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26 Capítulo XXVI
Notas iniciais
CAPÍTULO XXVI
Seu coração acelerou no peito e seu estômago embrulhou com a vontade de vomitar. O meu lhe encharcou, fazendo-a empurrar-se para trás na cadeira, agarrando os braços da mesma com força enquanto os olhos estavam fixos na pessoa que estava parada na porta.
Demorou um pouco para conseguir abrir a boca, e quando conseguiu, o que disse foi:
— O que faz aqui?
Joana lhe encarou de volta com um olhar abatido. Rachel olhou ao redor, procurando algo que pudesse usar como arma para se defender da mulher na sua frente.
— Eu não vim aqui pra brigar, Rachel. — Joana falou e sua voz fez com que Rachel apertasse a mandibula de ódio.
— Então o que porra você está fazendo aqui? — Rachel nem ao menos falava palavrão, mas aqui estava ela, falando o que lhe vinha na cabeça.
Joana abaixa a cabeça por um tempo e Rachel olha ao redor mais uma vez. Porque não tinha nada para usar como arma? Qualquer movimento que Joana fizesse para cima dela ela estaria indefesa!
— Você não precisa ter medo de mim. — Joana avisa e Rachel arregala os olhos antes de soltar uma risada sarcástica.
— Sério que você está me dizendo isso? Você? A pessoa que vem me ameaçando por cinco anos, está me dizendo que eu não preciso ter medo.
— Eu sei o que eu fiz, Rachel. Foi errado. — Ela continua e Rachel balança a cabeça.
— Como é que você está aqui na minha frente me falando isso?
Joana parecia impaciente, para respirou fundo e tentou voltar para onde estava.
— Eu vim aqui pra conversar, apenas isso.- Ela ergue as mãos em rendição e Rachel olha para suas mãos rapidamente, procurando alguma arma ou qualquer coisa que pudesse lhe machucar. — Eu sei que você tem motivos para se sentir assim, e é sobre isso que quero falar.
— Achei que você não deveria sair do país. — Rachel observou curiosamente olhando para a bolsa de Joana.
— Eu sei disso, mas eles me liberaram até aqui porque uma parte da minha família é daqui então... — Ela deu de ombros. — E também você não pediu a medida restritiva contra mim, apenas contra o Anthony.
Rachel arregalou os olhos. Ela não acreditava que tinha feito isso. Tudo bem que o seu medo do Anthony era bem maior do que o medo da Joana, mas ela deveria ter pedido para os dois.
— Já estou me arrependendo disso...
— Não precisa se arrepender, eu vou falar rápido. — Joana diz e se encosta ao lado da porta do camarim, respirando fundo, aparentando nervosismo. Era Rachel quem deveria estar nervosa! Não essa mulher! — Eu vim me desculpar.
Rachel não conseguiu evitar a gargalhada que escapou.
— Você veio se desculpar? Depois de tudo que fez? Depois dos cinco anos que...
— Sei o que fiz, Rachel. — Joana lhe cortou, ela pareceu irritada, mas não demonstrou muito, parecia não querer assustar Rachel. A morena não entendeu exatamente o que estava acontecendo, mas parou de rir para escutar.
— Tudo bem, fale. — Apontou para Joana e esperou, ela iria escutar o que ela tinha pra dizer. Mesmo sendo muito idiota por fazer isso.
Joana era uma mulher, e Rachel ainda era mais alta do que ela, então estava em vantagem, se ela fosse para cima da morena... bem, ela não sabia exatamente o que fazer, mas iria reagir.
— Sei bem o que fiz para você e o James, e também sei que foi extremamente errado.- Ela puxa o ar como se fosse a coisa mais difícil a se fazer no momento. Rachel escolheu ficar em silêncio e aguardar. — E eu vim aqui apenas para... apenas para me desculpar por tudo o que fiz. E sim, eu sei que vai ser difícil você me desculpar, e por isso quero falar sobre o meu relacionamento com Anthony e fazer você entender, nem que seja um pouco, o meu lado da história.
Rachel arregalou os olhos, ela foi tão rápida em falar tudo e tão direta, que a morena ficou realmente surpresa. E mais ainda quando Joana lhe pediu desculpas. Ela nem sabia o que pensar depois disso.
— Joana...
