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18 Capítulo XVIII
Notas iniciais
CAPÍTULO XVIII
Rachel soltou uma gargalhada quando Quinn jogou a cabeça para trás com um gemido doloroso. A morena se divertia com as expressões da fotógrafa sob si. Balançou os quadris levemente e sentiu as unhas cortadas de Quinn fincarem em seus ombros, fazendo-a gemer. A situação era excitante, muito. Mas era engraçado como Quinn não estava conseguindo administrar o que estava acontecendo.
— Você bem que poderia parar de rir. – Quinn reclamou com a mandíbula travada e Rachel comprimiu os lábios.
— Não me culpe por achar graça.
— Não é você que tem um pau enfiado na bunda! – Quinn guinchou e Rachel corou antes de pigarrear.
— Linguagem.
— Ah! E eu devo dizer o quê? Pênis? Órgão sexual masculino? Órgão reprodutor masculino? Hm? Decida-se Rachel! – Ela gritou com os olhos brilhando de raiva e Rachel revirou os olhos, balançando o quadril fazendo Quinn jogar a cabeça para trás mais uma vez.
— Vai dizer que não está sentindo prazer nisso?- Rachel pergunta e se inclina sobre o corpo de Quinn, colando seus lábios no queixo da fotógrafa, mordendo-o sensualmente antes de sussurrar: — Não está gostando de sentir o quão profunda estou dentro da sua bunda?
Quinn gemeu, e não foi de dor dessa vez, fazendo Rachel sorrir vitoriosa e movimentar os quadris levemente, escutando a resposta da fotógrafa com suaves gemidos.
— Você... é boa nisso... – Quinn murmurou ofegante. Rachel soltou uma risada e aumentou um pouco os movimentos. A fotógrafa mantinha os olhos firmemente fechados enquanto Rachel fazia os movimentos, gemendo e ofegando.
— E você está gostando disso. Do meu pau bem fundo na sua bunda. – Rachel continuou sabendo que esse tipo de conversa excitava Quinn, e era bom que ela se sentisse excitada e relaxasse para que sentisse mais prazer no que estava fazendo.
— Eu não sei por que deixei você fazer isso. – Quinn resmungou apertando os dedos nos ombros de Rachel antes de abrir os olhos e puxá-la para um beijo desesperado.
Rachel retribuiu o beijo com vigor, ela estava se sentindo mais motivada e movimentar os quadris, fazendo Quinn ofegar contra sua boca e jogar a cabeça para trás, separando-as do beijo e empurrando a morena para a sua garganta.
— Você foi à única que trouxe isso. – Rachel murmurou referindo-se ao strap-on que usava.
— Eu trouxe na intenção de usá-lo em você. – Quinn rebateu arfando e puxando o rosto de Rachel para seu ouvido e fazendo-a enterrar o rosto no seu pescoço.
Rachel sabia que Quinn gostava de escutar seus gemidos, e principalmente quando estava com a boca bem próxima do ouvido da fotógrafa. Aumentou os seus movimentos mais um pouco e escutou os gemidos desesperados de Quinn em seu ouvido e isso a deixava mais excitada. Rachel ficou maravilhada quando descobriu que a cinta também lhe favorecia, fazendo-a sentir o calor dentro de Quinn e também pressionando seu clitóris enquanto ela se movimentava contra a fotógrafa.
— Não reclame que você está gostando disso. – Rachel murmurou com a boca no ouvido da fotógrafa, que soltou um gemido baixo e desesperado. – Vai gozar, amor?
O apelido fez com que Quinn soltasse um gemido mais ainda desesperado. Rachel sabia como enlouquecer Quinn, e um dos seus segredos era usar palavras como: Amor, babe, querida e minha. Que fazia com que a fotógrafa fosse empurrada com força para a borda do orgasmo.
— Ai caralho.... – Quinn gemeu e circulou as pernas na cintura de Rachel, soltando mais um gemido quando o abdômen da morena esfregou-se em seu clitóris inchado.
