Just A Picture
6 Capítulo VI
Notas iniciais
CAPÍTULO VI
Rachel estava encolhida no banco de carona enquanto Quinn dirigia pela cidade. O aquecedor esquentava o carro perfeitamente, mas Rachel ainda tremia de leve. Queria poder voltar e pegar seu casaco no hotel, mas sabia que era arriscado com os paparazzi acampando no saguão.
Mas a única coisa que rondava sua mente agora era: Porque James estava na festa?
Tinha quase certeza que tinha dedo da sua agente nisso. Joana não deixaria que Rachel fosse para uma festa sozinha, afinal, ela era para ser casada com ele.
— Está tudo bem? – Quinn perguntou cortando o silencio que tinha se estabelecido confortavelmente desde que elas entraram no carro.
— Sim. – Rachel responde com um suspiro leve. – Apenas pensando.
— Posso perguntar o que está pensando?
— Não.
Quinn soltou uma risada de leve.
— Ainda vai continuar com isso?
— Com o quê, exatamente?
— Com toda essa negação desnecessária.
Mesmo sem olhar para a fotógrafa, Rachel sabia que ela estava sorrindo.
— Não é desnecessária pra mim, Fabray. – Rebateu levemente irritada
— Ah, então voltamos para o ‘Fabray’? – Quinn debochou com um suspiro. – Realmente, sempre que acho que estamos avançando você dá dois passos para trás.
Rachel ficou em silêncio por um tempo. Não entendia nem a si mesma, então não daria para se explicar para Quinn. Sabia o que sentia quando estava com a fotógrafa, só não entendia como lidar com isso.
Respirando fundo, resolveu que deveria falar alguma coisa.
— Sinto muito eu...
— Está na defensiva. Eu entendo. – Quinn completa. Rachel resolve finalmente virar para olhá-la. A fotógrafa balançava a cabeça e apertava o volante. – Quer saber? Não. Eu não entendo. Você vai ter que me explicar.
É. Ela estava sendo injusta em deixar Quinn no escuto quanto a isso.
— Podemos esperar até chegar ao seu apartamento? – Perguntou à morena e Quinn lança um olhar rápido para ela, antes de acenar e continuar com o silêncio.
O silêncio permaneceu até que Quinn entrasse no estacionamento do seu condomínio. Estacionou o carro e saiu. Rachel saiu antes que a fotógrafa pudesse abrir a sua porta e quando Quinn viu isso, revirou os olhos. Rachel não entendeu, mas sabia que isso, provavelmente, não contribuiu a seu favor em uma conversa tranquila com a fotógrafa.
Entraram no elevador e Quinn apertou para ir pra cobertura. Logo em seguida, abriu a bolsa e começou a mexer nela. Rachel pensou se deveria ligar o próprio celular. Sua bolsa ainda estava pendurada em seu ombro e o celular completamente desligado por não querer ser incomodada durante a festa no hotel.
Aproveitou que Quinn estava distraída, e pegou o celular na bolsa, apertando para ligar. Não teve tempo de esperar ligar quando a porta do elevador abriu e Quinn saiu. Rachel a acompanhou, ainda com os olhos no celular, esperando-o ligar completamente.
Ele só foi ligar quando Quinn abriu a porta do apartamento e abriu um espaço para Rachel entrar. Franziu o rosto enquanto entrava no apartamento de Quinn. Seu celular tinha dez ligações perdidas e umas vinte mensagens. Abriu a mensagem quando viu que Quinn estava fechando a porta e indo para a cozinha.
— O que tem de tão interessante ai? – Escutou a voz rouca da fotógrafa lhe perguntar.
Levantou os olhos das mensagens de Anna, perguntando onde ela estaria e se estava transando com Quinn.
— Anna perguntando se estou bem. – Resolveu ocultar a parte em que Anna perguntava se Quinn estava lhe comendo bem. Mas suas bochechas não evitaram se avermelhar. – E ela resolveu fazer isso em dez mensagens.
