ally fala pegando o telefone da minha mão se virando pra praia, evitando que eu veja seu choro como se eu não estivesse ouvindo sua voz. A abraço por trás enquanto eles conversam.

Penso em como eu não sei se nosso acordo de amigos coloridos vai dá certo, e que isso é mais que arriscar nossa amizade, mas com a Ally tudo sempre foi tão diferente, não é por que pode dá errado que vai dá, e eu sinceramente vou fazer de tudo para que dê certo.

Ela termina de falar com ele e se vira pra mim, com o rosto cheio de lágrimas.

–Eu tô com tanta saudades Austin, nós vamos pegar ele primeiro, antes de fazer qualquer coisa. – eu sorrio enquanto limpo suas lágrimas, sabendo que vai ser tudo exatamente como ela quer.

–Você será uma bela mãe.

Notas finais
E aí? Gostaram?