Rachel sentia Quinn completamente molhada contra seu abdômen, e saber que ela estava ficando mais ainda excitada com a ela fodendo sua bunda, fazia a morena enlouquecer.
— Goza, meu amor.
E Quinn arqueou o corpo, jogando a cabeça para trás e agarrando o cabelo de Rachel, apertando-a contra si. Rachel não imaginou que gozaria com Quinn, mas seu corpo tremeu fortemente e ela enterrou o rosto no pescoço da fotógrafa, gemendo baixinho.
— Eu nunca mais vou ser capaz de sentar. – Quinn gemeu e Rachel riu em seu pescoço antes de se afastar e tirar o pênis de borracha de dentro da fotógrafa, que soltou mais um gemido pelo vazio.
— Vai sim, só espera um tempo porque ta bem vermelho. – Rachel observou olhando para o buraco enrugado da fotógrafa enquanto tirava a cinta de si e a jogava no chão.
— Para de olhar pra isso, Rachel. – Quinn pediu e tentou cobrir o rosto com as mãos, mas estava cansada demais para se mover.
Rachel soltou uma risada pelo constrangimento de Quinn.
— Você esquece que eu tinha a minha língua aqui minutos atrás. – Comentou e riu ao ver Quinn se esforçar para cobrir o rosto com um travesseiro, mas Rachel não deixou, puxando-o da sua mão e deitando ao seu lado. Quinn abriu os olhos lentamente e Rachel sorriu suavemente. – Eu deixo você fazer isso comigo um dia.
Quinn corou levemente e lambeu os lábios antes de se arrastar e deitar a cabeça nos peitos de Rachel.
— Eu estou completamente sem forças. – Quinn resmungou e Rachel forçou-se a não se vangloriar. Estava se sentindo poderosa. – E tire esse sorriso estúpido da sua cara!
Rachel só conseguiu rir e acariciar os fios loiros.
— Foi divertido. – Comentou suspirando e escutou um gemido baixinho de Quinn.
— Vamos passar o dia inteiro nesse quarto porque eu não vou descer e sentar em uma cadeira para comer, porque não vou conseguir sentar! – Ela exclamou e Rachel comprimiu os lábios mais ainda.
Enquanto acariciava os fios loiros, Rachel repassava a semana que tiveram. Não saíram muito do quarto já que a tempestade ainda acontecia, mas elas se divertiram bastante. Rachel viu Quinn trabalhando em fotos das edições futuras que tinha adiantado com Santana. Rachel amou ver Quinn em várias situações.
Foi uma semana divertida. Elas conversaram sobre diversos assuntos. Quinn recebia noticias sobre como andava o processo dos seus agentes e tudo o que Rachel sabia até agora, era que Anthony e Joana foram notificados do que estava acontecendo e eles tentaram procurar por James e Rachel, mas não conseguiram.
Rachel estava feliz onde estavam, e estava se sentindo impossivelmente segura com Quinn. Sorrindo animada, olhou para a fotógrafa adormecida em cima dela e soltou uma risada continuando o carinho no cabelo loiro.
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Nos jornais locais sinalizavam o fim da tempestade em Toronto. Quinn e Rachel já arrumavam as malas para partirem para Quebec. Rachel estava meio chateada, ela gostou bastante de passar duas semanas trancadas dentro de um quarto com Quinn. E fazendo sexo em todos os lugares, além de passarem horas apenas conversando com seus corpos nus se tocando.
Ela estava tão apaixonada por Quinn que tudo o que queria era ficar com a fotógrafa. Não importava o lugar, ela só queria estar com ela.
— Porque está com esse beicinho? – Quinn questionou abraçando-a por trás e colando seu corpo no dela, beijando sua nuca e apoiando o rosto no ombro da morena.
— Eu gostei de ficar aqui. – Rachel respondeu e levou as mãos para os braços de Quinn.
