Jurol : Um amor indomável - 2ª Temporada
9 A visita ao orfanato
Notas iniciais
POV JUNIOR
Fomos para casa em silêncio total, estava tão nervoso que nem voltei para a empresa. Almoçamos, ela se trancou no quarto dela, e eu fiquei no meu, tentando assimilar tudo o que eu tinha visto. Anoiteceu , Carolina chegou com as crianças, jantamos juntos, e fomos para o quarto.
Carol : Amor tá tudo bem ? Você está vermelho , não disse nenhuma palavra durante o jantar, nem se quer chegou perto de mim
E nesse momento, mesmo sem querer eu me exaltei :
Junior : Você sabia de tudo né Carolina ? – Eu disse bravo, a intimando.
Carol : Que isso Junior ? Ficou maluco ? – ela disse estranhando meu comportamento.
Junior : Você sabia o tempo todo da pouca vergonha da Daniela, e ainda estava apoiando, e o pior , escondendo de mim. – Eu disse alterado.
Carol : Junior do que você tá falando meu amor ? Poxa, abaixa esse tom de voz , vamos conversar – Ela disse tentando me acalmar.
Junior : Ah claro, agora você quer conversar, me escondeu esse tempo todo, e agora que eu descobri tudo você quer conversar. Olha Carolina, você está de parabéns .
Carol : Junior chega ! Pelo amor de Deus para com esse chilique. Você pode ao menos me explicar sobre o que você está falando, antes de me atacar como se eu fosse uma estranha qualquer ? Que isso agora, vai começar a me destratar sem eu nem saber o motivo ? – Ela disse ficando ofendida e magoada.
Junior : Eu vi a Daniela aos beijos com um moleque, no pátio da escola. Você acha isso muito bonito Carolina ? Deixa tua filha cometer essa pouca vergonha , ainda no ambiente escolar. – Eu disse muito nervoso e grosso.
Carol : Olha Junior, acho que o único moleque aqui é você. Eu estava lá ? NÃO. Como você queria que eu controlasse a situação ? Eu estava a quilômetros de distância, dentro de um hospital, trabalhando ! Ou agora você acha que eu sou vidente e posso prever cada atitude da Daniela ? Eu não tenho culpa nenhuma sobre o que você viu, e você está me magoando muito falando desse jeito. E além disso , pode ter sido muito errado o que a Dani fez , mas você acha justo falar tudo isso pra mim ? Eu é quem dou conselhos pra Daniela quando ela está triste. Eu é quem converso assuntos das quais ela tem dúvida , sou eu quem te defendo quando ela tem raiva de você. Você acha mesmo que eu incentivaria ela a ficar com um menino dentro da escola ? Estou começando a desconfiar que você não conhece sua esposa o suficiente Junior. Com licença, quando seu nervosismo ridículo passar, você me procura. – Ela desceu as escadas e se jogou no sofá.
Naquele momento eu parei pra respirar e pensar em tudo o que eu disse pra Carol quando a Dani entrou no meu quarto.
Junior : Daniela agora não.
Dani : Agora não pai ? Eu escutei tudo ! Você viu eu dando o meu primeiro beijo na escola hoje, ficou com raiva, e descontou tudo na mamãe ? Que maduro você é ein ? Você ficou bravo comigo, fale pra mim, corrija a mim , dê bronca em mim. Eu sei que não foi legal ter acontecido dentro da escola, onde todos estavam vendo, e entendo tua raiva, mas quer saber ? Você perdeu toda a sua razão quando falou desse jeito com a sua esposa. Ela não sabia que eu ia ficar com o menino , ela sempre me aconselhou a tomar cuidado, e fazer as escolhas certas, ela sempre implorou pra mim não fazer nada de errado pra não machucar VOCÊ , e na primeira oportunidade, você a trata como um ser humano hipócrita que aceita tudo. – Ela saiu correndo e bateu a porta.
