Notas iniciais
Hey! Estou realmente adorando escrever essa fanfic! Aqui mais um capítulo pra vocês! Boa leitura!

CAPÍTULO IV

Quinn abriu os olhos lentamente e tentou se espreguiçar, mas algo, ou melhor, alguém a impediu. Olhou para baixo e encontrou a cabeleira castanha toda espalhada pelo seu peito e seu pescoço. Soltou uma risada baixa quando começou a sentir o resto do corpo da morena sobre o seu. Rachel estava completamente sobre Quinn com o rosto enterrado no pescoço da fotógrafa.

Já tinha amanhecido e Quinn sentia o corpo inteiro reclamar do esforço que fez na noite passada. Um sorriso malicioso se espalhou por seus lábios quando tentou contar quantas vezes tinha gozado na noite passada. Realmente, era meio impossível de contar.

Rachel começou a se mexer sobre ela e Quinn abaixou o rosto para ver a morena se separar dela com um olhar confuso e sonolento.

— O que... Eu estou nua em cima de você? – Perguntou baixinho, olhando de um lado para o outro, talvez procurando as roupas. Quinn também queria saber onde estavam.

— Pode-se dizer que sim. – Quinn zombou e levou as mãos para trás da cabeça, suspirando enquanto esperava a memória de voltar para Rachel.

— Quantas vezes fizemos ontem? – Rachel indaga e não faz um só movimento pra sair de cima dela.

— Umas sete ou oito. – Deu de ombros e Rachel assentiu lentamente.

— Estou acabada. – Rachel murmura e Quinn ri levemente. – Mas me sinto renovada.

— Se me deixar levantar, posso fazer um café para nós duas. – Quinn zombou e sorriu quando Rachel rolou para o lado com um murmúrio e saiu da cama. – Pra onde vai?

— Banheiro. Tenho que virar gente.

E Quinn assiste aquele belo par de pernas sustentando aquele belo corpo nu andando até o banheiro e a porta se fechando. Suspirando, Quinn se espreguiça na cama e sorri mais ainda ao sentir o cheiro de Rachel emanando da cama. Levantou da cama e apanhou sua calça e sua camisa, ignorando a calcinha destruída no chão e foi para a cozinha.

Enquanto mexia na geladeira procurando algo comestível sua mente voou para a noite passada. Em como ela e Rachel aproveitaram aquela cama. Elas duraram mito tempo naquela cama e Quinn ainda queria mais. Ela nunca quis tanto uma mulher como ela quer a Rachel. Era assustador.

Suspirou e encheu uma caneca de café. Encostou no balcão e esperou que Rachel saísse do banheiro. Bebericava a bebida lentamente, enquanto observava as torradas na torradeira. Terminou a primeira xícara de café e encheu mais uma vez colocando para fazer mais para Rachel.

A porta do banheiro abriu e Quinn virou sorrindo para encontrar a morena com uma expressão confusa enquanto vestia a saia e o cropped.

— Hey. Fiz café e torradas. Tenho nutella e manteiga de amendoim se quiser, ou quem sabe geleia caso não queira nenhum dos dois. – Ofereceu e pegou a cafeteira com mais café e encheu outra caneca para Rachel.

— Obrigada. – Rachel murmura e pega a caneca, bebericando e fechando os olhos por um tempo. – Foi você quem fez?

— Sim. Gostou?

— Muito. Não é todo mundo que consegue acertar o ponto do meu café, mas esse está perfeito. Obrigada. – Rachel agradece com um sorriso e senta no balcão. Seus dedos tamborilando a caneca nas mãos.

— O que vai fazer mais tarde? – Perguntou baixinho se inclinando no balcão e lançando um sorriso sedutor para a morena. – Eu tenho umas ideias bem legais pra gente.

Rachel parecia levemente arrependida. Colocou o café na mesa e empurrou a uma mecha do cabelo para trás da orelha, respirando profundamente antes de falar:

— Na verdade, eu tenho ensaio hoje. Estamos nos preparando para começar as gravações. – Explica rapidamente e Quinn desvia o olhar para a caneca em mãos.

