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11 Capítulo XI


Notas iniciais
Heeeeey! Mais uma pra vocês! Porque me deixaram muito feliz no capítulo passado. Sei que não consegui responder todos os comentários, mas eu respondi alguns, e prometo tentar responder os desse capítulo! Boa leitura e aguardo vocês nas notas finais!

CAPÍTULO XI

Quando Quinn acordou no dia seguinte, não estava se sentindo tão mal quanto no dia anterior. Mesmo que no dia anterior, tenha acordado perfeitamente tranquila com Rachel em seus braços, mas terrivelmente enjoada e com muita vontade de vomitar e dormir o dia inteiro.

Mas no dia seguinte, conseguiu acordar sem querer correr para vomitar suas tripas no vaso sanitário. No entanto, não estava tão bem por que não era Rachel que estava em seus braços, e sim seu cachorro, Arrow.

Acariciando atrás da orelha do pug, Quinn sentou-se na cama com um suspiro pesado e cansado. Na sua cabeça, Quinn pensava no que faria para comer, e em algo que não lhe deixasse tremendamente enjoada. Não teve muito sucesso, mas ainda estava na cama, poderia voltar a dormir, mas estava com muita vontade de ir ao banheiro.

Antes que pegasse um impulso para levantar da cama, seu celular tocou na mesa de cabeceira, olhou para o visor e viu que era Rachel. Soltou mais uma suspiro e se inclinou com um gemido para pegar o celular.

— Rachel?- Gemeu e se jogou para trás com o celular no ouvido.

— Quinn? Está tudo bem? – O tom preocupado na voz de Rachel a fez sorrir.

— Sim, acabei de acordar. – Explicou o porque da sua voz cansada e Rachel murmurou algo em consentimento. – Alguma coisa aconteceu? Porque me ligou?

Rachel soltou um suspiro antes de responder:

— Eu queria saber se você está bem.— Confessou e Quinn deixou um sorriso maior surgir em seus lábios.

— Estou melhorando. Por quê?

Então a voz de Rachel mudou radicalmente para uma muito mais animada.

— Quero te levar em um lugar.— Rachel disse animada e Quinn só conseguiu rir.

Rapidamente, a morena lhe passou algumas informações que Quinn anotou. Elas se encontrariam ao meio dia para almoçar em um restaurante perto do apartamento de Quinn, e logo em seguida, iriam para onde Rachel disse que a levaria.

Quinn só conseguia sorrir. Elas estavam voltando a ser o que era antes de ter feito aquela merda de dormir com Carla. Por enquanto, o que tinham que fazer, era arrumar tudo e esperar que dê certo.

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Quinn foi a primeira a chegar no restaurante. Sentou-se em uma mesa e arrumou o óculos escuros sobre o nariz, soltando um suspiro dolorido. Ainda sentia-se muito ruim, mesmo depois de todos os remédios que tomou. Recostou-se na cadeira e pediu uma água enquanto esperava Rachel.

Não tiraria os óculos, mas não era para se disfarçar, e sim para não ter dor de cabeça com qualquer luz que batesse em seus olhos. Passou a mão pelo cabelo loiro e direcionou o olhar para a entrada do restaurante, não contendo um sorriso quando Rachel passou pelas portas.

A morena a procurava em todos os lugares e Quinn só conseguiu sorrir com isso. Rachel parecia estar em um quase desespero.

— Porque não levantou a mão?- Ela resmungou quando achou a mesa que Quinn estava. A fotógrafa apenas deu de ombros. – Porque está de óculos?

— Minha cabeça vai explodir se eu tirá-los. – Explicou e soltou um suspiro, arrumando-se na cadeira e bebendo um pouco da sua água.

Rachel pareceu estar um pouco decepcionada, mas acenou e pediu para o garçom pegar os cardápios. Fazendo os pedidos logo em seguida.

— Então, como passou a noite? – Rachel perguntou quando o garçom foi embora com seus pedidos.

— Eu não lembro. Apenas sei que dormi. E muito.

— Hm. Isso é bom. Quer dizer que os remédios fizeram efeito. – Rachel murmura parecendo animada. Quinn não se conteve.

