Os alunos dormiriam no refeitório naquela noite. Todas as mesas tinham sido retiradas e colchoes foram colalocados no chão. A escola tinha sido lacrada, um feitiço tão forte que nem mesmo o diretor junto com os demais professores e aurores podiam quebrar. Por segurança todos passariam a noite juntos e ninguém poderia andar sozinho pelos corredores de Hogwarts. O fantasma Gustavo deveria estar vigiando os alunos, porém estava dormindo na mesa dos professores ( Fantasmas dormiam ????).
Ouvi um barulho e me levantei, Tiago estava de pé olhando a janela. Do outro lado uma camada fina transparente podia ser vista, o feitiço que nos prendia ali dentro. Em seguida ele caminhou para o canto e olhou para a parede que em seguida se abriu, eu levantei e o segui entrando em seguida. Tudo estava escuro, peguei minha varinha.
— Lumos. — Falei o feitiço e vi um imenso corredor, parecia um tunel de esgoto na verdade e vi Tiago dobrando a direita.
Eu o segui e senti que estava sendo seguida. Eu estava cheia de adrenalina, andei mais rapído apressando o passo, não poderia perde-lo de vista. Chegamos a um grande salão com a estatua de Salazar Sonserina e Tiago estava olhando para ela, atrás de mim pude ouvir um chiado, cobras ... muitas delas.
Uma bola de luz entrou e tomou a forma de uma mulher. Ela era bonita, usava um vestido azul e ela falou algo no ouvido do Tiago que se virou e apontou sua varinha para mim.
— O que é isso Tiago ? Porque estamos aqui ? — Perguntei e o som de cobra ficou mais perto.
Um feitiço saiu de sua varinha, mas eu fui mais esperta e me defendi usando um contra feitiço. Tropecei em algo, uma cobra. Levantei com o susto.
— Use. — Disse a mulher ao lado de Tiago e ele sorriu.
Um lampejo verde saiu de sua varinha e pude ver a maldiçao da morte vir em minha direção, pulei para o lado a fim de sair da linha do feitiço, não sabia um contra feitiço para ele. Machuquei minhas mãos com a queda e minha varinha rolou para o lado, estiquei a mão a fim de pega-la e senti uma brisa leve, não olhei pra cima, mas vi através da poça de agua a minha frente aqueles olhos vermelhos. Senti meu corpo ficando frio, no inicio não sentia os meus pés e em seguida todo o meu corpo ficou imovel. Não podia me mexer, senti a enorme cobra saindo dali e indo em direção ao Tiago.
Certa vez tive paralisia do sono, seu corpo fica imovel e você percebe todos os acontecimentos a sua volta de forma bizarra. O sentimento era aquele. Por quanto tempo eu ficaria assim ? Eu queria chorar, queria gritar, queria não ter levantado e seguido o Tiago. Me senti burra naquele momento. Cobras estavam me circulando, sentia o toque da pele delas na minha e aquilo me arrepiou por dentro. Eu estava petrificada.
— x —
Já era manhã e o café seria colocado à mesa. O diretor não estava conosco e o professor Lucca estava dando os informes da manhã. Todos estavam preocupados, uma aluna tinha desaparecido.
— Preciso da calma de todos, Milord, os aurores estão e os professores vasculhando o castelo. Tenham calma cacete. — Disse o professor Lucca do pulpito.
— Tiago ? — Chamou Juan — Cara, como que ela sumiu assim ? Vocês eram amigos, certo ?
— Sim, eramos — Disse ele e ao seu lado Augusto se aproximou.
— Estou preocupado, já fomos muito próximos. Espero que a Vitória esteja bem. — Disse ele ainda pasmo com o desaparecimento da amiga.
— Todos da sonserina estao sumindo, de um a um. — Disse Juan.
— Triste, muito triste. — Disse Tiago.
Um baque foi ouvido e Lucca levantou a sua varinha. Algo batia na porta, todos estavam assustados e os alunos começaram a gritar.
Um enorme trasgo estava ali e ele parecia com o Jimmy.
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