Escutou uma risada rouca e levantou os olhos mais uma vez para a fotógrafa. Quinn estava apoiada no balcão e seu decote estava ali... todo provocante. Rachel desviou o olhar rapidamente e voltou para o celular.
— Isso é bem a cara da Kendrick. – Quinn murmurou baixinho, mas Rachel certamente ouviu.
— Também tenho três de James. – Acrescentou e sentou-se no sofá. Olhou ao redor quando não escutou algum latido. – Onde está Arrow?
Quinn olhou ao redor do seu apartamento com as sobrancelhas franzidas. Sua expressão suavizou quando parou em uma poltrona de couro ao lado da cama e de frente para a varanda.
— Bem ali. – Apontou com a cabeça. Rachel seguiu o seu olhar e sorriu ao encontrar o cachorro de barriga para cima na poltrona de couro. – Então... – Novamente seu olhar foi para Quinn, perdendo-se no decote da fotógrafa antes voltar para os olhos claros. – O que James disse? Explicou porque estava lá?
Rachel não tinha lido as mensagens de James, então clicou para abrir a primeira e suspirou, lendo uma por uma.
— Ele disse que não tinha o que fazer e foi me fazer uma surpresa, afinal, é meu marido. – Seu tom debochado tinha, claramente, entregado o qual infeliz era o seu casamento.
— Consigo ver o quanto você quer que ele seja seu marido. – E tudo piorou com o tom sarcástico da fotógrafa.
— Quinn...
— Olha, eu entendo. Entendo porque você não quer me contar o que... – Quinn solta uma longa respiração. – Eu sei que tem alguma coisa suja no meio, mas não vou perguntar.
Rachel comprimiu os lábios e lançou um olhar rápido para a fotógrafa de cabelos rosados antes de guardar o celular na bolsa e se aproximar de onde ela estava. Quinn balançou a cabeça quando a morena se aproximou do balcão.
— Eu não entendo como eu sinto tanta atração por você, Fabray. – Rachel confessa e para ao lado do balcão, de frente para Quinn. — Eu posso continuar isso que estamos tendo, mas só com uma condição.
Quinn cerrou os olhos e cruzou os braços mais apertados. Rachel engoliu em seco quando os seios da fotógrafa foram empurrados para cima.
— Qual é? – Perguntou e Rachel soltou a respiração. Tinha medo de que Quinn risse na sua cara e dissesse que era tudo falso e que não sentia atração por ela.
Mas, aparentemente, ela sentia. Rachel estava ficando louca com o olhar quente que Quinn estava lhe lançando. Um olhar que lambia seu corpo de cima a baixo.
— Não fale sobre James... ao menos não agora. Quando... quando eu estiver pronta eu vou te falar, mas você vai ter que me prometer e... e eu só vou falar quando ver até onde isso – Ela aponta para ela e Quinn. – vai dar. Eu não posso contar algo assim para alguém que eu nem ao menos confio.
Quinn piscou rapidamente e desviou o olhar de Rachel. A fotógrafa já tinha descruzado os braços e estava com o cotovelo apoiado no balcão e o corpo apoiado nele. A morena se aproximou e colocou a mão no balcão, esperando que Quinn entendesse a proposta.
— Okay. – Quinn respondeu depois de um tempo e se arrumou em pé. – Nós vamos continuar com isso com essas condições. Mas... eu tenho algumas também.
Rachel engoliu em seco. Tirou a mão do balcão, vendo que Quinn não iria pegá-la. Cruzou os braços e olhou dentro dos olhos verdes.
— O quê?
Quinn lhe lançou um olhar de cima a baixo. Um olhar extremamente demorado e cheio de desejo, lambendo os lábios demoradamente antes de levantar os olhos para os seus.
— Você vai posar para mim. – Sussurrou e Rachel franziu as sobrancelhas. Ela já tinha feito isso. Então...?- Desprovida de qualquer tipo de vestimenta.
Rachel arregalou os olhos, seu coração acelerando tanto que ela pensou que sairia pela boca.
— O quê?