— Aonde quer me levar? – Indagou divertida e viu Rachel inclinar para pegar o seu copo e tomar um gole da sua água.

Quinn não soube exatamente o que sentiu, mas era bom. Rachel estava confortável o suficiente para beber água do seu copo. Elas meio que beijaram indiretamente. Quinn estava rezando interiormente para que a morena percebesse isso.

— É um orfanato. Quero que passe à tarde comigo lá. – Rachel ofereceu e olhou para Quinn em expectativa.

— E o que faríamos em um orfanato? Não vai adotar uma criança, né? Eu sei que o seu relacionamento é do jeito que é, mas uma criança?

— Quinn! – Rachel interrompeu com uma risada logo em seguida, inclinando-se para apertar a mão da fotógrafa antes de soltar. – Não é nada disso.

— O que é então? – Quinn questiona desconfiada.

— Eu costumo ir uma vez ao mês para cantar para as crianças. – Rachel confessa abaixando um pouco o tom para que ninguém, que não fosse Quinn, escutasse. – E não é algo que eu exponho na mídia, porque é algo que eu faço por mim mesma. E nem mesmo Joana sabe sobre isso.

Quinn não sabia que existia como se apaixonar mais ainda por Rachel, mas vendo-a contando sobre cantar para crianças em um orfanato e que não gostava de expor sobre isso, fazia com que o seu coração acelerasse e sua boca secasse com a vontade enorme de beijar a morena.

— Você... Porque faz isso?

Rachel não conseguiu responder por que o garçom apareceu com seus pedidos, colocando-os em cima da mesa e saindo depois que agradeceram. Elas começaram a comer calmamente e Quinn não conseguia retirar os olhos de Rachel. Continuava comendo, mas não conseguia tirar a bela imagem que tinha se formado na sua mente de Rachel cantando para crianças. Ela adoraria ver isso pessoalmente.

— Eu fui adotada quando tinha cinco anos. – Rachel começou depois que terminou de comer e enxugava a boca delicadamente com um guardanapo. – Por dois homens. Meus pais. Leroy e Hiram. Mas no orfanato, antes de ser adotada, todas as semanas, uma mulher ia pra lá e cantava para nós músicas dos filmes da Disney. E eu sempre adorava e me imaginava fazendo o mesmo e fazendo outras crianças imaginarem o que eu imaginava. Faz parte do meu sonho. E eu o realizo todo mês.

Quinn mastigava lentamente sua carne enquanto observava Rachel falar ao mesmo tempo em que mexia nas ervilhas em seu prato.

— Então você faz isso porque alguém fazia por você. – Quinn supôs e Rachel acenou depois que espetou a ervilha com o garfo.

— Sim. Eu gostava de como me sentia, então queria fazer algumas crianças se sentir assim também. – Deu de ombros e Quinn sorriu ao ver suas bochechas corando levemente.

— Eu acho que é fantástico. – Quinn lambeu os lábios e empurrou o prato um pouco para o lado, cruzando os braços sobre a mesa logo em seguida. – E quero muito ver isso.

Rachel corou mais ainda e deu de ombros mais uma vez.

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Quinn ficou surpresa com o que aconteceu ao entrar no orfanato. Crianças gritaram por todos os lados e antes que recuasse assustada, Rachel correu para sua frente e se ajoelhou antes de abrir os braços e envolver as crianças com eles.

— Tia Rach! – Todos gritaram e Quinn arregalou os olhos. Rachel abraçava todos e depois os soltou para abraçar um por um.

Eram, no mínimo, umas quinze crianças. E Rachel abraçava uma por uma com o mesmo aperto. Quinn riu e enfiou as mãos nos bolsos da calça enquanto observava o sorriso enorme nos lábios perfeitos da sua Rachel.

As mulheres que trabalhavam no orfanato as indicaram para uma sala, mas não era bem necessário já que as crianças puxavam Rachel para a sala de música do orfanato. Quinn ia seguindo um pouco mais distante andando calmamente e sorrindo para os risos de Rachel.