Quinn riu em seu ombro e beijou seu pescoço apertando os braços em volta da morena.
— Nós fizemos nada aqui.
— Sim, nós fizemos. – E Quinn riu mais uma vez com o tom da morena.
— Sim, nós fizemos, mas nós podemos continuar fazendo essas coisas em Quebec.
Rachel apenas revirou os olhos e tirou as mãos da fotógrafa, voltando a dobrar as roupas que tinham retirado nessas duas semanas que estiveram em Toronto. Quinn continuava dando leves beijos em sua nuca.
Então o telefone de Quinn começou a tocar, obrigando-a a se afastar de Rachel para atender. A morena lançou-lhe um olhar rápido e sorridente antes de voltar a fazer o que estava fazendo.
— Quinn? — Puck murmurou quando a fotógrafa levou o celular até o ouvido.
— Sim. — Quinn respondeu e virou-se para Rachel, que estava terminando de arrumar as malas. Seus olhos não saíram da morena. Ela estava linda com uma calça jeans e um suéter branco.
Então ela lembrou que Puck estava falando com ela através do telefone.
— ... E eles meio que sabem onde vocês estão. — Ele disse e Quinn travou, engasgando com a própria saliva. Chamando a atenção de Rachel.
— Como assim, Puckerman? — Quinn rosnou virando-se de costas para Rachel e diminuindo o tom de voz. Não queria que a morena se preocupasse.
Mas Quinn conseguia sentir os olhos da morena em sua nuca, impaciente e curiosa.
— Aparentemente, um francês tirou uma foto com a Berry e postou no Facebook dois dias atrás. — Ele tenta explicar e Quinn leva uma mão até o cabelo, enfiando os dedos nos fios loiros antes de torcê-los e soltar um suspiro.
— Okay, eles acham que nós estamos em Toronto, certo? — Quinn tentou e sentiu a mão de Rachel em seu ombro.
— Sim. Aeroporto de Toronto. — Puck murmura distraidamente.
— Certo, Rachel e eu estamos indo para Quebec hoje mesmo. — Quinn avisou virando-se para Rachel e sentindo a morena agarrar a lapela do seu sobretudo.
— Do que estão falando, Quinn? — Rachel perguntou baixo e Quinn apenas a olhou nos olhos, concentrando-se no que Puck dizia.
— É melhor irem agora. Temo que o tal de Anthony tenha conseguido ligar para alguém e estejam indo para o Canadá agora mesmo.
Quinn apenas murmurou algo em consentimento e se despediu de Puck, desligando o celular e voltando-se para Rachel que ainda lhe encarava curiosamente.
— Você vai me dizer? — A morena indaga e Quinn sente ser puxada pela lapela do sobretudo.
— Temos que sair daqui. Agora.
E puxou Rachel para terminarem de arrumar as malas.
— Então não vai me falar? — Rachel rosnou e Quinn parou de dobrar as roupas para virar para a morena indignada.
— Você não pode sair tirando fotos com seus fãs em todos os lugares, Rachel. — Avisou deixando Rachel confusa.
— Porque não?
— Anthony e Joana provavelmente mandaram alguém atrás de nós.
Rachel pareceu ficar tensa e Quinn temeu ter dito a coisa certa, mas não tinha tempo para isso. Precisavam arrumar as coisas e irem embora. Continuou guardando as roupas sentindo o olhar de Rachel nela enquanto arrumava.
— Foi aquele fã no aeroporto. Não é?
— Sim. Ele postou no Facebook que encontrou você ainda lhe marcando na postagem e marcando o lugar que estávamos. — VIrou-se impaciente e viu os olhos de Rachel perdidos. — Temos sorte de não ficar aqui.
Rachel acenou e voltou a ajudar Quinn com as malas e as roupas.
