Juntos por uma Eternidade
5 Capitulo 5 – A Proposta
Capitulo 5 — A Proposta
Pov. Bella
Carlisle, como falou, ligou para os Denali na manhã seguinte, mas elas também não sabiam nada sobre aquela tal sombra, já tinha anoitecido a algum tempo, Edward, Alice, Rosalie e Jasper estavam sentados no sofá conversando, apenas Emmet estava jogando videogame, mesmo eles não estarem falando da visão o clima na casa Cullen estava um tanto pesado, cada um mesmo não demonstrando estavam pensando na sombra que Alice viu, menos Emmet que não via o motivo de serenidade para esse acontecimento e como disse: “É apenas uma sombrinha, o que pode fazer?”.
Bem que eu queria não me preocupar com essa visão como Emmet, mas era um anjo da Redoma, aquela sombra seja o quem for fazia parte do meu mundo, o único problema é que se aquilo fazia parte do meu mundo como Alice poderia ter visto o futuro de algo que está acima dela?
Estava em pé incapaz de ficar parada, andando de um lado para o outro na sala, aquela situação no mínimo me deixava inquieta e precisava que Edward fosse para a escola assim poderia sair e procurar Bernard.
Ele sempre conseguia me ajudar, saberia o que eu devia fazer.
“Anjo da guarda Isabella” – Disse uma voz na minha cabeça, estava tão distraída que acabei não sentindo a presença em minha cabeça e pulei de susto esbarrando um vaso próximo a mim.
Mentalizei que o vaso não cairia e que ele na verdade nem se mexeria, mas minha concentração foi quebrada pela voz repetindo o mesmo chamado e no próximo segundo o vaso já estava caído no chão.
Droga.
— Esme vai pirar! – comentou Emmet.
— Como isso caiu? – perguntou Jasper.
— Parece que caiu sozinho. — Respondeu Emmet.
— Claro que não, vasos de fores não caem sozinhos Emmet – falou Alice.
— Bem esse cai, Anã – zombou Emmet.
Fiquei travada no lugar enquanto esperava o que aconteceria no momento seguinte, felizmente os outros não acharam grande coisa e se dispersaram para se arrumarem para a escola.
Quase acreditei que tinha me safado, mas Edward ainda olhava fixamente para os cacos de vidro no chão, ele foi lentamente até ali e se abaixando devagar trazendo consigo uma pena, mas não qualquer pena, uma pena minha.
Prendi a respiração, como aquilo podia ter acontecido? Minhas penas não costumavam cair assim, não era para acontecer, mas ali estava ela, na mão de Edward.
É claro que uma pena para um humano seria normal, mas eles eram vampiros, iriam gravar o meu cheiro e aí eu estaria perdida.
Não entendia como, mas parecia que tudo estava acontecendo para eu me expor para os meus protegidos.
Pensa, Pensa, Pensa!
Olhei em volta, procurando que uma solução caísse do céu, já que eu com a voz na minha cabeça repetindo sem parar o seu chamado, tinha tirado qualquer chance de eu ter uma idéia descente.
Edward levou a pena contra a luz a analisando.
O pânico percorreu meu corpo, precisava que ele a deixasse aquilo de lado, ele não podia perceber nada, esse era o perígo de ser um anjo de um vampiro, eles não podiam saber sobre nós, já com humanos por vezes eles percebiam, mas sempre se passavam por mentirosos para outros da espécie, e morriam logo, vampiros não.
A imortalidade os acompanhava tanto como acompanhava a minha.
Utilizei meus poderes para que os ventos ficassem mais fortes, as janelas que estavam abertas facilitando meu trabalho, um o vento forte adentrou a casa, fazendo a porta de vidro se fechar com um baque forte.
Edward recuou estranhando o ocorrido com a casa, quando ele se mexeu tomei-lhe a pena da sua mão, esperava que estivesse distraído o suficiente para não perceber que agora a pena estava flutuando.
Soltei ela junto com os ventos e ela sumiu para fora da casa, levei ela o mais longe que consegui.
Aos poucos foi soltando minha influencia para a tudo se acalmasse devagar para parecer o mais natural possível.