Ao entrar na sala, Quinn ficou surpresa com o local. Era uma sala enorme branca com algumas estantes cheias de instrumentos, iguais e também diferentes. No chão, o piso era com tapetes de quebra-cabeça colorido com alguns desenhos em cada peça. A sala tinha um pequeno palco e umas vinte cadeiras acolchoadas de cor azul na frente do pequeno palco. Na parede, tinha alguns quadros que aparentavam algumas pinturas das crianças.

Era simplesmente lindo. Quinn se sentiu extremamente confortável naquela sala.

Quinn estava encostada na parede quando percebeu que tinha olhos em cima de si. Olhou para as crianças que tinham os olhos atentos e sorriu encabulada.

— Quem é essa, tia Rach? – Um garotinho loiro perguntou e se apertou na perna de Rachel, que se agachou ao lado dele e sentou-se no chão do palco.

— Essa, Pedro, é Quinn, amiga da tia Rach. – Rachel explicou sorrindo e olhando nos olhos da fotógrafa, que sorriu para a morena.

— Ela é bem bonita, tia Rach. – Uma menina moreninha comentou ao lado do rapazinho loiro chamado Pedro.

— Sim, eu também acho, Carol. – Rachel concordou e acariciou o cabelo da morena. –Então, o que querem que eu cante hoje?

Quinn se afastou da parede com um sorriso e caminhou até a porta, avisando para uma das mulheres que iria pegar algo no carro. Andou até sair do orfanato indo para o estacionamento na frente do local, entrou no seu volvo e abriu o porta luvas, achou a sua bolsa e puxou-a para si, colocando a alça ao redor do pescoço e saindo do carro.

Ao entrar na sala de música, seu coração deu um salto ao ver Rachel sentada no palco com uma garotinha morena de aproximadamente quatro anos, sentada confortavelmente em seu colo. Mas o que tinha chamado atenção de Quinn foi à voz maravilhosa e aconchegante de Rachel.

Rachel cantava Part Of The World do filme A Pequena Sereia da Disney. E ela cantava como se ela fosse a própria Ariel. Com tanta paixão. Com tanto amor. Era tanto amor, que as crianças tinham os olhos arregalados e as bocas abertas de tão envolvidos que estavam na música e na voz de Rachel.

Claro que Quinn já tinha escutado a belíssima voz de Rachel Berry. E também já tinha escutado-a cantar ao vivo na Broadway, mas em nenhum momento, foi como esse. Quinn nunca tinha visto os olhos de Rachel brilhar com tanto amor.

Tirou a câmera da bolsa e ergueu-a até os olhos, tirando fotos de Rachel com as crianças. Movia-se pela sala lentamente, tirando fotos sempre que tinha a oportunidade, sorrindo sempre que admirava as fotos depois de tirá-las. Seu foco maior era em Rachel, ficando entorpecida no sorriso perfeito da sua morena.

Rachel não parava de cantar. Depois de Part Of The World, ela começou com A Whole New World de Aladdin. Era lindo como ela se envolvia nas músicas, interpretando perfeitamente cada palavra sem nem ao menos se levantar do chão. Era lindo.

Quando o tempo passou e elas tiveram que se retirar, as crianças não quiseram libertar Rachel. Quinn continuava tirando fotos e sorrindo quando algumas crianças se aproximavam querendo ver sua câmera e tirando fotos aleatórias fazendo a fotógrafa soltar algumas risadas.

Mas elas precisavam ir e Rachel se despediu dos garotos, um por um. Quinn a acompanhou nisso, abraçando cada um e aprendendo os nomes deles.

Quando já estavam no carro, Rachel suspirava sorridente enquanto Quinn dirigia calmamente pelas ruas de Nova Iorque. Não tinham exatamente um destino, a fotógrafa apenas dirigia olhando de esguelha para Rachel, e sorrindo com o sorriso da morena.

— O que achou? – Rachel perguntou e Quinn soltou uma risada suave antes de suspirar.

— Foi perfeito. – Disse e olhou para Rachel, vendo-a sorrir de volta.

— Foi. Sim. Foi perfeito. – Rachel soltou a respiração e voltou seu olhar para frente. – Eu amo fazer isso.

E eu amo você.

Mas Quinn não disse isso.

— Entendo porque você ama isso. – Comentou e fixou seus olhos na estrada, parando o carro no sinal vermelho. – Para onde quer ir agora?