Fiquei um tempo sentado, colocando as ideias no lugar, respirando e acalmando os nervos. De repente comecei a me sentir um lixo, eu e minha grande mania de ser impulsivo e estragar tudo. Droga ! Não devia ter dito tudo aquilo pra Carol, eu a amo tanto, me odeio só de pensar que ela esteja magoada.
POV CAROL
Deitei no sofá , muito magoada com as agressões verbais feitas pelo Junior, mas no fundo , sabia que era da boca pra fora e que ele iria se arrepender, então tentei sofrer o mínimo possível. Provavelmente a Dani não teve escolha, e não iria perder a oportunidade de ficar com o menino que ela tanto gosta , mas era difícil pro Junior entender isso. Foi perdida em meus pensamentos que ouço a Dani se aproximar :
Dani : Mãe , você tá bem ? Você me perdoa ?
Carol : Não se preocupe meu amor. Seu pai é cabeça dura, e logo logo tá tudo bem de novo.
Dani : É tudo culpa minha – Ela disse chorando
Carol : Não meu amor, eu entendo você tá ? Fica tranquila minha princesinha linda – Eu a abracei.
Dani : Te amo mãe.
Carol : Também te amo meu anjo, e depois quero saber de tudo, tá ?
Dani : Combinado.
Carol : Agora vai dormir meu amor.
Dani : Mas e você ?
Carol : Relaxa meu amor, eu não dou dez minutos pro seu pai descer aqui e pedir desculpa.
Dani : Então tá bom, boa noite.
Eu fiquei deitada no sofá esperando o Junior aparecer. Acabei cochilando ali mesmo, e depois de um tempo :
Junior : Carol ? Amor , acorda !
Carol : Nossa, caí no sono que nem vi. Tá melhor senhor estressado ?
Junior : Preciso falar umas coisas pra você, amor.
Carol : Estou toda a ouvidos.
Junior : Sei que lhe devo desculpas. Tento ser o melhor que posso, assumindo meu lado passivo, mas de repente já estou agindo impulsivamente e o que não era para acontecer, acaba acontecendo. Prometo mudar e tentar não cometer os mesmo erros! A gente difere dos animais irracionais, porque pensa e fala, e na maioria das vezes, a gente erra, porque fala sem pensar. Foi exatamente isso que aconteceu comigo, falei sem pensar, ofendi você. Você se defendeu, e isso criou um clima, que jamais deveria ter acontecido. Depois a gente fica só, para de falar, volta a pensar, se arrepende muito e sofre. Eu gostaria que nada daquilo tivesse acontecido, mas infelizmente o tempo não volta atrás, o que foi dito ficará na lembrança e continuará machucando por algum tempo. Mas existe um remédio, que quanto maior a dose, mais rápido se esquece a dor, e esse remédio se chama amor. E você não precisa procurar em farmácias, eu tenho um estoque muito grande em meu coração, com uma receita de carinho e um pedido de perdão, porque te amo. Magoei a pessoa mais importante da minha vida, e ferindo-a, machuquei a mim mesmo. Essa pessoa é você. Meu amor, eu te amo incondicionalmente , pra sempre.
Carol : Tá tudo bem meu amor, e eu também te amo incondicionalmente, pra sempre. É obvio que eu te perdoo , você é tudo pra mim, Junior. E sei que uma hora ou outra você vai acabar entendendo tudo – Eu segurei o rosto dele e o beijei.
Narradora : No dia seguinte, o clima da casa estava bem melhor. Mas Daniela estava muito magoada com Junior, e não queria nem olhar na cara dele. Carol disse a Junior, para esperar que a mágoa dela passe, que logo eles voltam a normal. Eles chamaram a Gabi , para finalmente contar sobre o orfanato de doutor José Ricardo. Todos eles iriam fazer um passeio por lá , e fazer mais uma prova de que o senhor havia mudado sua postura para melhor.
