Just Be Friends
2 1 - Transferido
Notas iniciais
Bem Gente, reparei que o Nyah não está abrindo os links do polyvore. Então aqui vão os links, na ordem marcada na história:
1 - http://www.polyvore.com/laura/set?id=68905413
2 - http://www.polyvore.com/dia_frio/set?id=58758826
3 - http://www.polyvore.com/escola/set?id=57634653
4 - http://www.polyvore.com/escola/set?id=57598542
5 - http://img.auctiva.com/imgdata/3/8/6/5/4/9/webimg/583576600_o.jpg
Acordei na segunda-feira ainda na casa de Laura. Era a primeira vez que dormia em sua casa até a segunda, por isso fiquei surpresa quando ela me disse que ela não ia de ônibus, por que o ônibus passava muito longe de sua casa e era mais vantajoso ir a pé. Nos arrumamos estava ventando por isso Laura colocou um casaco de panda lindo e uma calça era diferente vê-la de calça, na maioria das vezes ela estava de vestido, saia ou shorts. Eu também não queria passar frio e como não havia trago nenhuma blusa de frio que realmente me protegeria do frio, peguei uma blusa de Laura e vesti calças, assim como ela.
Chegando na sala de aula vários alunos vieram em minha direção pedir os deveres. Irresponsáveis? Imagina. Queria gritar um 'não' na cara de todos, mas isso só pioraria minha imagem, por isso fui passando os deveres à eles. Enquanto isso eu e Laura começamos a conversar. Ela queria me perguntar algo sobre uma palavra em Japonês mas eu estava com tanta paciência para isso quanto teria para trocar a frauda de um bebê cheia de cocô. Por isso disse à ela que iria à biblioteca.
– Vou com você, quero pegar um livro de qualquer forma...
– O quê? Ah... bem, tudo bem então. — tive que ir à biblioteca ou seria pega por minha mentira. Por isso peguei um mangá que estava curiosa para ler. K-ON! era um mangá que contava a história de 4 amigas que formaram uma banda no colégio como atividade extra-curricular e depois uma nova amiga chegou no clube. Parecia interessante para mim, e já existia um anime também, o que seria bom, pois eu poderia escutar as vozes das personagens e suas músicas.
– Comprei roupas de cosplay desse mangá. — Laura disse distraída enquanto olhava para o mangá que eu havia acabado de pegar.
– Sério? — perguntei incrédula, pois não havia visto as roupas na casa de Laura no fim de semana todo, e conheço Laura, ela teria me mostrado algo desse tipo.
– Sim, chegam na quarta-feira que vem, bem a tempo do Anime Festival.
– Legal.
Ela pegou um livro sobre lendas do Monte Fuji. Fomos para sala e em questão de 2 minutos o professor chegou na sala, assim, sentamos-nos todos.
– Bom dia classe, façam o favor de devolver os deveres à Júlia. — Greggory , nosso professor de matemática anunciou a sala. Depois de oito meses ele já sabia que os alunos eram cara-de-pau o suficiente para me pedirem os deveres todos os dias.
– Me desculpe — eu disse baixinho como sempre fiz com as bochechas coradas.
– Você não devia emprestar seus deveres aos outros alunos Júlia, mas eles também não deveriam pedir. Enfim, temos um novo aluno, Henrique — ele chamou em direção à porta — entre por favor, ele é de Minas Gerais e agora estudará conosco.
Ele era realmente bonito, bem branquinho, sua pele parecia nunca ter visto uma praia — o que é bem possível, se ele era de Minas -, tinha cabelos castanhos meio bagunçados mas bem lisos e aparentemente hidratados mas o que mais me chamou atenção foram seus olhos. Mais verde que a relva, e tão penetrantes. Ele se apresentou à turma e parecia bem tímido, as garotas pareciam estar babando pra ele e os meninos reprovavam sua beleza, aposto que estavam com inveja. Eu não conseguia tirar meus olhos dos seus.
– Posso sentar aqui? — ele disse apontando a carteira ao meu lado, mas eu não ouvi. — Oi? Posso sentar aqui? — ele perguntou de novo, mas eu simplesmente não conseguia prestar atenção em mais nada além de seus olhos, até que ele estralou os dedos na frente dos meu olhos e perguntou de novo: Posso sentar aqui?
– Ahn? Ah, claro, se você quiser, ninguém senta aí... — respondi ainda saindo do estado de transe.
Comecei a prestar atenção à aula mas chegou um bilhete à minha mesa, vindo de Henrique.
"Qual seu nome?"
"Júlia" — respondi.
"Bonito seu nome. Que dia você faz aniversário?"
"Obrigada, mas você promete que não vai me dar ovada?"