— Não sei. Diga-me você.

Rachel franziu o cenho e abriu o porta luvas do carro de Quinn. A fotógrafa observou silenciosamente enquanto a morena pegava sua bolsa e tirava a sua Canon de dentro. Quinn sorriu carinhosamente e escutou uma buzina, fazendo-a voltar à atenção para a estrada e vendo que o sinal já estava verde.

— O que está vendo ai? – Quinn indagou e Rachel soltou uma risada aveludada.

— As fotos que você tirou sem que eu soubesse. – Rachel responde e Quinn escuta sua câmera apitando com a falta de bateria. – Hmmm.

— É melhor desligar.

— Também acho. – Rachel murmura e a máquina faz um barulho e desliga na mão da morena. – Mas acho que não preciso mais.

Quinn soltou uma risada pelo nariz e balançou a cabeça.

— Certo, então? Para onde vamos? – Perguntou depois de um tempo, vendo que Rachel já estava guardando sua câmera.

— Não sei, já disse. Escolha.

— Não tenho exatamente muitos lugares pra ir no momento, então...

— Quinn. – E a fotógrafa voltou-se para ela quando parou em outro sinal vermelho. – Pode me levar para o apartamento se quiser.

Quinn a olhou por alguns segundos e soltou um suspiro antes de volta-se para a direção, o sinal ficou verde e ela continuou procurando algum lugar para ir.

— Vamos jantar em um lugar. – Quinn disse, mas parecia um pedido. Lançou um olhar de esguelha para Rachel. – Se quiser.

Rachel a olhou, preocupada enquanto Quinn voltava-se para frente.

— E você está melhor? Não parecia muito bem no restaurante, e apesar de parecer um pouco melhor lá no orfanato, não estava parecendo cem por cento. – Rachel tinha um tom preocupado que fez com que o coração de Quinn palpitasse. Como sempre fazia quando Rachel demonstrava algo a mais do que atração sexual por ela.

— Eu me sinto melhor. Apenas uma dor de cabeça, mas nada que algum remédio pra dor para melhorar isso. Não se preocupe. – E sorriu discretamente.

Rachel apenas murmurou alguma coisa sobre dores de cabeça acabar se tornando uma febre muito ruim, mas Quinn ignorou e continuou dirigindo.

— Para onde vamos? – Foi a vez de Rachel perguntar, ela parecia genuinamente curiosa e um pouco nervosa.

Divertia Quinn facilmente.

— Vamos na casa de uma amiga minha.

— Mas o quê!? Quinn!

— Eu sei, eu sei. Mas a esposa de Santana está na cidade mais uma vez, e Brittany quer que eu jante lá, faz um tempo que não nos vemos, então...

— Mas é você! Não eu. Eu não sou amiga da Santana e nem conheço essa... Brittany?

— Sim, seu nome é Brittany. E não se preocupe. Brittany é uma excelente pessoa. Ela vai adorar conhecê-la.

— Quinn!

— Rachel! – A voz de Quinn se quebrou em risada e sentiu a morena bater em seu braço. – Relaxa, okay? Santana já te conhece, ela já te entrevistou. Então relaxe.

— E por que você quer me levar? – A voz de Rachel mudou de tom, tornando-se mais séria.

Quinn soltou um longo suspiro e entrou pela esquerda. Estavam se aproximando do prédio de Santana.

— Porque eu não levaria? – Devolveu a pergunta e ergueu o canto do lábio. – Você me levou para um lugar hoje. E é um lugar que você se sente feliz. Quero levá-la para conhecer pessoas que me conhecem desde sempre. Pessoas que me fazem feliz. Como as crianças a faz feliz.

Rachel acenou lentamente e soltou a respiração antes de sorrir suavemente para Quinn.

— Eu entendo. E eu vou fazer isso por você. Já que você fez por mim.

Quinn sentiu o corpo relaxar e sorriu de volta para Rachel, encontrando os olhos castanhos por alguns segundos, sentindo seu coração acelerar.

— Já estamos chegando. – Avisou mantendo o sorriso em seus lábios.

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No momento em que aporta abriu, Rachel viu que Santana é uma pessoa completamente diferente da Santana que ela conheceu na SLQF. Ela não tinha mais o sorriso profissional, e nem a serenidade da mulher que lhe entrevistou meses atrás.