— Certo então. – Deu de ombros e lambeu os lábios.

Rachel continuou olhando para Quinn e a fotógrafa não retribuiu. Era estranho o sentimento que sentia na boca do estômago. Quinn nunca sentiu antes e piorava com o olhar estranho que Rachel lhe lançava.

— Quinn...

— Não. Eu entendo. – Sorriu sem graça e engoliu em seco. Tomou um longo gole do café e colocou a caneca na pia.

Um bufo veio de Rachel e Quinn franziu o rosto. Virou para a morena e se assustou ao ver o olhar irritado dela.

— Eu não sei porque você está tão defensiva. – Rachel resmunga irritada e coloca a caneca na mesa, saindo do banco do balcão. – Eu sou casada, Fabray.

— Eu sei disso, Berry. – Rebateu rangendo os dentes. Nem ela sabia o que era isso.

— Então porque está tão na defensiva? Foi algo de só uma noite! – Rachel estava se irritando mais ainda. Quinn respirou fundo e se encostou na pia, esperando que a explosão da morena terminasse. – Você é desse tipo de pessoa, Quinn. Então não me faça ter peso na consciência porque eu já tenho o suficiente por estar traindo o James.

E ela virou de costas levando uma mão até a testa. Quinn continuou observando-a. O sentimento na boca do estômago tinha passado e agora ela estava com certa raiva. Mas não era de Rachel. Não. Era de si mesma. Nunca foi de sentir ciúme ou qualquer outra coisa do tipo. Era uma mulher que gostava da vida de solteira e adorava dormir com as modelos. Ela realmente era desse tipo de gente.

— Porque está casada?- Indagou irritada. Sim. Ela ao sabia porque isso tinha saído da sua boca, mas era uma dúvida que ela tinha desde que escutou que James Godfrey estava casando com uma mulher.

— Isso não é da sua conta. – Rachel rebate quase rosnando.

Quinn revirou os olhos.

— James é gay. – Pontuou e Rachel virou com os olhos em chamas.

— Isso. Não. É. Da. Sua. Conta!

— No momento em que você deitou naquela cama – Apontou para a cama com o a mão em um gesto brusco. Rachel arregalou os olhos. – e me deixou te foder, passou a ser da minha conta.

Rachel bufou irritada e foi até o sofá. Quinn foi atrás vendo que Arrow estava sentado na poltrona com um olhar atento nelas.

— Talvez esse tenha sido o problema. – Rachel resmungou e Quinn franziu o rosto em confusão.

— O quê?

— Eu não deveria ter vindo. – Ela diz e Quinn para no meio da sala.

Observa Rachel apanhar os sapatos e a bolsa. Talvez essa era a realidade. Rachel não deveria ter vindo. A atração que elas tinham era algo muito bom, mas elas tinham que aprender a ignorar para o bem delas. Seus caminhos não se encontravam, elas só pegavam o mesmo atalho para lugares diferentes.

— É. – Foi o que saiu da sua boca em um sussurro.

— O quê? – Rachel virou para ela com o rosto contorcido em confusão. – O que disse?

Quinn o sorriu de canto. Não era um sorriso triste. Ou um sorriso carinhoso ou malicioso. Era um sorriso que não era bem vindo. Um sorriso que não combinava com um rosto de Quinn. Um sorriso maldoso.

— Você não deveria ter vindo. Foi uma boa foda, mas é o suficiente. – Deu de ombros como se fosse nada demais.

Quinn percebeu a mandíbula de Rachel cerrando.

— Que bom que concorda comigo. – Foi o que a morena disse antes de sair pela porta e bater com força atrás dela.

Quinn escutou o latido de Arrow e suspirou passando a mão pelo rosto. Se jogou para trás no sofá e encarou o pug que tinha a cabeça inclinada para o lado.

— Pois é, Arie. Foi bom enquanto durou. Mas foi só isso mesmo. Não vai passar disso.