— Isso que ouviu. – A voz de Quinn estava rouca e arrastada. Rachel engoliu em seco demoradamente e desviou o olhar da fotógrafa, antes que pudesse falar algo Quinn continuou. – E eu quero que você esteja adepta a qualquer tipo de fantasia sexual.
Rachel a olhou, incrédula. Nunca em toda a sua vida, pensou que faria algo assim.
— Quinn... eu não sei se percebeu, mas o que eu pedi não é tanto assim.
— Não é, mas eu sei que está considerando. Afinal, você está bem excitada agora.
Rachel quase estremeceu com o tom de voz da fotógrafa, seu corpo estava quente, era verdade, mas não tinha como Quinn saber disso.
— Como você...?
— Seus mamilos estão duros. – Quinn sussurra roucamente e se aproxima, encostando no balcão quando estava mais próxima da morena. – Péssima ideia usar um vestido sem sutiã.
Rachel arregalou os olhos e desviou o olhar para o outro lado, sentindo o hálito da fotógrafa tocar seu ombro. Quinn estava se aproximando, engoliu em seco mais uma vez e sentiu os lábios da fotógrafa encostaram em seu ombro.
— Quinn...
— O que me diz, Berry?
Inalando profundamente, Rachel fechou os olhos. A vontade de jogar tudo para cima e cair nos braços lindos e pálidos que estavam agarrando sua bunda agora, era enorme. Lambeu os lábios ressecados e mordeu o lábio inferior. Tudo estava dizendo para concordar. Seu corpo inteiro estava tremendo e esquentando loucamente.
— Quinn... – Isso foi um gemido, completamente involuntário.
Quinn tinha a boca em seu pescoço, lambendo o beijando lentamente, provocando seria a palavra certa.
— O que me diz? – Quinn perguntou mais uma vez, sua voz tão baixa quanto um sussurro. Rachel mordeu o lábio inferior sentindo os dedos da fotógrafa passarem por suas coxas e empurrarem o vestido um pouco para cima. – É só dizer que sim e eu te fodo aqui e agora.
Rachel realmente não podia negar uma proposta dessas, principalmente com Quinn toda em cima dela e ainda raspando os dentes em seu pescoço, acompanhado dos lábios rosados em seu ouvido.
— Eu não tenho condições de negar. – Confessou arfando e fechou os olhos com força. Seu corpo interior formigava, implorando pela fotógrafa.
— Isso é um sim? – Quinn se afasta e seus olhos se encontram.
Rachel se perdeu alguns segundos no mar verde e dourado. Soltou um suspiro depois de um tempo. Ela não tinha como negar. Essa atração que sentia por Quinn era algo impossivelmente real. Elas tinham uma conexão que precisava ser explorada. E Rachel sabia que era impossível parar essa exploração.
— Sim, eu aceito essas condições.
E não teve tempo de falar mais alguma coisa ou pensar. Sua perna esquerda foi levantada e seu corpo foi empurrado contra a geladeira por Quinn, que atacava seus lábios e apertava sua coxa como se o mundo fosse acabar. Rachel subiu as mãos para os cabelos rosados e puxou-os com força, gemendo alto quando a outra mão estava apertando sua bunda e apertando-a com mais força contra a geladeira.
A língua de Quinn estava enterrada na sua boca, fazendo milhões de maravilhas que faziam o corpo de Rachel amolecer e tremer contra o corpo pálido e forte da fotógrafa.
— Esqueci de adicionar mais uma coisa. – Quinn sussurrou apressada contra seus lábios e soltando uma respiração rápida antes de continuar. – Você não pode fazer nada com ninguém enquanto nós fazemos amor.
Rachel abriu os olhos atordoada e os cerrou para focar a fotógrafa lhe encarando com um brilho predatório nos olhos.
— Contanto que faça o trabalho bem feito. – Quis provocar, provavelmente não era uma boa ideia, afinal, ela sabia que Quinn sempre fazia um bom trabalho, mas Rachel gostava de ver o brilho lascivo nos olhos verdes.