— Fabray! Achei que não fosse te ver mais! – Santana aperta os braços ao redor de Quinn, fazendo a fotógrafa sufocar um pouco e se esforçar para sair dos braços da latina.

— Sai daqui, Lopez. – Empurrou a latina com uma risada e entrou no apartamento, puxando Rachel pelo pulso. – Você já conhece a Rachel. Agora cadê a Brittany?

Rachel tirou esse tempo para admirar o apartamento de Santana Lopez. Era simplesmente lindo. Maior do que ela imaginava. A sala era enorme e tinha um sofá bege encostado na parede e uma lareira na frente dele. Ao lado dessa parte da sala, tinha uma mesa de vidro de quatro lugares. Entre a sala de estar e a sala de jantar, tinha um corredor que provavelmente ligava os quartos e os banheiros.

Depois de um tempo admirando a enorme sala do apartamento, Rachel voltou-se para a conversa que Santana e Quinn estavam tendo.

— O que a Berry faz aqui? – Santana tentou, mas foi interrompida.

— Quinn! – Um furacão loiro passou pela sala e voou em Quinn, abraçando-a com força e enrolando as pernas na cintura da fotógrafa.

— Hey! Britt... você... você poderia...

Rachel temia que Quinn não estivesse respirando. Na verdade, ela tinha certeza. A fotógrafa estava começando a ficar roxa.

— Brittany? Acho melhor... – Santana começou a falar, mas Brittany soltou Quinn e agarrou o rosto da fotógrafa, colando seus lábios demoradamente.

Rachel não gostou nada de ver outra pessoa beijando Quinn. Na verdade, ela odiou. E ficou respirando forte enquanto Quinn ria nos lábios da tal Brittany e se soltava da loira. Olhou para Santana, que revirava os olhos e soltava um bufo, mas não parecia chateada nem enciumada.

— Vocês bem que poderiam parar com esses beijinhos. – Santana reclama resmungando e Quinn virou-se para a latina com um sorriso maldoso.

— Ciúmes, Lopez?

— Porque porra eu teria ciúme? Minha Britt nunca me largaria, sua vadia. – Santana rebate e Brittany solta-se de Quinn para ver Rachel.

— Quem é você? – Ela questionou e Rachel teve que mascarar a irritação para ser uma pessoa decente. – Você é a namorada da Q.?

— Não, Brittany. – Quinn cortou rapidamente e soltou uma risada nervosa, lançando um olhar rápido para Rachel. – Ela é minha...

— Tanto faz. – Santana corta e passa por elas indo para a cozinha. – O jantar está quase pronto.

— Mas quem é você? – Brittany pergunta mais uma vez e Rachel cora rapidamente antes de pigarrear, mas não conseguiu responder, porque Quinn foi mais rápida.

— Ela é Rachel Berry. A atriz. – Explicou e foi para o lado da morena, tocando seu antebraço com um sorriso suave. – Ela é...

— Somo amigas. – Rachel solta com um sorriso forçado para a loira.

Brittany franze o rosto antes de suavizá-lo e sorrir com todos os dentes para Rachel.

— É o prazer conhecê-la, Rach! – E Rachel tentou não fazer uma careta com o apelido vindo de uma pessoa que acabou de conhecer.

Realmente, Brittany não estava ajudando em fazer Rachel gostar dela. Mas a mão de Quinn em seu antebraço estava fazendo-a se sentir um pouco menos chateada.

— É um prazer também. – Devolveu com um sorriso ainda falso em seu rosto.

E Brittany saiu indo para a cozinha onde Santana estava. Rachel soltou um suspiro e virou-se para Quinn, que tinha um sorriso divertido brincando em seus lindos lábios. Franzindo o rosto, Rachel esperou que Quinn falasse algo.

— Brittany é bastante espontânea. – Foi apenas o que a fotógrafa disse.

— Sim, eu percebi isso. Achei que ela fosse casada com Santana.

— E ela é. – Quinn cruza os braços e lambe os lábios antes de soltar uma risada rápida. – Nós formos criadas juntas, por isso aquele beijo. Nós nos conhecemos desde sempre.

