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21 Capítulo XXI


Notas iniciais
Hey! Mais um capítulo aqui! Espero que gostem e, por favor, leiam as notas finais. Boa leitura!

CAPÍTULO XXI

Rachel estava colocando uma xícara em cima do balcão quando escutou Quinn sair do banheiro. Ergueu os olhos para ela e a viu vestindo a camiseta preta que Rachel colocou para ela. A morena sorriu suavemente e preencheu a xícara com o café que tinha feito. Quinn logo entrou na área da cozinha, sentando-se no balcão e se encolhendo um pouco dentro do moletom.

— Achei que você não soubesse fazer café. — Quinn murmurou divertida e tomou um gole, gemendo baixinho e Rachel soltou uma risada.

— Claro que eu sei fazer café! — Brincou e inclinou-se no balcão, assistindo Quinn tomar mais alguns goles do café. — É um dos meu vícios, como poderia alimentá-lo se não aprendesse a fazer?

— Nisso eu concordo. — Quinn sorriu e continuou tomando. Rachel ficou em silencio, esperando que Quinn terminasse de tomar o café para que pudessem conversar.

Quinn continuou tomando e Rachel decidiu fazer café para si, ela não aguentava passar muito tempo apenas olhando para Quinn tomando café, então virou-se e tratou de preparar mais. Escutou uma leve risada e sorriu, sabendo que Quinn tinha entendido o que estava se passando na sua mente.

Quando Quinn finalmente terminou, elas andaram para a sala e sentaram-se no sofá, ambas suspirando suavemente antes de ficarem uma de frente para a outra. Quinn esfregava as mãos uma na outra, um sinal claro de nervosismo. Rachel cobriu as mãos dela com as suas e apertou suavemente.

— Por onde você quer que eu comece? — Quinn murmurou nervosamente e Rachel franziu o cenho.

— Por onde você quer começar? — Devolveu a pergunta e Quinn ergueu os olhos pra ela. Seus olhos tinham um brilho triste e Rachel quase pediu para que ela não falasse nada, mas ela precisava saber. Precisava conhecer Quinn de verdade.

— A minha irmã realmente morreu. — Começou e abaixou a cabeça logo em seguida. Rachel apertou suas mãos, aguardando o resto. — Aquela casa que fomos realmente é a casa dela, que ela usou para fugir de um ex-namorado obcessivo. Como eu te disse. — Rachel acenou e Quinn respirou fundo para continuar. — Só que quando ela voltou para o país... ele não ficou nem um pouco feliz por ela ter fugido dele.

— Ele a matou. — Rachel supôs e Quinn acenou soltando um suspiro.

— Sim. Ele a matou. Entrou escondido no apartamento dela e a matou enquanto ela dormia. O jeito mais injusto possível. — Ela lambeu os lábios e desviou o olhar para o outro lugar da sala. — Ele não escondeu que tinha matado ela. Ele fez uma tortura psicológica no meu pai. Ligando para ele e contando como ele adorou ter matado a Frannie...

Rachel supôs que Frannie seria a irmã de Quinn, acenando para que ela continuasse, mas quando ela não fez, a morena pensou em falar alguma coisa.

— Você o matou, Quinn? — Não foi bem uma pergunta boa para fazer agora, mas Rachel precisava saber. Quinn balançou a cabeça em negação, deixando Rachel confusa.

— Eu não o matei. — Ela disse e soltou uma risada sem humor. — Meu pai que matou.

— Mas...

— Sim, eu que ganhei algo na minha ficha criminal. — Quinn fala e balança a cabeça. — Mas não... eu não o matei. — Ela solta mais uma risada. — Mesmo que eu quisesse tanto! Eu não o fiz. Meu pai que fez.

— Então...

— Eu alterei a cena do crime. — Ela confessou sob a respiração e Rachel arregalou os olhos. — Com a ajuda de Puck e Santana.

— Quinn...

— Eu sei... é loucura. — Quinn soltou mais uma risada. Essas risadas estavam fazendo o corpo de Rachel tremer, e não é num sentido bom. — Meu pai estava cansado das ligações. Queria ter um encerramento da morte de Frannie, mas o idiota não parava de ligar. Então meu pai foi pra casa dele. Eu estava com a minha mãe quando ela recebeu a ligação. Meu pai estava chorando do outro lado da linha, era umas... dez horas da noite, eu acho... Minha mãe e eu fomos até onde meu pai estava.

