Juro Solenemente
12 Vestido novo regado à confusão.
Notas iniciais
Enfim, eu adorei esse capitulo, e espero que vocês gostem tanto quanto eu *-*
Jouir ^^
Lily Evans.
Depois de rasgar aquele bilhete em milhões de pedacinhos eu voltei a analisar o vestido, e não posso mentir, parece ter sido feito para mim.
E isso só me fez ficar com mais raiva.
Quero dizer, esse idiota ta pensando o que? Que eu preciso de esmola? E além do mais, pela marca desse vestido, deve ter sido uma fortuna.
Joguei o pacote num canto e voltei a comer meu macarrão instantaneo.
O dia se passou lenta e preguiçosamente, e quando deu nove horas, eu já estava com meu pijama de ursinhos e minha pantufa, assistindo uma comedia romantica no DVD.
Levei um sobressalto quando o interfone tocou.
Me levantei mal humorada para ver o que o Seu Matias ─nosso porteiro─ queria com a minha pessoa às nove da noite.
─ Boa noite Seu Matias. ─ cumprimentei, fazendo um enorme esforço para ser educada.
─ ‘Noite Srta. Evans. ─ respondeu ele. ─ Tem um moço querendo ver a Srta.
Um moço, mas quem poderia… Ah não? Ele não pode ter pensado que eu iria ao cinema com ele, pode?
─ Diga a ele que não vou descer Seu Matias. ─ falei e coloquei o interfone no gancho. ─ Idiota, imagina só se eu iria à um passeio ridiculo com o cara que acabou com as minhas chances com o unico pretendente descente que eu tenho… ─ resmunguei comigo mesma, voltando para meu filme.
Não demorou muito para o interfone tocar novamente.
─ Oi Seu Matias. ─ falei mal-humorada.
─ O moço aqui disse que não sai daqui enquanto a Srta não descer. ─ falou ele.─
─ Pois diga para que ele fique ai então. ─ falei e voltei a colocar o interfone no gancho.
Estava novamente no meu sofá, com a minha coberta, assistindo o meu filme, quando ouço uma voz conhecida.
─ Lily. ─ aguém gritou. ─ Liiiiiily! É melhor você descer Lily.
Fui andando em direção à janela, incredula, para ver se era isso mesmo que esse idiota estava fazendo, ou se meus ouvidos estariam me pregando alguma peça.
─ Liiiiiiiiiily. ─ ele gritou alto.
E olha, eu moro no sexto andar, para a voz dele chegar aqui em cima com clareza, é por que ele está gritando realmente alto.
Decidi ignora-lo, mas ele nao parava de gritar, e algumas pessoas já haviam me interfonado, para que eu fizesse o louco calar a boca, decidi que seria melhor atende-lo.
Desci de elevador, sem nem me dar ao trabalho de trocar de roupa, atravessei a portaria e cheguei ao hall de entrada, aonde ele me espereva, sorridente, com um Lirio na mão.
─ O que quer Potter? ─ perguntei seca.
─ Vim te buscar para o cinema, oras. ─ respondeu ele, revirando os olhos. ─ A proposito, belo pijama.
─ Cala a boca! E eu não vou à cinema algum. ─ falei cruzando os braços.
─ Ah, você vai sim. ─ falou ele, com um sorriso maroto no rosto.
─ E você vai me obrigar? ─ perguntei arqueando uma sobrancelha.
─ Se for necessario… ─ disse ele.
Eu fiz uma cara de “dane-se” e virei as costas para entrar, porém nesse momento ele me pegou pelo braço e me jogou em seu ombro.
─ Você está louco? ─ perguntei de ponta cabeça. ─ Me coloca no chão, seu maluco.
─ Você vai ao cinema comigo, Lily Evans. ─ falou ele divertido.
─ Eu estou de pijama, idiota. ─ exclamei.
─ Eu disse que ia passar aqui as nove, se você colocou essa roupa…
─ Potter, me solta! ─ gritei, nesse momento nos já estavamos nas ruas de Oxford, indo em direção ao seu carro.
─ Você vai fugir. ─ disse ele.
─ Não vou, sério, só quero trocar de roupa. ─ falei com o tom mais inocente que consegui.
─ Promete? ─ perguntou ele, como uma criança de cinco anos.
─ Prometo.. ─ falei.
─ Vou te colocar no chão, mas, só pra garantir, vou subir no apartamento com você, caso você invente de se trancar lá dentro…
Claro que ele não era idiota suficiente para acreditar no meu plano.
─ E se você tentar fugir, eu recomeço a gritar. ─ concluiu ele, com um sorriso vitorioso.
Ele me colocou no chão, e eu, vendo que não haveria saida, comecei a caminhar com ele ao meu lado, em direção à entrada do predio.
─ Eu te odeio, Potter. ─ falei.
─ Tambem te amo, Lils. ─ disse ele passando o braço na minha cintura, que eu logo retirei. ─ Ah, esse Lirio é pra você. ─ Então ele me ofereceu a flor, que outrora estava bonita, porém agora estava toda despedaçada.
Eu ri.
─ Tá, tudo bem… ─ disse ele rindo e jogando a flor no meio fio.
Nós subimos em silencio, e quando entramos na sala, ele viu a caixa do vestido, jogada no sofá da sala.
─ Coloca ele. ─ disse James.
