Juntos por uma Eternidade

3 Capitulo 3 – Quem é vivo sempre aparece


Notas iniciais
Olá pessoas, espero que gostem do cap :3

Capitulo 3 – Quem é vivo sempre aparece

Pov. Bella

Um tempo depois Bree teve que ir embora, prometendo me visitar o mais breve o possível, o que demoraria mais do que o costumes já que agora a ruiva tinha sido designada, e sendo assim só me visitaria de noite depois de ter certeza que seu protegido estaria totalmente fora de perigo.

Mas eu me lembrava muito bem de como era no começo, quando os instintos eram mais aflorados, duvidava muito que a mesma conseguisse sair de perto de Fred, mesmo ela dizendo o contrário.

Quando os primeiros raios de sol apareceram, Eu e Edward fizemos o caminho para sua casa que já estava mais barulhenta do que o normal, Alice e Emmet pareciam brigar por algum motivo que eu desconhecia, enquanto Jasper e Rosalie olhavam divestidos para a briga dos dois, Carlisle em Esme não estavam presentes, mas sabia que logo estariam ali.

Assim que Edward entrou na sala, segurando o riso, fiquei aliviada, por vê-lo melhor de que algumas horas antes, me coloquei no canto da sala, observando os presentes.

— Emmet! – gritou Alice enquanto apontava o dedo em risque — como pode fazer isso?

— Não foi minha culpa!

— Como não? Você jogou Toda a minha roupa no quintal! — gritou Alice — Eu vou acabar com você!

— Foi culpa do Jasper!

— Jasper! — disse virando para jasper com descrença, que logo se tornou raiva — O que você tem a ver com isso?

— E-eu? Nada Lice — falou Jasper com medo de Alice, vi um pouco da postura de Alice relaxar, mas instantaneamente vi o ollhar de Alice adquirir um tom preto de raiva — Eu desafiei Emmet a fazer uma pessoa ficar com tanta raiva que eu não conseguiria fazer ficar calma.

Não tinha como não rir com sua confissão, e não fui a única. Edward e Rosalie também, Já Jasper e Emmet estavam com caras assustadas olhando para a baixinha no meio da sala que alternava entre eles dois.

— Você pode fazer compras, já que suas roupas foram destruídas. — falei tentando ajudar a situação, e funcionou muito bem, Alice começou a sorrir maliciosamente para o marido e para o irmão, deixando os presentes, menos Edward, confusos.

— Compras! E vocês! — gritou apontando para Emmet e Jasper — Vão também! Nem tentem argumentar! Por culpa de vocês eu fiquei sem vestidos então se preparem! — Depois correu em velocidade vampiresca pelas escadas — Vai ser o melhor final de semana!

Ri enquanto via Emmet soltar um resmungo e subir junto com Rosalie para o quarto.

A manhã passou rápida, quando quase deu o horário para a escola, Carlisle chegou junto com Esme, os dois tinham ido caçar, logo depois “despachou” os filhos para a escola, o que rendeu boas risadas com a indignação dos filhos.

Eles entraram no carro e eu passei a voar atrás deles, em uma velocidade reduzida a aquela de noite, percebi que como de costume seus rostos assumiram o de tédio assim que chagaram ao colégio, coisa que eu também fazia, me sentei no telhado da escola enquanto via os cinco entrar na escola.

Passar dia após dia no colégio sem poder falar com ninguém não era algo agradável para mim, não que na casa dos Cullens fosse diferente, de qualquer forma eu não podia falar com ninguém, mas aqui era tão chato e monótono que chegava a ser ridículo, antes eu passava todo o tempo com Edward, no começo era legal ir as aulas que ele ia, aprender matemática era ao meu ver o mais divertido, mas ao passar dos anos foi ficando cada vez pior e repetitivo e incrivelmente fácil, as mesmas matérias e os mesmos conteúdos e os mesmos exercícios, então parei de ir, me mantendo apenas por perto e desperta para seus sentimentos.

Mas eu não era a única que fazia o mesmo, o entorno da escola sempre foi bem lotado de anjos, até mesmo dali eu conseguia ver alguns grupos reunidos, e reconhecia a maioria deles.

Só que eles nunca falavam comigo, fingiam que não me viam, eu já não me incomodava com isso, até conseguia ver lógica nas atitudes deles, quer dizer se eu fosse eles, ficaria com medo também.

Era normal, ficar perto de mim era perigoso, meus protegidos eram perigosos também, e ainda por cima por eu ter me voluntariado para isso não ajudava minha imagem, mas no fim eu sabia que isso não era o mais importante.

