Just Friends
28 Pov Matt
Notas iniciais
Primeira ação depois de comer o cupake e das dores foi.. eu caí de joelhos. Segunda: eu simplesmente vomitei algo com um tom dourado. Terceiro: um formigamento me dominou.
–Iris, o que esta.. – engasguei e vomitei mais. – acontecendo ?
–Você esta se transformando em mortal, e logo terá o seu desafio, e seu treinamento.
Coloquei a mão em meu peito, algo o arranhava, algo queria sair de mim.
–Filho de Zeus, levante-se, iremos até seu desafio.
Me levantei meio tonto, rajada havia virado uma águia pequena de novo e pouso em meu ombro. Fui até íris e nos teleportamos para outro lugar. Um campo enorme, havia vários animais, plantas e rios.
–Seu desafio filho de Zeus, arrume esse campo. Salve algumas espécies. E transforme isso em um lar para outros, em troca te levarei até sua nova mestre.
Íris simplesmente sumiu. Eu teria que arrumar esse campo, sem poderes, apenas com a ajuda de um arco e flecha dos deuses e de uma águia que cresce de tamanho. Da hora. Corri até o lago e bebi um pouco de sua água, estava com muita sede.
–Rajada, beba um pouco de água, você deve estar com sede! – ela não se moveu. – ah, não me diga que eu não posso mais falar com você? – suspirei e fiz uma concha com as mãos e peguei um pouco de água para Rajada.
Ela bebeu um pouco. Depois saímos á andar pelo campo em busca do meu desafio. Havia vários animais. Borboletas de todas as cores, coelhos pequenos, médios e grandes. Pôneis. Depois que me liguei. Eu estava no campo da parada gay, os bichos eram todos coloridos. Eram de íris, certeza.
– Ah qual é Iris, serio que meu desafio é proteger seu campinho ? você como uma deusa, não pode fazer isso sozinha ? aff.
Não obtive nenhuma resposta, estava já a anoitecer. Peguei um galho do chão e ascendi-o na ponta com uma pedra, fazendo uma tocha. Andei até a próxima caverna, Rajada dormia quieta ao meu ombro.
Me acomodei na parede da caverna e peguei no sono.
Quando acordei, o sol estava bem fraco, porem o que me acordou, não foi o sol, e sim os gritos, parecia um dos bichos, me levantei correndo, o que assustou um pouco Rajada, que saiu voando, e voltou para onde estávamos a dormir, preparei meu arco e sai correndo em direção ao barulho.
–Quem está ai? – desci por um cipó like a Tarzan, e cai em cima de uma enorme, tipo, enorme mesmo cobra. Ela possuía duas cabeças, e as duas deram atenção a mim, afinal, não é todo dia que alguém cai em cima de uma cobra gigante de duas cabeças né ?
A primeira cabeça tentou me abocanhar, e a segunda se preparou para o segundo bote, peguei uma flecha e enfiei na cabeça da segunda, que agora já estava quase á me morder. Ela caiu, a primeira, agora furiosa, veio com tudo para cima de mim, mas o peso da segunda, incapacitava seu movimento. Mas mesmo assim ela veio, dei uma batida nela com o arco de Hefesto, e ela caiu tonta, tirei a flecha da cabeça da segunda, porem ela ainda não havia morrido. Ainda bem, por que agora me lembrara que Iris havia dito para salvar as espécies, e não mata-las.
Peguei a cobra gigante (o que foi bem difícil, pois ela pesava muito), levei-a até a caverna e a coloquei deitada nos fundos da caverna. Ainda bem que a caverna era bem espaçosa, por que eu tinha um plano. Não vou apenas salvar esse campo. Vou reforma-lo e Iris ficará boba com isso.
–Rajada, chega de dormir, acorde. – Rajada me olhou triste, sorri para ela. Dramática. – temos um desafio aqui parceira, preciso que você pegue alguns galhos reforçados, e cipós, bastante cipó. Eu irei buscar minérios.