Quinn respirou fundo. Ela precia enjoada. Rachel imaginava que a imagem que Quinn teve naquele dia tenha sido algo para marcar sua vida... talvez para sempre.

— Quinn... — Rachel tentou, mas Quinn apenas soltou um suspiro. Apertou as mãos da fotógrafa. — Se não quiser continuar...

— Eu preciso continuar, Rachel. — Quinn disse e Rachel franziu o rosto. — Eu preciso te contar tudo.

— Mas se você não...

— Eu vou conseguir falar, Rachel. — Quinn interrompe e fecha os olhos por alguns segundos. Rachel apertou suas mãos.

— Quero apenas que você entenda que já é o suficiente para mim. — Rachel falou cuidadosamente.

Quinn abriu os olhos e a encarou profundamente. Rachel levou uma mão até o rosto dela e acariciou suas bochechas, esperando que isso acalmasse um pouco o nervosismo de Quinn.

— Minha mãe vomitou assim que entrou no apartamento. — Quinn continuou ainda olhando nos olhos de Rachel. — Eu peguei os dois e os levei para casa. Meu pai não estava nada bem e minha mãe tentava consertá-lo e... eu não sei bem... meu pai não era mais o meu pai. — Seu olhar se perdeu por um tempo, caindo para algum ponto ao lado de Rachel. — Liguei para Puck e Santana e lhes pedi para me encontrarem no apartamento. Fiz um resumo da história para elas por telefone e eles me encontraram lá. Não demoramos para conseguir refazer a cena do crime. Puck entendia dessas coisas e Santana é uma grande fã de séries policiais. — Quinn soltou uma risada baixa e, por um segundo, Rachel imaginou se Santana iria gostar da sua série policial. Mas logo voltou-se para Quinn.

— E foi assim que você acabou com uma ficha suja. — Rachel supôs e Quinn acenou soltando um profundo suspiro.

— Puck foi meu advogado e me ajudou a declarar que foi legitima defesa. Foi dificil, mas a cena do crime que formamos provou isso. Dificil foi responder o que eu estava fazendo no apartamento dele. — Quinn franziu o cenho. — Mas conseguimos.

— Quinn... — Rachel perguntou-se mentalmente se deveria fazer essa pergunta, mas ela realmente queria saber, então: — Porque você resolveu assumir a culpa pelo seu pai?

Quinn continuou fitando um ponto ao lado de Rachel e a morena esperou até que ela lhe respondesse.

— Meu mãe... ela me pediu. — Quinn murmurou e olhou para as próprias mãos. Rachel arregalou os olhos. — Ela me pediu para resolver a situação e que... que meu pai não tinha condições de ser preso.

— Quinn...

— Ela tinha razão. Meu pai não tinha condições. Ele... depois de tudo ele... — Ela respirou fundo, como se não conseguisse falar isso. Rachel imaginou o pior, mas Quinn disse: — Ele teve que ser internado em um manicômio.

Rachel ficou surpresa quando Quinn cuspiu a ultima palavra como se fosse algo que ela odiava. A morena imaginava que a fotógrafa era totalmente contra a ideia de internar seu pai. Rachel imaginou que foi a mãe dela que sugeriu e que agiu. Rachel não gostava da mãe de Quinn. Nem um pouco.

— Eu não imaginava. — Rachel murmurou e Quinn acenou com um suspiro. — E como foi que você conseguiu esconder isso da mídia?

— Santana me ajudou com essa parte. — Quinn passou uma mão pelo cabelo loiro. — Ela conseguiu fazer com que minha ficha nunca fosse encontrada por nenhuma mídia social, mas parece que alguém achou essa ficha.

Rachel corou e deixou os lábios curvarem em um sorriso minimo.

— Joana e seus contatos.- Rachel riu e Quinn balançou a cabeça com um sorriso. — Me perdoa por ter escutado ela sem nem ao menos questionar?

— Porque? Ela está certa, Rach. — Quinn deu de ombros e comprimiu os lábios. — De acordo com a minha ficha e com a justiça, eu matei alguém.

— Fico feliz que eu não tomei nenhuma atitude drástica. — Rachel murmurou e Quinn franziu o cenho. — Eu não sei... apenas estou feliz que não fiz algo pior do que lhe pressionar com isso.

— O que você faria?

— Não sei... talvez enlouquecer? — E riu sem humor. — Mas precisava saber do contexto. Não podia apenas assumir que estava namorando uma assassina.

