Just A Friendship..
2 Onde Tudo Se Inicia P/2 - Capítulo 2
Notas iniciais
****Princesa Jujuba****
O choque foi instantâneo, assim como a tremura e o suador nas mãos, como assim a Marceline? Não tinha ninguém melhor? Eu quase que coloquei o Canelinha no lugar dela, mas seria muito arriscado fazer tal coisa, e eu já tinha dado minha palavra real que eu iria com a pessoa que fosse, por mais que eu ou ela se recusasse, então a única coisa que pude dizer foi óbvia!
– Cidadãos do Reino Doce, tenho a honra.. — Menti. — ..De anunciar que a escolhida para viajar comigo para o Acampamento Doce, foi a Sra. Marceline Abadeer, a rainha dos vampiros! Devido a esse acontecimento, peço licença a todos para me retirar.. Obrigada!
Desci do palco com todos os olhos me acompanhando até a entrada do castelo, estava um pouco tonta, eu não podia acreditar que eu iria ter de aturar um ser sugador de sangue hipócrita por dois meses inteiros, sem permissão para abandono do acampamento ou coisa assim. Subi as altas escadas que iam do saguão até alguns cômodos mais acima, fui andando lentamente pelos longos corredores, observando as milhares de portas que me rodeavam, acompanhei com os olhos todas elas, até parar em uma em especial, ela era toda pintada de Rosa Bebê com o desenho de algumas Tulipas roxas em destaque, definitivamente, aquela era a porta do meu quarto.
A primeira coisa que fiz ao adentrar no cômodo foi me jogar na cama e fechar os olhos com força, na esperança de aquilo fosse tudo um sonho, e que quando eu abrisse os olhos eu estaria em um lindo jardim cheio de flores coloridas, mas infelizmente, oque vi quando abri os olhos, foi apenas o teto rosado de meu quarto.. Decidi então enfrentar o início daquele pesadelo, me levantei, peguei minha toalha e rumei em direção a minha suíte, pendurei a toalha no porta — toalha, óbvio, me despi, e coloquei a água da banheira em morna e borbulhante, esperei alguns segundos para colocar a ponta do meu pé dentro d'água e sentir um arrepio ao perceber que estava na temperatura exata. ''Coloquei'' meu corpo inteiro debaixo da água, deixando apenas minha cabeça e meu cabelo para fora.. Em algum momento, arranquei um cacho de cabelo e o levei para a boca, onde comecei a o mastigar, sei que é estranho, mas faço isso quando estou nervosa.. Enquanto mastigava o tecido doce e grudento, começava a pensar em algumas coisas sem sentidos, como ''Isso não é canibalismo?", ou ''Se sou feita de doce, minhas roupas também não deveriam ser!?''. Quando me dei conta já tinha passado das nove, tirei o tampo da banheira, me enrolei de qualquer jeito na toalha e fui escolher alguma roupa para sair, estava de noite, então o clima predominante era o frio. Acabei por escolher uma blusa social de manga longa rosa quase branca, por cima uma blusa moletom sem bolsos nem zíper, rosa — choque, uma legging roxa colada e All — Star rosa — choque também, deixei meus cabelos soltos e posicionei a coroa sobre minha cabeça. Tudo bem, o início já foi, agora é que vai a parte pior, ir a casa da Marceline! A caverna onde ela morava não era muito longe daqui, então resolvi ir andando mesmo, fui pé — ante — pé até o portão de entrada do castelo, não queria um interrogatória do mordomo menta do por que de eu estar saindo á essa hora. O caminho até lá era bem tranquilo, exceto quando ia se aproximando, que era onde você adentrava em uma grande e escura floresta, onde habitavam insetos muito interessantes para a Ciência, mas nada agradáveis. Por que ela veio morar dentro de um matagal? Ah, claro, vampiros idiotas!
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****Marceline****
Merda de fome que só vem em horas ruins! Eu estava em meu quarto, flutuando na cama, com o baixo sobre meu corpo, tocando algumas notas aleatórias, quando algo em meu estômago se enfurece e começa a ''Rosnar'', coloco meu instrumento encostado na dura parede de concreto Roxa, e vou para frente do espelho, o mesmo pijama de sempre ; Uma calça moletom azul um tanto desbotada, uma blusa regata cinza esverdeada e os cabelos soltos, nada muito surpreendente. Passei a mão sobre minha barriga e me lembrei por qual motivo eu levantei, desci as escadas e fui até a cozinha, ia passando pelos cômodos e observando a situação em que a casa estava, da próxima vez que o Finn quiser fazer a noite de filmes, vou falar pra ele fazer no castelo da certinha, uma bagunça na ''Saguão Real'' de vez em quando caí bem.. Abri a geladeira e a visão não era muito boa, quer dizer, se ''Muito boa'' pra você for cinco cerejas, uma maçã e um litro de suco natural de morango, então era pra você estar no paraíso! Fechei a porta da geladeira fazendo um estrondo enorme, quando vi minhas cesta de morangos em cima da bancada de mármore, quando percebi, a cesta de lixo já estava preenchida com uma pilha de morangos murchos e cinzas dentro. Peguei a última fruta que restara na cesta, quando tocaram a campainha.. Não pude conter um grito, não de susto, de raiva, não posso nem comer em paz mais, me dirigi a porta com o morango ainda na mão, girei a maçaneta e para minha surpresa, quem estava parada igual uma estátua, era ninguém mais ninguém menos que..
– Jiloba! Que surpresa a minha vê — lá por essas bandas, aconteceu alguma coisa? Se perdeu no caminho pra festa das ''Nerds'' de Ooo? — Suguei o vermelho do fruto após terminar de falar.
– Jujuba! Princesa Jujuba! — Ela rosnou entre dentes. — Vim aqui para anunciar que a Sra. irá ter de vir comigo para o Acampamento Doce para acampar dois meses junto á mim!.... Mesmo contra minha vontade.– Ouvi ela sussurrar algo no final da frase.
– OQUÊ?!! — Cuspi o líquido vermelho que ainda estava em minha boca por instinto.
Continua...
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