— Anthony foi o meu melhor amigo na escola. — Ela começou a falar nervosamente. — Ele nunca foi uma boa influência, mas mesmo assim, não parei de andar com ele. Meus pais morreram depois de dois anos que nos conhecemos e eu passei a viver com a minha avó, só que eu não gostava dela, portanto eu praticamente ficava na casa dele. Anthony era manipulador... bem, ele ainda é. Ele... — Ela passou uma mão pelo rosto. — Ele me influênciou até o ponto em que eu passei a me auto mutilar.
Os olhos de Rachel foram para o pulso de Joana, vendo-a cobri-lo rapidamente.
— Eu não faço isso mais. — Ela acrescentou rapidamente. — Parei depois de um ano, comecei a ver um psicólogo e melhorei um pouco, mas eu passei a ter medo dele. Tanto medo que passei a fazer exatamente qualquer coisa que ele mandava. — Ela respirou fundo, olhando para o teto do camarim. — Ele tinha esse plano de conseguir dinheiro fácil. Tinha contatos para que nunca fôssemos pegos. De acordo com ele, era o plano perfeito.
— Vocês fizeram muitas vítimas antes de James e eu. — Rachel murmurou tão baixo que ficou surpresa por Joana ter escutado.
— Eu sabia que estava agindo errado desde o início, mas ele sempre continuava falando que estava tudo bem, que também estávamos ajudando vocês. — Ela lambeu os lábios e soltou uma risada sem humor. — Anthony sempre ameaçava vocês, mas eu nunca soube porque. Eu nem ao menos sabia com o quê ele ameaçava! — Ela riu mais uma vez antes de balançar a cabeça e olhar para Rachel. — Quando eu falei com o seu advogado... Noah, eu acho. Ele me falou as chances que eu teria se eu confessasse.
Rachel ergueu os olhos com uma velocidade tão alta que seu pescoço estalou.
— Noah sabia disso? — Ela perguntou. Noah não tinha falado nada sobre o assunto, sempre ocultando quando Quinn lhe perguntava se tinha alguma novidade. Agora as coisas estavam um pouco claras. Puck nunca iria se sentir satisfeito sem uma conclusão, Quinn mesma lhe disse isso.
Joana acenou rapidamente, ficando confusa.
— Ele pediu para falar em particular comigo, conversamos rapidamente sobre o caso então eu acabei falando que não sabia de tanta coisa sobre o Anthony. Ele ficou surpreso e me pediu para falar para ele tudo o que sabia. — Ela deu de ombros. — Eu senti tanta confiança nele, confiança essa que eu não sentia desde que meus pais faleceram. — Ela solta uma risada com mais humor do que antes. — Acabei contando tudo o que sabia e ele me pediu para confessar antes da audiência. E só fiz isso quando ele me prometeu que Anthony não ia ficar sabendo.
Rachel assistiu ela suspirar e dar de ombros, como se já não soubesse mais o que falar. A morena acenou lentamente, ela ainda não sabia se deveria acreditar nela, mas Joana estava aparentando não só nervosismo, mas também medo. Uma espécie de medo que ela mesma conhecia. Era o mesmo medo que ela sentia quando Anthony estava no mesmo ambiente ou quando Joana ameaçava chamá-lo.
— Eu... realmente não sei como posso acreditar nisso. — Rachel confessou soltando um suspiro. — Entendo o que você disse, mas...
— Eu sei, foram cinco anos, Rachel. Sei o tipo de tortura psicológica que você passou. — Joana acena e se aproxima. Rachel não se sente na vontade de recuar. — Eu passei por algo parecido por vinte anos e é por isso que estou aqui pedindo para que me desculpe pelo que fiz com você por esse tempo.
Rachel olhou nos olhos claros de Joana, ainda não tendo a completa certeza de que deveria desculpá-la.
— Joana, eu... Eu posso pensar sobre o assunto? — Perguntou e Joana assentiu, ainda sorrindo quando terminou. — Estou confusa com tudo isso.
Joana acenou mais um pouco.
— Eu imagino. — Ela dá de ombros. — Só quero que não tenha medo de mim quando me ver na rua ou em qualquer outro lugar. A pessoa que você deve temer já está atrás das grades.
Rachel concordava com isso.
