Juro Solenemente

14 Farmácia 24 horas.


Notas iniciais
Olá gente! :D
Demorei né? Me desculpem mesmo, é que eu estou acabando uma fanfic e comecei a postar só lá! :/
Mas enfim, o capitulo está aqui, e dessa vez tem mais um pouco de Lene/Sirius.
Vivaaaa! Fazia tempo que eles não apareciam.
Espero que gostem,
Jouir ^^

James Potter.

Hoje ela estava mais bonita do que o normal, apesar de ainda olhar para mim com os olhos cintilando de raiva, havia no seu rosto uma expressão feliz que ela simplesmente não consiguia esconder.

Será por causa do beijo?

Provavelmente não, a ruiva me odeia.

Mas é como dizem, a linha que separa o amor do odio é muito tenue.

─ Deu minha hora, vou indo. ─ falou ela, saindo do quarto.

─ Eu te acompanho. ─ falei me levantando tambem.

Tipo, eu nunca acompanhava ela, por que venhamos e convenhamos, subir escada cansa, ainda mais aqui na minha casa, que a gente começa a subir e não para mais. Mas hoje eu estava com vontade ficar perto dela, não sei dizer o por que.

Descemos as escadas em silencio, mas assim que chegamos ao hall de entrada, eu tive uma surpresa nada agradavel, por assim dizer.

─ Vamos Amor? ─ falou Amos, passando os braços em volta da cintura dela.

Ok, o que eu perdi? Quando foi que esses dois começaram a morrer de amor um pelo outro. Achei que eu já tivesse conseguido estragar tudo no meu aniversario.

Pelo visto não.

─ Que merda ta acontecendo aqui? ─ elevei o tom da voz, lançando um olhar fulminante a Amos.

─ A Lily não te contou? Nós estamos juntos. ─ falou ele, com um largo sorriso.

─ Não, ela não me contou. ─ falei trincando os dentes.

─ É James, parece que você não consegue domar ruivas tanto quanto eu. ─ falou ele.

Foi a gota d’agua para mim.

Esse cara está desafiando a minha capacidade de ficar com uma garota.

─ Se você é tão bom em domar, será que você consegue domar a minha raiva, priminho? ─ falei, então soquei seu nariz com força, que imediatamente começou a sangrar.

─ JAMES! ─ gritou Lily.

Não tive tempo de responde-la nem nada, pois ele me acertou um soco no nariz tambem, quebrando a ponte dos oculos.

Otimo, agora alem de tudo, estou cego.

Minha visão estava turva e embaçada, fui em direção a uma sombra que eu tinha certeza que era Amos, prensei-o contra a parede e dei dois chutes em seu estomago.

Me afastei dele, que caiu no chão. Fui em direção aos meus oculos e segurei as duas lentes sobre os olhos.

Lily estava agachada ao lado de Amos, enquanto o mesmo gemia de dor.

─ Seu louco! ─ ela gritou.

─ Louco é o seu namoradinho! ─ gritei de volta. ─ ele não é o principe que você acha que é, ta legal? E toma cuidado Evans, ele manipula as pessoas, principalmente as garotas.

Falei isso e fui em direção as escadas, agora só precisava do meu quarto e de alguma empregada para colocar gelo no meu nariz.

Lily Evans.

Eu estava atordoada, completamente confusa. Ele bateu em Amos por minha causa, e me chamou de Evans?

Ele me chamou de Evans? Será que ele ficou tão chateado comigo ao ponto de abandonar os apelidos ridiculos?

Minha cabeça martelava essa pergunta, quando eu ouvi mais um gemido de Amos.

Droga Lily, seu namorado ta quase morrendo e você se preocupando com o imbecil do Potter.

─ Consegue levantar? ─ perguntei para Amos.

Ele assentiu e se apoiou no balcão.

Nesse momento Charlus Potter chegou, carregando sua maleta preta.

─ O que aconteceu aqui, Lily? ─ perguntou ele, olhando para o rosto ensaguentado de Amos.

─ James bateu nele. ─ falei baixo.

─ EU NÃO ACREDITO! ─ ele gritou, e começou a ir em direção as escadas. ─ JAMES, JAMES!

─ Bom, pelo menos agora ele vai enfrentar a furia de Charlus, não é?

Amos forçou um sorriso e saimos da casa.

─ Desculpe amor, estava preparando um jantar lá em casa para nós, mas agora não dá mais, vou te deixar em casa, tudo bem? ─ ele perguntou, enquanto saia com seu carro da garagem.

─ Claro Amos, outro dia nós jantamos juntos.

E o resto da viajem se passou em silencio.

Assim que cheguei em casa, encontrei uma Dorcas gemendo de dor.

