Notas iniciais
Oláá abiguinhos! Mais um cap pra vocês! Já podem me amar -Lari

Uma voz masculina e melodiosa falou nos altos falantes.

– Olá Matheus, olá filha, o que acham de uma musica? – então nossa ultima gravação da banda começou a tocar, a voz de Larissa cantando pulsos enchia o elevador, Matheus me olhou confuso.

– É a Larissa! Eu não gravei essa musica – disse e eu assenti.

– Gravamos no dia em que você saiu de casa, Larissa ficou chateada, mas ficou ainda muito brava, e decidiu gravar sem você, pouco depois de terminarmos de postar ouvimos os barulhos das Harpias e você e Rebeca chegaram – expliquei e ele assentiu.

– Fui eu quem começou tudo isso, né? Por isso ela estava sendo fria comigo quando viemos? – assenti.

– Ela se sentiu trocada pela Rebeca, e não estava errada, não é? – Matheus encarava o chão como se algo fosse surgir dali. – você a trocou, você nos trocou, todos por ela, eu ainda fui a que mais aguentou ao seu lado. Matheus, você chegou ao ponto de matar a Larissa que conhecíamos por causa dela, Larissa foi a mais machucada, de toda essa historia – meus olhos já estavam cheios d’água novamente. Havíamos acabado de passar pelo saguão de entrada e continuávamos descendo. Matheus se sentou no chão e não parava de esfregar o rosto e bagunçar o cabelo. Ele puxava os fios, tentando os arrancar, segurei suas mãos e as abaixei, me sentei ao seu lado. Seus olhos marejados me encaravam, a única coisa que se via ali era dor e tristeza.

– Me desculpe, por favor, me desculpe, me desculpe – ele começou a repetir isso como se fosse um mantra, ele soltou suas mãos e voltou a puxar os fios. Já começava a ficar desesperada, puxei seu rosto para mim e o beijei. Ele parou de puxar os cabelos para agarrar minha cintura, a voz de Apolo soou novamente.

– Ou você larga a minha filha, ou eu tiro um amiguinho seu que lhe fará muita falta – disse ameaçadoramente, Matheus me largou e me encarou de olhos arregalados.

– Desculpe, estava entrando em pânico – disse sinceramente, ele assentiu, o elevador fez o barulhinho anunciando que havíamos chegado, levantei-me e Matheus seguiu meu gesto – mais uma coisa, eu já te desculpei, afinal, estou aqui, não estou? – ele sorriu fracamente e saímos do elevador, dando de cara com uma grande porta negra.

– A sala dos tronos – disse Matheus batendo na mesma e entrando em seguida. Suponho que não deveríamos ter feito isso, já que a cena que encontramos, foi Perséfone no colo de Hades, com a blusa aberta, em um beijo bem quente. Eles nos olharam assustados, Perséfone sorriu envergonhada e desapareceu em nevoa, Hades fechou a blusa e fez sinal para que nos aproximássemos.

– O que fazem aqui? Achei que minha filha tinha deixado claro que não te treinaria mais – disse passando seu olhar para Matheus. – estamos em guerra e Larissa não está em condições de ouvir suas besteiras, você fez suas escolhas, e não adianta trazer uma semideusa bonitinha para lhe ajudar a convencê-la, Larissa está cumprindo com suas obrigações, lutando ao meu lado pelo nosso reino – disse em tom orgulhoso.

– Você a matará, sabe que ela ainda não é imortal, sabe que em alguma dessas idas ao Tártaro, ela poderá não voltar – retrucou Matheus grosseiramente. Hades o fulminou com o olhar.

– Sei o que faço, sei do que meus filhos são capazes, e ao tempo em que ela aceitou tornar-se princesa do submundo, ela aceitou as responsabilidades e desafios – disse – diga logo o que quer ou volte para o Olimpo. – com a voz baixa e mais calma que consegui disse.

– Senhor Hades, entendo o que disse, porem estou preocupada com Larissa e gostaria de vê-la – Hades me encarou. Por um tempo ficamos em silencio.

– Tudo bem – disse por fim, assenti sorrindo, ele se virou para Matheus – sabe o caminho – e desapareceu em nevoa negra.

– Vamos – disse e segui Matheus pelos corredores negros do palácio, subimos algumas escadas e paramos em um corredor, Matheus andou calmamente ao longo do corredor, bati em suas costas quando ele parou de repente em frente a uma porta negra com um bonito N bem desenhado – espere – Matheus abriu a porta lentamente, o quarto estava vazio, era negro, muito bem arrumado, a cama porem, estava bagunçada, Matheus fechou a porta – ele não deveria estar no quarto? Afinal, está machucado, certo? – seguimos mais algumas portas até uma outra porta negra, dessa vez, com um L. Ouvimos vozes dentro do quarto, uma menina e um menino.

– Você precisa deixa-la lutar, sabe que não conseguirá impedi-la, papai a apoia, diz que está cumprindo com seus deveres – disse a menina.

– Mas e se eu perde-la também? Já perdi você e Hazel! Não a deixarei lutar e ponto – disse o menino decidido. Hazel era uma dos sete da profecia, aprendemos sobre eles, supondo que a menina chamou Hades de papai, deve ser Bianca, irmã de Nico, provavelmente o dono da outra voz.

– Nico, deixe de ser teimoso! Ela já é grandinha, e você não nos perdeu, estou aqui não estou? E Hazel está com Frank, você sabe onde acha-los! Ela é uma filha de Hades, morta ou não estará ao seu lado, como nós. Demos a vida pelo Olimpo, por nosso pai, deixe-a tentar também – minha boca se escancarou, ela queria que Larissa lutasse, não se importaria de vê-la morta.

– Não Bianca, saia daqui, vai acorda-la – disse Nico, a voz um pouco elevada.

– Você sabe que ela lutará, você viu – disse Bianca e logo depois o silencio reinou, Matheus estava com a mão na maçaneta, sem saber o que fazer. O coloquei para o lado e abri a porta, o quarto escuro da MI estava igual, tirando o moreno deitado ao lado de Larissa, mexendo em seu cabelo, enquanto está estava deitada em seu peito. Ele nos encarou confuso.

– O que faz aqui? – perguntou a Matheus. – Larissa não te quer aqui, já lhe disse que não o treinaria. Papai sabe que está aqui? O que você está fazendo aqui Danielle? – o encarei assustada – acompanhei a vida de Larissa, infelizmente, pelas sombras, enquanto esse ai fazia meu papel, pelo menos ele fazia tudo certo, até aquela maldita noite, depois, tudo desandou na vida da minha irmã – Nico parecia realmente bravo com Matheus. Acabou elevando um pouco a voz, fazendo Larissa acordar.

– Nico? O que houve? – então ela nos viu – o que fazem aqui? – perguntou seca – já lhe disse que não o treinarei e Dani não me convencerá do contrario – Matheus olhava-a como se pudesse ler o que pensava.

– Com o que você sonhou? Sabemos que teve um pesadelo – disse ainda encarando-a – e sei que eu estava envolvido – terminou.

Notas finais
Mandelinha do meu