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Quando as filmagens do dia acabaram e Rachel voltou para seu apartamento, a primeira coisa que ela fez foi ligar para Quinn e contar tudo o que Joana lhe contou. A fotógrafa pareceu cética no inicio, mas no decorrer da história, ela estava pensativa. Rachel pediu para que ela ligasse para Puck e confirmasse a história e Quinn não hesitou em fazer isso enquanto estava em uma chamada no Skype com Rachel.
Elas estava deitadas na cama se olhando através da webcan do notebook. A morena observava ela falando com Noah no telefone, fazendo perguntas que Rachel tinha em sua mente, e sorrindo para Quinn sempre que ela acertava na pergunta. Quando terminou de falar com ele, Quinn desligou o telefone e cruzou os braços sobre o queixo, olhando para a morena na tela.
Parece que ela não está errada. — Quinn fala e Rachel franze o rosto.
— Noah confirmou tudo. — Supôs e Quinn acenou.
— Ele fez toda uma pesquise em cima de Joana e parece que ela tem um histórico no psicólogo depois que seus pais morreram. — Quinn dá de ombros. — Acho que ela realmente está certa.
Rachel desvia o olhar pensativa.
— Acha que devo perdoá-la? — Perguntou e Quinn comprimiu os lábios desviando o olhar para um ponto ao lado do notebook.
— Rachel, eu não estava lá. — Ela volta a olhar para Rachel. — Você estava. Você escutou tudo o que ela disse e assistiu todas as suas reações. Quem tem que responder essa pergunta é você.
Rachel olhou para os olhos verdes da sua namorada por alguns segundos, pensando no que deveria fazer. Rosnou frustrada quando sua mente não conseguia trabalhar de tão confusa.
— Eu queria tanto ter certeza de que ela está falando a verdade.- Resmungou e Quinn riu suavemente.
— Provavelmente você tem, mas não sabe se quer perdoá-la. — A fotógrafa supôs e Rachel voltou os olhso pra ela.
— Então você acredita nela?
Quinn deu de ombros e comprimiu os lábios.
— Só acho que ela não teria ido atrás de você se não fosse verdade.
Rachel passou um tempo para compreender, mas acenou para Quinn.
— Então eu tenho bastante o que pensar. — Murmurou e Quinna acenou com um sorriso.
— Tenho que desligar? — Perguntou e Rachel riu ao ver o beicinho da loira.
— Se você quiser ficar olhando pra mim, então não precisa.
— Então não vou desligar. — E o beicinho deu lugar a um sorriso lindo que Rachel era apaixonada.
— Eu te amo tanto. — Saiu antes que pudesse se segurar, mas não tinha que se arrepender, afinal sabia que era correspondida na mesma intensidade.
— Eu sei. — Quinn piscou e Rachel revirou os olhos.
— Claro que sabe.
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Rachel abaixou-se ao lado da criança, envolvendo-a em um abraço. Seu corpo inteiro tremia em um choro compulsivo e ela escutava a criança bater em seus ombros suavemente, pedindo-a para não chorar e falando que estava tudo bem, mas Rachel apenas apertou a criança, demonstrando tamanha felicidade que sentia por tê-la em seus braços.
— Corta!
Rachel soltou-se da garotinha que sorriu quando seus olhos se encontraram.
— Eu sempre acho que você está chorando de verdade. — A menina disse sorrindo encantada enquanto Rachel enxugava os olhos e ria.
— É porque você me ajuda, Mel. — E piscou para ela antes de se levantar. Passou a mão pelo cabelo castanho curto da garota, que sorriu corando suavemente. — E você está muito bem pra alguém da sua idade! Meus parabéns!
Mel corou mais uma vez e agradeceu antes de sair correndo para seu camarim aonde sua agente lhe esperava na porta dele com um sorriso. Rachel admirou a garota e balançou a cabeça com um sorriso.
Ela adorava crianças.
— Rachel. — Kurt se aproximou dela quando a morena sentou-se na cadeira que tinha seu nome. Ele lhe entregou uma garrafa de água e ela prontamente a abriu. — Você está indo muito bem, melhor do que esses diretores esperavam.
Ele tinha aquele olhar superior que divertia Rachel.
— Bem, eu tento. — Deu de ombros.
— Claro que sim. — Ele sorriu e empurrou ela suavemente, fazendo-a rir. — Então, acho que já acabou por hoje.
Kurt fala e Rachel olha por cima do ombro vendo todos recolherem suas coisas e irem embora. Ela suspirou e acenou, apanhando a garrafa de água e indo na direção do camarim com Kurt.