─ O que foi Dor? ─ perguntei me aproximando dela, que estava deitada no sofá.

─ Cólica Lils. ─ falou ela, com a voz embargada.

─ E o remedio? ─ perguntei.

─ Acabou, eu to indo lá comprar. ─ falou Marlene, vestindo um grosso casaco preto, por cima de uma calça clara.

─ Mas já é tarde, você não vai encontrar farmacia aberta. ─ falei..

─ Vou naquela vinte quatro horas que tem no centro, Lilica. ─ respondeu.

─ Não me chame de Lilica, Lenita. ─ falei provocando-a.

─ E não me chame de Lenita, Lilica. ─ gritou ela, saindo pela porta.

Eu ri e voltei a acariciar os cabelos castanhos de Dorcas.

─ Calma que ela já vem. ─ falei.

Sirius Black.

Os gritos de Charlus Potter ecoavam por toda mansão nesse momento.

─ COMO VOCÊ OUSA BATER NELE? O QUE FOI QUE O GAROTO TE FEZ PRA VOCÊ FAZER AQUILO JAMES? ─ ele gritava.

─ EU ODEIO O AMOS, E ELE ME PROVOCOU. SE VOCÊ GOSTA TANTO DELE, PEGA PRA VOCÊ. ─ gritou James.

─ VOCÊ NÃO CANSA DE BANCAR A CRIANÇA DE CINCO ANOS JAMES? QUANDO VOCÊ VAI CRESCER? AH, SE SUA MÃE ESTIVESSE AQUI... ─ gritou Charlus.

─ SE ELA ESTIVESSE AQUI O QUE PAI? SE MINHA MÃ ESTIVESSE AQUI, TALVEZ EU TIVESSE UM MINIMO DE ATENÇÃO, NÃO É? TALVEZ EU TIVESSE ALGUM TIPO DE CARINHO PATERNO! PELO VISTO VOCÊ SÓ É CAPAZ DE FALAR O QUANTO EU SOU RUIM, NÃO É? ─ gritou James.

Ok, agora o tio Char pegou pesado falando da mãe do Jay.

Achei melhor sair de casa, eu estava com uma puta dor de cabeça por causa da festa de ontem, e a única coisa que eu precisava era de paz e um analgesico.

Peguei as chaves do meu carro e sai.

Seria dificil encontrar uma farmacia aberta agora, pois já passava da meia-noite.

Fui andando pelo centro de Oxford, até que vi a única farmacia vinte quatro horas dali. Estacionei meu carro e desci, com a cabeça ainda latejando.

Assim que me aproximei do balcão, vi uma garota de longos cabelos negros.

Era ela, amiga de Lily.

Ri internamente e me escorei no balcão ao lado dela.

Ela me lançou um olhar fulminante e voltou a olhar para frente, onde um atendente procurava, provavelmente, o seu pedido.

Então um outro balconista veio até mim.

─ No que posso ajudar? ─ perguntou ele.

Olhei para Marlene, sua expressão tinha um misto de surpresa, raiva e... riso? Decidi fazer uma graça para chamar sua atenção.

─ Quero quinze camisinhas, por favor. ─ usei o tom mais displicente que pude.

Ela olhou para mim e soltou uma gargalhada melodiosa.

Olhei para o atendente que ainda estava parado a minha frente e completei. ─ Não, quero dezesseis, por favor. ─ falei usando o tom mais cafageste possivel, encarando-a.

─ Maniaco. ─ ela murmurou, pegou sua sacolinha e foi para o caixa.

Não esperei ele pegar as camisinhas, simplesmente sai da farmacia e fiquei na porta, esperando que ela saisse.

Alguns instantes depois, ela saiu.

Ela nem tinha me visto ali, quando a peguei pela cintura e a aproximei de mim, sussurrando em seu ouvido.

─ Eu sei que você não vai resistir à decima sexta camisinha.

Senti a pele de sua nuca se arrepiar com o toque de meus labios, ela hesitou por um momento, então me empurrou e acertou o segundo tapa na minha cara.

─ Agressividade é doença sabia? Vai procurar tratamento. ─ falei passando a mão pelo rosto, onde ela batera.

─ Quem tem que procurar tratamento aqui é você, seu maniaco. ─ ela gritou, atraindo os olhares das pessoas da farmicia e saiu, batendo o pé.

Ri sozinho e resmunguei. ─ Você ainda vai ser minha, morena.


Notas finais
Gostaram ou acharam que o Sirius foi cachorro demais?
Sei lá, eu achei isso bem a cara dele '-' kkk
Bom, comentem e recomendem, isso me ajuda a escrever bem rapidinho! *-*
Beijos :*