Just Because 1-4-3
3 A smile sole and very catchy
Notas iniciais
Pov’s Rachel:
Saio da sala com um sorriso bobo nos lábios, aquela garota pode ser bastante interessante e bonita, mas com toda certeza é heterossexual, uma pena realmente. Michael virou-se para o grupo, especificamente para mim e não falou nada, apenas deu um aviso silencioso para ignorar aquela garota.
O meu grupo era pequeno, mas eles são os melhores e depois de cinco anos com a mesma promessa não é a toa que nós somos apegados um com o outro. A promessa nossa é que nós sempre iríamos mudar de escola a cada ano para conhecermos novas pessoas e culturas. Nossos pais nem ligam, eles dão o dinheiro e exigem que nós sumam da vida deles. É uma vida boa apesar de ser difícil.
Olho para frente e vejo o refeitório cheio de pessoas, gosto bastante de entrosar com os alunos veteranos, então faço questão de me apresentar grupo por grupo e essa escola diferente das outras era mais receptiva e gente boa, mas tem uma certa rixa entre o primeiro setor e o terceiro, mas nada que eu não possa ignorar e ser gentil com todos como sempre sou.
Termino de falar com todos os grupos e sorrio triunfante, o primeiro item da minha lista ao ser riscado: Tentar ao máximo ser gentil com os veteranos. Sim, tenho uma lista e ela é refeita sempre quando mudo de escola, mudando minhas metas e promessas nessa escola. Olho em frente e vejo meus amigos num canto do refeitório, esperando eu terminar de me apresentar a todos, já que os mesmos não quiseram participar dessa ação, bando de chatos e carrancudos. Aproximo-me deles e Ellen comenta:
– Rachel, você precisava realmente se apresentar a todos desse refeitório?
Como eu disse eles são um bando de chatos e carrancudos, só sofro com esses amigos normais. Decido ignorar seu comentário e saio saltitando pra fora do lugar indo em direção ao jardim que cercava a grande escola, era um lugar bonito até, tinha várias árvores, bancos para os alunos se sentarem, mas a maioria deles opta por sentar na grama ao dispor de várias sombras feitas pelas árvores. Andei até certo lugar do jardim, embaixo de uma grande árvore e como ninguém estava lá, me jogo na grama e aceno para os carrancudos a fazerem o mesmo.
A nossa conversa durou até que o sinal do intervalo bate indicando o inicio da quarta aula e tivemos que retonar a classe. O professor dessa aula era o Ed. Física, se chamava Richard, mas preferia seu apelido Rick, como a quadra de esportes estava sendo limpa ele iria dar sua aula na sala mesmo. Ellen já deu problemas no primeiro dia de aula, infelizmente... Mal chegou na classe e já começou a secar o professor, o mesmo nem parecia notar ela. Mas a conheço, iria fazer de tudo para que ele a notasse e com toda a certeza, amanhã irá saber de tudo sobre ele, por causa dos seus contatos.
Sento na minha cadeira, na frente está a garota hétero de mais cedo e um ser novo do meu lado e que não era um dos meus amigos, era uma garota ruiva e estranha, acho que ela vai sentar comigo pelo resto do ano e eu achando que tirei a sorte maior ao ficar sozinha. Se eu não consegui puxar conversa, ela conseguiu e meio que ‘’sem querer’’ eu acabei por ouvir:
– Eu quero ir nessa viagem, a turma toda vai, será que ainda dá tempo de reservar a vaga e pagar?
A duvida dominou meu corpo e ansiava por uma resposta da Lilian mesmo que não fosse para mim ela. Lilian dá um sorriso e olha na minha direção, me fazendo desviar meu olhar sobre ela e a mesma respondeu:
– Faz pouco tempo que anunciaram essa viagem, ainda tem várias vagas sobrando então pode reservara sua.
Sorrio de canto e fico observando e ouvindo-as conversarem, não sei se elas perceberam, mas eu não ligo para isso, já que a aula dava para fazer o que quiser e as lindezas do meu grupo estão se distraindo fazendo suas coisas: Michael está dormindo e a Ellen dando em cima do professor descaradamente. Por causa disso, estou nessa situação ridícula, estou morrendo de vergonha de entrar nessa conversa, mas ela logo se dissipou quando a Julliet se virou em minha direção e puxou assunto comigo:
– Hum... Rachel converse com nós, do que você gosta, qual é o seu estilo musical e qual a sua comida favorita?
Ela me bombardeia com essas perguntas e como não vejo cinismo em sua voz ao fazer elas, dou um sorriso largo, percebendo que ao fazer tal ação Lilian dá um suspiro, mas ignoro e respondo a sua pergunta:
– Uma pergunta de cada vez porque se não eu me perco. Bom... Eu gosto de tudo no geral poucas são as coisas que eu não goste. Meu estilo musical é mais ligado a Ásia, melhor falando em K-pop. E minha comida favorita é sushi.
Lilian, que estava sentada na minha frente, alargou seu sorriso ainda mais e começou a observar cada traço do meu rosto como se fosse a pessoa mais interessante do mundo. Corei e apenas retribui seu sorriso de uma forma acanhada, Julliet depois de alguns minutos se levantou e foi falar com outra pessoa, nos deixando a sós. Ela parecia querer conversar, mas não encontrava assunto para iniciar uma e toda vez que abria a boca voltava a fechar. Fecho os olhos já irritada com ela por não tem coragem de falar comigo e indago:
– Eu não mordo, pode falar comigo o que quiser contanto que não seja sobre comida, porque estou morrendo de fome. E ai, sobre o que você quer conversar?
– Eu estava pensando que se você gosta de coisas asiáticas, talvez gostasse de animes, não?
– Curto sim, mas prefiro suas aberturas ao anime em si. Qual é o seu favorito?
– Naruto sempre está no meu coração e meu personagem favorito é o Kiba.
– Eu gosto bastante desse anime, mas eu prefiro outro quê se chama Kuroko no Basket, meu personagem favorito é o Murasakibara, ele é perfeito.
– Claro que é, Kiba e MurasaKIBAra são dois personagens feras.
Franzi o cenho, tentando entender a piada e depois de alguns minutos sorrio mesmo não tendo nenhuma graça, mas tinha ao menos sentido a piada. Ela era uma otaku de cara, faz tempo que não vejo uma nas escolas em que passei. Como pensei anteriormente essa é uma escola diferente das outras. E no meio desses pensamentos, acabei por derrubar meu lápis no chão e me abaixei para pegar ele ao mesmo tempo em que Lilian se prontificou a fazer a mesma coisa. Quando fui recolher o lápis nossas cabeças bateram com tudo, sorrio em sua direção coçando a cabeça tentando diminuir a dor do impacto e ela apenas o retribuiu corando.
Inclino-me sobre a carteira e coloco a mão sobre sua cabeça como uma forma de perguntar se machucou, mas ela apenas negou com a cabeça e pegou minha mão a colocando sobre a mesa e continuou com a sua sobre a minha, a sensação era boa dava vontade de ficar o dia todo com as nossas mãos desse jeito. Não falo nada, apenas fico olhando com intensidade seus olhos que me fitavam no momento e como se fosse um imã aproximei minha cabeça em sua direção fitando seus lábios com vontade beija-los, neles abriu um sorriso, um sorriso único e muito cativante.
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