— O que quer fazer hoje? — Ela lança um olhar para Kurt que estava passando a mão pela gravata vermelha antes de prestar atenção de Rachel.
— Não sei, achei que você queria passar a noite conversando com sua outra metade. — Ele ergue as sobrancelhas maliciosamente e Rachel solta uma risada.
— E eu quero, mas ela vai precisar passar a noite trabalhando. — Rachel solta um suspiro, fazendo beicinho enquanto arrumava suas coisas para ir embora. — Santana a entupiu de trabalho mais uma vez.
Kurt soltou uma risada e abriu a porta para Rachel sair do camarim.
— Então você é toda minha? — Rachel acenou e ele deu um saltinho antes de correr para o carro e entrar nele, seguido pela morena. — Nós vamos para um bar maravilhoso que tem perto do hotel que eu estou ficando. Ouvi dizer que lá os bartenders são... — Ele suspira encantado e Rachel revira os olhos.
— Sou comprometida, Kurt. E bem gay, você já deveria saber, afinal, foi o primeiro a saber. — Ela riu quando ele soltou um bufo.
— Eu sei, mas não só bartenders homens, mas mulheres também. — Ele pisca para Rachel, que revira os olhos. — Ah, fala sério! Vai dizer que a sua Quinnie não admira outras pessoas? O que os olhos não vêem o coração não sente, meu amor.
Rachel riu e balançou a cabeça, ela olhou para a janela, vendo as lojas passando enquanto Kurt dirigia pela cidade. Sim, ela sabia que Quinn admirava outras pessoas quando não estava na presença de Rachel, aquelas fotos de modelos antes do aniversário dela foram provas suficientes. Mas ela não se incomodava com isso, também admirava outras mulheres, mas nem por isso deixaria de amar Quinn.
— É, acho que pode ser bom pra mim. — Ela acenou e Kurt soltou um grito antes de acelerar o carro.
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Kurt estava animado demais para o bar que eles foram. Rachel não estava surpresa. Era apenas um bar comum, e mesmo assim, ele parecia extremamente animado para chegar lá. Assim que chegaram, sentaram-se em uma mesa e rapidamente um rapaz se aproximou usando uma roupa que Rachel percebeu ser dos garçons do bar.
E ela finalmente entendeu a animação dele.
Os dois começaram a flertar e ela só queria vomitar enquanto tomava longos goles do seu sangria.
— Vai só tomar isso, Rach? — O rapaz lhe perguntou e Rachel franziu o cenho. Que intimidade era aquela? Ela nem ao menos sabia o nome dele!
Olhando para o seu sangria, Rachel respirou fundo.
— Acho que sim. — Resmungou voltando a tomar o liquido avermelhado.
Mesmo sem olhar para Kurt, ela sabia que ele lhe lançava um olhar feio.
Quando seu sangria acabou, Rachel levantou-se e avisou que pegaria mais, mas não foi escutada, os dois estavam muito ocupados com as bocas se chupando. Ela revirou os olhos e continuou o seu caminho até o bar.
— O que vai... Rachel? — A morena ergueu os olhos e os arregalou quando viu quem estava diante dela. — Não imaginava que fosse encontrá-la mais uma vez.
— Eu que estou surpresa por encontrá-la. Principalmente aqui.
Era Joana. E ela parecia bem tímida por estar alí. Foi então que Rachel percebeu o que ela fazia alí.
Joana usava uma camisa de botão de cor amarelo claro e uma gravata vermelha com suspensórios pretos. Seu cabelo castanho estava preso em um rabo de cavalo alto e usava uma maquiagem suave. Rachel não sabia nem que Joana usava esse tipo de maquiagem. Sempre teve a imagem de Joana com maquiagens pesadas e sempre muito sexy, e vendo-a alí foi bem diferente.
— Arrumei esse emprego depois que saí de Nova Iorque. — Joana se explica e Rachel acena, ainda chocada por vê-la alí com aquelas roupas. — E também foi o único lugar que me aceitou sem querer saber do meu passado.
Rachel acenou mais uma vez, Joana melhorava aos poucos na mente dela. A morena não imaginava que sua ex-agente fosse, algum dia, trabalhar em um bar e usar esse tipo de roupa.
— É realmente uma surpresa. — Fez questão de falar e sorriu suavemente, vendo Joana relaxar com isso e se abaixar para pegar algo atrás do balcão.
