Notas iniciais
HOHOHOHOHOHO, demorei bastante, eu sei,kkkkk, mas aqui está um capítulo novinho em folha. Boa leitura!

Pov’s Lílian

Eu estava tomando banho quando a companhia soou por toda casa, indicando que minha parceira de trabalho havia chegado. Como estava ainda no chuveiro, deixei minha irmã ir atender no meu lugar, ela era bem mais receptiva que eu.

Sempre demoro quando estou no banheiro, então depois alguns minutos saio do cômodo e me enxugo por completo. Mas não enrolo muito para me trocar pegando qualquer roupa que via na minha frente e quando estou pronta percebo a presença da minha irmã esperando por mim todo esse tempo, sua cara parecia bem entediada.

Desci as escadas sem nenhuma pressa, admito, queria irritar a garota que estava lá embaixo esperando por mim. Quando chego ao primeiro andar, a vi secando meu corpo e só depois de muitos minutos foi perceber a minha vestimenta ‘’nada’’ chamativa. Estava com uma regata, shorts curto e um chinelo, nunca na minha vida havia me vestido assim.

Antes de eu morrer de vergonha, ela se levanta e me abraça, garota muito estranha pro meu gosto. Assim que nos separamos, nossos rostos estão muito próximos e nossas bocas apenas a alguns centímetros de distância e iria rolar um beijo, se minha querida irmãzinha não quebrasse o clima ao puxar a barra da minha camiseta e me fazer olhar em sua direção.

– Dily, pode pegar o pote de doce para mim no armário?

Iria dizer um ‘’não’’ bem grande, mas lembrei de que tinha visita em casa, se mamãe saber sobre meu mau comportamento irá me matar:

– Ok, já volto... han.... Rachel – Avisei-a e sai da sala na direção da cozinha.

Assim que peguei o pote e olhei para minha irmã, percebo a merda que iria sair da sua boca:

– Dily tá namorando, Dily tá namorando, nananana, eu quero ser a daminha do casamento de vocês, ta escutando?

– Natasha Lacoster, eu não estou namorando aquela menina! E se eu me casasse, você iria ser a praga do casamento e não a daminha, entendeu? Coisa chata.

Além de estar gritando sem perceber, vi a merda que havia feito ao olhar pra Tasha e ver seus olhos lacrimejando. Antes de eu tentar consertar minha situação a vejo correndo escada a cima e a essa altura chorando por minha causa. Argh, depois falo com ela.

Rachel aparece no batente da porta com um ar de repreensão e duvida, apenas acenei em um sinal de ‘’esquece isso’’, ao menos ela não era lerda e percebeu isso, dando um sorriso Colgate bem lindo. Ficamos em silêncio por alguns minutos que só foi interrompido por um barulho vindo do estômago das duas. Como se tivesse sido programado, demos risada ao mesmo tempo e nos entreolhamos bem coradas.

– Acho que estou com fome, esqueci-me de comer em casa.

– Nha, posso fazer um lanchinho para nós duas, também estou com fome.

– Se é assim então, posso ajudar você no preparo?

Concordei com a cabeça já virada para o balcão procurando as coisas para preparar os lanches. Foi uma coisa rápida, apesar de ter sido algo muito engraçado ver a outra se estranbelhando para cortar um único tomate e quase machucar o próprio dedo. Depois de terminada a refeição, fomos para a sala e começamos a falar sobre o real motivo da sua visita a minha casa:

– Como vamos fazer o trabalho? Não sei nada sobre esse tema ridículo que esqueci o nome – resmunguei.

– Pensei em fazer uma maquete com o nosso tema ‘’PAISAGEM’’, mas acho a ideia meio boba, então deixe pra lá – falou fazendo um biquinho muito fofo.

– Ei, isso parece ser algo que aquele professor goste – sorri após a incentivar.

– Ahn, ok né — Disse corando e desviou por uns instantes seus olhos dos meus e logo prosseguiu – Pensei fazer na maquete algo cheio de rios, pedras e coisas bem naturais, seria algo bonito e interessante de se ver.

– Ok, mas e ai, o que mais? Só isso não irá bastar no trabalhar, precisamos complementar com mais coisas para ficar interessante, se não tiver isso iremos nos ferrar legal, Rachel.

– Hum... Que tal fazermos uma seção de fotos que tiramos da cidade toda, aqui é lugar bem bonito e legal pra fazer isso, e colocar elas em um banner logo atrás de nós? Acho isso divertido e fácil.

