Notas iniciais
Primeiro: que recomendação maaaaais linda gente *--------* obrigada obrigada obrigada Eu sei, tia Laia sumiu né? Tia Laia não passa nem um dia sem lembrar de vocês gente, mas é não ta rolando de postar :/ Porem, entretanto, toda via... VOLTEEEEI Me aguentem! To fula da vida com uma certa pessoa ai, to tentando postar desde ontem, mas imprevistos acontecem né? Mas vamos pra fic pq a vida da autora não é tão interessante assim... Anne tá prenha? Será minha gente? Edu não conhece camisinha pelo visto ¬¬' e Gus divo "acorda pra vida". Gente, o que seria do Eduardo sem o Gus ein? Meu deus... E já to me preparando pra receber ameaça com esse capitulo o.o não me matem!

–Quer namorar comigo?

Então eu me localizei. Eu estava de pé no jardim da casa dele – que era uma baita casa – usando um vestido da Laura, com o cabelo arrumado, maquiagem e até mesmo usando saltos.

Ele me chamou para jantar na casa dos pais dele – nossa Manuela, você é burra e não percebeu o que tava rolando... – e a Laura me fez o favor de avisar que eles eram podres de ricos. A mãe dele era um amor, o pai um pouco carrancudo, mas soltou um sorriso ou outro durante a noite.

Eu pensei que casa de gente rica só fosse assim em filmes. Sala de jantar, comida cheia de frescura – quase não consegui comer aquele negocio, armaria, nem sei o nome daquilo — e cafezinho depois da refeição. Sem comentar a fome que passei com aqueles aperitivos que estavam na mesinha de centro — nunca comi tanto amendoim na vida.

Fomos andar no jardim – porque eles tinham um puta jardim do lado de fora, com tudo quanto é flor que você imagine – assim que os pais dele se ajeitaram na sala de estar – eles também tinham uma baita sala de estar.

E adivinhe? A piscina também era enorme.

Meu salto afundava na grama, o que me obrigava a ficar apoiada no Rodrigo. Estávamos comentando alguma coisa sobre o inicio das aulas, quando senti que ele tinha parado.

Ele puxou uma das flores – uma peônia se não me engano – e me olhou. Com toda a minha força, eu implorei pra que ele não fizesse o que eu estava pensando que ia fazer.

E então ele fez.

Se ajoelhou, me encarando debaixo com aqueles olhos verdes, quase me deixando ser escapatória.

–Eu sei que é cedo, sei que não quer ninguém agora, e to ciente de como você é. Mas eu não me importo, eu não vou errar como ele errou, mas vou te amar da mesma maneira. E eu sei que você ainda gosta dele, e que isso vai demorar um pouco pra passar, mas eu posso te ajudar, eu quero te ajudar! E essas não são as mais belas e românticas palavras que eu poderia dizer, mas são verdadeiras, e isso que importa. Não ligo pro tempo que possa demorar, eu vou continuar aqui, ajoelhado esperando sua resposta. Então Manuela – ele estendeu a mão com a peônia branca para mim – Você quer namorar comigo?

E a única coisa que eu consegui dizer foi:

–Pelo amor dos deuses, levanta menino!

Puxei seu braço, conduzindo seu corpo para cima e quase caindo em uma das moitas. Me curvei, dando batidinhas no seu joelho para tirar a grama que tinha grudado no tecido – provavelmente caríssimo!

Me ajeitei novamente, tentando não perder novamente o equilíbrio com o susto – e os saltos não cooperavam em nada! – e respirei fundo algumas vezes. Olhei para os lados pra garantir que não tinha ninguém.

–Você ta doido?

–Acho que nunca estive tão certo da cabeça em toda a minha vida.

Sem duvida, ele não estava certo da cabeça. Deuses, namorar? Com o Rodrigo?

–Olha, eu...

–Não me faz o discurso de “olha, eu gosto de você, mas nós somos amigos...”. Eu quero te fazer bem Manu...

–Você faz! – interrompi logo. Eu só queria fugir dali, mas parecia que toda aquela beleza do jardim ia me pressionando mais e mais, roubando todo o meu oxigênio. Eu me sentia sufocada, como se o vestido estivesse me apertando a cada vez que eu respirava. A cada movimento, aquilo ficava mais apertado... E mais apertado... E mais...