— Não imaginava que fosse vê-la por aqui sem a Fabray. — Joana comentou ainda atrás do balcão e Rachel ficou curiosa para saber o que ela iria pegar.
— Quinn está em Nova Iorque, ela vem as vezes para ficar comigo. — Respondeu dando de ombros e viu Joana erguer-se atrás de balcão com um sorriso.
— O que quer beber? Será por minha conta. — Joana disse e colocou um cardápio na frente da morena, que ergueu ambas as sobrancelhas para o papel antes de voltar-se para a ex-agente. Joana deu de ombros. — Eu preciso me redimir de algum jeito, mesmo que seja pra continuar tentando pra sempre.
Rachel sorriu mais um pouco e apontou para uma foto no cardápio e Joana acenou, pegando as coisas e começando a preparar.
— Sobre isso... — Rachel começou e Joana lhe lançou um olhar rápido enquanto preparava sua bebida. — Eu conversei um pouco com Quinn esses dias... sobre o que você dissse. — Os olhos de Joana tinham um brilho diferente quando ela lhe lançou outro olhar, um brilho bom. Rachel se sentiu motivada para continuar. — Eu posso estar sendo idiota e posso me arrepender bastante disso depois, mas agora... — Rachel deu de ombros, cruzando os braços sobre o balcão. — Eu tenho certeza de que não vou me arrepender disso. Então sim... eu vou perdoar você por tudo que fez.
Joana arregalou os olhos, colocando a bebida na frente de Rachel.
— O mojito está pronto. — Foi o que ela conseguiu dizer antes que um sorriso rasgasse em seus lábios. — Está falando sério?
Rachel apanhou seu mojito, girando o canudo dentro do copo e dando de ombros. O sorriso crescendo em seus lábios.
— É. Eu posso me arrepender depois, mas por enquanto, estou feliz com a minha decisão. — Confessou e Joana riu, curvando-se no balcão.
— Vou fazer com que não se arrependa. — Ela garante e Rachel acena antes de tomar um gole do mojito.
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— Então quer dizer que perdoou ela? — Rachel acenou e Quinn sorriu orgulhosa. — É parece que te criei bem.
Rachel revirou os olhos.
— Não me trate como uma criança, Quinn.
Quinn riu e se inclinou na tela do notebook, fazendo Rachel corar ao ver o quão lindo era o brilho nos olhos da namorada.
— Acha que fez a escolha certa?
Rachel respirou fundo. Ela não tinha se feito essa pergunta desde que olhou nos olhos de Joana e lhe perdoou. Agora que Quinn lhe perguntou, Rachel sabia a resposta correta.
— Sim. — Respondeu simplesmente, comprimindo os lábios pensativamente antes de cruzar os braços sob o queixo e inclinar a cabeça para o lado. — Joana entendeu a situação, e ela se arrepende. Eu sei que o arrependimento é uma das piores sensações existentes.
Quinn acenou lentamente, ainda com os olhos fixos nos de Rachel através da tela do notebook.
— Foi muito bom da sua parte ter perdoado-a. — Quinn fala e Rachel sorri para ela, sentindo-se orgulhosa de si mesma. Ela se sentia bem por ter perdoado Joana. Mesmo depois de tudo, ela apenas tinha que perdoar. — Então, o que você acha de termos uma maratona de sexo amanhã?
Rachel arregalou os olhos e ergueu as sobrancelhas.
— Maratona? — Engoliu em seco já sentindo seu corpo corresponder ao tom sensual e rouco que Quinn usou para perguntar.
— Sim. — Quinn continuou com um sorriso sexy formando em seus lábios. — Soube que você terá folga amanhã e, por bastante coincidência, também terei folga.
Rachel cerrou os olhos.
— Você entrou no meio e-mail e viu que Kurt tinha me mandado a minha agenda de gravação, então implorou para Santana lhe dar folga. — Ela supôs e viu as bochechas de Quinn se avermelharem.
— É...
— Acho que eu não deveria ter te dado a minha senha, mas... — Rachel lambeu os lábios sedutoramente antes de lançar um olhar sedutor para Quinn sob os cilios. — Até agora não vi desvantagem em ter lhe dado.
Quinn imitou seu sorriso, soltando uma risada rouca.
— Eu só não pego um avião agora porque eu já procurei e não tem nenhum.