Rajada saiu em disparada pelas arvores coletando o que eu havia pedido. Desci para o lago e percebi que havia uma caverna interior ao lago. Tirei minha blusa e meu short. E entrei na água, que estava gelada pra caralho. Adentrei á caverna aquática, era um longo túnel, minha respiração já fraquejava, mas logo já voltei a superfície, e estava dentro de uma enorme caverna.
Achei carvão, e algumas ferramentas, tudo o que precisava, acho que íris leu minha mente e deixou tudo ali. coloquei tudo junto á minha aljava, que servia agora como mochila. E voltei ao lago.
Corri de volta á minha caverna, la estava Rajada deitada em cima de um montinho de cipó, até que ela trouxe bastante, e galhos também, por sorte a cobra ainda estava desacordada.
Peguei as ferramentas e comecei a montar o meu plano. Primeiro peguei uma serrinha e comecei a modelar os galhos, e os juntava com o cipó. Depois de bastante trabalho, consegui meu primeiro objetivo. Um pequeno portão. Peguei um martelo e fiz dois buracos na parede da caverna, e encaxei o portão, pronto, uma jaula para a linda cobra gigante de duas cabeças dormir.
–Rajada, o que podemos usar como sedativo ? você saberia buscar para mim ? e precisarei também de plantas que curem machucados e que sirvam de faixa.
Rajada saiu voando depois de assentir com a cabeça. Comecei a fazer mais portões para mais jaulas, e prendi nos cantos da caverna, depois fiz um portão grande para a entrada. Agora temos 5 celas, 4 livres.
Rajada entrou com varias plantas e soltou-as no chão.
–Muito bem garota, mas qual é a anestesia ? – ela pegou uma muda de ervas com o bico e me empurrou. Peguei um cipó e amarrei as ervas, e as coloquei em um canto. – para as feridas ? – ela me apontou com o bico e fiz o mesmo. – e essas são para a faixa, certo ? – ela assentiu com a cabeça. Peguei uma fruta que estava em meu bolso e dei á ela. – muito bem garota. – sorri.
Ok... agora como desafio. Tratar do machucado da cobra, like a Apolo. Causado por mim like a Ares. Sorri e espremi um pouco da erva sedativa em uma folha que iria servir como recipiente.
–Rajada, preciso de uma tabua grande, por favor. – ela assentiu e saiu voando.
Peguei uma das flechas, a menor e mais fina serviu, nessa flecha podia injetar liquido em sua lamina, pois ela era aquelas flechas que se coloca veneno. Mas eu a usei como injeção, para aplicar na cobra. Coloquei um pouco do sedativo na flecha, preparei meu arco e atirei no corpo da cobra, que soltou um meio que suspiro e adormeceu de novo.
Rajada trouxe a tabua, fiz uma pequena mesa, para poder colocar os bichos. Depois de tratar da cobra, eu a soltei de volta ao campo. Depois disso fui tratando de diversos bichos, e arrumando aquele campo, que agora havia varias espécies, e pelos meus cálculos, eu estava ali fazia 1 mês. Já havia tratado coelhos, pássaros, águias (uma delas se apaixonou por Rajada, que infelizmente deu um pé na bunda dele), e até mesmo de formigas. Sim. Formigas gigantes. Quanto tempo será que iria continuar ali ? afinal. Eu não queria sair dali, me sentia como se aquilo fosse meu lar, minha casa. Sem ninguém para me incomodar. Sem Larissa se achando a fodona, sem Dani e Vitor se pegando, sem Anna mandando indiretas. Sem Rebeca.. eu sentia falta sim.. de Rebeca mais ainda. Peguei um sedativo e injetei em mim, pois já não conseguia mais dormir, deu uns 3 minutos e cai, adormecido e feliz. Rajada se arrumou ao meu braço e dormiu também.
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