–Não tanto quanto eu quero fazer. Me deixa retribuir um pouco do quanto eu me sinto bem quando to com você. Eu sei como você é, e quer saber? Eu adoro isso. Isso te destaca Manu...

–Rô, entende que eu não posso te usar como remédio.

–Eu quero ser usado como remédio. Eu quero reconstruir tudo que ele quebrou em você, e eu não ligo pra quantas vezes ou quanto tempo vou ter que esperar por isso, vai valer a pena e vou estar aqui Manu.

“Eu vou estar aqui”. Alguém, alem de mim é claro, já percebeu que sempre ouvimos isso, de varias pessoas diferentes? E que se elas realmente estivessem sempre ali com a gente, não precisaríamos ouvir de mais ninguém, apenas de uma já bastaria?

Eu pensei que uma ia bastar... E o olha no que deu.

E novamente a minha cabeça se dividia na parte racional, e na emocional. O Rodrigo tinha o dom de me deixar dividida desse jeito. Acho que é porque com ele, eu tinha alternativa. Cada nervo suplicava para mim “não faz isso! Você vai magoar o garoto, e isso que você quer? Viver uma mentira? Você não gosta dele!”.

Mas a tinha também a parte que gritava “Ele só faz bem pra você, desencana do Eduardo e vai viver sua vida com alguém que realmente quer te ver feliz. Dá uma chance, você não sabe o que pode acontecer... Permita-se esse luxo, pelo menos uma vez!”.

Mas isso só me deixa ainda com mais medo. Não saber o que pode acontecer é não controlar, e eu odeio isso!

“Você esta presa em outro!”.

“E esse outro esta preso em outras!”.

“Isso não é certo...”.

“E quem disse que é pra ser certo? Quer dizer, quem disse que isso é errado?”.

“Você só vê ele como amigo!”.

“Amigos? Não foi o que pareceu aquele dia quando se beijaram... Alem de que, ele vale a pena! É um bom garoto, vale o risco. Se você arriscou com um que não prestava, por que não arriscar agora?”.

“Porque sabemos com isso vai acabar! Vocês vão ficar juntos, e não importa o tempo que passe, daqui há 70 anos você vai se encontrar com o Eduardo e perceber que enganou o Rodrigo a vida toda.”.

“Isso tudo é drama de novela mexicana. Melhor tentar, se não der, não deu. Simples assim.”.

Simples assim? SIMPLES ASSIM? Aaaah me poupe!

“Você sabe que é desse jeito, então nem vem querer bancar a mocinha.”.

Não é bancar a mocinha... É saber o que é certo ou errado.

“Era errado tentar algo com o Eduardo, e tenho certeza de que não se arrepende de ter seguido por esse caminho, então larga de frescura.”.

Não me arrependo? Tem certeza disso?

“Ora, eu sou o lado racional, só penso baseada nos fatos!”.

“Cala a boca! Pensa nos sentimentos que sente por ele, será que vale a pena arriscar?”.

Eu não sei...

“Sentimentos? Blaaaaargh! Você segue eles e só se ferra. Vai por mim, siga a voz da razão.”.

“Cala a boca!”.

“Cala você!”.

Então eu silenciei as duas. Porque meus pensamentos tinham que ser tão contrários?

Mas dessa vez, eu não fiz nenhuma estupidez... Não de imediato.

–Me da um tempo pra pensar...

–O que for preciso.

Ah por favor, pare de ser legal comigo. Pare de dificultar tanto pra mim.

Ele não podia ser simplesmente aqueles idiotas que você não tem dó de pisar em cima? Naaaao, ele tinha que ser como um filhotinho de cachorro, pra eu querer me matar só de pensar em ferir ele.

Outra vez.

–Manu.

Era sábado de manha, inicio da ultima semana de férias. Acordei com a Laura ainda de pijama no meu quarto, me sacudindo.

–Que horas são?

–Pouco mais de sete da manha... Levanta – ela puxou minha coberta, deixando meu corpo exposto ao frio. Não parecia nem um pouco feliz.

–Pra que?

–Visita. Anda logo, é importante.

Quem raios ia vir me procurar as sete da manha de um sábado?