— Depois da ultima noite ainda tem dúvidas disso? – Quinn sussurra e empurra a boca nos lábios de Rachel, enterrando a língua mais uma vez e fazendo amorena derreter contra a geladeira.
Quinn Fabray é realmente uma Deusa do sexo e Rachel não tinha um só dúvida disso. Quinn sabia tocá-la em todos os lugares que ela precisava e provocava os lugares que ela necessitava. Era uma enorme tortura, mas extremamente gostosa.
A mão de Quinn soltou sua perna e Rachel a enrolou no quadril da fotógrafa. A morena foi apertada com força contra a geladeira e seus lábios foram atacados com mais força antes de ser virada e sua frente pressionada contra o metal frio da geladeira. Não era muito confortável, mas quando Quinn apertou sua frente nas costas de Rachel, a morena suspirou trêmula. Quinn esfregava seu centro na bunda acentuada da morena antes de colar os lábios perfeitos na orelha de Rachel.
— Eu vou te foder tão gostoso. – Quinn rosna contra seu ouvido e geme baixinho antes de apertar as mãos contra suas costelas e descer as mãos pelo abdômen da morena sobre o vestido.
— Quinn... – Gemeu contra o metal frio e levantou as mãos para cima e apertando a borda da geladeira quando as mãos de Quinn desceram por suas coxas e empurraram o vestido para cima, passando a mão de leve na mancha molhada da calcinha de Rachel.
— Porra Rachel... você ta molhada pra caralho... – Quinn gemeu no ombro da morena e afundou os dentes na carne macia.
Soltando um alto gemido, Rachel apertou a borda da geladeira e deixou a testa cair contra o metal frio, ofegando com força. Quinn fazia movimentos com os quadris contra a sua bunda e gemendo em seu ombro. Os dedos da fotógrafa provocavam a entrada de Rachel por cima da calcinha, fazendo-a gemer e mais ainda e balançar os quadris contra a mão de Quinn.
— Por favor... – Pediu. Seu corpo inteiro implorava pra que Quinn enterrasse os dedos nela e a fodesse como nunca antes.
— Rach.. – Quinn gemeu e Rachel quase sorriu com a vulnerabilidade na voz da fotógrafa, mas antes que pudesse, ela já tinha enterrado os dedos na morena.
Rachel saltou e gemeu ofegante. Quinn fazia movimentos rápidos e precisos, pressionando os locais certos e fazendo a morena se apertar contra a geladeira e empurrasse o quadril para trás, esfregando o traseiro na fotógrafa.
Os movimentos eram rápidos e precisos, sempre acertando os locais corretos e fazendo Rachel saltar e bater a testa no metal frio da geladeira. A morena já sentia uma pressão se iniciar abaixo do seu ventre, avisando-a que estava próxima do ápice. Empurrando o quadril na mão talentosa, Rachel jogou a cabeça para trás e apoiou no ombro de Quinn.
A fotógrafa estava extremamente ofegante, soltando curtos gemidos e empurrando-se no traseiro de Rachel. A morena escutava a respiração acelerada de Quinn e os grunhidos excitados que ela lançava contra seu ombro.
E isso foi um combustível a mais para a construção do seu orgasmo. Empurrando-se para frente e apertando a porta da geladeira, Rachel soltou um longo e alto gemido enquanto se desfazia nas mãos de Quinn. E com o ritmo da respiração e dos gemidos da fotógrafa, Rachel percebeu que ela também tinha chegado ao orgasmo.
Elas ainda passaram um tempo abraçadas naquela cozinha. Rachel já tinha soltado a borda da geladeira e suas mãos caiam moles ao seu lado, sentia os braços de Quinn ao redor da sua cintura e o peito ofegante dela nas suas costas. Era bastante reconfortante. Levando a mão para trás, Rachel pegou a nuca de Quinn e deitou a cabeça na dela, acariciando os fios rosados do local.
— Vamos para cama? – Quinn perguntou com a voz rouca. Rachel quase conseguia escutar a garganta dela arranhando.
