Just Friends
30 Pov Dani
Notas iniciais
Fui para a área de arco e flecha, vários olhares se encontravam em mim, ignorei e comecei a atirar as flechas nos alvos, fui para a arquibancada tomar uma água, eu já suava, do nada tudo ficou em silencio e eu procurei o que estava acontecendo, me surpreendi quando o vi, Vitor estava parado na porta da quadra com algumas meninas em sua volta, usava a blusa do acampamento, essa que fora cortada, agora mostrando seus braços, que pareciam mais malhados, um jeans preto e um vans preto também, o cabelo arrumado para cima com pomada e os óculos escuros. As meninas suspiravam e iam falar com ele. Dois meninos vestidos de um jeito muito parecido ao dele chegaram e o cumprimentaram com aqueles toques tops de moleque. Reconheci os dois imediatamente, Arthur, de Poseidon, e Luan, de Ares.
Vitor fez um movimento com a mão e as meninas voltaram as suas aulas rindo e fofocando sobre os meninos. Os três conversavam e riam, às vezes apontavam com a cabeça em direção a alguma menina e riam de novo. Peguei minhas coisas e sai de lá, passando por eles meio rebolando com o nariz empinado. Alguns filhos de Hermes e Apolo estavam parados no meio do caminho, um deles se virou para mim.
– Gata, me chama de Zeus que eu te mostro o verdadeiro raio mestre – um raio cortou o céu e os meninos caíram na gargalhada, ri junto.
– Tenta na próxima – disse sorrindo – sou Dani.
– Sabemos quem é, só falam de você ultimamente, bom, e de seu ex, sou Pedro, aqueles são os gêmeos, Leo e Alex, os filhos de Apolo são, Felipe e Marcelo – os outros sorriram.
– Vocês eram amigos da Lari, antes dela ficar assim – disse com a voz triste.
– Espero que saiba que isso é culpa do Matheus, ainda somos amigos dela, ela nos contou, ficou em coma, quase morta, se Nico não tivesse a sentido lá, onde eu sei que vocês a deixaram, ela estaria morta – disse Leo – ela realmente não se lembra, os últimos meses de sua vida foram apagados, ela é a mesma, só que mais forte e fria, a disseram para não se apegar demais, ela é uma deusa menor agora, princesa do submundo, a pressão sobre ela passa a ser grande, assim como é para Nico.
– Eu acho que ela vá relembrar as coisas aos poucos, ela disse a mim, que tinha a sensação que me conhecia, disse que se lembrava de nós. Acredito que com o tempo que ela passou com a gente, ela passou a lembrar do que já passou conosco – completou Alex.
– Ela atacou Rebeca – disse – ela não podia ter feito aquilo, Becky não merecia, sempre foi tão gentil com ela e a Larissa só a destratava.
– Você não viu, nem ouviu o que ouvimos – disse Anna, chegando com Jon – mas isso não importa, não é? A Rebeca é um amor, a Rebeca é perfeita, a Rebeca é isso, a Rebeca é aquilo – disse irônica.
– Qual o seu problema? Ela nos trouxe até aqui, nos ajudou – estava começando a ficar brava com o jeito deles.
– O meu problema? Nenhum. E o de vocês? – perguntou, ela e os meninos se viraram e saíram. Continuei andando e vi Larissa se juntar ao grupo e abraçar os meninos, ela sorria, fazia muito tempo que eu não a via sorrir. Parei perto dos chalés, Rebeca vinha correndo ate mim.
– Hey Dani – disse,
– Hey Becky.
– Gostei do visual – disse sorrindo – você viu o Matheus?
– Não, já não o vejo a um bom tempo – respondi.
– Merda, onde aquele imbecil se enfiou? Um mês sumido! – disse – olha, o Vitor, nossa, desde quando ele é forte assim? – perguntou, olhei para a direção e o vi, ele conversava com uma filha de Afrodite, Hannah acho, ela sorria e passava a mão em seu braço, minha expressão se fechou, cruzei os braços e o encarei, quando me viu encarando, bagunçou o cabelo e voltou a conversar com a menina, deu um beijo em sua bochecha e saiu andando, bufei de raiva. Ele não devia ter superado tão bem, não é?
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