Just Be Friend

20 Até porque um beijo pode matar alguém?


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bem? Eu tava muito afim de postar esse capítulo logo,mas acho que vou meio decepsionar vocês. Porém o que você querem saber, de verdade, não demorará muito. Agradecimento especial à kuchiki mira pelo comentário. Muito Obrigada. Boa leitura, minna-san, até! BjkAS ASKO

POV GRIMMJOW

Já tinha alguns meses que eu tinha conhecido a amiga da Nell, a Rangiku. Logo depois combinamos de ajudar o casal mais devagar que existe, que surpreendentimente evoluiu, e muito. Mas desde que a conheci, ela vem mexendo comigo.
É meu povo, eu tinha ficado meio sem base por causa da Rangiku.Não que seja ruim, mas acho que isso não é bem, a minha cara.
Aquela loira alta era engraçada, e ao mesmo tempo misteriosa. Tinha um ar triste, de um amor triste, que eu queria entender. Porém tinha uma coisa que eu queria: descobri-lá.
No natal a Nell foi ficar na casa dela para treinar para uma entrevista que teriam. Eu não entendia muito esse sonho delas de serem modelo e ficarem dançando para isso, mas sonho é sonho e não se discute. Mas, como não poderia ficar de fora, eu iria acompanhar-lás.

–Oi Nell, quanto tempo. -As duas se abraçaram na estação. -Prepara? Now or Never? — Sorriu

–Now, é claro. -Riram. -Ran-chan, tudo bem se o Grimm-chan ficar conosco? Ele ia ficar abandonado lá em Karakura.- Para constar, estamos em Tokyo.

–Ei, não fala assim não, eu nunca fico abandonado, normalmente sou eu que deixo os outros com muita saudade de mim! -Respondi fazendo uma cara de irritado.

–Tá, sei, mas todo mundo sente sua falta em outros lugares enquanto você fica deitado no seu quarto jogando video-game. S-O-Z-I-N-H-O.

–É a vida meu bem, é a vida. — Eu e a Nell demos os braços, tipo aqueles de filmes de romance. — Vamos logo que eu tô com fome.

Pedimos um taxi e fomos parar em frente a um prédio de uns cinco andares,no máximo. A fachada dele era em tijolo, com janelas brancas e barras de metal. Seu interior também era de tijolo e o piso era um castanho chocolate. Os móveis eram cadeiras claras, e também tinha várias plantas por todo os andares. Subimos pelo elevador até o terceiro andar, e não tive dificuldade alguma de sair dele, afinal eu só levava uma mochila com roupase coisas básicas na minhas costas, enquanto minha verdinha trazia duas malas, a menor abarrotada de roupas e a maior (digamos, enorme) de maquiagem. Quem leva uma mala gigante só de maquiagem? É, bem a Nell mesmo.

Depois disso entramos em um apartamento pequeno na qual eu não vi nem o numero. Era formado de uma sala simples, assim como a cozinha. Na primeira tinha um sofá azul, duas cadeira brancas (cobertas cada uma com panos azuis), tapete e muitas almofadas. Já a segunda tinham moveis brancos, um fogão e uma geladeira pequena. Ainda tinha um banheiro e dois quartos, pequenos. Eu ficaria em um e as meninas no outro, já que este era o quarto da Rangiku.

Não demorei muito para me "enturmar". O problema era que o cheiro da Rankigu estava empregnado por todo lado, o que me deixava meio tonto. Bom, mais do que eu já sou.

–Como certo azulado está com fome, poderiamos comer fora, o que acha?- A nell perguntou sorrindo. — Até porque eu não tô afim de ajudar em nenhuma louça.

–Por mim tudo bem, apoiada no movimento #NadaDeLouça. -A loira fez um positivo com a mão.

–Também estou de acordo.

Logo nos arrumamos e descemos. A Rangiku falou de um restaurante de comida italiana magnífico. Não era muito longe e fomos a pé mesmo, devagar.

–Peraí, posso ir alí ver o novo CD da Miku?- A nell falava com uma das mão no rosto e outra apontando para uma loja de disco com uma foto da vocaloid na frente.

–Tá, mas não demora.- Concordei e ela saiu em disparada.

Silêncio.
Silêncio desconfortante.
Silêncio desconfortante ao lado da garoto que você gosta.

–Ang...Rangiku, o que a senhorita gostaria de fazer?

–De verdade? -Assenti com a cabeça.- De saber como está minha irmã.

–Ela foi viajar com o Ichigo. Eles se juntaram e nem movemos um músculo. Isso é gratificante.

–Tava mais que na hora deles sairem do zero a zero.- Riu

Não demorou muito e a Nell voltou toda contente falando do novo CD dela, que ouviria umas cem mil vezes e que seria legal as duas fazerem alguma coreografia de uma daquelas musicas. Rapidamente chegamos ao restaurante e almoçamos, conversando e descontraindo. Foi legal.
x*x*x*x*x

Já tinha escurecido e estava fazendo muito frio. "Colocar um casaquinho" era pouco para a situação em que estávamos. Eu estava deitado no quarto, observando. Havia muitas fotos, e a Rukia estava na maioria delas. Algumas com os pais delas e outras a Rangiku estava sozinha. Mas duas me chamaram a atenção: ela com um cara com cabelo branco. Uma eles estavam abraçados, e em outra se beijando.

–Então é esse o seu namorado...- Sussurei para mim mesmo.

Alguns minutos e ouvi a Loira conversando ao telefone, de forma abafada. E adivinhe o que fiz? É, eu encostei na porta para ouvir. Um dia desses a curiosidade me mata.

– Eu não entendo o porquê de você simplesmente não me liga ou me atender. — E ela bufou. -Não me venha com "esqueci" ou "não tive tempo, me desculpe Matsumoto". Sinto sua falta, não te vejo há meses, não sei nem como você está. -E esperou pela resposta.- Nunca vou te entender assim Gin. Nunca vou entender o seu trabalho que te faz esquecer que tem vida. -E parou novamente.- Então vai lá, para suas tarefas importantíssimas, que eu fico aqui, vegetando por você.Eu te amo Gin, tente ver isso.- E desligou, chorando.

Abri a porta devagar, e fiz uma cara de sono. Perguntei o motivo dela está chorando e respondeu um simples "nada, estou com sono, boa noite." e se caminhou para quarto. Entretanto eu a parei, segurando seu braço.

–Rangiku, desde que eu te conheci, vi que você é meio triste, sabe. Por mais que ria, sempre tem aquele canto do seu olho perdido, encompleto. Por quê? Por que você continua com...- Ai percebi que tinha muitas chances de tomar um fora. Mas não foi isso que aconteceu.Ela me abraçou, chorando. Mesmo apenas gostando dela, aquilo doía. Ver ela para baixo, enquanto tinha muita vida.
– Sabe eu conheci me namorado em um bar, há vários anos. No começo eramos um típico clichê, sempre juntos. Mas com o tempo parece que o amo mais e ele se afasta mais ainda. Não sei porque ainda continuo, eram para eu nem me preucupar mais.- Sequei as légrimas que ainda insistiam em escorrer.Não sei o que eu fiz, nem sei se era certo. Simplismente levante seu rosto e me aproximei, encostando meus lábios ao dela. Um selinho, digamos. Mas sastifatório. Não me afastou, e nem aprofundou o beijo. E não fui eu que fiz. Simplesmente nos separamos e ela foi para o seu quarto enquanto eu tentava entender o que aconteceu e pensar no que veria agora.
Até porque um beijo pode matar alguém?

Notas finais
Agora, depois disso tudo, por favor não me matem. Qualquer erro é só avisar. Bjkas ASKO