Arrow apenas soltou um latido e Quinn imaginou que ele estivesse duvidando do que ela tinha dito. Soltou uma risada baixa e jogou o braço contra os olhos. Estava ficando louca.

—_

Rachel não entendia nada que estava acontecendo. Em um momento ela estava ensaiando no estúdio, preparando para começar as gravações, e no outro, Anna a arrastava para o apartamento de Brittany e a forçava a falar tudo que tinha acontecido no apartamento de Quinn. E agora lá estava ela, sentada no sofá com Anna e Brittany lhe dando uma bronca. Só que ela não entendia exatamente o porquê de estar levando uma bronca. Só sabia que tinha Quinn Fabray no meio. Com um suspiro, cruzou os braços e relaxou no sofá do apartamento de Brittany.

— O que foi que ela te disse? – Brittany perguntou olhando séria para Rachel.

— É. Ela só pode ter dito alguma merda. – Anna resmunga e cruza os braços. – Ou você disse alguma merda.

— Pode ter certeza de que eu não disse nada que pudesse ofendê-la. – Rachel rebate se sentindo menor ainda diante das duas mulheres.

— Então porque você acha que não vai dormir com a Fabray mais uma vez? – Anna pergunta erguendo as sobrancelhas.

Rachel desviou o olhar para o chão e apertou as mãos juntas. Ela sabia que não deveria ter dito aquelas coisas mais cedo no apartamento de Quinn. Sabia também que só tinha feito isso porque queria ficar lá com a fotógrafa. Queria tanto que a assustou. Então ela reagiu. Do jeito errado, mas reagiu.

— Eu falei que era casada. – Murmurou ainda sem olhar para as duas.

— Mas ela já sabe disso. – Brittany fala revirando os olhos impaciente.

— E, convenhamos, seu marido é gay. – Anna comenta e seu tom beirava a um riso e Rachel levanta a cabeça em alerta.

— Isso não é da conta de vocês. – Rosnou e se levantou do sofá. Nem sabe porque estava no apartamento de Brittany quando deveria estar na própria casa. – Eu estou indo.

— Espera, Rachel. – Brittany tentou, mas Rachel já estava abrindo a porta do apartamento e saindo.

—_

Rachel abriu a porta do próprio apartamento e entrou, fechando-a e suspirando logo em seguida. Não tinha voltado pra casa desde que saiu para o apartamento de Quinn. Provavelmente, James estava impaciente por não ter noticias dela. Mesmo assim, Rachel sabia que Joana tinha lhe mandado uma mensagem avisando que ela estava ensaiando.

Passou uma mão pelo rosto e andou pela sala do apartamento e caminhou pelo corredor vendo que a porta do quarto estava aberta. Entrou e viu que James estava sentado na cama, as costas contra a parede e passava um dedo sobre a tela do tablet que tinha sobre suas pernas.

— Hey. – Ela o cumprimentou assim que entrou no quarto, colocando a bolsa em cima da cama.

— Hm. – Ele apenas murmurou e Rachel virou de costas apenas para retirar o cropped e descer o zíper da saia. – Onde esteve na noite passada?

Rachel fechou os olhos por alguns segundos. Levando as mãos até os próprios ombros e respirando fundo antes de ir até o closet e vestir uma camisa qualquer que usaria para dormir.

— Eu lhe fiz uma pergunta. – Rachel saiu do closet e o viu olhando para ela. O tom impaciente dele a fez querer virar as costas, mas o enfrentou.

— O que quer que eu fale? – Rebateu suspirando impaciente no mesmo tom que ele.

— Quinn Fabray? – James indaga e Rachel senta na cama com mais um suspiro. – Sabia que você não aguentaria ficar perto dela sem foder com ela.

— James. – Chamou em um pedido e virou para ele minimamente, ele ainda mexia no tablet sem direcionar o olhar para ela. – Isso não é da sua conta.

Não fazia ideia de quantas vezes repetiu essa frase.

— Eu sou o seu marido. – Ele fala em um tom zombeteiro e Rachel levanta da cama. Apanha um travesseiro e puxa um lençol da cama.

