isla sorna.... 87 milhas da isla nublar....

O vento estava forte anunciando a chegada de uma forte tempestade, na praia sul perto das docas, os barcos balançavam com os impactos fortes das furiosas ondas vindas de alto mar.

Os vigias estavam atentos e preocupados com aquela tempestade que se aproximava.

A areia clara e limpa da praia era jogada contra algumas palmeiras que marcavam o começo ou fim da mata fechada, o mesmo vento que apagava pegadas de animais na areia, profundas ou não, grandes e pequenas.

- ei Jim! Ouvi alguma coisa na mata!!

- calma, devem ser os parassauros, o t-rex atacou o bando P2 hoje, deve ter assustado eles e os mandado pra cá, nada para se preocupar.

Da mata fechada um enorme animal caminhando nas quatro patas saiu caminhando lentamente até a areia, seguido de outros da mesma espécie, ele ergue-se nas patas traseiras, e olhou bem para o fasto oceano. Em seguida voltou-se para o chão levantando areia com o peso do seu corpo.

Ele foi andando pela praia em direção leste, um dos vigias das docas pegou seu binóculo e confirmou um pequeno bando familiar de parassauros caminhando na praia.

- Reporte a o centro de pesquisa a localização deles! – disse o homem para um radio preso no seu uniforme.

Na sala de segurança, dois guardas observavam atentos as câmeras de segurança espalhadas por alguns locais da ilha, um dos cientistas entrou na sala com alguns papeis em mão.

- vocês têm uma nova tarefa!

- qual?

- carnotauros

- carno- o que?

- aqueles com chifres

- ah sim

- pois bem, testemunhas da vila de trabalhares falaram que todo dia à tarde os carnotauros vão parar naquela área.

- por quê?

- não sabemos, e vou querer que vocês vigiem esse comportamento nas câmeras da vila.

- tudo bem.

O cientista saiu da sala com as mãos no bolso do seu jaleco branco, enquanto os dois homens esperavam ansiosamente ele sair.

- desgraçado.... Fica todo metido com esse pano branco

- porque, temos que observar esses bichos? Tem cercas eletrificadas em volta da vila, é praticamente impossível eles tentarem entrar lá.

- eu já disse para o chefe da segurança que seria melhor para todos, mudarmos a vila de lugar.

- por quê?

- aquela área é território dos velociraptor, é já tivemos vários ataques a carros em movimento.

- agora com os carnotauros lá o ideal seria mudar a vila de lugar.

- sim – concluiu o segurança tomando um café quente em uma xícara branca com o logo da INGEN.

- espere... o que é isso?

- é a câmera da mata, temos 3 delas.

- onde fica isso?

- pelo que eu sei é a área dos camarassauros.

- olha como eles estão agitados!

- predadores?

- impossível, nenhum predador tem um território fixo perto da área deles.

- e o dimetrodon?

- não poderiam fazer mal ou causar pânico a os camarassauros.

- acho melhor mandar alguém pra lá

- concordo – disse o homem pegando o telefone.

- central? Aqui é posto J-8, parece que temos problemas na área dos camarassauros!

Eram 19:41, e uma chuva leve caia sobre a mata, em algum lugar da ilha em um lugar com um lago com uns 8 ou 10 metros de profundidade estava Carter, um dos tratadores, ele estava sentado no jipe esperando a chuva passar e observando o belo cenário.

Era um campo com uma pastagem alta, quase na altura do joelho, verde e molhada pela chuva se mexia em perfeita harmonia com o vento, perto do lago estava um grande grupo de hadrossauros, deitados em baixo das arvores cuidando de seus filhotes, bebendo água, ou dentro da lagoa na parte raza comendo algumas plantas aquáticas.

- incrível... – dizia Carter observando a beleza daquele cenário a sua frente.

Ele ao contrario da maioria dos tratadores, não via aquelas criaturas como monstros, e sim como animais vivendo em harmonia na ilha.

Ele estava com os braços no volante olhando para a cena a sua frente quando seu radio tocou.

- Carter, você ta ai? Carter?

- Carter na escuta!

- você está perto da área dos camaras?

- sim, na lagoa.

- certo. Preciso que passe na vila e pegue mais homens e vá para o local da câmera daquela área.

- onde fica isso?

- não precisa se preocupar, uns dos homens que vai com você é um caçador, ele vai saber aonde ir.

- entendido.

