Juro Solenemente

27 Jardim da Saudade


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEY!
Gente, me perdoem, eu sei que demorei mas é que eu realmente não conseguia escrever esse capitulo de modo que ficasse explicativo como eu queria que ficasse, sorry :C
Enfim, eu havia falado que iria escrever um hot Jily, mas... Não vou mais pessoal, desculpem mesmo, mas como eu disse essa não é a minha area de escrita, então deixa pra uma próxima.. Realmente tentei e não saiu nada com nada :/
Queria agradecer de coração a Mrs Anie Grint, Luna Lovegood, Moony, Fernanda Beatriz e Nanda Evans pelas recomendações, eu amei, obrigada meninas, esse capitulo é pra vocês! ♥
Bom aqui está, espero que gostem.
Jouir ^^

Lily Evans.

─ Por que você está aqui? ─ ele perguntou com a voz grave, sentado do outro lado da mesa.

Amos estava um caco, magro, a barba sem fazer, os cabelos compridos e embrenhados, se eu olhasse mais detalhadamente para o seu rosto poderia ver sinais de surras.

─ Queria ver essa sua cara porca e imunda pela última vez. ─ falei com o tom de voz baixo, travando os dentes.

Nós estávamos sozinhos na sala de visitas. Charlus decidiu me dar privacidade e esperar do lado de fora, eu aceitei de bom grado.

─ Conseguiu o que queria sua vaca, está feliz? ─ ele perguntou, rude.

─ Deveria tratar uma dama como ela merece ser tratada Diggory, por que quem da as cartas agora sou eu.

─ Do que você está falando? ─ ele perguntou baixando o tom de voz.

─ O seu caso está na minha mão, sou eu quem está tratando com o advogado que foi contratado para te defender. ─ falei com a voz suave.

─ Então... Então foi vocês que me mandaram aquele advogado? Eu pensei ter sido minha mãe. ─ disse ele.

─ Sua mãe te quer na cadeia tanto quanto eu quero. ─ falei ríspida ─ E sabe, Charlus achou justo deixar isso na minha mão... Sabe, Sr. Lewis é um ótimo advogado, ele poderia te tirar daqui em um estalo de dedos, porém fará isso apenas se eu quiser.

─ Eu não quero esse advogado. ─ disse ele.

─ Você não tem opção. ─ falei encarando-o ferozmente.

─ Vadia.

─ Se depender de mim você vai apodrecer dentro dessa cadeia. ─ rosnei. ─ Guarda, guarda, por favor. ─ falei chamando o policial para me tirar dali. Ele rapidamente chegou ─ Até nunca mais, Amos Diggory. ─ dito isto sai rapidamente, encontrando Charlus logo em seguida.

─ Pronto? ─ perguntou ele.

─ Pronto. ─ confirmei e saímos da delegacia lado a lado.

─ Você poderia me deixar lá na Universidade? ─ perguntei quando já estávamos no carro ─ Preciso acertar algumas coisas pro próximo ano, afinal a faculdade começa em algumas semanas..

─ Claro.. ─ falou ele mudando de rumo, a caminho da Universidade.

─ Pode ir embora Sr. Potter, assim que eu terminar chamo um taxi. ─ falei saindo do carro.

─ Não precisa Lily, eu posso te esperar.

─ Ah, tudo bem então, serei breve, e obrigada. ─ agradeci, correndo para a direção do prédio.

Cheguei na secretaria abarrotada de alunos em busca de informações para o novo ano que se iniciaria. Droga, logo agora que Charlus está pelo menos tentando ser agradável terei que fazê-lo esperar.

Estar ali, na Universidade novamente me fez lembrar o real motivo pelo qual eu me aproximara de James. Passar no vestibular, conseguir entrar na faculdade. Quem diria que tudo isso aconteceria, não é? Depois de toda essa confusão nós até esquecemos dos estudos. Mas isso não vem ao caso agora, eu e James estamos juntos e ele provavelmente está bravo comigo por eu ter aceitado o convite do pai para me acompanhar até a delegacia.

As vezes quando eu acho que minha vida vai voltar ao normal tudo desmorona de novo. Era pra eu estar bem, estar feliz, mas parece que tem algo aqui dentro faltando, algo que está incompleto. Eu me sinto assim desde a morte de meus pais, e duvido que algum dia eu posso me recuperar totalmente.

É que as vezes eu só queria uma família. Um pai, uma mãe. É por isso que me dói profundamente ver James e Charlus se tratando da maneira que se tratam. Eu sei que a maior culpa da revolta de James para com o pai é culpa do próprio, não me entenda mal, não o estou culpando, mas é que ter um pai é um sonho tão distante e inalcançável para mim. Por que claro, meu pai está morto, eu jamais poderei te-lo novamente.