— Vou para o sofá. – Avisou antes de caminhar até a porta.

— Rachel. – Escutou antes de abrir a porta. Virou para ele que, finalmente, tinha os olhos azuis direcionados a ela. – Foi mal. Eu... eu entendo que você já esta fazendo muito por mim. Não deveria debochar, me desculpe.

— Não estou fazendo isso por você. Estou fazendo por mim. – Ela rebate por fim e sai do quarto, batendo a porta com força.

Encaminhou-se para a sala e sentou-se no sofá. Respirou pesadamente. Arrumou o travesseiro e deitou, cobrindo o corpo com o lençol e virou de lado, olhando para o nada. Sua mente corria para as coisas que Quinn tinha dito para ela em seu apartamento. Poderia ter sido no calor do momento? Algo que não diria se Rachel não tivesse provocado?

Pode não parecer, mas aquilo realmente feriu Rachel. Principalmente os olhos verdes lhe direcionando um olhar confuso e irritado quando ela se alterou. Sabia que tinha ficado muito nervosa com a conversa que teve com a fotógrafa. Era estranho saber que Quinn ainda queria tê-la mais vezes. Mais ainda saber que queria Rachel por perto. E era ainda mais estranho saber que Rachel também queria tê-la por perto.

Elas se divertiram muito na noite passada. Rachel não evitou um suspiro quando lembrou das mãos talentosas da fotógrafa correndo pelo seu corpo, os lábios viajando pelo seu peito e suas áreas intimas. A língua rosada e extremamente talentosa correndo pelo seu corpo. Os beijos fantásticos em todo o seu corpo e seus lábios.

Deus! Isso era estranho. Era muito estranho como ela desejava estar com Quinn Fabray. E por algum motivo, sabia que esses sentimentos eram recíprocos.

—_

— Como assim você dormiu com ela? – Santana estava praticamente rosnando de raiva pra cima dela.

Quinn se encolheu no divã e pigarreou tentando disfarçar o certo medo que sentiu da latina.

— Sim?

— Quinn! – Ela grita e Quinn se encolhe mais uma vez. – Ela é importante! É uma atriz muito premiada! Ela tem dois Tonys e um Grammy! Você não pode simplesmente dormir com ela como se ela fosse alguma modelo qualquer que você anda comendo por ai!

— Você não disse isso quando foi a Mila Kunis. – Revirou os olhos e cruzou os braços. Não deveria ter comentado sobre Rachel com Santana. Mas como a latina era sua melhor amiga, tinha certas coisas que não conseguia esconder dela. – E nem quando foi a Cara Delevigne! E olha que ela também é modelo.

Elas estavam na sala da Santana e Quinn resolveu comentar com a latina sobre Rachel. E se arrependeu muito quando viu os olhos escuros se arregalarem em horror quando disse que ela tinha ido para o seu apartamento.

— E você ainda dormiu com ela no seu apartamento! – Santana grita e bate com as mãos no divã. – Argh! Mila Kunis não era casada naquela época. E a Cara é praticamente igual a você.

— Ah! Rachel praticamente não é casada. – Rebateu e viu Santana finalmente focar os olhos nela. – Pois é.

— Como assim, ‘praticamente’?

— Ah, fala sério. – Passou a mão pelo cabelo rosado e arrumou os óculos. – Covenhamos, James Godrick é gay.

Santana soltou um suspiro leve e balançou a cabeça.

— Não temos nada comprovado. Ele não se assumiu. E mesmo se ele for, ela ainda é casada.

— Mas não faz sexo! Qual mulher é feliz em um casamento que não tem sexo!

— Isso não é da sua conta, Fabray!

Revirou os olhos mais uma veze sentou no divã, apanhando o notebook na mesa de centro. Seus olhos foram para a foto de Rachel na cama da revista. Sim, eles já tinham a primeira revista e já tinha sido aprovada. Já esperavam que fossem vendidas.

