Notas iniciais
Olá! Sexta-feira, dia 17 de julho. Vocês acreditam que JPA está fazendo cinco meses hoje? *o* Minha gente, é muita emoção pro meu coração aguentar. Dia 17 de fevereiro eu postei o prólogo dessa história e hoje estou postando o capítulo 22. Em cinco meses eu consegui leitores mais que incríveis e nem sei como agradecer vocês por todo esse carinho! Obrigada mesmo, de todo o coração. Amo vocês! ♥ Agora, me justificando por não ter postado na semana passada: minha avó faleceu no final de semana retrasado e eu resolvi ficar uma semana sem postar, porque não tinha cabeça para escrever. Sinto muito e espero que possam me entender. Mas agora aqui estou eu, com o meu capítulo preferido até então! Sim, eu gostei mais desse do que o do beijo xD Espero que gostem também, meus amores!

— O pinhão está pronto, crianças! — minha mãe exclamou, vindo na direção da mesa com uma panela de pressão. Ela sorria alegremente.

Chegamos em casa por volta de três horas da tarde e nos distraímos jogando Perfil, Banco Imobiliário e alguns jogos de carta. Depois de algum tempo minha mãe se apoderou do fogão e começou a cozinhar pinhão, uma comida típica da região — e extremamente deliciosa. Quando o dia estava quase virando noite, ela anunciou que estava pronto.

— Vou pegar o sal — acrescentou, pegando um potinho qualquer e distribuindo um pouco de sal sobre ele. — Podem se servir!

Era agradável ter a companhia de minha mãe na casa de meu pai, porque eu me sentia completo. Eu sempre estava dividido; entre duas casas, dois lares, duas vidas. Naquele momento, tudo se uniu com uma beleza extraordinária. Fazia tempo que não me sentia tão tranquilo, apesar do turbilhão de emoções pelos quais eu tinha passado pela manhã.

Rafa sorriu para mim do outro lado da mesa. E eu soube que ele sentia o mesmo.

Lipe adiantou-se e pegou um punhado de sementes de pinhão, distribuindo-as na mesa à sua frente. Bia roubou algumas das quais ele tinha pegado.

— Ei!

— Não vai dar trabalho nenhum você pegar de novo — ela revirou os olhos, mordendo a casca enquanto falava. A semente logo surgiu, parecendo deliciosa aos meus olhos. Bia cobriu-a de sal antes de comer. — Adoro isso!

Todos repetiram seus movimentos várias vezes, logo diminuindo a quantidade inicial de pinhão que minha mãe tinha cozinhado. Era impossível não querer comer mais e mais. Meu pai se preparou para fazer um chimarrão quando percebeu que todos tinham parado de comer.

Sentamo-nos na varanda debaixo de vários cobertores, compartilhando daquela bebida amarga e estranhamente gostosa. O crepúsculo acontecia. O céu já estava tingido de cores mais claras e distintas, prestes a escurecer. Não tardou a se tornar um azul mais escuro.

— Não gosto de chimarrão — disse Sali quando ofereci para ela.

— Eu também não — Rafa fez uma careta. — Só tererê! No verão é uma delícia — ele sorriu amplamente.

Sali riu e estendeu a mão para ele.

— Estamos juntos nessa, Rafa.

Ele bateu na mão dela e se embrulhou ainda mais no cobertor que dividíamos. Cada um sentava em uma cadeira, mas tínhamos que dividir grossos cobertores diante do frio da noite. O céu tinha finalmente escurecido por completo.

— Eu gosto dessa cidade — minha mãe comentou.

— Eu prefiro Irati — mesmo que hesitantemente, meu pai disse aquilo que desejava. Eu sabia que havia mais intenções por trás daquelas palavras. Sabia que ele queria desesperadamente voltar para casa e que a solidão dos dias de semana o torturavam lentamente.

E sabia que minha mãe se sentia da mesma forma, mesmo tendo a companhia de seus dois filhos a semana toda. Sabia que ela queria que ele voltasse para casa. Sabia que ela queria alguém a quem abraçar todas as noites ao dormir.

