Just A Dream
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Os dias se passaram. Como Damon havia dito, Elena não o via desde a briga. Nem em sua casa, nem pelas ruas, nenhuma ligação, nada. Todos os dias, antes de se deitar, Elena lembrava das palavras que fizeram Damon sofrer tanto. Ela viu isso em seus olhos. A dor, a solidão, a tristeza, a perda... Ela via tudo. Naquele dia, Elena soube que perdera um amigo, um confidente, um amor... Ela perdera Damon. Pensar nisso tudo fez o coração de Elena ficar acelerado. Lágrimas brotaram em seus olhos, caindo pelo seu rosto. “Um amigo que você queria beijar...”, “Stefan? Pelo que eu sei Stefan não a procura, nem a liga desde cedo...”. As lembranças vinham na mente de Elena. Ela largou o copo, deixando-o sobre a pia da cozinha.
— Elena você está bem? – Jeremy perguntou – O que acon...?
Elena não o deixou terminar a pergunta. Levantou o dedo indicador e sussurrou: — Não pergunte, por favor.
— Tudo bem – Jeremy assentiu com a cabeça.
A campainha tocou, Jeremy murmurou um “eu atendo”. Elena secou as lágrimas rapidamente e voltou a secar o copo. Ela sentiu um toque em sua mão. Como se alguém segurasse sua mão. Elena não entendeu de onde vinha aquele toque, mas era muito familiar.
— Chegou isso para você – Jeremy disse, entregando um envelope à Elena.
— Obrigada – Elena pegou o envelope e sentou-se no sofá.
Ela abriu-o colocando a mão dentro do envelope. A prima coisa que tateou foi um papel. Elena desdobrou e um arrepio bateu, quando ela viu a letra. Um brilho nos olhos de Elena, acompanhado de um sorriso. Foi assim que ela se sentiu quando viu a letra. Ela sabia quem havia mandando. Seu coração acelerou. Esperando por um pedido de desculpas ou algo assim. Não que ele tenha que se desculpar por algo, pensou Elena. Ela respirou fundo e leu:
Esqueceu isso na minha casa. Passar bem.
O sorriso de Elena se desfez. Dando espaço as lágrimas que invadiram seus olhos. Era seu cordão. Seu cordão de verbena. Só ali, Elena percebeu que estava sem o cordão. Ela levantou-se do sofá, jogando o pacote no sofá.
— Eu vou sair – Ela pegou a chave do carro – Volto depois.
Elena saiu de casa, batendo a porta. Ela correu até seu carro, entrando e já acelerando pelas ruas. Chegou à casa de Damon mais rápido do que o comum. Ela bateu na porta. Nada. Ela bateu novamente. Nada. Elena começou a socar a porta. Até que ela se abriu.
— Pretende quebrar a porta ou o quê? – Damon foi duro.
— Precisamos conversar – Elena entrou.
— Eu não tenho nada para falar com você, Elena! – Damon pegou um cope de uísque.
— Pois eu sim – Elena disse – E você vai ouvir – Ela foi firme.
— E por que eu faria isso? – Ele perguntou com indiferença.
— Porque se queria me ouvir a uma semana atrás...
— Há uma semana – Damon bebeu seu uísque – Você disse que nunca me amaria.
— Há uma semana você me beijou à força!
— Há uma semana você quis me beijar.
— Há uma semana... – As lágrimas brotaram no rosto de Elena – Eu perdi a pessoa que eu amo. – As lágrimas caíram. Elena se recompôs e continuou – E eu nunca vou me perdoar por isso.
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