Notas iniciais
As coisas na Inglaterra não andam muito boas, né? D: Foi terrível ver aqueles prédios em chamas, as pessoas chorando, as lojas todas vazias... Ofimdomundotáchegando! *apanha*

Isso só pode ser um sonho, pensava Arthur pasmo. Não, um pesadelo.

O homem loiro e com sobrancelhas enormes – ou duas taturanas grudadas acima dos olhos, como alguns outros países chamavam-nas – corria desesperado por entre as ruas da capital, Londres. Ao olhar o horizonte, ele podia ver o brilho escarlate tomar conta dos céus. Não era o pôr-do-sol e muito menos o nascer. Apressou o passo ignorando as outras pessoas que corriam para a direção contrária da qual ele ia.

Suas pernas doíam por correr tanto, mas Arthur não se deu por vencido. Precisava chegar lá, precisava continuar. As gotas de suor escorriam livremente pelo rosto do inglês, misturando-se com as lágrimas que se formavam pouco a pouco. Não suava somente por causa do cansaço, mas era culpa também do calor. Secou seu rosto com a manga da blusa, porém de pouco adiantava.

Ouviu gritos, o som de vidros sendo despedaçados, choros, palavrões, tiros. O medo dentro de si cresceu cada vez mais, chegando ao ponto de quase fazê-lo parar e dar meia volta. Não posso voltar agora, pensou Arthur, não posso desistir agora.

Parou por alguns segundos para recuperar o fôlego. Nunca estivera tão exausto em sua vida, nem mesmo quando lutava contra Francis. Ergueu a cabeça, pronto para voltar a correr, porém a visão que Arthur teve foi tão chocante que ele não conseguiu mais se mexer.

Não, ele sentia as lágrimas agora caindo sem parar, não...

O fogo crepitava como se tivesse vida. Vários protestantes estavam saqueando as lojas próximas e deixando um extenso caminho de destruição. Os prédios incendiados pareciam clamar por ajuda, a fumaça negra encobria boa parte do céu. Famílias assustadas e inocentes feridos corriam para poder escapar daquela confusão.

Como isso chegou a esse ponto?, o inglês não conseguia acreditar no que via.

Sem mais forças para se manter em pé, Arthur deixou-se cair de joelhos no chão. Paralisado, sem reação. Cobriu o rosto com as duas mãos e fechou os olhos, desejando que aquilo fosse apenas um pesadelo. Um pesadelo que iria desaparecer assim que ele acordasse.

Mas ele sabia que era verdade. Sentia seus pés doerem, era verdade. Ouvia as pessoas ao seu redor, era verdade. Sentia o calor do fogo vindo das residências ao seu redor, era verdade. E também, sentia uma imensa dor tomar conta de seu peito, sua alma se estilhaçava para depois voltar ao normal e quebrar-se novamente. A dor de um país ao ver seu povo destruir a si mesmo, destruir tudo e todos.

Arthur soltou um grito cheio de angústia e medo. Este ecoou por toda a capital, mas ninguém o ouviu. As pessoas estavam fora de si, nem mesmo a voz dele as alcançaria.

Seu corpo jazia no chão, imóvel. Estava cansado. Estava com medo. Estava arrependido. O que poderia ter feito para que aquilo nunca tivesse acontecido? Muitas coisas. Ele poderia ter feito muitas coisas, porém não fez.

Deixou que as últimas lágrimas rolassem livres pela sua face, até se encontrarem com o chão gelado. Ergueu o olhar mais uma vez, desejando que o pesadelo tivesse acabado.

Um país é formado por território e um povo. Quando um desses dois entra num conflito, o país sente e adoece. Foi por causa disso que ali mesmo, Arthur já começava a dar leves tosses e sua temperatura corporal subia. Deitado no meio da rua, ele adormeceu sendo observado apenas pelo fogo.

Londres estava em chamas.

Notas finais
Tadinho do Arthur. ;-; Protestantes violentos aqueles. Sério, pra que quebrar tudo? Não faz nenhum sentido! Obrigada por lerem (caso alguém leia esse treco...)! o/ PS: Vamos lá gente, todo mundo desejando melhoras ao Arthur! Alfred já o visitou e até deixou um hambúrguer pra ele! xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!