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Quinn colocava suas malas no carrinho do aeroporto enquanto Rachel usava o seu celular para mandar uma mensagem rápida para James avisando sobre Anthony e Joana e sobre o que a fotógrafa tinha falado para ela.
Rachel entendeu o porquê de Quinn estar nervosa e ter falado com ela daquele jeito, portanto não parou para discutir com ela e continuou fazendo a tarefa que lhe foi designada. Mas o que achou estranho na fotógrafa, foi que ela não disse uma só palavra desde o momento em que saíram do quarto do hotel.
— As passagens? — Rachel perguntou e Quinn ergueu os olhos para ela.
— Já estão aqui, é só irmos para o portão de embarque. — Ela respondeu e tocou nas costas da morena, guiando-a para o portão de embarque.
Por sorte, o aeroporto estava vazio. Quinn a guiou até a sala de embarque e logo elas entraram no avião.
O voo inteiro, Quinn passou olhando ao redor, parecendo preocupada. Rachel não sabia exatamente o que fazer para relaxar a fotógrafa, então pegou sua mão e apertou seus dedos, entrelaçando-os com os seus. Quinn desceu os olhos para ela e a morena sorriu suavemente, esperando que isso relaxasse a fotógrafa. E com um suspiro suave, Quinn relaxou, acenando para si mesma e passando a mão desocupada pelo cabelo loiro.
— Não precisa ficar tão preocupada, Anthony não seria louco de mandar alguém atrás de mim tendo tantos olhos em cima dele.
— Sim, ele pode não ser louco a esse ponto, mas a sua agente pode ter mandado alguém. — Quinn rebate abaixando o tom de voz, temendo alguém estar escutando a conversa, mesmo que o avião estivesse praticamente vazio.
— Mas ele não vai, okay? — Rachel apertou seus dedos, tentando convencê-la do que estava afirmando. — Nós já estamos praticamente pousando em Quebec e eles não sabem que estamos aqui.
E Quinn pareceu relaxar com isso. E Rachel passou o resto do voo massageando a mão de Quinn entre as suas, temendo que ela não ficasse nervosa ou estressada com qualquer coisa.
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— Porque estamos na frente de uma casa? — Rachel questionou assim que Quinn parou o carro na frente de uma casa no meio de um campo. Ainda estava nevando bastante, mas não tanto para uma tempestade. Rachel esfregou as mãos juntas e virou-se para Quinn que tinha os olhos fixos na casa, parecendo checar se estava tudo bem com ela. — Quinn?
A fotógrafa soltou uma risada antes de olhar para a morena.
— Minha irmã comprou essa casa para se esconder de um namorado stalker que vinha transformando a vida dela um inferno. E até que ele sumisse, ela ficou aqui. — Quinn explicou e se afastou da morena para abrir a porta, parando antes de sair e virou para Rachel mais uma vez. — Essa casa é extremamente segura, confie em mim.
— Quando foi que não confiei, Quinn?- Rachel rebate soltando uma risada e saindo do carro com a fotógrafa.
Ambas apanharam as malas no porta-malas e caminharam para entrar na casa. Não era uma casa pequena e nem grande. Seria uma casa perfeita para uma pessoa só viver por um bom tempo. Ao entrar na casa, Rachel entendeu o porque de Quinn ter escolhido aquele lugar.
Era muito parecido com o apartamento da fotógrafa. Era completamente rústico e não era dividido em cômodos. Exatamente como o apartamento dela. Rachel imediatamente se sentiu em casa. Soltando um longo suspiro e deixando as malas caírem no chão. Quinn foi passando os olhos pelos móveis, provavelmente checando se tinha algo de errado com eles.
— Acho que isso é de Fabrays. — Rachel brincou cruzando os braços e andando até o balcão da cozinha da casa.
Quinn ergueu os olhos do sofá para a morena e franziu o rosto.
— Como assim?
— Casas que não são divididas em cômodos. — Rachel fala apontando para o quarto e a sala de tevê em frente a cozinha. — Sua irmã tem uma casa muito parecida com o seu apartamento.