Quinn ergueu ambas as sobrancelhas e Rachel temeu ter dito algo que não deveria.

— Namorada?

Rachel franziu o rosto pra isso.

— Eu disse algo errado nisso? — Zombou e Quinn deu um sorriso confuso e estranho. Rachel comprimiu os lábios.

— Não, não disse. É só que... nós nunca dissemos isso abertamente. — Quinn deu de ombros. — Eu só achei que não seriamos até que alguém resolvesse oficializar.

Rachel sorriu carinhosamente.

— Você realmente acha que eu fugiria com uma amiga? — Brincou e Quinn soltou uma risada, dando de ombros. — Nós namoramos desde que entrei naquele avião, meu amor.

Quinn abriu um sorriso que fez o coração de Rachel bater mais rápido.

Ainda bem, porque é exatamente o que estava acontecendo na minha cabeça.

Rachel balançou a cabeça.

— Agora que tal você me falar sobre o que fez nessas duas semanas que pasosu entocada aqui? — Questionou olhando ao redor com o nariz enrugado. Tudo estava tão desarrumado, nem parecia que Quinn morava nesse local.

— Bebi bastante a ponto de não perceber o tempo passando. Acho que Arrow cuidou mais de mim nesses dias do que eu cuidei dele. — Ela lançou um olhar sobre o ombro de Rachel e riu, a morena virou para ver Arrow deitado adormecido ao lado do pote de ração cheio.

— Você colocou ração para ele nessas duas semanas? — Rachel perguntou verdadeiramente preocupada. Ela sabia que Arrow estava vivo, mas temia que estivesse passando tanta fome que desmaiou antes mesmo dechegar ao pote de comida.

— Claro que coloquei, Rachel. — Voltou-se para a fotógrafa que balançava a cabeça indignada. — Eu posso não cuidar de mim, mas eu cuido das minhas crias. Mesmo não tendo tanta consciência disso.

— Suas crias?- Rachel riu e Quinn deu de ombros.

— Claro, eu sou mãe dele. Não sabia?

— Se você é mãe, isso faz de mim o quê?

Quinn deu de ombros mais uma vez.

— Sei lá. Tia?

— Achei que seria a outra mãe!

— Nah, isso vai deixar ele confuso.

— Então eu sou o quê?

— Madrasta? É.

Rachel apenas riu e se aproximou de Quinn, envolvendo-a num abraço apertado. Quinn enterrou o rosto no ombro da morena, mantendo-se ali, e Rachel apenas esfregou as costas da fotógrafa com seu coração muito mais leve por ter esclarecido suas dúvidas, mas também estava pesado por Quinn. Levou uma mão até a parte de trás da cabeça loira e apertou-a contra si.

Na sua cabeça, Rachel nunca iria soltar aquela mulher. Nunca.

Passar duas semanas praticamente longe da civilização não foi uma ideia muito fantástica. Mesmo que Quinn realmente não tivesse culpa do que aconteceu, ela apenas bebeu tanto que não percebeu os dias passando. Mas nada disso foi uma desculpa para Santana. A latina estava tão incrivelmente irritada com Quinn, que a fotógrafa temeu que seria demitida. Mas ela teve uma sorte maior do que merecia, afinal, já tinha adiantado bastante suas edições e quando as mostrou para Santana, a latina pareceu satisfeita.

Quinn não esperava que Santana fosse lhe perguntar o que aconteceu e porque passou duas semanas sem dá uma só noticia, por isso ficou bastante surpresa quando ela entrou na sua sala e trancou a porta, sentando-se no sofá e batendo ao seu lado para que Quinn fosse até ela. Quinn o fez, contando tudo o que tinha acontecido. Santana não pareceu ficar muito amigável com Rachel quando Quinn começou a falar, mas logo que ela continuou falando, a latina foi relaxando para o lado da morena.

Principalmente quando Quinn disse que Rachel estava fazendo uma série policial.

Santana aparentou estar estranhamente animada demais com isso. Quinn ignorou e continuou contando tudo para a latina, e terminou falando que agora Rachel e ela estavam namorando oficialmente.

Depois disso, Quinn teve que ir voltar ao trabalho porque algumas modelos tinham chegado para uma sessão.

— Nesse tempo que você esteve fora...

— Eu estive fora só por duas semanas.