Quinn não conseguia tirar os olhos daquela revista. Sempre admirando a foto que decidiram usar para a capa. Era Rachel sentada em um banco com o corpo inclinado para frente, ambos os braços na frente do corpo, segurando-se no banco.

Era torturante.

— Pode parar de babar. – Santana praticamente ordena e puxa a revista para longe de Quinn. – Precisamos levar uma revista para ela.

Quinn a olhou em alerta. Teria a chance de ver Rachel mais uma vez. Sabia que Santana iria negar, mas Quinn sabia ser insistente.

— Eu levo. –Disse e se levantou fechando o notebook e sorrindo pra latina antes de arrumar os óculos.

— Não mesmo. – Santana nega e passa a mão pela revista, abrindo e passando as páginas, parecendo avaliar cada uma, procurando erros.

— Porque não? Não vou dormir com ela mais uma vez, sabe que não sou desse tipo. – Balançou a mão em desdém e Santana a olha com os olhos cerrados. – Eu só quero falar com ela.

— Porque mesmo eu deveria acreditar em você? – Cruzou os braços e a encarou duramente.

— Porque somos amigas, Santana.

— Isso não vai me fazer mudar de ideia.

— Ah, Santana! – Arrumou os óculos e cruzou os braços lançando um olhar tedioso para a latina. – Deixa de ser chata, eu só vou entregar isso pra ela. E não vai ser a primeira vez que eu entrego a primeira revista pra alguém, você sabe disso.

Santana revira os olhos e da de ombros.

— Ah, tanto faz. – Andou até a sua mesa e sentou na cadeira, jogando a revista sobre a mesa. – Brittany está vindo aqui hoje, e eu não quero você aqui, então pode ir pra onde quiser e amanhã você entrega essa revista.

Os olhos de Quinn se arregalaram e um sorriso enorme surgiu em seus lábios. Veria Rachel mais uma vez depois da discussão que ocorreu duas semanas atrás.

— Você poderia, ao menos, fingir que essa felicidade é por Brittany estar vindo? Afinal, ela é sua amiga também. – Santana brinca e Quinn solta uma risada.

— Eu estou feliz por ela e por você, mas preciso muito falar com a Berry. – Deu de ombros e colocou as mãos na mesa da latina, se inclinando para frente com um sorriso. – E, graças a você, vou poder fazer isso.

— Porque mesmo você quer falar com ela?

— Porque a ultima vez que nos falamos foi a duas semanas, e não foi um diálogo muito feliz. – Suspirou pesadamente ao lembrar. – Preciso esclarecer alguma coisa para mim mesma.

Santana lhe lançou um olhar rápido antes de virar e mexer no notebook.

— Eu vou pedir um endereço para a agente dela e lhe mando pra você entregar a revista amanhã. – Ela fala e termina de digitar, virando para Quinn mais uma vez.

— Começaram as gravações?

— Sim, mas eu não sei aonde estão gravando. – Santana diz antes de levantar. – Agora sai daqui que Brittany está vindo.

Quinn sorriu e acenou antes de pegar a revista que Santana lhe entregava e sair da sala quase saltitando de felicidade.

—_

No dia seguinte, a primeira coisa que Quinn fez foi pegar o notebook e abrir o seu email. Procurou algum de Santana. O primeiro que achou, clicou para ver e sorriu quando viu que era o endereço do local onde Rachel estava gravando o filme. Era um local perto do seu estúdio. Não muito perto, mas o suficiente para Quinn saber como ir tranquilamente.

Vestiu uma calça jeans e um suéter azul marinho com uma jaqueta branca e botas, afinal, já estavam chegando em Outubro, e estava realmente frio lá fora. Passou a mão pelo cabelo rosado úmido e respirou fundo. Ela precisava conversar com Rachel, mesmo sem saber o que falar. Colocou os óculos de Gray e pegou as chaves do seu volvo v40 preto.