Ficar perto de mim também é lidar com quem era meu pai, um dos integrantes da grande e terrível Redoma, e ninguém gostaria de correr esse risco, era até engraçado de como Klaus conseguia tornar a minha vida pior até mesmo longe de mim.

Claro tudo isso não era da conta deles, mas mesmo assim eu era marcada por isso.

Suspirei, caindo para trás no concreto e levando minhas mãos aos olhos.

Quando deu o horário do refeitório sai dali, e me juntei com os Cullens em sua mesa habitual, não me sentei claro, mas fiquei em pé ao lado da mesa, estava olhando em volta, fazendo o máximo que podia para o cheiro do sangue não os incomodassem, quando senti a aura de um anjo que tanto repugnava.

Ela era tão fácil de reconhecer para mim que até sentia desgosto disso.

Afinal o que estava fazendo ali?

Não importava, eu não iria falar com ele, sabia que ele apenas estava ali por isso, por que sempre era, mas eu me recusava a ajuda-lo agora.

Ele deve ter percebido que não iria sair dali por nada, já que logo depois ele ligou minha mente com a dele pelos pensamentos.

Eu tentei mantê-lo fora, usei meus poderes o máximo que eu conseguia para mantê-lo longe, era uma semi-ligação sem contato físico, devia ser fácil mantê-lo fora como sempre fora com todos, mas com Klaus nunca era.

Por que aquela era especialidade dele.

Suspirei de dor quando minha pequena resistência se quebrou como vidro, e então ele estava dentro.

Mas como sempre fora, eu não sentia nada vindo dele, uma ligação era para ser uma igualdade de partes, pelo menos quando se tratava de uma entre anjos e anjos, por isso não era tão comum a utilizarmos depois de terminado o treinamento, ninguem gostava de mais alguem mexendo com coisas que era apenas sua.

Aquela que Klaus impunha em mim era bem parecido ligação que eu mantinha com Edward não fora eu que tinha criado, nunca conseguiria fazer uma coisa dessas, era muito poder para criar uma parecida com aquela, pessoas cpmo Klaus que criavam essas ligações entre humanos e guardiões e eram também quem as cortavam.

Mas ao contrário Edward eu sentia tudo sua presença, sentia o desconforto de como ele impunha aquilo sobre mim, tinha plena liberdade pela minha mente, quase conseguia sentir suas garras em cada pensamento meu, rindo de cada um deles.

Por algum motivo ele ainda não tinha realmente prestado atenção em nada daquilo, normalmente faziamos aquilo por respeito, entretanto se tratando de Klaus... Com certeza não seria aquilo.

"Isabella, preciso falar com você, agora." – disse ele em minha mente – “Pare com isso, sabe quem é mais fraco”

"Eu não vou até aí" — praticamente rosnei, querendo que apenas ele me deixasse em paz.

"Isabella! Ai dentro tem muitos anjos, ninguém pode saber que eu estou aqui, eu silenciei a minha aura para todos os outros, eu nem deveria estar aqui em baixo"

"Então vá embora!"

"só preciso falar com você." — seu tom endureceu — “Venha agora para fora”

Fechei as mãos em punhos, era perceptível que ele estava ficando impaciente com minha atitude,

Suspirei indo para fora novamente, trincando os dentes ao ver que Klaus estava exatamente no telhado onde eu ficava.

"Olá, Filha." — disse em meus pensamentos assim que parei em sua frente.

"Saia dos meus pensamentos!" — felizmente ele fez o que eu pedi, deixando assim meus pensamentos apenas para mim.

O meu alívio por ele finalmente ter saído era quase palpável, me sentia leve agora sem sua presença constante.

— O que veio fazer aqui Klaus? — perguntei, deixando claro que não o considerava o meu pai mesmo que eu fosse quase uma cópia dele, tínhamos os mesmos cor de cabelo e o mesmo formato de rosto, e eu odiava isso, sempre quis saber como minha mãe seria, e quando criança procurava imperfeiçoes da herança de Klaus em mim mesma, mas a única coisa que eu herdei foi seu cor de olhos.

— Como disse, só vim aqui para conversar. — respondeu sorrindo, como se ele ligasse o suficiente para querer conversar comigo.

— Você nunca quer só conversar. – Retruquei.

— Despois não diga que eu não tentei ter cortesia – ele disse fechando a cara — eu quero que descarte a promessa que fez com Elizabeth.