Rachel franziu mais o rosto e cruzou os braços, pigarreando e desviando o olhar. Ela não queria que Quinn se explicasse para ela. Não era como se ela estivesse com ciúmes daquele beijo. Não era como se ela estivesse nadando em inveja só por que outra pessoa beijou os lábios perfeito de Quinn. Não era como... Bem, era. Mas não importa. Rachel não estava com ciúmes.

— Você não precisa se explicar para mim, Quinn.

— Não preciso? Tem certeza, Rachel? – E a morena levantou os olhos para os verdes questionadores. Quinn estava lhe lançando um olhar que ela não conhecia. Mas alguma coisa nele ela reconhecia, só não sabia o quê.

— Tenho. – Disse e pigarreou mais uma vez antes de soltar um suspiro. – Eu não vou ser chata, não se preocupe.

— E você também não se preocupe. Brittany não gosta de filmes que tenham pessoas nele, ela assiste apenas desenhos. E Santana sabe o que tivemos então...

— Ela sabe? – Rachel guinchou um sussurro, virando-se para Quinn com os olhos arregalados. – Quinn! Como você contou para alguém e nem ao menos me informou sobre isso?

— Anna Kendrick e Brittany Snow sabem sobre nós e eu nunca reclamei sobre isso. – Quinn devolve dando de ombros. – E Santana me conhece desde sempre, ela sempre sabe quando estou com alguém.

Antes que Rachel pudesse exclamar mais alguma coisa, Santana entrou na sala e encostou na parede com os braços cruzados.

— O jantar está pronto. – E virou-se para dentro da cozinha, para minutos depois, Brittany passar pelo portal com uma travessa cheia de algo que parecia lasanha.

— Ahm. – Rachel começou e virou-se para Quinn, que ergueu uma sobrancelha. – Eu não como carne.

— Eu sei. – Brittany falou e Rachel ergueu as sobrancelhas para a loira. Brittany ergueu os olhos para Rachel com um sorriso. – Quinn me mandou uma mensagem três horas atrás e disse que você era vegan.

— Então nós pesquisamos o que gente como você come. – Santana apareceu com uma travessa menor e redonda com uma lasanha de cor diferente das outras. – E nós preparamos isso.

Rachel sentiu sua boca salivar vendo a lasanha vegan em cima da mesa.

— Bem, vamos comer. – Quinn exclama divertida e Rachel sente as mãos macias da fotógrafa em seus ombros. Sentiu também a respiração dela em seu ombro e quando Santana e Brittany se distraíram rapidamente, Quinn aproximou a boca perto da orelha de Rachel e... – Mesmo que lasanha, não seja o que eu quero comer agora.

E Rachel arregalou os olhos.

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Rachel cantarolava a música que tocava no rádio enquanto Quinn dirigia pelas ruas de Nova Iorque. Elas tinham acabado de sair do apartamento de Santana e Brittany, e estavam dirigindo sem rumo, mais uma vez, no dia de hoje. Deveria ser quase meia noite, mas, como sempre, as ruas de Nova Iorque estavam cheias.

— Nós vamos para o seu apartamento?- Rachel indagou e Quinn sorriu discretamente enquanto apertava o volante e virava na próxima rua.

— Você quer? – Quinn devolveu a pergunta.

Rachel não respondeu na mesma hora, deixando Quinn nervosa e ansiosa ao mesmo tempo.

— E se eu não quisesse? – Rachel rebateu com um tom provocante e Quinn deixou um sorriso malicioso surgir em seus lábios.

— Então quer dizer que você quer. – Foi o que disse antes de entrar no estacionamento do seu condomínio e estacionar o carro.

Elas subiram para o apartamento de Quinn trocando sorrisos e olhares provocantes. Quinn gostava disso. Gostava de como Rachel estava sorrindo para ela. Como se fosse uma promessa de algo que elas fariam assim que as portas do seu apartamento se abrissem. E Quinn estava ansiosa. Seu corpo inteiro tremia de animação, e isso dificultou para abrir a tranca do seu apartamento, mas não deixou que Rachel percebesse.