– Cara... agora sei o por que de chamarem você de gênia, essa ideia nos daria uma nota linda e é algo fácil, claro que iremos fazer isso, ficará perfeito.

– Então tcharan, discutimos tudo sobre o que iremos fazer no nosso trabalho e posso ir pra casa, sei que estou incomodando ainda mais que agora é 20 hrs – suspirou, olhando pra tudo quer canto menos para mim.

Eu não quero que ela vá, apesar de não aceitar, a sua presença realmente me faz muito bem e me traz uma sensação de animação boa e gostosa. Sua voz era algo que de alguma forma aquece meu coração, de um jeito que me enlouquece de uma forma assustadora e agora não consigo mais não sentir isso perto dela.

Tomo toda a coragem que tinha em meu peito e seguro uma de suas mãos antes que ela fosse, em um pedido silencioso para que fique um pouco mais em casa. Ela entende e senta-se do meu lado. Porra, se antes eu estava enlouquecendo só por ficar do lado dela e ouvir sua voz, agora estou tendo um frenesi só pelo roçar do seu braço no meu e sentir seu perfume, cheiro de... Não sei o que é, mas é algo muito gostoso.

Qualquer tensão que havia entre nós, a faixa de apenas colegas de trabalho, foi por água a baixo, nossa conversa começou calma e se tornou animada e natural. Até eu, a antissocial, não queria que essa conversa nunca acabasse. Tínhamos algo em comum? Quase nada. Então porque estou me soltando com ela? Não sei, mas eu gosto da sensação de falar com ela normalmente.

O tempo havia parado a nossa volta, o que parecia ter sido minutos de conversa, na verdade eram horas e quando fui ver a hora no relógio já eram 22 hrs e nenhuma das três da casa havia jantado. Quando me levantei, Rachel percebeu e comenta:

– Nossa, tenho de ir! Já fui um incomodo demais por um dia para você!

– Pode ficar para o janta, sua boba, não ligo de fazer minha comida para mais uma pessoa – digo gentilmente.

– Eu já tenho um jantar pronto pra mim em casa, não precisa não!

– Ninguém nega macarronada da Lily, nem mesma você, novato – digo ameaçadoramente pra ela, uma atitude bem infantil.

– Ok né – resmunga sem saídas.

Vou para a cozinha com ela no meu encalço e chamo Tasha para fazer companhia para ela, enquanto eu estava ocupada preparando a comida. Parece que minha irmãzinha arranjou uma nova amiga que pode brincar com ela de boneca e dar risada. Fico escutando a conversa:

– Você vai amar o macarrão da Dily, Rach, ela é a melhor cozinheira da casa.

– Sério? Sua irmã é uma caixinha de surpresas então, Tata – comenta, e logo em seguida escuto alguém se levantando e sinto uma respiração no meu pescoço em seguida a pessoa – Será que tem mais alguma coisa interessante em você, ‘’veterana’’?

Ela se afasta após colocar o seu copo na pia, se ela quis me deixar desestabilizada conseguiu perfeitamente. Todo meu corpo parecia ter travado e minha respiração está descompassada. Demorou alguns segundos até que consegui voltar ao que estava fazendo, mas ainda prestando atenção na conversa das duas:

– Ixi, se ferrou, ela é uma caixinha de ansurpresas e uma tremenda de uma chata – zombou da minha cara.

– Eu posso surpreender as pessoas mais do que você, pirralha de 8 anos – digo, mostrando a língua pra ela.

– Eu quem digo – 0x2 para a Rachel e suas cantadas.

– Antes que comecem a falar demais sobre mim e como sou uma caixinha de ‘’ansurpresas’’, vamos comer, o jantar está pronto.

– Eba! – gritam as duas ao mesmo tempo.

O clima do jantar foi bem calmo e divertido, sempre recebendo elogios e cantadas da minha visita e sempre tinha um comentário fora de hora da pirralha. Assim que acabamos de comer, ficamos mais um tempo conversando bobeiras e enfim Rach disse que teria de ir, pois já estava tarde.

Levei-a até a porta, de tão boa que estava nossa conversa não tinha percebido a chuva forte que estava lá fora. Ela parece estar bem ansiosa e deprimida, talvez porque estava querendo ficar um pouco mais, só mais uma bobeira minha da cabeça. Ela se despede com um beijo na bochecha e um abraço, que queria que fosse para sempre. Já estava quase para sair de casa, quando...

Notas finais
Desculpa por terminar assim, mas foi preciso u.u. Deixem um review, responderei com o maior prazer
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.