Observei uma senhora que ralhava com a coordenadora, aparentemente seu neto ficara em DP de novo. Cansada de todos aqueles diálogos tão familiares para mim comecei a andar pelo ambiente, observando cada misero detalhe, ocupando minha cabeça com algo que não fosse James, nem Amos, nem Sr. Potter.

Muito perto da onde eu estava havia um mural com os nomes dos aprovados no vestibular do ano. Lembro-me quando meu nome aparecera ali, em décimo primeiro lugar. Acho que nunca vi meu pai tão feliz como naquele dia, e ao mesmo tempo tão triste. Eu, sua menininha, estava indo para a faculdade, parecia um sonho para todos nós.

Comecei a analisar as listas mais atentamente. Advocacia.. Engenharia.. Medicina.. Psicologia.. Jornalismo.. Publicidade e Propaganda.. Gastronomia..

Gastronomia, acho que James iria gostar desse curso, se ele ao menos tivesse tentando.. Talvez...

De repente algo familiar chamou minha atenção, um nome, ali em décimo sexto lugar, esse nome era James Potter.

Sem poder acreditar no que lia comecei a analisar minuciosamente cada letra procurando por algum tipo de erro proposital, porém foi em vão, era ele, com todas as letras, James passara no vestibular como o pai pedira.

Era por isso que ele não tinha muito tempo para mim, não mandava torpedos, se ausentava por horas.. Imagino o quanto ele precisou estudar para conseguir uma colocação tão boa em uma universidade tão concorrida. Mas por que ele não me contara? Ele poderia falar comigo, pedir minha ajuda..

Sem prestar atenção no que estava fazendo eu arranquei a folha de aprovados e sai correndo da secretaria da universidade, ansiando pelo carro prateado do Sr. Potter, estacionado no outro quarteirão.

Cheguei lá ofegante e abrindo a porta com um pouco de brutalidade, me sentei no banco do carona.

─ Lily? ─ perguntou ele, me olhando confuso ─ Está tudo bem?

─ James.. ─ balbuciei recuperando o fôlego.

─ O que tem James? ─ ele perguntou ríspido ─ Ah, já posso até imaginar que ele te ligou brigando por você estará qui comigo, não é? Me pergunto todos os dias quando James vai crescer, esse garoto apenas me dá trabalho desde o dia em que nasceu, e agora fica tentando controlar a sua vida e tudo o que você...

Sem conseguir mais ouvir aquelas palavras cheias de ódio e frieza eu o interrompi.

─ Como consegue falar dessa maneira com seu próprio filho? ─ perguntei exaltada.

─ Ah... Você não o conhece tanto quanto eu, Lily. ─ disse ele.

─ Sim ─ afirmei ─ eu o conheço! O grande problema, Sr. Potter, é que você enxerga em James apenas o que quer enxergar e não o que ele realmente é.

─ Você não entende...

─ Então por que não me explica?

─ Vou te levar a um lugar. ─ disse ele dando partida no carro. Eu permaneci em silêncio.

xx-xx

Nós estávamos ali, em frente a um imponente portão de ferro maciço com o seguinte nome gravado bem no meio: "Jardim da Saudade" A folha de aprovados ainda bem apertada em minha mão, mas nesse momento eu duvidava que sequer me lembrasse dela.

─ Por que estamos aqui? ─ perguntei baixo.

─ Por que aqui está a razão de tudo isso, a razão pela qual eu me tornei o homem que eu sou, mas também a única coisa que pode me fazer feliz, mesmo que por pouco tempo. Venha, vamos até lá.

Ele passou pelo portão e eu o segui. A grama verdinha fazia cócegas em meus pés descobertos devido a sandália, a brisa batia em meu rosto bagunçando de leve meus fios ruivos e o cheiro de flores de todos os tipos invadiam meu nariz.

Paramos em um lugar não muito longe da entrada, Sr. Potter não precisou dizer nada, eu sabia onde estávamos. Perante meus pés jazia uma lapide com os seguintes dizeres: "Do pó eu vim, para o pó eu voltarei. Saudades" um pouco mais embaixo, gravado na pedra havia o nome: "Dorea Potter".



Notas finais
E então? Bom, agora o Amos se ferrou de verde e amarelo kkkkk
Gente, eu dei esse nome para o cemitério (Jardim da Saudade) em homenagem eu meu avô que faleceu, fez um ano ontem e ele está enterrado lá, é um cemitério em Curitiba, com lapides no chão (Estilo Estados Unidos) cheio de flores e tudo mais, realmente acho o lugar muito bonito, apesar de ser um cemitério.. Enfim, só queria homenageá-lo de alguma forma, e encontrei está...
Eu havia mencionado que esse seria o ultimo cap kk mudança de planos, o proximo sera o ultimo e depois o epilogo..
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OBRIGADA GALERA,
BEIJOS