— O que foi isso? – Alice apareceu ao lado de Edward já com uma nova roupa para o dia – O que você está fazendo?
— Eu? – ele olhou em volta confuso – eu não fiz nada, me diga você!
— Acho que você está muito velho para brincar com portas – ela riu enquanto Edward fechava a cara um tanto irritado por não ser levado a sério – Achei que isso tinha ficado nos anos 50.
—O que foi isso Alice? – Alice se virou para a irmã — Vai ter tempestade?
— Como eu saberia? — exclamou Alice – Não sou apenas uma vidente sabia? Não tenho todas as respostas!
— Nem comece Alice, não precisamos de mais drama nessa casa – Disse Rosalie voltando a sumir escada acima — Já não basta Emmet
“Anja de guarda Isabella.” – repetiu novamente em minha mente, aquilo já estava realmente me irritando, parecia que a situação estava controlada o bastante, pelo menos o máximo que eu conseguia.
Só esperava que eles esquecessem rápido todas as estranhezas que tinham acontecidos no dia.
“Sim?” – respondi mentalmente.
Diferente da ligação que Klaus havia feito no dia anterior, essa era prioritariamente apenas para comunicação, sendo uma ligação sem contato físico era fácil para mim e para o outro anjo mantê-lo longe.
“Você é requerida na redoma, imediatamente.”
“Para que?”
“Minha mensagem para você era apenas essa”
Suspirei sabendo que tinha um dedo de Klaus nisso tudo.
“Já estou indo.” – e finalmente a conexão foi cortada.
Mesmo não querendo ir até lá ouvir mais e mais reclamações infundadas do meu pai, não podia apenas ignorar, não quando sou convocada formalmente dessa forma. Eu tinha uma obrigação com o paraíso afinal, então quando olhei para Edward, ele estava com um sorriso lindo nos lábios, parecia tão calmo e feliz, desejei que aquele momento não passasse.
Suspirei e fui para fora da casa, abrindo minhas asas e levantando vôo, subi até acima das nuvens. Em segundo avistei o Paraíso, o reino dos anjos.
Mesmo já tendo visto o Paraíso varias vezes do alto mil vezes sempre me surpreendi o quanto é lindo, é basicamente um conjunto de construções todas altas que sentilavam a luz do sol, um rio cortando as construções ao meio e despencando pela borda e desaparecendo no ar, era a água light, a magia que regia todos os anjos, em volta dela havia algumas câmeras, eram as mais novas construções que nós tínhamos, já que sempre era necessário mais e mais daquelas cabines.
E perto da borda, a construção mais alta e mais bonita também, a cede da redoma, o prédio mais importante de todos. A cede da redoma o poder é tamanho que sentia a aura que emanava mesmo a distância nas ruas.
Haviam anjos, mas poucos anjos viviam mesmo ali, só os que ainda não foram designados, os arcanjos ou os guerreiros entre outros, mas os arcanjos e os guerreiros dificilmente saiam da suas cedes e também ninguém podia entrar lá sem ser convidados por algum integrante que tivesse autorização para tal ato.
Eu por outro lado cresci ali até os 20 anos de idade, quando eu tinha que treinar, treinar e treinar, enquanto Klaus passava o dia todo sem ao menos ligar como eu estava.
Joguei esse pensamento de lado, aprendi a muito tempo que remoer o passado não levava há nada.
Pousei bem na frente da cede dos arcanjos, andei até a grande porta de vidro, por dentro o prédio, ele ainda conseguia ser ainda mais bonito, todo decorado em branco e cores claras, com janelas onde mostrava varias paisagem desde Nova York até Tóquio, todos panoramas muito bonitos, como se tivessem escolhido o melhor anglo e o melhor momento para mostrar ali.
Era como se dissessem "Olha o que fizemos, tudo isso é nosso, nos adorem" tivesse que resistir o impulso de revirar os olhos.
Rapidamente foi em direção ao guardião do lugar, se pudesse ir o mais rápido o possível para a Redoma para resolver o que quer que eles quisessem, seria melhor.
—Isabella, foi chamada para ter uma reunião com a Redoma
— Vou autorizar sua passagem — eu apenas assenti e entrei na porta que ele havia me indicado, soltei todo o ar dos meus pulmões, respirando fundo.