POV JUNIOR
Gabi : E então, que tanto vocês queriam falar comigo ?
Junior : Então Gabi, outro dia a Carol estava no hospital, e fez amizade com uma menininha, que mora em um orfanato. Então, ela foi a esse orfanato, e acabou descobrindo que o dono, é nosso pai, José Ricardo Almeida Campos.
Gabi : Como assim ? Não pode ser verdade, nosso pai dono de um orfanato ? Coitada dessas crianças meu Deus !
Carol : Não Gabi , seu pai mudou muito, disse que quer recompensar todo o mal que ele fez , fazendo o bem pra quem precisa !
Gabi : Depois de destruir a minha vida, ele quer consertar a vida de outras pessoas, ao invés de vim pedir desculpar a mim ?
Junior : Ele quer se desculpar , eu também fiquei desconfiado Gabi, mas eu mesmo fui lá e vi que essa mudança realmente pode ser verdadeira.
Carol : E nós vamos levar as crianças hoje lá, pra ele conhecer. Você não gostaria de ir junto ?
Gabi : Claro que sim, essa eu tô pagando pra ver !
Narradora : Toda família foi então para o orfanato Raio de Luz , Daniela ainda sem falar com Junior, ficava brincando com os gêmeos, Carol , Junior e Gabi estavam aflitos, com medo da reação de todos ao reencontrarem o pai juntos pela primeira vez em muitos anos. Chegando lá, foram muito bem recebidos por Ernestina e Chico.
POV GABI
Ernestina : Sejam muito bem vindos, as crianças já estavam achando que você não viria mais, Carol !
Carol : Pois é Ernestina, tive alguns problemas, mas voltei e trouxe a família toda ! Esses dois são meus filhos mais novos , Manuela e Guilherme , essa é a mais velha, Daniela, esse meu marido Junior, e minha cunhada e grande amiga Gabriela.
Ernestina : É um prazer tê-los aqui ! O Chico foi chamar as crianças !
Carol : Grata Ernestina, eu queria que você chamasse o doutor José Ricardo, por favor !
Ernestina : Claro, só um momento.
Chico : Olha só quem está aqui ! – Disse ele descendo com todas as crianças.
Carol : Bom família , essas crianças lindas, são as moradoras daqui do orfanato ! Tati , Vivi, Cris, Bia, Mosca , Binho e Rafa. Ué cadê a Mili, Chico ?
Chico : Já está descendo, Carol !
Quando eu vi aquela garotinha linda, descendo as escadas correndo, com um sorriso encantador no rosto , abraçando a Carol, eu me emocionei muito ! Ela tinha um rostinho familiar, que só de olhar me deu uma paz muito grande ! Não consegui conter as lágrimas , essas crianças eram muito especiais !
Junior : Tá tudo bem Gabi ?
Gabi : Sim Ju, só me emocionei ao vê-las .
Carol : Mili , essa aqui é a Gabriela !
Mili : Oi Gabriela , que linda você é – Ela me abraçou
No momento em que ela me abraçou, senti uma felicidade incondicional. Não sei porque tive aquelas reações, mais um abraço sincero de uma criança, era tudo o que eu precisava.
(ESCRITÓRIO DO DOUTOR JOSÉ RICARDO ) POV JOSÉ RICARDO
Ernestina : Senhor José Ricardo, Carolina e toda a família estão aí, fazendo uma visitinha !
Quando a Ernestina disse aquilo, meu coração palpitou, e não é que meu plano de se passar por bom pai começaria mais rápido do que eu imaginei ? Só espero que não fiquem fazendo perguntas sobre as crianças, principalmente sobre a Milena ! Ninguém nunca saberá que eu quem a roubei, para me vingar dessa filha ingrata que é a Gabriela, que teve coragem de me deixar anos na prisão. Estava nervoso com o reencontro, fui em direção a sala e :
Dr José Ricardo : Boa tarde , família.
Continua ? ?
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