— Tanto faz, nesse tempo, Mercedes me ligou e pediu para que nós a ajudassemos a promover os figurinos dela... Ela começou a organizar um desfile para o mês que vem, e quer que a gente fale sobre isso nessa edição e ainda mostrar um pouco do estilo de roupa que ela desenha. — Santana ia falando e andando pelo estúdio, fazendo um resumo rápido enquanto as modelos iam entrando e se arrumando com as assistentes de Quinn.

— Então ela quer nos usar para se promover. — Quinn brincou e quando não escutou algo de volta, ergueu os olhos e viu Santana quase babando para a bunda de uma das modelos. Quinn pensou em zombar dela por isso, mas ao olhar para a bunda da modelo, se distraiu por alguns segundos. — Ahn...

— Eu sei... — Santana murmurou baixo e respirou fundo, forçando-se a parar de olhar. — Eu sou casada.

— E eu tenho namorada. — Quinn murmurou, mas não parou de olhar até que recebeu um tapa no braço. — Ai caralho.

— Se eu não posso você também não pode.

— Olhar não arranca pedaço. — Deu de ombros e voltou sua atenção para a câmera. — Além disso, Rachel também faz isso.

— Rachel é taradona também? — Santana zombou se inclinando para sentar ao lado de Quinn.

— Sim. Muito. Ela tem uma coisa por bundas. — Balançou a cabeça e corou ao lembrar do que Rachel fez com a sua bunda no mês passado.

— Pela sua cara, ela realmente tem uma coisa pela sua bunda. — Santana brincou enfatizando o 'sua'. — Eu não a culpo. Sua bunda é fantástica.

Quinn corou mais ainda e a olhou indignada.

— Eu não acredito que você realmente está falando da minha bunda.

— Quê? Olhar não arranca pedaço. — Repetiu o que Quinn disse anteriormente e a fotógrafa revirou os olhos, voltando-se para a câmera. — Mas e ai? Como que você está depois de deixar tudo as claras com sua namorada?

Quinn franziu o cenho por um tempo, ainda mexendo na câmera como se Santana não tivesse lhe feito uma pergunta. Quando a latina já estava pronta para refazer a pergunta, Quinn disse:

— Me sinto mais leve. — Murmurou seguido de um suspiro antes de erguer os olhos para a latina. — Mas também me sinto preocupada.

— Acha que ela vai entregar seu pai? — Santana indagou e Quinn balançou a cabeça em negação.

— Não. — Balançou a cabeça em negação mais uma vez. — Ela foi capaz de confiar cegamente na agente dela. — Disse e comprimiu os lábios. — Sem nem ao menos questionar o que ela disse.

— Isso lhe preocupa. — Santana supôs. — Acha que ela pode...

— Não sei. — Quinn suspira. — Espero que não.

— O que o Puck queria? — Quinn perguntou para Rachel quando a morena desligou o telefone. A morena virou-se para ela com as sobrancelhas erguidas e Quinn franziu o cenho. — Está tudo bem?

— Hm? Sim. Está sim. É que... — Ela se enrolou um pouco, o rosto demonstrando confusão. Quinn arrumou-se sentada na cama e esperou. — Amanhã vai ser a ultima audiêcia.

Quinn ergueu as sobrancelhas em admiração.

— A ultima? — Perguntou apenas para ter certeza, Rachel acenou e Quinn comprimiu os lábios antes de acenar. — Isso é bom. Porque está assim?

Rachel sentou-se no final da cama, soltand um longo suspiro e virando-se para Quinn.

— Se não conseguirmos? Tudo isso vai ser completamente inútil e... Anthony com certeza vai arrumar um jeito de me punir por isso e...

— Rachel. — Quinn agarrou seus ombros, puxando-a para fixar os olhos nos dela. — Nós vamos conseguir, okay? Isso vai acabar e você vai ficar livre.

Rachel engoliu em seco e soltou a respiração, balançando a cabeça e se aproximando de Quinn, abraçando-a pela cintura.

— Eu sei que vai, mas... ainda não consigo parar de pensar que eles poderiam se livrar disso e ir atrás de mim e de James.

— Eles vão estar atrás de grades, Rach. — Quinn ficou muito feliz em falar isso. — Vai ficar tudo bem.

Rachel sorriu contra a camisa cinza de Quinn, enterrando o rosto mais ainda em seu peito e respirando fundo. O cheiro da fotógrafa lhe acalmando e relaxando seu corpo. Rachel amava o cheiro de Quinn. Bem, Rachel amava tudo em Quinn. E ela estava amando ainda mais essa Quinn protetora e carinhosa que surgiu quando elas viajaram juntas.