Quando a cheguei vi Klaus sentado no trono da ponta, a minha direita, me surpreendi por seus olhos não demonstrarem desgosto, mas não o olhei, ou me dirigi a ele.
Me coloquei no meio da sala onde poderia ver todos os presentes.
Mesmo que a redoma fosse composta por 10 arcanjos, o décimo só aparecia quando o assusto era muito sério, felizmente sua cadeira, a do meio, estava vazia hoje.
— Me chamaram? – perguntei tentando ao máximo deixar minha voz neutra.
— Sim, anja Isabella — falou um arcanjo a minha esquerda.
— Nós temos uma proposta para você, Bella — virei meu rosto para Klaus instantaneamente, e me amaldiçoei logo em seguida ao mostrar surpresa a Klaus, seu sorriso presunçoso estava claro que tinha usado meu apelido apenas para me fazer olha-lo. Seus olhos me encarraram com tanta malicia que pareciam gritar “Não conte sobre nossa conversa”.
Seria prazeroso contar ali, gritar acima das vozes de todos até que ecoasse por todo o prédio, mostrar a ele como não podia me controlar. Mas do que adiantaria se logo depois quem seria punida seria eu?
Abaixei a cabeça, mordendo minha boca ate a dor estar a cima do meu orgulho, não precisava olhar para saber que Klaus agora estava satisfeito.
— Que proposta? – perguntei.
— A nossa redoma é regida por 10 membros como a antiga profecia pré-definiu. Um dos nossos que atualmente faz parte do nosso comitê está prestes a sair, e de acordo com nossos registros você já serve a nossas ordens com louvor a mais de 100 anos, cuidando de um ser que a alma já estaria fadada – me segurei para não mostrar o meu desagrado, mas não pude evitar fechar minhas mãos em punhos – Mostrando potencial para fazer parte da Redoma, seria instantemente removida de seu atual cargo e seria treinada pelo arcanjos qualificados pelos próximos mil anos..
O arcanjo continuou falando, jorrando regras que todos muito bem sabemos, mas como aquilo podia ser verdade. Parecia q estava ouvindo tudo a baixo d’agua em um torpor de descrença.
Como Klaus tinha concordado com isso?
Ou tudo era parte de seu plano, sua visita para ter certeza que eu aceitaria essa proposta tudo por que ele sabia que eu nunca aceitaria.
Mas no fim ele não me conhecia tão bem assim, eu queria, queria tanto aceitar, tudo como o mundo funcionava parecia tão injusto, eu poderia fazer melhor. Eu faria melhor, os vampiros podiam ter anjos finalmente, toda a família Cullen teria um anjo, não apenas eu para me desdobrar para proteger a todos.
Que talvez um dia... Não fosse suficiente.
O que aquilo me tornaria? Tinha escutados histórias de Bernard de como meu pai era quando ainda não fazia parte da Redoma, quando ainda era uma menina assustada e apenas queria um pai de verdade, implorando todas as noites para ele voltar a ser como era antes. Um Klaus que era destemido, com um sendo de justiça tão forte que ninguém conseguia pará-lo, apaixonado pela vida.
Sem querer olhei se solai-o para Klaus, ele me olhava sem sentimentos, esperando que eu tivesse entendido ou apenas não ligasse o suficiente, mas a imagem dele alí foi o suficiente para torar minha dúvida
Eu não queria ser como ele.
Não suportaria virar como Klaus era atualmente, um mal em pele de cordeiro.
Havia pessoas que precisavam de mim, não apenas os Cullens, mas Bree também, não queria que ela se tornasse Bernard falando de um amigo com tanto carinho com a voz tão triste como se ele estivesse morto enquanto o podia ver todos os dias.
Minha consciência voltou e o anjo parecia estar esperando minha resposta.
Olhei para Klaus e sorri, vi a raiva tomar conta dele instantaneamente, ele sabia o que eu faria e vi sua ameaça em seu rosto em uma careta retorcida de puro ódio, se ele fosse me torturar depois eu não ligava.
Nenhuma consequência seria pior do que aceitar aquele pedido.
— Não – respondi vendo seus rostos surpresos e de desgosto para mim.
Fim do capitulo 5.
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