Não demorou para que ela chegasse no local. Colocou-o no GPS e em 15 minutos já estava na frente dos prédios. Mostrou seu crachá do SLQF para o porteiro que a deixou entrar. Dirigiu até um estacionamento e saiu do carro pegando a pasta que estava no banco de carona e a bolsa pequena que carregava a sua câmera. Sempre saía carregando sua câmera, afinal, nunca se sabe quando vai precisar tirar uma foto. E nunca gostou de tirar fotos com o celular. Nenhum lhe dava tanto prazer quanto uma câmera fotográfica.

Trancou o carro e parou encostada nele. Tinha vários prédios e Quinn realmente não sabia para onde deveria ir. Desbloqueou o celular e suspirou quando viu que não tinha um nome exato do prédio, mas sim o nome do filme.

Living Life Easy.

Não era um nome muito favorável, mas ela tinha que encontrar um segurança que a levaria até o prédio. Levantou os olhos para os prédios atrás dela, vendo se conseguia achar alguma placa ou algum lugar com o nome do filme.

— Precisa de ajuda? – Escutou uma voz e virou para ver quem era. Um rapaz alto, realmente alto, e moreno. Seus olhos eram verdes como grama e seu rosto limpo de qualquer pelo facial. Quinn poderia dizer que ele era gay, mas quando ele a olhou de cima a baixo, tirou essa possibilidade. Lambeu os lábios e guardou o celular no bolso.

— Sim, eu gostaria de ir para o prédio que estão gravando o filme Living Life Easy. – Explicou e viu um sorriso nos lábios finos do rapaz. Quase que um sorriso sedutor.

— É pra lá que eu estou indo agora. Estou nesse filme. – Ele diz sorrindo e levando a mão até a nuca, coçando-a. – Você é Quinn Fabray, certo?

Quinn acenou e viu que ele apontava para o seu crachá que carregava no pescoço. Segurou o crachá e viu sua foto, ainda era loira na época que a foto foi tirada. Balançou a cabeça e soltou o crachá, arrumando o óculos sobre o nariz.

— Sim, e vim entregar algo para Rachel Berry. Creio que a conheça. Afinal, estão no mesmo filme. – Disse e forçou um sorriso de agradecimento quando o rapaz lhe pediu para acompanhá-la.

Não o conhecia de filme algum. Provavelmente era de algum que ela nunca quis parar para ver.

— Sim. Conheço bem ela. – Ele solta um suspiro. – Faz o meu par romântico em Living Life Easy.

Agora, Quinn o obervava de maneira mais avaliativa. Concluindo no final, que ele era alto demais para Rachel. Provavelmente uma péssima escolha de elenco.

— Hm. – Foi só o que murmurou vendo que ele não parecia muito feliz ao falar de Rachel. – Qual o seu nome mesmo?

— Ah. Sim. Sou Thomas Henley, mas pode me chamar de Tom ou Tommy, como meus amigos costumam me chamar.

— Legal. – Murmurou e o seguiu para dentro prédio.

— Você é fotógrafa, certo?- Ele pergunta e Quinn quase revira os olhos, mas apenas acena. Henley passa a mão pela franja sobre a testa, jogando-a para trás antes de continuar a falar. Eles estavam seguindo um corredor. – Porque a SLQF não faz uma revista masculina?

Quinn soltou um suspiro pesado e observou aonde estavam. Estava ansiosa para se livrar de Thomas Henley. Não aguentava mais aquele olhar e sorriso que provavelmente ele achavam que era sedutor. Quinn quase teve pena que ela não gostava da fruta. Thomas deveria ser mais atento as noticias de que ela dorme com modelos.

Enfim, ele não era o primeiro a lhe perguntar isso. Praticamente todos os homens – modelos e atores – que ela e Santana conheciam lhe faziam essa pergunta.

— Eu não sei bem como lhe responder isso. – Murmurou sob uma respiração. – Apenas decidimos que deveremos favorecer a mulher com a nossa revista. Existem diversas revistas machistas, porque não uma feminista?

— Uh. Okay. – Ele murmura. Provavelmente notando o pingo de impaciência no tom de Quinn.