— Hmmmm. Não acho que é uma boa ideia. – Rachel responde e aperta a testa na bochecha de Quinn. – Eu deveria ir.
— Porque? Você está sem carro e está tarde, posso te deixar em casa amanhã.
Separando-se da fotógrafa lentamente e virando-se para ela, Rachel encontrou os lindos olhos verdes. Quase sorriu ao ver a situação de Quinn. Tinha o cabelo rosado todo desgrenhado, sua camisa de seda estava toda amassada e seu rosto estava corado com os lábios inchados e avermelhados. Uma visão extremamente sexual.
— Tem certeza que é uma boa ideia dormirmos juntas? – Indagou e Quinn a olhou com a testa franzida.
— Porque não seria?- Devolveu a pergunta e Rachel não respondeu, apenas virando o rosto. Quinn soltou um suspiro e Rachel soube que ela entendeu. – Tem medo de se apaixonar?
Rachel se sentiu ofendida com o tom levemente sarcástico no tom de voz da fotógrafa.
— Eu não...
— Não é um erro se apaixonar, Rachel. – Quinn cortou com um suspiro e andou para trás, passando a mão pelo cabelo rosado e se encostando no balcão com o cotovelo. – Não tem nada que nos impeça de nos apaixonar. Ninguém além de nós mesmas. Não somos seriamente comprometidas.
— Eu sou casada Quinn.
— Tá certo. Já entendi. Entendi o que quer dizer. – Desencostou do balcão parecendo levemente impaciente e se afastou para fora da área da cozinha e foi na direção da área do quarto, abrindo a porta do closet e entrando nele.
Rachel soltou a respiração e arrumou o vestido, em seguida passando aos dedos pelo cabelo desgrenhado. Quinn tinha tido ela contra a geladeira e agora estava dentro do closet trocando as roupas como se o que elas acabaram de fazer fosse algo tão simples.
E o assunto da conversa era ainda menos simples. Andou até a cama da fotógrafa sentando-se logo em seguida. Rachel não sabia o que tinha levado-a a fazer isso, mas ela agora retirava os brincos como se estivesse se arrumando para dormir. Na cama de Quinn Fabray. E mais uma vez.
— Portanto, não se preocupe. – Escutou Quinn murmurar saindo do closet com uma calça de moletom preta e uma camisa vermelha lisa. Ela encarou Rachel e a morena colocou as mãos no colo e os brincos na mesa de cabeceira, esperando que a fotógrafa terminasse o que tinha a dizer. – Eu vou fazer questão de lembrar a mim mesma de que não posso me apaixonar por você.
O tom sarcástico não fez bem para Rachel, um incomodo em seu estômago lhe disse isso, ela soltou um longo suspiro e inalou profundamente antes de levantar. Apanhou os brincos em cima da mesa de cabeceira.
— Vou chamar um taxi. – Avisou e caminhou até a sua bolsa em cima do balcão, colocando-os dentro.
— Não precisa ir embora. – Quinn comentou, sua voz demonstrava que ela não estava feliz com a ideia de Rachel ir e também que estava arrependida, e isso fez com o que o incomodo no estômago da morena parasse. Mas a leve irritação continuou, bateu as mãos no balcão e virou-se para a fotógrafa.
— O que você quer de mim, Quinn? – Indagou com a voz trêmula, estava vulnerável depois do sexo, ela sempre foi vulnerável depois de ter se exposto tanto em uma relação sexual.
— Nós podemos, ao menos, ser amigas?
— Que ocasionalmente fazem sexo?
— Isso acontece com as melhores amizades! – Quinn exclama erguendo as mãos em exasperação. – Eu não quero nada de ruim entre nós, Rachel. Você não é obrigada a continuar isso que a gente tem. Podemos tentar uma amizade e...
— Eu não sei se sou capaz de ter uma amizade razoável com você. – Respirou fundo levando a mão até a testa. – Eu quero continuar isso que temos. Não consigo suportar essa atração que eu sinto entre nós.