Rachel soltou uma gargalhada e Quinn lhe acompanhou.
Deus! Ela amava essa mulher.
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O corpo de Rachel estava curvado na cama, sua testa apoiada no colchão enquanto suas mãos apertavam os travesseiros com força. Atrás dela, curvada sobre ela, estava Quinn, que portava um sorriso enorme nos lábios a cada gemido baixo da morena, seja de dor ou excitação.
— É bom, né? — Quinn brincou e escutou um gemido baixo, rindo logo em seguida. — A vingança é realmente boa.
— Cala a boca, Quinn. — Rachel pediu e sua voz saiu mais alta do que deveria. Quinn apenas riu. — Caralho...
— Olha só! Um palavrão! Ahhh, Rachel, se palavrões. Olha a boca. — Quinn continuou debochando e balançou o quadril, enterrando o pênis de borracha mais profundamente dentro de Rachel, que gemeu dolorosamente. Quinn ficou preocupada. — Sabe que tem que relaxar, né?
— Se eu estivesse mais relaxada, estaria morta. — Rachel rosnou lançando um olhar por cima do ombro, Quinn sorriu para o olhar feroz. — Me fode logo que eu to quase gozando.
Quinn arregalou os olhos com isso. Então os gemidos não eram de dor! Sorrindo orgulhosa de si, agarrou as coxas de Rachel, separando-as antes de enterrar-se mais profundamente nela, e balançar os quadris para frente e para trás, apreciando os gemidos que Rachel soltava.
— Então você realmente tem uma coisa por bundas. — Quinn comentou curiosamente, ainda mexendo-se dentro de Rachel com as mãos apertando a carne das coxas da morena. — E eu achei que era só pela minha bunda, mas aparentemente, você gosta de ter coisas na sua bunda também.
— Cala a boca, Quinn! — Rachel rosnou em meio a um gemido e Quinn riu, subindo as mãos para a bunda da morena e estapeando deliciosamente. — Ugh, merda...
— Eu estou no controle aqui, Rach. Não adianta me mandar calar a boca. — Quinn avisou e amassou a carne da bunda da morena, afastando-as e observando o pênis de borracha entrando e saindo do pequeno orifício. Ela estaria mentindo se dissesse que aquilo não estava fazendo nada para si. Porra. Ela estava quase gozando só de ver aquilo.
— M-mais... — Rachel tentou pedir e Quinn deixou arrastar um sorriso malicioso em seus lábios.
— Claro que sim, meu amor. — E aumentou o ritmo, escutando um grito da morena e o travesseiro que estava sob a mão da morena, rasgando antes que as penas voassem pelo quarto. — Puta merda!
Quinn soltou uma gargalhada, mas Rachel não teve tempo para rir quando o orgasmo lhe abateu. Quinn parou de rir para assistir o corpo da morena ondulando antes que ela caísse para frente tremendo e soltando suaves gemidos, seu próprio corpo parecia que iria explodir enquanto assistia isso.
Retirou o pênis de borracha de dentro da morena e jogou-se ao seu lado, observando as penas voando pelo quarto.
— Acho que isso foi mais intenso do que eu esperava. — Quinn murmurou rindo e olhou para o strap-on ainda em si. Virou para ver Rachel ofegante e sorriu. — Como se sente?
— Eu não vou sentar por um bom tempo. — Ela resmungou em resposta, o corpo ainda tremendo e Quinn riu apoiando a cabeça na mão.
— Que tal sentar no meu colo agora? Eu realmente quero mais. — Quinn fez beicinho para Rachel que abriu os olhos.
— Você tem sorte que tudo isso só me deu mais tesão. — Rachel comenta antes de tentar se levantar, gemendo e se arrastando para sentar-se no colo de Quinn. — Agora você coloque dentro do lugar certo.
Quinn riu e acenou antes de pegar o pênis de borracha atrás de Rachel, ela se inclinou para frente, encostando a testa na da namorada e sorrindo sensualmente para ela. Quinn retribuiu o sorriso fazendo questão de escorregar a cabeça do pênis de borracha pelo orifício apertado da morena, escutando um gemido baixinho antes de enterrar-se na vagina dela.
— E agora? — Quinn perguntou depois dos segundos que passaram apenas naquela posição, sem nenhuma se mover.