Quinn soltou uma risada suave antes de enfiar as mãos nos bolsos e se aproximar de Rachel com um sorriso matador e encantador. Rachel soltou um suspiro. Ela amava os sorrisos de Quinn para ela.
— É apenas mais prático. — Quinn deu de ombros e se aproximou mais ainda, parando um passo na frente de Rachel. — Fica mais fácil de limpar.
Rachel revirou os olhos e balançou a cabeça, puxou a fotógrafa pela gola do sobretudo e grudou seus lábios com um gemido suave. Quinn prontamente correspondeu, levando as mãos até o balcão atrás da morena. Rachel escorregou os dedos para a nuca de Quinn, acariciando os fios loiros que estavam presos em um rabo-de-cavalo. Prontamente a morena o soltou, enfiando os dedos nos fios loiros e escutando um gemido de Quinn.
Afastando-se lentamente, Rachel prendeu o lábio inferior de Quinn entre os dentes antes de se afastar e soltar um riso ao ver que a fotógrafa estava se aproximando para continuar o beijo.
— Precisamos ver o que vamos comer para o jantar. — Rachel disse quando Quinn gemeu e se afastou seguindo a morena até a geladeira. — Não acho que tenha alguma comida comível por aqui.
Quinn abriu a geladeira com o rosto franzido.
— Tem abacaxi em calda. — Murmurou e se inclinou para pegar a lata.
— Agora olha a validade. — Rachel ordenou e Quinn franziu o rosto para ela antes de voltar-se para a lata.
— Acho que não estamos em 2003, não é mesmo?- Quinn brincou e Rachel soltou uma gargalhada, afastando-se da fotógrafa. — Eu vou ao mercado mais perto da cidade e trago comida pra gente.
Rachel estava procurando algum canal na televisão quando Quinn entrou na casa cheia de sacolas de papel. A morena rapidamente se levantou para ajudá-la, mas Quinn apenas desviou e andou rapidamente até o balcão, colocando as coisas em cima dele.
— Eu consigo, baby. — Quinn piscou sedutoramente para a morena e derrubou as coisas em cima do balcão.
Rachel revirou os olhos e ajudou a fotógrafa a colocar as coisas em cima do balcão e tirá-las da sacola.
— O que comprou?
— Abacaxi em calda. — Quinn murmurou e Rachel erguei os olhos vendo a expressão divertida da fotógrafa.
— Falando sério. — Rachel pediu mais uma vez, rindo quando a fotógrafa se inclinou para beijar sua bochecha antes de responder.
— Tem as coisas que comemos desde que começamos a nos encontrar. — Quinn respondeu e se inclinou no balcão, olhando profundamente nos olhos da morena. — Pão para fazer torrada, geleia de morango e de amora, sorvete amigavelmente vegan e mais dessas coisas que você gosta de comer. E claro, comida comestível.
E deu de ombros fazendo a morena soltar uma risada. Quinn ficou encantada com as bochechas coradas da morena.
— Então achou coisas vegan por aqui? — Rachel indagou e Quinn acenou lentamente, comprimindo os lábios com um sorriso suave.
— Você ficaria surpresa com as coisas que tem aqui no Canadá. — E piscou para a morena.
Rachel apenas riu a ajudou a fotógrafa a arrumar as coisas nos armarios da cozinha. Logo depois de arrumarem, decidiram o que fariam para o jantar. Rachel comentou da lasanha que comeu no apartamento de Santana e Quinn rapidamente mandou uma mensagem para a latina pedindo a receita. A resposta que recebeu foi: "querendo que a mulher coma para depois comer a mulher? É isso ai, Fabray!"
Quinn soltou uma risada e antes que pudesse responder, a latina mandou outra mensagem com a receita. Então mandou mais uma: "Seu cachorro tapado acabou de deixar um presentinho no meu tapete. Muito obrigada, Fabray." Rindo mais uma vez, Quinn apenas agradeceu e ignorou a ultima mensagem.
