Just Friends?
26 The End - Parte 2
Notas iniciais
Kurt foi acordado por Judy, que choramingava ao lado da cama. Ela estava com o pijama de bolinhas amassado, e o cabelo loiro bagunçado.
– O que aconteceu? – Pergunta, segurando a mão da filha.
– Eu quero ir com papai. – Judy diz com a voz embargada.
– Você... Ah, vá para o seu quarto, eu já vou te chamar. – O castanho pede, ao perceber que está nu.
A menina obedeceu, e logo estava fora do quarto dos pais. Kurt levantou-se rapidamente, procurando pelo seu pijama que fora arrancado por Blaine horas antes.
– Blaine! – Grita. – Acorde! Onde está o meu pijama?
– Se acalme... – O moreno boceja. – Eu não lembro. Joguei em algum lugar.
– Ajudou muito. – Brinca, pegando um novo conjunto em seu closet. – Vou lá buscar Judy.
Vestiu as peças antes de ir para o quarto da filha. Abriu a porta lentamente, encontrando a menina sentada no tapete, entertida com um piano de brinquedo.
– Filha? – Chama, encostado na batente da porta.
– Papai! – Ela corre até Kurt e coloca seus braços ao redor das pernas dele. – Saudade, papai.
– Também fiquei com saudade, querida. – O castanho ri. – Vamos lá para o quarto. – Ele pega Judy no colo e a leva para onde estava antes.
Kurt coloca a menina sentada em cima da barriga de Blaine – que estava vestido agora – e se deita ao lado deles.
– Quem quer ir no parque hoje? – Blaine pergunta.
– Eu! Eu, papai! Por favor! – Judy pula em cima do moreno.
– Assim você vai machucar ele, Judy. – Kurt diz carinhosamente, tirando a menina do colo do marido. – Nós só vamos ao parque se você tomar banho e comer todo o café da manhã.
– Sim! – A loira grita, abraçando Kurt.
– Então vamos lá.
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Judy estava se soltando cada vez mais conforme o tempo passava. Ela já conhecia toda a família, inclusive os amigos. Kurt e Blaine não poderiam estar mais felizes, a família estava finalmente completa.
Kurt agora era importante na Vogue, e Blaine estava trabalhando em mais uma peça na Broadway. Sendo assim, eram raros os dias em que podiam ficar juntos, quando um estava em casa, o outro estava no trabalho. Rachel era quem passava algumas horas do dia cuidando da filha do casal.
– Vai demorar muito para o papai chegar? – Judy pergunta, sem tirar os olhos de suas bonecas.
– Eu não sei, querida. – O moreno responde, suspirando. – Nós já conversamos sobre isso, Judy. Seu pai está cheio de trabalho para fazer, mas logo vamos poder passar bastante tempo com você.
– Sinto saudade do parque.
Blaine estava de folga, e provavelmente seria melhor aproveitar o dia com sua filha. Afinal, faziam semanas que eles não saiam juntos, e ele realmente queria deixar Judy mais alegre, já que a menina sentia falta dos pais.
– Vamos no parque então. – O moreno se levanta junto da filha.
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Kurt já estava estressado, passara o dia inteiro trabalhando, quando queria estar aproveitando o dia com sua família. Sem contar que sua secretária era estúpida demais para trabalhar com ele – que não tinha paciência para ensinar pessoas mais “lerdas”.
– Oh, meu Deus! Deixe de ser incopetente, Alice! Eu te mandei os contatos das empresas em e-mails separados, qual é a dificuldade de ler? Você é analfabeta?! – O castanho esbraveja.
– Sinto muito, senhor Hummel. Farei de tudo para reverter a situação. Já mandei os-
– Tanto faz. Apenas faça certo da próxima vez. – Kurt diz, caminhando de volta para sua sala.
O homem jogou-se em sua cadeira e tentou relaxar. O sonho dele estava se realizando, ele tinha que estar feliz e calmo. Encarou o porta-retrato que ficava em sua mesinha, contendo uma foto de Blaine e Judy brincando na chuva.
Sorriu ao lembrar-se de todos os momentos que passara ao lado de Blaine. Tantos desafios... Deus, Tina e Sebastian eram dois capetas vestidos de gente. Estava feliz que eles finalmente estavam deixando-os em paz.
Pegou seu celular e digitou o número de Blaine rapidamente. Queria fugir um pouco de toda aquela pressão, estavam em uma semana completamente agitada. Kurt não conseguia ver Blaine todos os dias, e quando conseguia vê-lo, sempre descontava o estresse nele, causando uma discussão.
