Jurol : Um amor indomável
1 O início !
Notas iniciais
Tudo começou no terceiro colegial, Junior estudava em um importante colégio interno da cidade de São Paulo, e Carol na escola municipal de Três Passos, sua cidade natal. Junior deseja cursar Gestão e Empreendedorismo, para continuar os ofícios de seu pai como empresário. Carol sonha em ser psicóloga e conseguir entrar para uma faculdade muito conceituada em SP. Nenhum dos dois poderiam imaginar que o destino, uniria duas pessoas tão diferentes, fazendo com que nascesse entre eles, um amor indomável.
(São Paulo) Colégio Interno Militar — Junior está em suas últimas provas no seu último ano de colégio. Ele tem 18 anos. É o momento de escolher a universidade e se preparar para o vestibular.
POV JUNIOR .
Junior : E ai Armando, já sabe o que vai fazer, quando finalmente as portas do internato abrirem para nós ?
Armando : Ah então Junior, to querendo fazer administração por aqui mesmo, sempre sonhei em poder fazer parte de uma grande empresa e acredito que em São Paulo têm tudo o que preciso. E você ?
Junior : Ah eu quero fazer – Fui interrompido com o meu pai entrando em meu quarto – Pai ?
Dr José Ricardo : Junior, temos que conversar. Olá Armando, será que poderia me deixar a sós um minuto com o meu filho ?
Armando : Claro doutor. Com licença !
Junior : Fala pai .
Dr José Ricardo : Então meu filho, em poucos dias você concluirá seu ensino médio, e eu gostaria de saber os seus planos para o futuro.
Junior : Eu quero prestar vestibular aqui em São Paulo , em Gestão e Empreendedorismo, para poder ter meus negócios, assim como o senhor.
Dr José Ricardo : (com um sorriso meio seco, mas aliviado) – Bom filho, essa decisão me agrada muito, saber que você quer seguir os passos de seu pai. Mas deixe-me dizer uma coisa, em Londres, há a melhor escola de empreendedorismo do mundo . Eu pagaria suas despesas lá, sua formação seria bem mais qualificada, e ao concluir , você volta e segue o seu sonho, tanto em uma de minhas empresas, ou em sua própria se preferir .
Junior : Se o senhor prefere assim, adoraria ir estudar fora e ter uma formação profissional melhor.
Dr José Ricardo: Certo meu filho, vou agilizar tudo, e em breve nos vemos. Já vi que você herdou a inteligência dos Almeida Campos.
Fiquei um tempo preso aos meus pensamentos, animados com a proposta de meu pai, e da oportunidade de estudar fora do país.
Narradora :
(TRÊS PASSOS) – Carol sempre foi uma aluna extremamente dedicada, estudava muito para passar no vestibular. Estava aflita , pois sua família não tinha condições de pagar uma faculdade, então teria que ir muito bem na prova para entrar em uma universidade federal.
POV CAROL
Dona Nina (avó de Carol) : Carol, querida ! Larga um pouco esses livros, e vem almoçar na mesa conosco !
Carol : Sim vózinha, já estou indo. – levantei-me e fui em direção a mesa, mas não conseguia esconder de meu rosto a preocupação.
Dona Nina : Meu amor, o que você tem ein ? O dia todo não sai dos livros, mal come, e ainda está com essa carinha triste.
Carol : Ai vozinha, está chegando a minha prova, e estou com medo de não passar. Não quero dar trabalho pra vocês e ter que ir para uma faculdade particular.
Dona Nina : Mas meu anjo, você é tão inteligente, esforçada, vai para essa prova com a certeza de que fez o seu melhor, que você se sairá bem !
Carol : Obrigada vó, graças a Deus eu tenho uma família tão maravilhosa. Eu sorri timidamente, mas um pouco confortada.
Passei a tarde estudando, e pensando no que minha avó havia me falado, fiquei mais feliz, e mais positiva. Estava perdida em meus pensamentos quando bateram na porta do meu quarto.
Rita (mãe de Carol) – Filha ? Posso entrar ?
Carol : É claro que pode mãezinha, entra !
Rita : Filha , sua avó me disse que você está nervosa, não fica assim não meu amor, você é ótima. Mas me diz, tem certeza que quer ir para São Paulo ?
Carol : Sim mãe, lá as oportunidades são bem maiores, a graduação tem uma qualidade melhor, e poderei ter um emprego mais digno, para poder ajudar você, o papai, a vovó , e poder realizar meu sonho, de ajudar as pessoas.
Rita : Ai Carol, sempre pensando em nós, você é um anjo e merece tudo de melhor na vida ! – as duas sorriem e se abraçam – você vai conseguir meu amor, fica tranquila !
Narradora : Algumas semanas se passaram, e havia chegado o dia do vestibular de Carol , ela já estava pronta para ir para São Paulo, e por incrível que pareça, ela faria a prova no Colégio Interno Militar, que ainda estava em seus últimos dias de aula.
Carol : Tchau mãe, me deseje sorte !
Rita : Não precisará de sorte, você tem capacidade ! Vá com Deus filha, estarei orando por você. – Elas se abraçaram e Carol foi à São Paulo.
(São Paulo) Colégio Interno Militar
Diretora : Alunos, hoje será aplicada a prova de vestibular aqui. Peço a vocês que fiquem em seus quartos, ou na quadra de esportes durante a aplicação das provas, para que não prejudique nenhum dos candidatos.
POV JUNIOR
Nossa ainda bem que não teremos aula, terei tempo de organizar as coisas que me restam, pois semana que vem acabam as aulas e logo irei á Londres. – Pensei , enquanto começava a guardar meus objetos pessoais.
POV CAROL
Cheguei no colégio, e é aqui que meu futuro será decidido. – Pensei – Fui em direção a sala que faria a prova, dez minutos depois foram passadas as orientações e a prova foi aplicada. Durante a prova, fui ficando cada vez mas confiante.
Algumas horas se passaram, e fui interrompida de minha concentração quando :
Diretora : Candidatos, vocês tem mais dez minutos para entregar a prova, ao sair daqui estarão liberados. Os resultados estarão disponíveis em uma semana, aqui mesmo no pátio do colégio. Uma boa sorte à vocês !
Fiquei aliviada, pois já havia terminado a prova, dez minutos depois, entreguei e fiquei no pátio esperando o táxi que me levaria de volta para Três passos.
POV JUNIOR
Ouvi o sinal da prova bater, e finalmente poderia sair do quarto e ir para o pátio comer alguma coisa. Peguei meu celular e fui escrevendo uma mensagem de texto. Estava distraído, olhando para o celular e nem prestando atenção ao que estava na minha frente , quando de repente senti que havia batido em alguém. Olhei assustado , e a garota estava no chão.
Junior : Meu Deus do céu, senhorita ! Me perdoe, estava distraído, e não te vi aí – falei, estendendo minhas mãos para ajudá-la a levantar.
Carol : Não se preocupe, eu vi que foi sem querer – Disse ela , tímida e um pouco nervosa.
Junior : Me desculpe mess..- Quando olhei pros olhos dela, nem consegui concluir a frase, apenas fiquei hipnotizado com tamanha beleza. Ela era linda, a menina mais linda que já vi na vida.
Carol : Oi ? Vc está bem ? – Disse ela acenando com a mão, me despertando .
Junior : Sim sim , e-eu só ...
Continua ?
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