Rafa me olhou e sorriu. Ele também sabia. Ele também notava os sinais.

Perguntei-me onde estaria a mulher que meu pai disse que estava interessado muito tempo antes, quando Sali e eu havíamos apenas começado a conversar. Na ocasião ele disse que amava minha mãe como uma irmã; naquele momento, eu já não conseguia mais acreditar em suas palavras. Não quando vi a troca de olhar profunda entre ele e minha mãe.

Troca de olhar semelhante às que aconteciam entre Sali e eu. Entre Bia e Lipe.

Troca de olhar intensa e real.

Troca de olhar entre um casal imensamente apaixonado.

.

— Vamos dormir todos na sala? — Rafa perguntou, pulando sobre um colchão que tinha sido posto no chão da sala.

Lipe jogou-se de costas no colchão junto com Rafa, cruzando os braços atrás da cabeça.

— Não todo mundo — ele revirou os olhos. — As meninas vão dormir no quarto que você e Guto sempre dormem.

— É óbvio — meu pai sorriu, trazendo cobertores no braço. — Acham mesmo que deixaríamos meninas dormirem com meninos? Não mesmo. Isso aqui é igual a acampamento de verão: todos separados.

— Isso aqui é igual a acampamento de verão: algum casal sempre sai escondido — Lipe murmurou e não pude conter uma gargalhada.

— O que foi? — minha mãe perguntou, entrando na sala e se sentando no sofá. — Qual é a piada?

— Nada não — Lipe disfarçou, sentando-se com a postura reta. Imaginei que fosse alguma técnica para provar a inocência; ele sempre sabia coisas daquela forma. Seu sorriso era gentil e sem nenhuma pretensão. Maldito. Sempre sabia como reverter uma situação. — As meninas não vão poder dormir aqui, mas dá pra assistirmos algum filme, né?

Meus pais respiraram fundo e trocaram olhares demorados. Depois de uma pequena hesitação, minha mãe assentiu.

— Mas depois do filme vão direto pro quarto, meninas! — ela disse, olhando para as garotas que se distraíam no canto, conversando sobre algum assunto qualquer. — Lembrem-se: essa casa, hoje, é um acampamento de verão.

Bia bateu continência, forçando Sali a fazer o mesmo. Elas riram.

— Não se preocupe, sogrinha da Sá — Bia se sentou ao lado de minha mãe no sofá, apoiando-se no ombro dela. — Está tudo sob controle.

— Posso confiar em você?

— Você sabe que sim — Bia piscou repetidamente, fingindo inocência demasiada. Minha mãe, ao perceber, empurrou-a para o lado rindo e se levantou.

— Não sei de nada — e levantou seus braços em rendição. — Mas acho que vou ter que deixar vocês por conta própria, porque estou morrendo de sono — um bocejo seguiu a sua frase. Meu pai riu. — Não sei como vocês ainda tem pique pra assistir a algum filme!

— São jovens, Sandra — meu pai se postou ao lado dela e apoiou uma mão em seu ombro. — Jovens tem pique pra tudo.

— Somos bem-dispostos — Rafa confirmou, levantando-se e pulando ao redor da sala, como se para confirmar o que dizia.

— Tudo bem, Rafa, acreditamos em você — minha mãe riu e bagunçou seus cabelos. — Vou confiar em você para cuidar dessa turma. Posso?

— Claro que sim, mãe!

— Ok, então — meu pai sorriu. — Nós estamos indo dormir. Se comportem, crianças.

Ainda com as mãos nos ombros de minha mãe, ambos seguiram para o corredor dos quartos. Ouvi somente uma porta batendo, o que significava que eles dormiriam no mesmo local. Não pude conter um sorriso satisfeito. Tudo estava certo, mesmo que o meu mundo girasse no sentido contrário.

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Decidimos fazer uma maratona de filmes, assistindo a todos os filmes da coleção de Jogos Vorazes que já tinham sido lançados. No entanto, mesmo com o “pique de jovens”, a caminhada da tarde tinha nos deixado exaustos e mal aguentamos o primeiro filme. Rafa, que deveria nos monitorar, pegou no sono antes da Katniss e do Peeta chegarem à arena. Bia e Lipe não demoraram a encontrar um lugar no colchão, onde se abraçaram e também começaram a dormir.

