Just Friends
18 Pov Dani
Notas iniciais
– Não sei, mas espero que não demore – disse Ray olhando ao redor.
– Ele logo estará aqui – disse Barbara. Nisso uma nevoa preta surgiu no chão em frente ao trono e Hades se materializou ali.
– Filhos de Poseidon, impacientes como meu irmão. Olá filho – disse sorrindo para Vitor – bela moça – disse sorrindo para mim, não evitei corresponder ao sorriso.
– Como vai pai? – cumprimentou Vitor.
– Estão aqui para encontrar minhas filhas suponho – assentimos – e o que os leva a pensar que estariam aqui? – perguntou arqueando uma sobrancelha.
– A profecia diria que cinco de nós iriam pelas sombras, acreditei que as sombras poderiam ser o submundo – respondeu Barbara.
– Muito bem, elas foram pegas, antes que seu sátiro pudesse leva-las ao acampamento, venham comigo – disse levantando de seu trono e nos levando a uma porta – essa passagem os levará a uma rua, terão que achar a entrada para a caverna dos ciclopes que as pegaram, filho, leve-as em segurança ao acampamento – disse dando um abraço em Vitor. Passamos pela porta e nos encontrávamos em uma das ruas de Manhattan. Atrás de nós havia um beco escuro com um cheiro forte, entramos no beco e vimos um tipo de passagem. Foi ali que entramos.
O primeiro contato que tivemos foi um cheiro horrível de carniça, e um cheiro de cachorro molhado. Prendi a pulseira de Lari em meu pulso e me agarrei a Vitor. Barbara, Ray e Rebeca tomaram a frente enquanto eu e Vitor estávamos armados atrás.
– Não podemos comer essas duas? – disse uma voz muito grossa porem parecia muito lesada. Era de um homem, ou não.
– Já disse que o chefe quer elas vi... Vi... Vivas – agora era uma voz masculina porem gaguejava.
– Não aguento mais esperar – disse uma voz meio cansada e idosa masculina.
– Vou esperar mais um dia, se o mestre não vier, eu devorarei elas – disse por fim a primeira voz.
– Escutem, não sabemos o que estamos enfrentando, Hades disse apenas que eram ciclopes, mas não sabemos quantos. Então devemos nos manter unidos por enquanto, sigam-me – disse Barbara empunhando uma flecha que tinha um frasco de fogo grego preso em sua ponta.
Seguimos ela e empunhei uma flecha, e prendi um frasco de fogo grego na ponta.
– Que che... Che... Che... Cheiro é esse? – disse a voz do gago.
– Que cheiro imbecil? – disse uma voz feminina agora.
– Semi... Semideuses – ele disse, pelo barulho ele havia se levantado derrubando algo.
– Senta ai idiota, as únicas semideusas são essas aqui – disse a voz cansada.
Estávamos separados deles por um monte de lixo e ossos. Agora que eu percebi. Estávamos em um velho deposito. Porem estava abandonado fazia décadas só pelo lixo que estava ali. Babi mirou sua flecha pra cima e atirou a flecha passou pelo monte de lixo e se explodiu em algum lugar a frente.
– Fogo! Fogo! – disse o gago sem gaguejar.
– INVASORES – disse a mulher.
– Preparem o ataque – disse a voz cansada.
Eu e Vitor corremos para a direita, Rebeca e Babi pela esquerda, e Ray? Ray ficou parado no meio com sua espada em punhos. Ele abriu uma bolsa que tinha água presa em sua cintura e jogou a água contra o monte, derrubando o monte inteiro, ele começou a usar a água como chicote e bateu em um dos ciclopes, parecia ser o cansado, pois o gemido foi bem devagar.
Vitor me puxou para o caminho e demos de cara com uma ciclope alta, muito alta, ela segurava um machado grande de duas laminas, tinha um cabelo raspado de um lado e o outro lado era ruivo preso em uma trança mal-feita, ela usava uma blusa rasgada de futebol.
– Seus pestes! Morram! – ela bateu o machado e o chão tremeu, com um murro ela jogou eu e Vitor longe. Meu arco saiu voando para algum canto e ouvi o fogo grego explodir.
– Morram! – ela pegou o machado e bateu em Vitor com força.
– NÃO –gritei e me levantei na hora soltando um raio de luz solar forte nela, ela se desfez em cinzas no mesmo instante. Corri até Vitor, ele estava pálido, o que dava cor nele era o vermelho do sangue que escorria de seu peito onde a lamina o cortou.
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