Blaine: Oi Kurt.
Kurt: Oi querido. Como está?
Blaine: Bem. Estou aqui no parque com Judy.
Kurt: Blaine... Escuta, eu sei que você está chateado e talvez esteja até brabo comigo, e-
Blaine: Adivinhou como?
Kurt: Eu te amo, tudo bem? É só que... Minha secretária é uma idiota e eu tenho muito serviço para fazer. As coisas estão finalmente começando a dar certo aqui, e eu preciso de sua ajuda, por favor.
Blaine: Podemos conversar em casa?
Kurt: É... Claro. Tudo bem, tchau.
Blaine: Até mais.
O castanho finalizou a chamada e jogou o celular na mesa. O que ele deveria fazer para deixar sua família – especialmente o marido — feliz? Sim, ele reconhecera que estava errado em colocar o trabalho em primeiro lugar e deu razão para Blaine.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do celular, avisando que tinha recebido uma mensagem.
“Eu também te amo. – Blaine”
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O trabalho finalmente tinha terminado. Kurt podia ir para casa, abraçar sua filha e consertar as coisas com Blaine. Recolheu suas coisas rapidamente e foi para casa.
Assim que abriu a porta, pôde ouvir as risadas de Blaine vindo do quarto de Judy. Foi até lá, na expectativa de ver os dois. Entrou no quarto lentamente, vendo Blaine sentado no chão e a menina sentada ao seu lado.
– Cheguei. – O castanho diz, se aproximando dos dois.
– Oi, papai! – Judy, que está de costas, vira para Kurt.
Assim que ela vira, ele vê o seu rosto – todo sujo de chocolate.

– Oh meu Deus! – Ele ri. – Blaine!
– Oi, Kurt. – O moreno se levanta, sorrindo timidamente. – Achei que talvez ela gostasse de chocolate.
– É, eu acho que ela gosta. – Kurt diz antes de juntar seus lábios com os do marido. – Senti sua falta.
– Eu também. – Blaine sorri fraco. – Ela precisa de um banho.
– Também acho. – O mais velho olha para a garota sentada no chão. – Termine de comer isso, querida. Depois você vai tomar banho.
– Tá bom, papai.
Kurt vira para Blaine, que tentava não manter contato visual com o outro. O castanho segura o rosto do marido.
– Meu amor. Eu sinto muito, tudo bem? Prometo que tudo já vai voltar ao normal, confie em mim.
Blaine suspira, agora olhando para os olhos azuis de Kurt.
– Eu apenas sinto sua falta. – Lamenta.
– Eu tamb-
– Papai! – Judy grita. – Terminei.
Ambos olham para a garota, que estava mais suja ainda. Kurt ri e a pega no colo.
– Me espere no quarto. – Diz para Blaine antes de ir para o banheiro com a filha.
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Blaine estava deitado em sua cama, lendo tranquilamente quando a porta foi aberta por Kurt. Sorriu para o marido, que sentou ao lado dele. O moreno fechou o livro e o colocou na cômoda que ficava ao lado da cama.
Kurt beija a bochecha de Blaine e diz:
– Já coloquei ela para dormir. Podemos conversar agora.
– É, acho uma boa ideia. – Blaine senta.
Os dois ficam se encarando em silêncio por alguns segundos, então o mais novo ataca Kurt – distribuindo beijos por todo seu rosto e pescoço.
– Oh... Querido, eu... Deus, eu senti tanto sua falta. – Kurt sussurra, movendo sua mão para a nuca de Blaine
– Eu preciso de você. Agora.
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Kurt deitou em cima de Blaine, ofegante. O moreno acariciou as costas do outro, com um sorriso crescendo em seus lábios.
– Eu sinto muito por não ter te entendido. Quero dizer, nós dois estamos ocupados e precisamos trabalhar. É normal.
– Está tudo bem, Blainey. Eu te amo. – Kurt beija a bochecha do marido, sorrindo. – Eu só achei que... Achei que quisesse conversar.
Blaine cora furiosamente. Ele queria conversar, mas não conseguiu se controlar. Estava com muita saudade de Kurt, e as brigas que eles estavam tendo eram brigas bobas, não era preciso fazer disso um grande caso.
– E eu acho que você já entendeu tudo o que eu queria falar.
– Absolutamente.
– Eu te amo. – Blaine disse, beijando a testa do marido.
– Eu também te amo, querido.
O moreno sorriu, abraçando Kurt.
– Olhe para nossa vida! Estamos casados e temos uma filha. Ainda me lembro quando você disse que seríamos “apenas amigos”.
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