Sali e eu dividíamos o sofá. Estava deitado na curva de sua cintura enquanto ela acariciava o meu cabelo ritmadamente, o que me deixou com sono também. Resisti ao máximo, mas depois de um tempo já não era mais possível. Estava em um lugar confortável: perto de quem eu mais amava, de quem mais me fazia bem. Naquele momento, não havia preocupação nenhuma preenchendo minha cabeça. Só conseguia prestar atenção nas mãos de Sali, que delicadamente me acalmavam. Eram as mãos de um anjo.

Sali era um anjo que tinha vindo para guiar a minha vida.

Foi pensando nisso que me deixei envolver por sua aura cálida e gentil e caí em um sono profundo e sem sonhos.

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Quando acordei no meio da noite, Sali não estava mais comigo. Meu coração acelerou imediatamente. Para onde ela poderia ter ido? Rafa, Lipe e Bia ainda dormiam no colchão disposto na sala, sem perceber a TV ligada em alguma cena qualquer do segundo filme. Imaginei que Sali tivesse ido para o quarto, agindo do modo certo como ela costumava fazer.

Em passos silenciosos, cheguei até o quarto onde Sali poderia estar. Mas as duas camas estavam vazias. Meu coração ainda não tinha se acalmado; seus batimentos eram tão acelerados que chegavam a doer. Considerei minhas opções. A casa não tinha tantos cômodos, então ela estava ou no banheiro ou na cozinha. Decidi começar pela cozinha.

E lá estava ela, debruçada sobre um caderno, escrevendo em um ritmo alucinado. Sorri, sentindo o ar voltar aos meus pulmões. Já tinha visto aquilo acontecer antes; ela não pôde deixar a inspiração escapar. Sentei-me ao seu lado.

— Eles vão voltar, Guto — ela comentou baixinho.

Tentei entender o que ela tinha querido dizer, mas não foi especialmente fácil. Minha mente sonolenta demorou a associar as informações. E, quando consegui associar, não consegui imaginar um motivo para ela falar aquilo tão repentinamente.

Sali se referia aos meus pais.

— Por que tem tanta certeza? — não tentei espiar seu texto. Sabia como ela não gostava que lessem o que ainda não estava pronto.

Ela suspirou e me olhou.

— Você viu como eles se olharam. Como seu pai disse que preferia Irati. Como… Como tudo, Guto. Como eles se amam.

Desviei o olhar. Não era um assunto tão agradável, mas era algo que me incomodava. E ela sabia. Sabia que eu tinha reparado naquilo o dia todo, que tinha desejado minha família unida o tempo todo. Que nunca tinha tido um momento tão perfeito antes.

— Mas e se eles forem teimosos o suficiente para não enxergarem isso? — perguntei agoniado. Ver o joguinho de Lipe e Bia quando eles ainda não estavam juntos era uma coisa, mas ver meus próprios pais negando seus sentimentos seria um milhão de vezes pior. Seria doloroso.

Sali pegou a lateral de meu rosto e me fez virar para ela. Seu polegar acariciou minha bochecha delicadamente.

— Eles já são adultos, Guto — ela sussurrou. — E desimpedidos. Vão reconhecer.

— E se usarem o argumento de que já tentaram uma vez e não deu certo?

— Se usarem esse argumento… vão saber as consequências. E, de qualquer forma, é a vida deles, Guto.

— É a minha vida também! Ver minha mãe sofrendo…

— Te faz sofrer, eu sei — ela sorriu de modo solidário. — Mas você nem sempre pode consertar isso. Como acha que ela se sente quando você e Rafa estão sofrendo? Muito mal. Só que ela não pode fazer muita coisa, porque vocês não deixam. De alguma forma, a vida é mesmo de vocês. E aprenderão com ela… sozinhos — suspirou. — Não queira mudar a vida de sua mãe.

— Nem um pouquinho?