"Prometo, por que eu te daria ovada?" — eu hesitei um pouco, mas respondi o bilhete.
"20/02, e você?"
"22/02, dois dias de diferença =D"
"É muita coincidência. Você gosta de algum anime?"
"Sim. Death Note é um dos meus favoritos, e você?"
" Eu gosto muito de Death Note também. Já assistiu Ano Hana? Se não, prepare um balde para não desperdiçar as lágrimas."
"É tão triste assim?"
"Eu chorei bastante, minha amiga também."
Assim que entreguei o bilhete à Henrique, o professor se manifestou:
– A conversa parece muito interessante Júlia, mas por favor preste atenção na aula.
– Me desculpe — disse vermelha.
– Você já disse isso hoje, agora preste atenção.
Não queria que o professor me chamasse a atenção mais uma vez então foquei toda minha atenção à aula. No fim da aula fui com Laura ao corredor onde nossos armários ficam. Eu troquei o meu armário original com o de outra pessoa pra que meu armário ficasse ao lado do armário de Laura.
– Sobre o que você e o novato conversavam? — Laura perguntou-me distraída.
– Aniversários, animes...
– Não vá me trocar por ele hein? -Laura disse fingindo ciúme.
– Claro, todo fim de semana vou à casa dele experimentar as saias dele e os vestidos, conversaremos sobre animes e filmes água com açúcar e brincaremos de guerra de travesseiros. — disse rindo e, no final rolei os olhos — você é insubstituível pra mim Laura.
Ela sorriu e fomos andando até a sala. No meio do caminho vi Henrique perdido.
– Que aula você tem agora? — perguntei à ele.
– Química. Você sabe onde é a sala?
– Claro, vem com a gente, nós temos aula de química também.
Durante a aula eu sentei com Laura como sempre e, durante a explicação do professor ficamos conversando, o que acarretou numa mini-explosão. tivemos que tomar banho naquele chuveiro descontaminante e fomos para o vestiário onde havia roupas extras. Laura não tinha nenhuma roupa que a esquentasse, por isso emprestei uma à ela e vesti a minha a tempo do próximo horário. Henrique estava perdido no corredor de novo quando o encontrei.
– Cadê a outra garota? — ele perguntou confuso — legal sua roupa.
– Obrigada e a Laura foi pra aula de história, que aula você tem agora?
– Física.
– Ok, vem comigo, sala 202, Henrique.
– Oi?
– Não, — ri um pouco de sua expressão confusa — o nome do professor também é Henrique.
Assistimos a aula quietos para não repetirmos o incidente da primeira aula. O sino tocou ao fim da aula indicando a hora do lanche.
– Posso lanchar com você? — Henrique me perguntou um tanto tímido.
– Claro, mas a Laura vai lanchar com a gente, e dois outros meninos também, o Pedro e o Arthur.
– Ok, vamos — ele estendeu a mão, sugestivo. Eu não sou chegada a toques mas, hesitante, aceitei sua mão e fomos ao refeitório, chegando lá, peguei minha comida e sentei à mesa de sempre onde Pedro e Laura nos esperavam.
– Cadê o Arthur? — perguntei.
– Já vem, tá falando com a namorada no telefone. — respondeu Pedro.
– Hum, entendi, ah, esse é Henrique. Veio de Minas, ele vai lanchar com a gente hoje, pode ser?
– Claro, por quê não? — respondeu Laura enquanto comia seu lanche em seu bento.
Sentamos e eu já estava quase terminando quanto Arthur chegou.
– Boa noite senhor. — disse brincando.
– Boa noite senhorita! — ele retribuiu rindo — quem é o novato?
– Meu nome é Henrique, prazer — Henrique se apresentou estendendo a mão.
– Prazer, bem vindo, você é do interior? Tem um sotaque diferente. — Arthur retribuiu.
– Sou de Minas, minha mãe recebeu uma promoção no trabalho e tivemos que vir pra cá.
– Ah, então histórias podem mesmo se repetir! — Pedro disse rindo.
– Como assim? — Henrique perguntou confuso.
– Eu vim pra cá pelo mesmo motivo, só que foi pelo meu pai. — respondi.
– Ah... Entendi.
– Jú, posso ir para sua casa hoje? Quero tirar umas dúvidas com o seu pai. Ele vai estar em casa hoje, certo? — Laura perguntou.
– Claro, vamos pra lá depois da aula. — Henrique parecia confuso por isso expliquei — Laura quer aprender Japonês. Meu pai é Japonês, por isso ensina à ela sempre que pode.
– Entendi. — Henrique respondeu ainda com cara de desconfiado.
O sino tocou e tivemos que voltar para a aula.
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