O que surpreende Rachel, é que ela não se sentiu diferente depois de saber a história de Quinn. Antes mesmo de saber a verdade, a morena achava que teria que superar o que quer que estivesse em sua mente para continuar com Quinn ou, quem sabe, separar-se da fotógrafa e sofrer em silêncio.

Depois de passar a noite com Quinn – a morena tentou dormir, mas apenas passou a noite dividindo o olhar entre o teto e Quinn — , Rachel pediu para que ela lhe deixasse no apartamento dela e de James, pois o seu marido tinha lhe pedido isso, e ela realmente não queria negar. Ao chegar lá, Quinn subiu com ela até a porta do apartamento, e Rachel não quis deixar ela ir. James estava lá com Kyle, portanto os quatro resolveram ficar juntos enquanto não tinham noticias do julgamento.

Rachel estava sentada no sofá ao lado de Quinn, zapeando os filmes na Netflix procurando algo interessante para assistir. James e Kyle estavam jogando poker na mesa de jantar, e pareciam tão quietos enquanto jogavam que Rachel supôs que eles não estavam realmente jogando, apenas pensando enquanto colocavam cartas aleatórias na mesa.

— O que quer assistir? — Quinn questionou distraidamente acariciando a cintura de Rachel. A morena apenas suspirou, balançando a cabeça. Ela nem ao menos queria assistir, só queria saber logo o que estava acontecendo na audiência, ela até queria ir, mas sabia que teria que enfrentar Anthony e Joana... isso estava fora de cogitação. — Então muda para séries, vamos ver alguma que ainda não terminamos de ver.

E Rachel o fez, passando para a categoria de séries, zapeando para procurar alguma que lhe desse vontade de assistir.

— Orange is the new black está com temporada nova. — Rachel murmurou e Quinn emitiu algum som demonstrando que já sabia. — Está afim de ver?

— Não muito, sei que se começar não vou querer parar agora então, é melhor ver amanhã ou depois, quando estiver com vontade de me concentrar em algo. — Quinn resmungou e Rachel acenou concordando com a fotógrafa. — Que tal alguma série que não seja da Netflix?

— Calem a boca, por favor. — James murmurou do outro lado da sala. — Estou tentando me concentrar aqui!

Quinn ergueu os olhos irritados para ele e Rachel revirou os olhos.

— Não aja como se você estivesse realmente concentrado ai. — Rachel rebate e Quinn lhe lança um sorriso rápido antes de voltar o seu olhar para a tevê.

— Mas eu estou me concentrando. — James resmungou e Rachel apenas revirou os olhos, voltando-se para a tevê e dando o controle para Quinn. — Se eu não estivesse, não estaria ganhando.

— Mas você não está...

— Cala a boca, Kyle.

Rachel riu e se aconchegou em Quinn, seu coração mais leve do que antes. Talvez fosse uma boa eles fazerem coisas juntos. Se distraiam melhor assim. Levantou-se afastando-se de Quinn e deixando-a com um beicinho irritado.

— Porque não fazemos algo juntos? — Rachel sugeriu e andou até o quarto, voltando com um tabuleiro de scrabble. — Assim via ser melhor para nos distrair.

— Eu não sou tão boa nesse jogo. — Quinn resmungou e assistiu James empurrar a mesa de centro aonde seus pés estavam confortavelmente apoiados.

— Então é mais fácil de ganhar. — James murmurou e piscou para Quinn antes de jogar-se no chão. Kyle logo se aproximou com algumas garrafas de cerveja e entregou uma para ela antes de sentar-se ao lado de namorado.

— Bem, acho que deveriamos jogar em dupla. — Rachel sugeriu ao sentar no chão, próxima de onde Quinn sentaria quando ela saisse do sofá. — Já que Quinn alega não ser tão boa.

— Não tente Rachel. — Kyle diz rindo e Rachel faz beicinho.

— Ela disse que não é “tão boa” não disse que é ruim. — James lembrou e Quinn revirou os olhos, impulsionando para sentar no chão.

— Não falem de mim como se eu não estivesse aqui. — Quinn resmungou e Kyle riu tomando um gole de cerveja e tratando de ajudar James a arrumar o jogo.