Abriu a porta e entrou com a morena. Quinn estava ansiosa, mas sua animação sumiu quando entraram no apartamento. Quinn virou-se para Rachel e viu que aconteceu a mesma coisa com a morena.

— Porque não me disse sobre o que aconteceu na festa? – Rachel indagou e Quinn franziu a testa, realmente confusa.

— O que aconteceu?

— Você disse que Brittany ligou para você pedindo ajuda. Porque...? Porque não me disse que, na verdade, eu que liguei pra você? – Rachel cruzou os braços depois que colocou a bolsa em cima do sofá.

Quinn engoliu em seco. Ela não entendia exatamente o porque de Rachel estar lhe perguntando isso, afinal, não era nada demais.

— E qual a diferença, Rachel?

— A diferença é que você foi atrás de mim porque eu estava mal e não porque Brittany lhe pediu ajuda. – Rachel disse e Quinn franziu o rosto.

— Sim, eu fui atrás de você. – Quinn deu de ombros, andando pelo apartamento e indo para a cozinha, enchendo um copo com água.

— Sim, você foi. Mas por quê?

— Você mesma disse, Rachel. Eu fui porque você estava mal. – Pigarreou depois tomou um gole d’água. – Eu não sei por que você está fazendo disso uma coisa tão grande. Não é nada demais, Rachel.

— É sim, Quinn.

Então Quinn olhou para a morena, vendo-a de braços cruzados e um olhar firme sobre o seu.

— Como assim?

— Eu liguei pra você, Brittany tomou o telefone de mim e falou com você. Por algum motivo, eu estava chorando e você desligou o celular depois disso. Minutos depois, você aparece na festa e me ajuda a sair de lá. – Rachel narra nervosamente. Ela abaixa a cabeça e solta um suspiro trêmulo.

— Sim, isso é verdade. Mas não é grande coisa, Rachel. – E virou-se, indo na direção do closet na esperança de evitar aquela conversa.

— E eu disse que você era o meu Batman. – Rachel soltou fazendo Quinn parar de andar e virar-se para ela.

— Você lembra?

— Estou começando a lembrar. – Rachel levanta a cabeça e solta outro suspiro trêmulo, fazendo Quinn andar para se aproximar dela.

— E então?

— Então? Bem, eu... eu estou querendo saber se você realmente se importa comigo. – Rachel pigarreou e ao se aproximar da morena, Quinn percebeu seus olhos levemente úmidos. – Você se importa comigo, Quinn?

Quinn percebeu que, apesar de estar muito nervosa e levemente trêmula, Rachel estava com a voz firme.

Engolindo em seco e soltando um suspiro antes de levar uma mão até o cabelo loiro, Quinn pensou no que ela deveria dizer para Rachel. Queria dizer exatamente o que Rachel queria que ela dissesse, e não queria mentir.

— Sim. – Respondeu honestamente. Levantando os olhos para encontrar os firmes de Rachel. – Sim, Rachel. Eu me importo com você. Isso é um crime?

Talvez a sua alteração no final não fosse necessária, mas estava nervosa, não tinha como culpá-la.

Notas finais
Então? Gostaram? Então, pessoa, gostaria de fazer uma pergunta rapidinha e sem segundas intenções: Vocês realmente gostam dessa fanfic? Eu sei que essa pergunta é desnecessária, mas é que, geralmente, as fanfics Faberry andam sumindo no site e isso é bem ruim, e saber que ainda tem gente lendo as minhas é bem legal! Mas eu vejo que a quantidade de favorito não sobe e isso faz com que essa fanfic fique bem atrás em comparação as outras. Eu sei que ela não é uma The Way You Fall Asleep, mas estou dando o máximo nela. Não estou exigindo favoritos, não, eu não faço esse tipo de coisa, só estou perguntando se vocês realmente gostam dessa fanfic. E por favor, me respondam com sinceridade, me diga o que vocês querem para melhorar caso não estejam gostando tanto. Vão me dizendo pra que eu faça melhor pra vocês. É isso! Gostaram desse capítulo? Bem interessante esse final né? Mas acalmem os mamilos, Quinn não admitiu que ama a Rachel, ela apenas disse que se importa com ela. Não vão tirando conclusões precipitadas. É isso! No aguardo do feedback!