E apontou para o espaço vazio entre elas. Quinn cruza os braços e comprime os lábios, parecendo pensativa.
— Eu também não consigo suportar. – Admitiu com um suspiro. – Eu te desejo de um jeito quase impossível.
— Eu... eu não estou dizendo que não quero me apaixonar. – Rachel esclarece levantando os olhos para a fotógrafa e engolindo em seco ao ver que ela estava mais próxima, seus olhos verdes atentos a ela.
— Está dizendo que não pode. – Quinn deduz em um murmúrio e Rachel acena rapidamente desviando o olhar. – Então como vai ser?
— Eu não vou evitar o que temos. Não posso evitar você.
Um sorriso suave formou-se nos lábios rosados de Quinn e ela passou uma mão pelo cabelo rosado, empurrando a franja para trás enquanto se aproximava de Rachel. A morena sempre se sentia uma presa quando estava diante de Quinn. E ainda não tinha se decidido se isso era bom ou ruim.
Seus lábios foram atacados mais uma vez, mas não foi empurrada em algum lugar. Elas mantiveram os beijos apenas envolvidas em um abraço, o que foi novidade para Rachel. Então Quinn se afastou com um selinho demorado e um suspiro.
— Dorme aqui. – Ela pediu e Rachel não estava em condições de negar. – Amanhã eu te deixo em casa sem problema algum.
Rachel apenas acenou e abraçou o pescoço de Quinn, ficando na ponta dos pés e colando seus lábios em um beijo cheio de língua.
—_
No outro dia, elas acordaram com o celular de Quinn tocando na mesa de cabeceira. A fotógrafa soltou Rachel dos seus braços e rolou, sentando-se para pegar o celular. Rachel estava resmungando do outro lado da cama e encolhida abraçando o travesseiro que Quinn estava usando para dormir.
Franzindo to rosto, Quinn atendeu o celular pigarreando antes de falar alguma coisa.
— Santana?
— Quinn? Puta merda! Estou tentando falar com você faz um tempo!
— Oito horas da manhã, Lopez. – Foi a sua desculpa. Santana nunca lhe ligava tão cedo, na verdade, ela nunca lhe ligava nos fins de semana porque sabia que Quinn estava sempre ocupada ou tinha passado a noite em algum lugar. – O que aconteceu? Tem que ser algo bem sério pra você me ligar a essa hora.
— Quinn? – A voz de Rachel era muito sonolenta atrás dela. Quinn olhou por cima do ombro e sorriu para a morena enterrada nos lençóis e abraçada nos travesseiros. – Tudo bem?
— Sim. – Respondeu suavemente e esqueceu que Santana estava falando alguma coisa. – O quê?
— Eu que pergunto! Com quem está falando?
— Você me ligou no domingo de manhã, Santana. – Praticamente rosnou e escutou um xingamento em espanhol.
— Tanto faz! Eu tenho que falar de um evento que você vai ter que cobrir.
— Achei que tínhamos fotógrafos de plantão pra fazer isso. – Comentou passando a mão pelo rosto tentando espantar o sono.
— Sim, temos, mas é importante e ninguém na revista está disposto a sair do país. Odeio quando essa galera acha que tem que querer alguma coisa. O dinheiro que eles ganham sai do meu bolso!
— Quer me dizer logo o que é?
— Você vai pra Londres, Fabray.
Quinn finalmente despertou.
— Porque eu iria, Lopez? – Diminuiu o tom para que Rachel não escutasse.
— Porque é uma premiação. Brit Awards. E como eu e você sabemos, é importante. Muito importante. E você tem que ir.
— E você não vai também? – Questionou passando os dedos pela testa, a tensão começando a se formar.
— Brittany está aqui, não posso deixá-la. E afinal, é só uma semana.
— Uma semana? O evento é só em um dia.
— Não tem como te mandar em um dia pra voltar no outro, Fabray. Ninguém caga dinheiro aqui, porra.
— Certo, e o que eu vou fazer durante uma semana?