— O que? — falei incrédula com que ouvia.

— Você sabe o que estou falando, quero que o mais rápido possível pare de proteger os Cullens – ele se virou – Ou pelo menos se afaste o mais rápido que o seu sentimentalismo pede.

O que afinal ele tinha na cabeça? fechei minhas mãos em punhos, querendo soca-lo tamanha raiva em meu peito.

— Nunca. — falei entredentes.

— Não estou pedindo, Isabella, eu sou seu pai, você tem que me obedecer...

— Como ousa! — gritei, sem conseguir conter a raiva cada vez mais crescente — O único pai que eu tenho é Bernard, não você, e ainda quer exigir alguma coisa? não seja hipócrita! Eu nunca vou quebrar a promessa de Elizabeth, ouviu bem? NUNCA! Você nem tem direito de falar o nome dela, foi por sua culpa que ela não está aqui agora!

— Elisabeth era uma megera, uma mentirosa, eu via como ela era de verdade, você devia agradecer se não fosse por mim você estaria morta agora e ela nada faria contra isso.

— Não fale o nome dela! — falei praticamente cuspindo em sua face tão perto e alterada que estava — Eu te odeio, devia ser você, você devia ter ido não ela... — iria continuar a falar, mas Klaus pegou minha face bruscamente, tão forte que podia sentir a dor.

— Fique... Quieta. — sussurrou, eu apenas o olhei com todo o ódio que sentia por ele, já que ele tampava minha boca com a mão livre — Você vai quebrar a promessa, você sabe que por ser minha filha tem privilégios, já a protegi demais, se não fizer isso, irá se arrepender, você se lembra quando eu deixei você sair de casa? Estou aqui para receber o que é meu de volta, o mundo está mudando Isabella, você mais do que ninguém gostaria de ser minha filha nesse momento.

Ele me largou para trás com tanta força que me fez tropeçar no parapeito, e então estava em queda, tentei me equilibrar novamente no telhado, mas qualquer que fossem minhas chances de conseguir me segurar em Klaus foram totalmente anuladas quando o mesmo se afastou rindo.

E então eu estava caindo, tentei voar, mas estava errado, o ângulo o forma que eu cai, de costas e sem sustentação do vento e a altura não era alta o suficiente para conseguir me endireitar no ar, senti minhas assas envergaram com o vento e para evitar quebra-las no impacto recolhi elas de volta.

E então no segundo seguinte, já estava no chão.

Minha cabeça bateu no concreto de maneira surda. Meus ouvidos zuniram por um momento e eu tossi, tentando recuperar o ar que o impacto tinha me tirado.

Mesmo sem olhar para ele, sabia que Klaus estava ao meu lado agora, sentia sua presença, por que ele queria que eu sentisse, por que ele ainda não havia acabado comigo, ele precisava que eu prometesse, fizesse essa loucura em seu nome, e ele não sairia sem saber que eu havia perdido a luta.

Novamente.

Mas dessa vez seria diferente, nunca faria o que ele estava pedindo, isso eu tinha certeza, os Cullens era importantes para mim e mesmo que me importasse com o que Klaus quer, nunca os deixaria.

Deixaria que ele pensasse que havia ganhado, que tinha o que queria afinal, deixaria que ele descobrisse com o tempo que o nunca pararia e proteger os Cullens. Dessa forma sem voltar a lhe dar atenção novamente, me levantei decidida que agora eu iria sair dali.

— Isabella – ele me chamou

Eu parei enquanto esperava ele terminar de falar, mas me recusando a virar por que ele não merecia que eu nem ao menos o olhasse.

— Você sabe o que acontece se me desafiar – ele disse em quase um sussurro, sua voz quase se perdendo no barulho da escola – Você não me quer como um inimigo

“Nós já somos inimigos a muito tempo” — mordi a boca evitando o impulso de responde-lo.

Eu queria responder, queria tirar aquele sorriso da sua face por que eu sabia que ele estava sorrindo, aquele sorriso de vitória mais presunçoso e arrogante que ele podia dar.

Eu o odiava.

Mas a raiva agora não estava mais tão branda, e no lugar dela só sentia um enorme vazio, continuei minha caminhada como se não o tivesse o ouvido, mas ele sabia que sim, e de alguma maneira minha atitude pareceu agradar Klaus, por que no segundo seguinte sua presença desapareceu completamente e eu não precisava olhar para saber que o mesmo já havia ido embora.

Fim do capítulo 3.