Abri o guarda-roupa e puxei um casaco. A noite inteira havia sido chuvosa e o dia estava nublado. Lavei meu rosto e fui prendendo meu cabelo a caminho da sala.

A Laura estava de camisola e um coque que estava frouxo demais para ficar firme na cabeça. Ela alisava carinhosamente as costas da garota encharcada, com o velho sobretudo verde, que estava sentada no sofá.

De imediato reconheci.

E não demorou pra perceber o que tinha acontecido.

Fiquei sem ação. Ela reparou na minha presença, me olhando com os olhos vermelhos de chorar.

–Peguei seu bilhete.

O bilhete que eu deixei ao jogar as folhas pra cima, antes de sair de uma vez por todas daquele maldito lugar.

Corri e me ajoelhei, ficando de frente para ela, segurando suas mãos. A Laura me olhava meio nervosa, apreensiva.

–Quer me falar o que houve?

Ela fez que sim com a cabeça. Respirou fundo algumas vezes e começou a contar.

Contou que há dias ele enchia ela de elogios e se aproximava cada vez mais dela.

–Eu achei que enfim tava ganhando alguma coisa pelos seis meses moendo café e servindo mesa. Então ele começou a aparecer muito por lá, e você sabe, que eu que abro e fecho tudo né?! Em uma semana, ele me chamou umas duas vezes para conversar, mas acabava que eu nunca tinha tempo de ir na sala dele e ele ia embora. Ontem um grupo de amigas estava lá e ficou até mais tarde. Eu fechei e disse que elas podiam ficar lá o tempo que quisessem, porque eu não tinha pressa de ir pra casa. Já era quase meia-noite quando elas resolveram fechar a conta. Eu recebi o pagamento e comecei a desligar as maquinas quando ele apareceu. Disse que estava passando por ali e viu as luzes acesas, disse que era muito tarde para eu ir embora sozinha e que ele fazia questão de me levar. Já tinha começado a chover, e eu mesmo assim disse que não precisava, jurei de pé junto que eu estava bem e que ele podia ir embora. Mas ele insistiu... Fiquei sem saída alem de aceitar. Guardei o restante das louças que estavam na lavadora e estava pegando minhas coisas, quando ele apareceu do meu lado e... A minha sorte foi que já estava vestida com o casaco, que graças a Deus estava bem fechado. Consegui me afastar dele, mas ele não desistiu e até rasgou minha saia. Consegui derrubar ele, e só deu tempo de pegar a minha bolsa e fugir. Ele ainda foi atrás de mim, mas não demorou para me perder de vista, a chuva estava muito forte... Entrei em uma rua qualquer e me escondi atrás de uma loja. Passei a noite lá, com medo dele aparecer e com nojo do mundo. Então eu lembrei do seu bilhete, e vim até aqui. Desculpa, mas eu não tinha pra onde mais correr...

Os olhos da Laura encheram e ela ficou sem reação. Soltei suas mãos para ela não perceber o quanto que as minhas tremiam. De raiva!

–Não tem problema... Você precisa descansar ok? Eu vou pegar uma roupa, uma toalha para você tomar um banho e pode deitar no meu quarto... Dorme um pouco, e quando você acordar, nós decidimos o que vamos fazer okay?

Ela só concordou, mas não disse mais nada.

A Laura continuou imóvel enquanto eu a levava até o quarto e entregava toalha. Deixei algumas peças de roupa na cama e levei ela até o banheiro.

Fiquei ali por um tempo, esperando na porta, até ouvir o barulho do chuveiro.

Voltei para sala e encontrei o olhar perdido da Laura.

–Como ele pode?

Não é a primeira vez...

–Ele vai pagar.

–O que vai fazer?

–Primeiro vou esperar ela melhorar um pouco, descansar... Depois vou lá ter uma conversinha com aquele nojento, e depois direto pra delegacia.

–Mas e se ela não quiser?

Quem dera eu só tivesse a denuncia dela...

–Eu vou dar um jeito, mas impune ele não fica, isso eu te garanto.

Notas finais
Treeeeeta o/ cara nojento, neeeeeem Mas o que acharam? Preciso me proteger por causa desse pedido de namoro? :x Beijos amores, até o proximo :*