— Não se preocupe, baby. — Rachel tranquilizou virando-se para Quinn e erguendo uma mão para colocá-la na nuca dela. Seus dedos apertaram os nós tensos na nuca de Quinn. — Tudo vai ficar bem.

Quinn a olhou com o cenho franzido e sorriu. Rachel não estava só se referindo ao jogo, mas também ao julgamento. Eles tinham que acreditar. Se Rachel estava confiante em relação a isso tudo, porque Quinn não poderia estar? Soltando um suspiro, ela balançou a cabeça e deixou um sorriso curvar em seus lábios.

— Okay então. — Comprimiu os lábios dando de ombros e respirando fundo. — Vamos jogar essa merda.

— Olha a boca! — Rachel estapeou a parte de trás da cabeça loira e Quinn riu, pegando sua mão em e beijando o pulso antes de devolvê-la para a morena que estava corada com a ação da fotógrafa.

Eles jogaram por algumas horas. Quinn se surpreendeu com a facilidade que ela teve de ganhar pontos. Nunca imaginou que realmente fosse ganhar, mas ela ganhou. Rachel ficou emburrada e James guinchou várias vezes que ela mentiu quando disse que não jogava bem. Mas ela realmente não jogava! Ela só teve a sorte de sempre conseguir vogais e sempre montar palavras que acabavam com o dobro dos pontos.

Ela realmente estava surpresa com isso!

Kyle não parecia se importar muito, sempre sorridente e se levantando para pegar bebidas para todos. Rachel tinha parado com o vinho e tratou de tomar suco para não ficar bebada, já Quinn, continuou com a cerveja apesar da morena estar lhe lançando olhares cheios de avisos pra ela parar de beber.

E Quinn sabia que tinha que parar, mas ela etava se divertindo mais ainda, não queria voltar a ficar tensa e preocupada.

Eles resolveram jogar mais uma vez e Quinn resolveu deixar a cerveja um pouco de lado depois da terceira olhada de Rachel para a garrafa. Se aproximou da morena e envolveu seus braços nela, sussurrando rapido que iria parar de beber, fazendo Rachel sorrir e se aconchegar em Quinn.

Quinn sabia que tinha uma tendência maior para virar uma alcoolatra, principalmente assistindo seus pais bebendo depois da morte da sua irmã. E esse pensamento também fez com que ela negasse com a cabeça quando Kyle lhe ofereceu mais uma garrafa.

Quinn estava quase ganhando mais uma vez quando seu celular tocou na sua bolsa. Franzindo o cenho, ela se levantou para atender e riu quando James rosnou ao ver que não conseguia formar palavras com as pedras que tinha.

Abriu a bolsa e retirou o celular, seu corpo inteiro congelando ao ver quem era.

Quinn? — Rachel chamou sua atenção e a fotógrafa olhou para ela. — Quem é?

— Puck. — Foi o que disse para fazer Rachel, James e até mesmo Kyle ficarem tensos.- Eu vou atender.

E levou o celular até a orelha.

— Quinn. — A voz de Puck não era boa, mas também não era ruim. — A noticia que eu tenho pra falar é boa, mas a razão dela eu já não sei.

— Apenas fala logo, Puckerman. — Quinn rosnou e apertou o celular no ouvido sentindo os olhares nela.

— Nós ganhamos.— Puck falou e Quinn ficou tensa. Sim, não era para ter ficado tensa, mas Puck disse que a razão pela noticia boa pode não ser tão boa assim. Mas aconteceu algo para isso ter acontecido.

— Puck...

— Joana entregou tudo uma hora antes da audiência. — Ele falou rapidamente e Quinn arregalou os olhos. — Ela entregou Anthony e todas as provas que tinha pra ser culpa dele.

— Puck... isso quer dizer que...

— Eu não sei, Quinn. Realmente não sei.

Notas finais
Gostaram? Então pessoal, temo que a fanfic já esteja no final. Provavelmente apenas uns cinco ou quatro capítulos para encerrarmos. Antes eu queria que ela fosse maior, bem maior do que isso. Queria envolver outras tramas das vidas delas, mas simplesmente não tenho mais a vontade de fazer isso. Perdi, completamente, a inspiração para essa fanfic. Para os que andam lendo, devem estar percebendo a diferença desses capítulos para os iniciais. Sinto muito. Mas tem outras fanfics, e planejo postá-las aqui! Então não acabou a minha vida por aqui, não se preocupem. Até a próxima!