— Tem os photoshoot que você vai fazer com os vencedores. Já mandei preparar pra você um apartamento e aluguei um estúdio próximo.
— Certo, posso voltar a dormir agora?
— Vai lá com a sua Berry, Fabray.— Quinn arregalou os olhos.
— Como sabe que...
— Eu sei de tudo. — E desligou.
Quinn se jogou para trás na cama e caiu com a cabeça nas coxas torneadas de Rachel, sentiu os dedos finos da morena iniciarem uma caricia em seus cabelos rosados, fazendo-a fechar os olhos e suspirar.
— Eu preciso te levar pra casa agora? – Perguntou para a morena que parecia ainda estar dormindo, mas continuava acariciando o cabelo de Quinn.
— Preciso ver se meu celular tem alguma mensagem ou ligação de James. Se sim, então você me leva pra casa, se não, posso ficar aqui mais tempo. – Rachel respondeu ainda sonolenta e respirando fundo antes de tirar uma mão do cabelo de Quinn e esticar para a outra mesa de cabeceira, pegando sua bolsa e abrindo-a.
Quinn fechou os olhos e levou uma mão até o rosto. Santana não precisava ter deixado-a tensa logo no domingo de manhã. Agora ela sabia que não poderia voltar a dormir.
— Então? – Murmurou para Rachel e escutou um gemido.
— Tem uma. – Ela fala e solta um suspiro. – E uma de Joana.
— Sua agente?
— Sim. Não falo com ela desde ontem. E agora ela está me perguntando onde estou.
Sentando-se na cama, Quinn estudou as expressões de Rachel, a morena parecia chateada e decepcionada enquanto parecia digitar no celular. A fotógrafa achou estranho que elas passaram a noite simplesmente abraçadas e dormiram rapidamente. Não houve sexo antes de dormir. Apenas o que tiveram contra a geladeira, que parecia ter esgotado ambas. Rachel usava apenas uma camisa que Quinn tinha lhe emprestado para dormir. Sentia-se estranha em como ela dormiu bem a noite inteira simplesmente por estar nos braços de Rachel. Fechou os olhos apertados e desviou o olhar para onde Arrow comia o seu café da manhã.
— Vou te levar para casa. – Quinn avisa e rola na cama para sair e se levanta arrumando a camisa e passando as mãos pelo cabelo rosado. – Vou tomar um banho.
— Certo. – É o que Rachel responde, ainda sem tirar os olhos do celular.
Ela rapidamente tomou um banho e vestiu uma calça jeans e um suéter preto. Rachel vestiu seu vestido novamente depois de tomar um banho. Logo elas estavam no carro e Quinn ia dirigindo por onde Rachel lhe direcionava.
— Quem era hoje de manhã?- Rachel questionou quase tímida. – Não precisa responder se não quiser.
— Não, tudo bem. – Quinn soltou um longo suspiro e apertou os dedos no volante antes de aliviar o aperto um outro suspiro. – Era Santana, ela me deu uma noticia de que vou ter que viajar na semana na próxima semana e só volto uma semana depois.
— E pra onde você vai? – Talvez fosse uma impressão, mas Quinn escutou um tom levemente preocupado.
— Londres. Vou cobrir o Brit Awards.
— Achei que tinham pessoas que faziam isso pra vocês. É aquele. – Apontou para o apartamento e Quinn estacionou na frente.
— Temos, mas aparentemente ninguém está disponível pra ir pra Londres, ou seja, eu sou a desocupada que vou ter que viajar pra outro país. – E revirou os olhos soltando o volante e virando para Rachel. – Vamos nos encontrar antes que eu vá?
— Depende. Essa semana vai ser ocupada com as gravações do filme, mas na sexta estou desocupada. – Rachel explica e Quinn acena com os lábios comprimidos.
— Okay. Sexta então. – Sorriu para a morena que retribuiu apanhando as coisas e saindo do carro, fechando a porta e correndo para dentro do condomínio.
Quinn continuou olhando para a entrada do apartamento e soltou um longo suspiro. Essa semana em Londres vai ser longa.
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