— Você já faz tudo o que está ao seu alcance — ela sussurrou e me abraçou, enterrando sua cabeça em meu peito. — E é mais que o suficiente.

Rodeei seus ombros e deixei que ela escutasse as batidas aceleradas de meu coração. Batidas aceleradas de medo, expectativa e amor. Eu estava vivo e completo; pelo menos naquele dia tinha me sentido daquela forma. Fechei meus olhos e permiti que Sali me aquecesse ainda mais e me tornasse ainda mais humano… ainda mais real.

— Não seja tão inseguro, Guto — ela murmurou.

Senti como se uma faca me perfurasse. Aquela sua frase me destruiu, me desmontou por completo. Eu oscilava. Não entre meus dois lares ou entre minhas duas vidas; eu oscilava em mim mesmo. Estava sobre uma corda bamba e não tinha lugar para me segurar; estava totalmente sem equilíbrio.

O que eu tanto tentava esconder, o que tanto me afligia, Sali havia escancarado.

— Sinto muito — ela suspirou. — Sei que esse é o seu maior medo: que percebam sua insegurança. Mas, Guto, eu já te conheço o suficiente…

— Não o suficiente para julgar minha insegurança — interrompi-a, saindo de seu confortável abraço. — Não o suficiente para dizer isso em voz alta — minha voz estava embargada e trêmula.

— Eu não estou te julgando — ela franziu o cenho. — Na verdade, acho isso muito… real em você. Mesmo você tentando esconder a qualquer custo. Sabe, Gustavo, todas as pessoas são inseguras ou tem muitas inseguranças e todas elas tentam desesperadamente esconder de alguma forma. Exatamente como você. É só que… você tem tanto medo. De me perder. De perder seus pais. Do amor.

— De tudo — completei, fechando meus olhos de forma derrotada.

Senti seus dedos frios acariciarem meu rosto suavemente. Como uma brisa. Quase impossível de sentir, mas capaz de deixar um rastro de fogo em minha pele.

— É bonito, sabia? — ela murmurou. — Sei que deve ser horrível para você, mas é bonito para mim. Porque isso somente mostra como você se importa — ela continuou acariciando meu rosto, contudo não tive coragem de abrir meus olhos e encará-la. Permaneci imóvel, apenas absorvendo suas palavras. — Você se importa, Guto. Com a felicidade de seus pais, com a nossa felicidade. Com o fato de as coisas serem frágeis. Com a constante ideia de perda — ela fez uma pausa. — Você nunca vai me perder, não totalmente, pelo menos. Eu te prometo isso, Guto: eu sou sua hoje e sempre vou ser. Não importa aonde eu esteja. E eu amo o fato de você se importar.

Não pude permanecer mais de olhos fechados. Tinha que ler todos os sentimentos nos seus olhos castanhos, pequenos e cheios de vida. Tinha que ler seus pensamentos; ou, pelo menos, os poucos que era capaz de perceber.

— Por que está dizendo tudo isso? — sussurrei, pegando seu rosto entre minhas mãos.

Sali também não parecia segura. Não tanto quanto costumava parecer. Talvez ela estivesse certa; talvez o mundo todo fosse cheio de inseguranças e eu apenas não quisesse ver. Até mesmo ela tinhas as suas, brilhando claras em seus olhos naquele instante.

— Porque eu quero — ela sorriu um pouquinho. — Porque estou aqui e posso te dizer isso. Simplesmente porque estou aqui.

— Hoje — enfatizei. — Hoje você está aqui.

— E amanhã também — ela murmurou. — E depois. E muito depois. E para sempre — ela me deixou abraçá-la novamente, apoiando sua cabeça no lugar onde deveria estar meu coração. — Para sempre aqui.

E eu sabia que ela se referia ao meu coração. E estava certa: ela sempre estaria lá, envolta em uma manta quentinha, em seu lugar reservado. Um lugar que nunca seria tomado por ninguém, não importasse o que acontecesse. Sali estaria para sempre dentro de mim, curando a minha alma e me salvando de mim mesmo.

Ela sempre estaria onde deveria ficar.