Elas fizeram a lasanha com os ingredientes que Quinn comprou e sentaram no sofá esperando o momento em que estaria pronta.
Nesse meio tempo, elas se distraíram e logo estavam em um amasso pesado no sofá. Quinn estava abaixo de Rachel, gemendo com os beijos que a morena distribui por seu pescoço. Suas mãos estavam dentro do suéter da morena, acariciando suas costas enquanto Rachel fazia suaves movimentos com os quadris, incentivando a fotógrafa a apertar o corpo acima dela no seu.
Então o cheiro de queimado fez com que elas se separassem.
— A lasanha! — Quinn guinchou e Rachel pulou do colo dela, correndo para a cozinha. Quinn foi logo atrás. A morena desligou o forno e ficou olhando para ele ainda fechado. — Não vai abrir?
— Eu não quero ver o estrago do nosso jantar. — Rachel resmungou e cruzou os braços lançando um olhar para Quinn. — Faça você.
No final, a lasanha foi para o lixo e elas tiveram que improvisar torradas com geleias.
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Puck passou as mãos pelo rosto antes de passar pela cabeça. Seu corpo estava inteiramente tenso e tudo o que ele queria era voltar para casa, beber uma cerveja e se aconchegar no corpo da sua esposa. Mas ele estava preso em uma sala, com mais oito advogados enquanto decidiam o que iriam fazer em seguida.
Anthony e Joana foram avisados sobre o processo e sobre Rachel e James estarem desaparecidos e impossíveis de se encontrar. E depois de um cara postar uma foto com Rachel Berry no Facebook, Noah ficou achando que não tinha mais o que fazer, mas ao ligar para Quinn, aliviou-se ao saber que elas não ficariam muito tempo em Toronto e já estavam a caminho de Quebec.
Um dos advogados chamou a sua atenção, comentando algo sobre pegar no flagra, mas logo outro advogado falou algo que o fez desistir da ideia e os dois começaram a argumentar. E Noah continuou ali, olhando para todos os oito advogados com uma expressão cansada.
Ele estava querendo fazer de tudo para Quinn, afinal, ela era a sua melhor amiga de muito tempo. Mas estava cansado. Duas semanas inteira trabalhando em algo que estava praticamente entregue em suas mãos. Eles tinham tudo para ganhar.
— Puckerman. – Um dos advogados lhe chamou. Noah lembrava que o nome dele era Frank.
— Sim?
— Acabaram de ligar. – Frank apontou para o celular em sua mão e Puck curvou-se na mesa, olhando para os olhos claros do advogado. – Vão trocar de Juiz.
Puck arregalou os olhos. O Juiz que tinham exigido era o único Juiz correto em Nova Iorque que tratava desse tipo de assunto. Então como eles trocariam o Juiz?
— Como assim?
Frank deu de ombros e lambeu os lábios antes de se inclinar sobre a mesa com os cotovelos.
— Eles alegaram que o Juiz estava sendo subornado.
E Puck bufou irritado. Sabia que acabaria assim, afinal, eles não estavam se envolvendo com alguém novato no tribunal.
Ao menos começou a ficar interessante.
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— Acha que vai dar tudo certo?- Rachel perguntou quando Quinn desligou o telefone e o colocou na mesa de centro.
Antes de responder, Quinn voltou a se encostar no sofá e passar um braço pelos ombros de Rachel, trazendo-a para seu corpo e beijando o topo da sua cabeça.
— Eu tenho certeza. – Murmurou antes de passar os dedos pelos ombros da morena, acariciando-os para tentar relaxar seu corpo. – Puck é bom no que faz, e se ele diz que vai dar um jeito, quer dizer que ele vai dar o melhor jeito possível.