Eles continuaram pelo corredor, subindo algumas escadas e virando algumas vezes, até que pararam em frente a uma porta que tinha uma placa no centro com o nome Living Life Easy em uma caligrafia formal. Thomas abre a porta e deixa um espaço para Quinn passar por ele. Quase morrendo sufocada com sua colônia masculina.

Se esse era mesmo o par romântico de Rachel, Quinn estava com pena da morena. Aguentar esse colônia masculina por alguns segundos já é insuportável.

— Bem, aquela ali é a Rachel. – Quinn segue o olhar de Thomas.

Um sorriso se arrastou em seus lábios ao ver que Rachel estava usando um vestido preto e bem apertado em seu corpo. O sorriso se tornou malicioso em instantes. A morena conversava com outra morena, um pouco mais baixa que ela e que usava calça jeans e uma camisa jeans. De longe, Quinn chutou que fosse Anna Kendrick.

Finalmente uma bela escolha de elenco além de Rachel.

— Certo, acho melhor eu ir falando com ela. – Murmurou mais para si do que para o Henley que ainda estava acampando ao seu lado.

Saiu de perto dele e andou lentamente através do estúdio, olhando melhor para ver que estava montado um grande salão. Quinn chutaria que era um salão de baile. Principalmente pelo vestido sensual de Rachel.

— Quinn Fabray, o que lhe trás até aqui?- Se assustou quando uma voz surgiu ao seu lado. Virou e encontrou os olhos castanhos de um dos seus melhores amigos.

— Samuel Evans. – Disse quase em reverência. Sam era o seu melhor amigo no colegial, e não o via desde que se mudou para Nova Iorque, ou seja, uns seis anos atrás. – Eu que deveria lhe perguntar isso.

Sam passou a mão pelo cabelo loiro e lhe lançou um sorriso.

— Apenas me abrace, Fabray. – Então abriu os braços e Quinn não evitou. Se jogou nos braços do seu melhor amigo e escutou a risada alta dele. Provavelmente chamando atenção de Rachel.

Quando saiu do abraço do loiro, virou para onde a morena deveria estar com Anna Kendrick, mas nenhuma das duas estava lá.

— Onde é que...

— O quê? – Sam ergue uma sobrancelha confuso e Quinn apenas balança a cabeça.

— Nada. É que... eu estou precisando entregar isso aqui, — apontou para a pasta com um sorriso. – para alguém do filme.

Sam acena e coloca as mãos nos bolsos. Quinn percebe que ele estava quase com uma roupa formal. Calça jeans preta e uma camisa social preta com uma gravata vermelha.

— É alguém que eu conheço? Posso entregar pra você. – Ele sugere com um dar de ombros.

— Ah, não. – Adiantou-se com uma risada. – Eu preciso entregar. Enfim, o que faz aqui?

— Sabe, por incrível que pareça, eu realmente estou sendo um ator. – Ele zomba e Quinn solta uma risada. – Mas, então, vi que você anda pelos tabloides com Santana. Me surpreendeu muito ao ver que você está trabalhando com ela. E ainda estão trabalhando juntas depois de seis anos.

— É, né. – E lançou um olhar por cima do ombro de Sam pra ver se encontrava Rachel, mas nenhum sinal dela. – Então, que papel você faz?

— Ah, sou o amigo engraçado da personagem principal. – Ele explica dando de ombros com um sorriso.

Enquanto Sam falava distraído sobre o seu papel, Quinn olhava para todo lugar, procurando Rachel e apertando os dedos na pasta. Tinha quase certeza de que Rachel estava fugindo dela.

Mas Quinn poderia ficar aqui por um tempo, e Rachel precisava trabalhar, ou seja, em algum momento, ela iria aparecer.

Notas finais
É isso! Espero, de coração, que tenham gostado desse capítulo! O próximo vai ser a continuação desse ai. Pra quem lê Tryin To Find a Reason Why, eu atualizei hoje. De mau gosto, mas atualizei. Sabe como é, falta de comentários desanima meixmo. Eheheh, mas não é o caso dessa daqui! To muito feliz com os comentários desta! Até o próximo capítulo.