— Eu estou com dores em todos os lugares, mas você me deixou com tesão. — Rachel falou e ergueu a cabeça do ombro da namorada para erguer as sobrancelhas para ela. — O que vai fazer?
Quinn revirou os olhos e virou a morena na cama. Rachel prontamente envolveu a cintura dela com as pernas.
— Você é bem folgada. — Quinn comentou e ofegou quando sentiu as unhas da morena afundando-se na sua nuca.
— Me fode logo, Quinn. — Rachel ordenou e Quinn riu antes de balançar os quadris rapidamente, sentindo as unhas da morena afundando-se mais ainda em sua nuca e arrastando-se até seus ombros. — Isso...
Quinn enterrou o rosto no pescoço da morena, chupando e mordendo-o, escutando os gemidos dela em seu ouvido, e ela tentando abafar contra seu cabelo loiro. Os dedos de Rachel subiram para sua nuca mais uma vez, enterrando-se no cabelo loiro antes de puxar Quinn para um beijo. Seus lábios envolvendo-se em um beijo molhado e ofegante.
E esse beijo durou até que Rachel gemesse sob Quinn, tremendo suavemente antes de morder o lábio da fotógrafa e fechar os olhos com força. Quinn afastou-se do beijo, gemendo quando seu próprio corpo tremeu com o orgasmo eminente e enterrou o rosto no cabelo castanho.
— Eu... eu vou... — Quinn gemeu e apertou a mão no colchão.
— Eu sei... — Rachel gemeu e puxou o cabelo de Quinn mais uma vez.- Goza comigo, Quinn. — Gemeu e apertou os lábios na bochecha da loira, abrindo a boca e soltando um gemido longo que foi abafado pela pele dela.
Quinn apertou os dentes e sentiu Rachel lhe abraçando mais apertando, antes que ambas tivessem um orgasmo. Seu corpo inteiro tremeu com o de Rachel e a morena ofegou contra sua bochecha, tremendo fortemente antes de soltar curtos gemidos e relaxar.
Depois de alguns minutos apenas abraçadas com o pênis de borracha ainda enterrado profundamente em Rachel, Quinn jogou-se para o lado, escutando a morena soltar um gemido baixo, fazendo-a sorrir. Quinn retirou o strap-on e relaxou na cama, sentindo as penas do travesseiro colarem em seu corpo suado.
— Ainda bem que não estamos em um hotel. — Quinn comentou enquanto Rachel se contorcia para deitar para mais perto dela, colocando a cabeça em seu ombro.
— Porque? — Rachel já estava de olhos fechados, a sua pergunta saiu em um tom extremamente sonolento, divertindo Quinn.
— Você percebeu que estourou um travesseiro com a mão?
E olhou pra baixo, encontrando o olhar divertido de Rachel.
— Eu não tinha percebido até agora. — Ela levantou a mão e Quinn riu ao ver penas grudadas por causa do suor.
Quinn apanhou algumas penas quando uma ideia surgiu na sua cabeça. Rachel franziu o rosto confusa enquanto a loira reunia penas em seu peito.
— Tive uma ideia. — Quinn disse quando tinha percebido a nuvem de confusão da morena. Ergueu os olhos para ela com um sorriso divertido.
— Já até imagino. — Rachel murmurou e Quinn riu e se inclinou para pegar a câmera no chão. A morena franziu o rosto. — Quando foi que...?
— Eu sempre tenho a minha câmera por perto, Rach.
Rachel apenas revirou os olhos e ajudou Quinn a cobrir o próprio peito com as penas, soltando leves risadas com as cócegas que sentia. Quando estava tudo pronto, Rachel passou a mão pelo cabelo de Quinn, que ela mesma tinha desarrumado, e deitou em seu ombro.
— Agora tira logo essa foto. — Ordenou sorridente e Quinn riu, fechando os olhos e respirando fundo.
— Se ficar boa, vou colocar na parede do nosso apartamento. — Falou rapidamente e não esperou reação da morena, logo sorriu preparando-se para a foto.
Rachel arregalou os olhos.
— Você comprou...?
E a foto foi tirada.
Quinn saiu sorrindo marota e Rachel tinha um olhar assustado para ela, seu corpo erguendo-se um pouco sobre o da loira. As penas estavam em todos os lugares sobre elas, escondendo a nudez.
Definitivamente seria colocada na parede mais visível do apartamento que Quinn comprou para elas.
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