Carter guardou seu radio no bolso ligou o carro, que motivou certa reação de alarme nos animais pastando, ele notou que alguns pararam suas atividades e observavam o jipe sair do lugar, atentos e prontos para sair Dalí a qualquer sinal de perigo, no entanto aqueles animais não eram tão selvagens assim.

Eles tinham um forte contato com os humanos na ilha, já estavam acostumados com os carros e sabiam que não ofereciam ameaça alguma, e assim voltaram a pastar.

Carter estava chegando à vila dos trabalhadores, ao se aproximar do lugar notou que as aves e dinossauros menores que faziam grunhidos e barulhos na mata haviam se calado, ele estranhou mais continuou dirigindo.

Ele estava perto do portão já, quando viu alguma coisa na mata, ele sabia que algo havia passado do lado da estrada, algo grande, mais não ouvia ou via nada. Ele resolveu parar e olhou atento pra mata, nada, apenas silencio profundo, vindo das plantas molhadas pela chuva.

Uma rápida investida foi dada contra o jipe, antes mesmo que ele pudesse notar havia um animal grande de chifres do seu lado com a cabeça presa na parte do passageiro do jipe, ele babava e rosnava e por incrível que pareça mudava de cor, vermelho, negro, verde escuro. Mesmo preso o animal tentava de qualquer forma pegar Carter com seus dentes pontiagudos, tentava pega-lo e se soltar ao mesmo tempo.

Balançava a cabeça para os lados mexendo com o carro, tirando o do chão por breves segundos, amassando-o com investidas de suas patas fortes, uma das investidas foi dão forte que fez com que a porta fosse arrancada, e assim libertando o animal que por pouco não virou o jipe.

A força usada para se livrar do jipe o jogou de volta para a mata, Carter sem perder tempo pisou no acelerador colocou a marcha, e com uma leve derrapada do jipe ele começou a fugir do seu agressor.

O carnotauro não demorou muito para se recuperar e conseguiu dar uma investida que passou de raspão no carro, ele escorregou e se levantou rápido olhando Carter correndo, olhou bem para ele mudando de cor novamente, e deu um forte rugido erguendo-se, mostrando que aquele era seu território.

Uma leve chuva cai sobre os guardas armados vigiando a enorme cerca da vila, quando um deles grita.

- VEICULO SE APROXIMANDO!

Um homem de chapéu sai de uma das estalagens olha bem para o carro com amassados e pedaços faltando se aproximando, passa a mão no rosto molhado pelo calor e um pouco aliviado pela chuva.

- ABRAM O PORTÃO! – ordena o homem

Os guardas ficam atentos com suas armas destravadas e prontas para qualquer coisa, enquanto o carro vem diminuindo a velocidade, ele passa pelo portão e logo em seguida os homens recebem a ordem para fechá-lo novamente.

Carter desce do carro e olha o portão se fechando e as luzes acendendo no topo da cerca.

- foi um ataque bem feio,

- ah? Ah sim.. foi um carnotauro, ele quase me tirou da estrada.

- teve bastante sorte meu amigo, eles costumam andar em pares, Robert Muldoon! – disse o homem cumprimentando Carter

- Carter!

Após a apresentação os dois homens foram andando pela vila, em meio a os trabalhadores e seguranças, Muldoon estava à frente e Carter o seguia.

- você veio pelo alarme na área dos camaras?

- exato, me falaram para vir aqui encontrar a equipe.

- certo, eu gostaria de poder ir com vocês mais estou no próximo barco pra ilha nublar.

- ilha nublar? O que vai fazer lá?

- levar uma encomenda para Hammond. – disse ele com um som preocupado

Eles continuaram seu caminho, chegando a uma área coberta, lá Carter viu 3 homens se arrumando.

- essa é sua equipe, Josh um dos veterinários, Carlos o seu motorista e Nick um dos melhores atiradores, que vai garantir a segurança de vocês.

A frase de Muldoon foi concluída como barulho de Nick carregando a arma e olhando para Carter.

Josh se aproximou esticando o braço para cumprimentar Carter.

- é um prazer! – disse ele tirando um cigarro do bolso logo em seguida

Joe era um típico veterinário, um homem comum de pele clara com uma estatura mediana que sempre quando nervoso acendia um cigarro para poder relaxar.

Carlos era um nativo, ele apenas era um tipo morador de costa rica comum, falava espanhol e tinha um sotaque que muitas das vezes fazia com que as coisas ditas por ele sejam impossíveis de entender se ditas muito rápido.