Notas iniciais
Oi, meus lindos e lindas! Aqui vai mais um capítulo... Boa leitura! ♥

Hugo Weasley

Campo De Quadribol

Treinamento da Lily

—Lily!

Fui caminhando até o corpo da Lily, que estava inconsciente. O feitiço que ela utilizou não impediu o impacto dela no chão, apenas o diminuiu.

A peguei no colo, e fui a carregando para a enfermaria. Durante o caminho, fui pensando em alguma desculpa para a queda da Lily.

“Ela tropeçou nas escadas”? Não, ela estaria muito pior se tivesse caído.

“Ela caiu da janela”? Não muito difícil de acreditar.

“Ela estava treinando feitiços e um deu errado”?

Quer saber? Eu não estou com paciência para pensar em uma desculpa, vou cuidar dela eu mesmo. Ou talvez, não sozinho.

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Lily Luna

Cabana Do Hagrid

Depois Do Acidente

Fui abrindo os olhos bem devagar, pois ainda sentia dor. Quando os abri por completo, percebi que estava em um lugar muito familiar.

—Lílian? Lily? Você está bem?

—Hagrid...? – murmurei.

—Calma, pequena, você ficará bem. – falou, se sentando na beirada da cama, onde estava deitada, e com beirada, quero dizer que ele ocupou quase metade da cama. – Foi uma queda e tanto, mas graças ao feitiço, você não se machucou tanto.

Ia me levantar, mas quando me apoiei no meu braço direito, senti uma dor imensa, e percebi que ele estava enfaixado, com uma mancha enorme de sangue.

—O que aconteceu com o meu braço?

—Na hora da queda, você se protegeu com o braço, por isso ele está quebrado, e o corte foi por causa de uma pedra que estava lá.

—E por que estou aqui?

—Hugo te trouxe logo após o acidente.

—Quanto tempo faz?

—Nem duas horas, querida, fique tranquila.

Respirei fundo, e me levantei, mas dessa vez, estava usando o outro braço.

—Hagrid, por que estou aqui e não na enfermaria?

—Não sei responder. – disse nervoso.

—Hagrid...

—Ah, tá bom. Hugo te trouxe aqui porque sabia que se levasse você na enfermaria, ele arranjaria encrenca.

—Eu não acredito! Sou a prima dele, e ele se preocupa mais em não receber um berrador do que comigo? – gritei, indo em direção a porta e a abrindo.

—Lily, onde você vai?

—Eu vou... eu vou... Aff, eu vou ao dormitório dormir. Boa noite, Hagrid.

—Boa noite, querida. – suspirou.

Fui caminhando até o dormitório, chorando baixinho, por causa da dor. Me deitei, secando as lágrimas no travesseiro, e dormi.

No Dia Seguinte...

Acordei com três pares de olhos me encarando.

—Falei que ela não tinha morrido! – disse Rose.

—Mas olha quanto sangue ela perdeu de noite! – gritou Roxanne.

—Aff, gente! Parem de discutir e vamos ajudar ela! – falou Domi.

—Gente, eu não preciso de ajuda, eu estou bem. – ou estava, até ver a poça de sangue que tinha na minha cama.

De repente, comecei a ficar zonza. Me senti muito fraca, e tudo ficou preto. Esperei pelo impacto no chão, mas ele não veio. Acho que alguém me segurou.

—Muito obrigado, senhora. – ouvi. Acho que era Albus, mas não tinha certeza.

—Olhem, ela está acordando! – gritou Domi.

Olhei em volta, e vi que estava na enfermaria. Tentei me lembrar porque estava ali, mas não conseguia. Olhei para o meu braço, e vi que ele estava enfaixado de novo, mas dessa vez não tinha sangue.

—Você está bem maninha? – perguntou James.

—Acho que sim... Não consigo me lembrar muito bem do que aconteceu.

—Você tinha perdido muito sangue, e desmaiou. Só não caiu no chão porque essa linda aqui te segurou antes. – disse, dando um beijo na bochecha da Domi.

—Eu não podia deixar minha melhor amiga se machucar mais. – falou. Lancei um sorrisinho para ela. – Lily, como você se machucou?

Todos estavam com uma expressão de curiosidade, mas não consegui contar a verdade.

—Eu estava estudando na biblioteca, mas percebi que já era tarde. Então, corri para o dormitório, e tropecei, machucando o braço. Eu estava com medo de ir para a enfermaria, porque sabia que era contra as regras ficar na biblioteca até tarde.

—Lily, você estava louca? – começou Albus. – Não podia ir dormir com o braço todo machucado!

—Eu estava com medo, Albus...

—E, outra pergunta, como seu braço estava enfaixado? — eu estava quase chorando, não conseguia pensar em outra mentira, e nem queria. Não gosto de mentir para a minha família. – Me responde, Lily!

—Ei, Albus, calma! – gritou Rox, afastando Albus de mim. – Ela tá machucada, você quer mesmo brigar com ela agora?

Albus não respondeu, só saiu da enfermaria, bufando.

—Não liga pra ele, Lily. Ele tá só estressado. – disse. – Não precisa nos contar sobre o acidente agora. Pode descansar.

—Obrigada, gente... – todos se levantaram, e se dirigiram a saída. – Pessoal, alguém pode ficar comigo?

—Eu fico. – falou Domi, sorrindo.

—Não, Domi, eu sou o irmão dela, eu devia ficar. – disse James.

—Não, Jay. Tudo bem. Pode ir.

James dá um beijo em Domi e sai.

—Então, você vai querer dormir?

—Não, Domi. Podemos conversar?

—Claro! Sobre o que quer conversar? Garotos? Estudos? Garotos?

Ri, e me levantei da cama, ficando sentada na frente dela.

—Bom, que tal sobre garotos?

—Tá bom, então, se você quiser... – riu.

—Ok, tem um garoto, da sua sala, que eu tenho uma quedinha por ele... E acho que ele me cantou outro dia...

—Sério? Quem é? O Thomas Davey?

—Não, o Henry Longbottom.

Seu queixo quase caiu.

—Henry? O melhor amigo do James?!

—É, ele mesmo.

—Meu Deus, Lílian, se o James descobre isso...

—Mas a gente mal se viu! Nós nos cumprimentamos, ele me chamou de linda e nos despedimos, foi só isso!

—Lily, você conhece seu irmão? Lembra daquela vez que estávamos na estação, saindo do trem, e um garoto me chamou de “gatinha”?

—Espera, foi só por causa disso que ele voou no pescoço do coitado?! Ele é bem mais ciumento do que eu pensava...

—Mas então, você vai chamar ele pra sair?

—Não sei... Será que eu deveria?

—Claro! Você deve sair daqui amanhã, e tem o passeio por Hogsmeade! Você deveria chamar ele pra ir com você!

—Mas e o James?

—Eu cuido dele, não se preocupa!

—Obrigada, Domi! Só espero que dê certo...

Notas finais
Quem mais por aqui ama a Dominique, além de mim? Até o próximo capítulo! ♥