— Eu também, Sali — sussurrei. — Também sempre estarei aqui para você.

Pude imaginá-la fechando seus olhos e sorrindo sem mostrar os dentes. Já conhecia todas as suas expressões de cor, apesar de nunca ter obtido o êxito de conhecê-la completamente. Imaginei que nunca a conheceria. Imaginei que sempre haveria uma parte de Sali envolta pelas sombras, pela incerteza. Não que fosse uma parte triste; apenas nunca era mostrada.

E eu não me importava. Se ela estivesse comigo, seus segredos não deveriam ter tanta importância. Eu a conhecia o suficiente para confiar nela. Ela tinha me devolvido o amor; não era muito mais do que eu havia pedido?

Percebi que toda a minha vida tinha se reconstruído com a presença de Sali. Até mesmo meus pais, que pensei que jamais encontrariam seu lugar novamente um no outro, estavam perto de arrumarem uma maneira de ficarem juntos. Até mesmo Rafa, que pensei que nunca se renderia a uma amizade feminina, tinha se tornado melhor amigo de uma garota. Até mesmo Bia e Lipe, os meus amigos mais teimosos, tinham se deixado dominar pelo amor.

Sali tinha modificado tudo. Colorido tudo.

E eu a amava. Sabia que amava, sabia que era real. Pela primeira vez, não era apenas uma ilusão. Eu a amava. Com tudo o que tinha e que não tinha. Com a minha alma e meu coração.

— Eu amo você — sussurrei em uma voz quase inaudível. Temi abalar toda a estrutura da madrugada silenciosa.

Sua respiração acelerou, mas não ouvi resposta tão cedo. Sali hesitou antes de se afastar o suficiente para me olhar nos olhos. Ela estava séria.

— Eu amo você — repetiu, sorrindo em seguida.

Não foi o maior sorriso do mundo, apesar de ter sido o mais sincero. E o mais bonito. Quis beijar aquele sorriso, aqueles lábios… e percebi que podia. E percebi que devia.

Acariciei sua bochecha e aproximei nossos rostos. Seus lábios já estavam preparados, cálidos e macios, como sempre tinham sido. Foi um beijo lento e cheio de sentimentos. Parecia um beijo de despedida, um adeus mudo. Tentei afastar o pensamento antes de separar meu rosto do dela, mas não pude. Era o medo e a insegurança novamente me dominando.

— Não é um adeus — ela murmurou, como se lesse meus pensamentos. E talvez lesse. — Não vou permitir que seja. Não permitiremos que seja.

Suspirei.

— Acha mesmo que ela vai proibir nossos encontros?

— Sim — Sali assentiu. — De alguma forma, sim. Querendo somente o meu bem, é claro, mas não sendo capaz de enxergar o quanto esse relacionamento me faz bem — ela balançou a cabeça. — Não podemos deixar isso nos abalar, Guto.

— E não vamos.

A segurança em minha voz a fez levantar o olhar e sorrir. Daquela vez, eu não recuaria. Daquela vez, nós venceríamos juntos todos os obstáculos. E seríamos considerados, então, merecedores do amor.

Notas finais
Gente, eu amei taaaanto escrever esse capítulo. Eles comendo pinhão no começo, depois aquela brincadeirinha bobinha entre todo mundo, depois a maratona de filmes que não funcionou tão bem (HDUSAIHDSA) e depois essa conversa lindinha entre o Guto e a Sali e eles falando que se amam ♥ Eu realmente amei escrever isso, porque simplesmente amo as partes que o casal diz que se ama. E agora eu escrevi! Fiquei tão orgulhosa e feliz :'D Já tô meio chorosa pelo aniversário da história, não liguem pra tanta demonstração pública de afeto ;-; Mas, mesmo assim, eu espero que esse capítulo cheio de fofurinhas seja um bom presente pra vocês! Nós estamos cinco meses juntos, ainda não tô acreditando ;-; Ai, socorro ;-; Anyway, digam-me suas opiniões! Quero saber o que vocês acham. Espero que tenham gostado ♥ Até semana que vem! ♥