Rachel soltou um suspiro e virou o rosto para a fotógrafa, olhando em seus olhos antes de lamber os lábios e relaxar.
— Então você tem certeza de que vai dar certo. – Rachel ditou e Quinn sorriu suavemente enquanto a morena falava consigo mesma. – Não está só dizendo isso porque me ama, não é?
Quinn jogou a cabeça para trás em uma risada e apertou o braço em volta da cintura da morena, puxando-a para impossivelmente perto.
— Isso é sério, Quinn! – Rachel continuou e esmurrou o ombro da fotógrafa até que ela parasse de rir. – Não tem graça.
— Sim, tem sim. E sim, é um dos motivos para eu dizer isso. – Admitiu dando de ombros e mordendo o lábio inferior. – E eu ri porque é muito surreal você falar esse tipo de coisa. É quase como se eu estivesse imaginando as coisas que saem da sua boca. Mesmo vendo que ela estão realmente saindo.
Rachel franziu o cenho e Quinn pensou se teria que explicar o que era, mas a morena pareceu entender quando acenou lentamente.
— Há quanto tempo você me ama, Quinn? – Ela questionou e Quinn engoliu em seco.
— Como assim?
— Você sabe o que eu quis dizer. – Rachel deixa os lábios se curvarem suavemente para cima. – Não tem coragem de me dizer?
Quinn odiava isso. Odiava quando a provocavam para admitir alguma coisa. Algo que ela odiava mais ainda. Era quando lhe subestimavam.
E mesmo assim, Quinn não sentiu ódio das palavras que saíram da boca de Rachel. Na verdade, ela se sentiu motivada a falar sobre seus sentimentos.
— Eu não sei exatamente quando começou, só sei quando eu consegui falar em voz alta. – Começou e Rachel franziu o rosto. – Lembra quando nós passamos um mês longe uma da outra? – Rachel acenou e Quinn pigarreou antes de continuar. – Teve aquela festa que eu fui te buscar porque a Snow me ligou e você não estava bem...
— Eu sei que não foi assim que aconteceu, Quinn. – Rachel a interrompeu e Quinn franziu o rosto e seus olhos se arregalaram.
— Você lembra?
— Não. – Balançou a cabeça. – Brittany me falou.
— Então você sabe que estava chorando muito e que foi isso que me fez ir atrás de você. – Quinn disse e Rachel corou um pouco e acenou. – Bem, então, quando eu entre no quarto onde Brittany mantinha você e a Kendrick, ela disse que você estava no banheiro e eu entrei lá pra ver você brincando com um desentupidor rosa. – Rachel corou mais ainda, parecendo se arrepender de comentar sobre o assunto, mas Quinn estava se divertindo. – De acordo com a sua versão bêbada: Eu sou o seu Batman!
— Ah meu Deus... – Rachel murmurou mortificada. Ela não se lembrava de nada disso antes, mas agora tudo estava começando a ficar mais claro, e quanto mais claro ficava, mas mortificada ela aparentava.
— Sim, e quando eu te levei pra casa e você pediu para que eu ficasse na cama com você eu... meio que deixei escapar como me sentia.
E Rachel parou de ficar mortificada, passando a ficar curiosa.
— Você disse que me amava naquela noite. – Não era uma pergunta e Quinn apenas acenou. – Como eu não consigo lembrar?
— Você já estava dormindo.
Rachel balançou a cabeça levou uma mão até o rosto de Quinn, puxando-a para fixar seus olhos nos dela.
— Se eu não estivesse tão bêbada...
— Não é culpa sua. – Quinn balança a cabeça e segura o pulso de Rachel.
— Eu não deveria ter ido naquela festa e ter ficado tão bêbada.
— Se você não fosse não estaríamos aqui hoje.
E Rachel ficou em silencio. Ela apenas olhou nos olhos verdes e acenou.
— Eu te amo. – Sussurrou e Quinn abriu um enorme sorriso.
— E eu também te amo, Rach.
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