─ Não! ─ respondi. ─ A proposito, quero que o leve de volta.
Ele fez uma cara confusa.
─ Você não gostou? ─ indagou.
─ É lindo, mas deve ter sido caro demais, não posso aceitar.
─ Não seja tonta Lily, entra no quarto agora por que eu quero te ver com esse vestido. ─ disse ele, me entregando a caixa.
Eu revirei os olhos, fui para o meu quarto e encostei a porta.
Eu não iria dar o gostinho para ele de ir ao cinema com o vestido, mas que mal faria se eu o colocasse rapidinho, apenas para ver como ficava, afinal, era tão lindo...
Tirei meu pijama rapidamente e coloquei o vestido, e depois de terminar de fechar o ziper da lateral, ouvi a porta abrir.
─ O Lily, por que você rasgou meu bilhete em peda... ─ começou ele, trazendo os pedaços de papel na mão, porém parou de falar quando me viu. ─ Caraca, você está... Perfeita. ─ falou ele, me olhando bobamente e passando a mão pelos cabelos.
Eu o olhei confusa, e o aparecimento dele repentino no meu quarto me deixou com raiva. E se eu estivesse sem roupas?
─ Não aprendeu a bater não, Potter? ─ perguntei rispida.
─ Calma ruiva. ─ respondeu ele sorrindo, deixando os pedaços de papel escorregar pelos dedos e se aproximando de mim.
Eu fui andando para trás sem perceber, até que bati na comoda. Ele continuou vindo na minha direção, com o sorriso mais safado que já dera para mim.
─ Por que tanta raiva de mim Lils? Será que não consegue resistir? ─ perguntou ele travesso, com um ar de quem sabe o poder que tem sobre a sociedade feminina.
Menos por você Lily Evans, você é imune à James Potter!
Mesmo se ele estiver cheirando deliciosamente bem.
Droga consciencia.
Mas eu não podia negar, ele estava muito cheiroso, e á essa altura, mais perto de mim do que seria saudavel.
─ Sai Potter... ─ sibilei.
─ Você não quer que eu saia Lily. ─ falou ele com a voz rouca, potencialmente perigosa.
─ J-james, saia... Eu não... ─ tentei falar, porém ele me interrompeu.
─ Shhh! ─ disse ele, já roçando seus labios nos meus.
Minha mente gritava para que eu o agredisse e saisse correndo daquele quarto, mas eu simplesmente não consiguia fazer isso, era como se meu corpo estivesse agindo por vontade propria.
Então seus labios enfim encontraram os meus, num selinho demorado.
Por mais que eu queira me matar por isso, naquele momento meu único desejo era que ele aprofundasse aquele maldito beijo.
Mas ele não o fez.
Desgrudou nossos labios, com um sorriso muito mais travesso do que antes.
─ Quer mais? ─ perguntou com a boca muito perto do meu ouvido.
─ Não, não quero... nada! ─ respondi, com a voz entrecortada.
Eu estava totalmente embriagada pelo seu cheiro, pelo seu toque.
─ Se quiser, terá que pedir. ─ disse ele.
─ Não vou pedir nada! Saia... ─ falei com a voz um pouco mais firme.
Ele riu pelo nariz, virou as costas e se afastou um pouco, parecendo desistir, eu suspirei aliviada.
Porém eu devia imginar que está guerra não estava acabada, por que estamos falando de James Potter.
Ele simplesmente virou novamente, me puxou pelo braço, e enfim me deu o beijo que eu tanto esperava.
Foi intenso, cheio de emoção e segundas intenções.
Eu não queria ter correspondido, porém foi muito mais forte do que eu.
Quando dei por mim, minhas mãos estavam em seus cabelos, sedosos e bagunçados, e as dele delineavam minhas costas.
Então ele me tirou do chão e me colocou sentada em cima da comoda, o que fez alguns perfumes que ali estavam, cairem no chão.
O estrepito de vidro se estilhaçando foi como uma balde de agua fria, e me fez voltar a realidade.
Empurrei James e desci da comoda.
Ele me olhava com um misto de travessura e malicia.
─ Sabia que você não resistiria, Lirio.
Sem pensar duas vezes eu me aproximei dele e...
PLAFT!
Ele passou a mão pelo lugar em que eu acertara o tapa, e sorriu mais ainda, e aquilo me irritou mil vezes mais.
─ Isso não muda nada do que você fez Lily, você gostou de me beijar. ─ disse ele.
─ SAI! ─ gritei apontando para a porta do quarto. ─ SAI DA MINHA CASA!
Ele pareceu se dar conta do perigo eminente e ergueu as mãos em sinal de rendição, caminhando em direção a porta.
Eu o segui para ter certeza de que sairia do apartamento. Quando ele estava na porta, olhou para mim novamente e disse, com a expressão mais maliciosa que eu já o vira dar.
─ Até amanhã, professora.
Aquilo foi a gota d’agua, peguei a bomboniere que estava na mesa de centro ao meu lado e taquei para acertar, porem ele soltou uma gargalhada e fechou a porta, fazendo o pequeno pote de vidro se estilhaçar na mesma.
Sentei no sofá, totalmente frustada, pensando em o que estaria acontecendo comigo.
Notas finais
Por favor, comentem *-*
E façam recomeçadões, por que até agora só temos duas ://
Vamos lá leitores lindos :33
Beijooos ^^
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