Juntos, para sempre.
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Notas iniciais
Naquela manhã Patrick acordou mais cedo que Teresa, deixou a pequena mulher dormindo lhe dando um beijo na face e foi para o banheiro, tinha um sorriso que não cabia no rosto.
Ao voltar, se encostou na parede e observou a morena por vários minutos. Lisbon tinha uma expressão serena no rosto, serena e feliz, a pequena dormia em paz. Jane poderia observá-la por horas, de alguma forma aquela mulher era sua fraqueza, sua kriptonita. Admirou por instantes a pele branca e macia, tendo relatos em sua mente da noite anterior, onde a tocou e beijou em cada canto, admirou também os cabelos escuros da amada e se lembrou de ter enrolado seus dedos neles. Como Jane amava cada parte daquele corpo, daquelas curvas!
Não se conteve, se aproximou da cama. Teresa estava deitada de bruços, apenas o lençol a cobria da cintura abaixo. Jane se deitou ao lado dela e traçou uma linha de beijos que ia do fim das costas até o meio da nuca. Patrick sentiu a pele de Lisbon arrepiar e soube que ela tinha acordado, ouviu a pequena murmurar bem baixinho, em seguida Teresa se virou para ele, que a abraçou, com um grande sorriso no rosto.
Jane: Bom dia dorminhoca, dormiu bem?
Jane estava falando baixo e lhe deu um beijo na testa
Lisbon: Bom dia, que forma boa de acordar alguém ... dormi como um bebê.
Teresa estava com a voz rouca e sonolenta, se aproximou de Patrick e o beijou na boca, rapidamente despertou. O beijo começou a se aprofundar, porém foi interrompido
Lisbon: Vejo que você dormiu muito bem.
O loiro soltou uma leve gargalhada, e acariciou os cabelos negros da morena, disse então com uma expressão divertida em sua face:
Jane: Estou começando a ficar preocupado, acho que você lê mentes.
Lisbon sorriu ainda mais com as palavras dele.
Lisbon: Leio, estou lendo a sua nesse exato momento.
Teresa viu Jane a olhar com mais profundamente, o consultor a puxou mais para si, pressionando seu corpo contra o dela.
Jane: O que estou pensando agora Lisbon?
Jane falou em tom de desafio
Lisbon: Você está pensando em uma grande xícara de chá!
Teresa fez uma careta engraçada e deu um selinho no consultor.
Jane: Teresa, se você ao menos imaginasse no que eu estou pensando...
O loiro selou seus lábios com os dela e passou a acariciar a pele macia, ficou em cima dela e desceu distribuindo pequenos beijos ao longo do corpo de sua amada, passou do pescoço para os seios e depois para a barriga, a beijou de novo na boca com uma grande intensidade, Lisbon no entanto se afastou um pouco dele, mesmo não querendo, e disse:
Lisbon: Patrick depois você me mostra a sua imaginação, mas no momento, temos que nos vestir, tomar café e pegar o voo de volta pra Austin e se você continuar me beijando assim, acho que vamos ficar aqui no hotel por um bom tempo.
Embora quisesse permanecer deitada naquela cama com ele, a morena levantou e foi correndo para o banheiro, o consultor resmungava frustrado, sim, definitivamente aquela mulher era sua fraqueza.
1 mês depois
Depois de um mês, os dois ainda continuavam juntos e felizes, Teresa voltou com seu trabalho no FBI e foi recebida calorosamente por todos quando descobriram que ela não iria mais pra Washington. Jane ao invés de sentir ciúmes, adorava ver como ela era admirada por todos da equipe, ela definitivamente era uma ótima agente.
No momento o FBI estava investigando o caso de Murphy Elliot, um magnata rico de 35 anos que acabou sendo assassinado em seu escritório, o assassino macabro raspou os cabelos da vítima, cortou o pescoço e enfiou uma faca no coração do rapaz. Precisariam fazer uma investigação precisa, contataram todos que Murphy conhecia, entre os suspeitos estavam a amante Milla Hawking, a noiva Helena Elliot, o sócio Henry Gale e o irmão mais novo Stephen Elliot.
Lisbon: Jane, você suspeitou de algo, acha que algum deles mentiu? acha que alguém tem motivo?
O consultor observava que no trabalho Lisbon raramente o chamava de Patrick, deixava para pronunciar seu nome quando estavam em momentos mais íntimos, a sós.
Jane: Teresa, todos têm motivo, todos mentiram, mas acredito que nenhum seja o assassino. O sócio o mataria pois sabia que Murphy estava roubando dinheiro dele. O irmão tinha inveja de tudo o que ele possuía, sabia que se matasse Elliot, teria a empresa só pra ele. Milla mataria o magnata pelo dinheiro também, já a esposa o mataria porque ele estava traindo ela. Porém não acho que são motivos muito fortes, nenhum deles assassinou Murphy.
Lisbon: Acho que o amor e o dinheiro são motivos extremamente fortes.
Jane a olhou e disse.
Jane: São sim, fortíssimos, mas nesse caso não, acho que nem o amor nem o dinheiro foram os motivos.
Descobriram semanas depois e-mails trocados por Murphy e por uma mulher que não conseguiam identificar, depois de várias pesquisas a reconheceram como Allice Hudson, que nada mais era do que a melhor amiga do magnata. Jane ao investigá-la e ao conversar com a mulher pela primeira vez sabia que ela era a assassina.
Disposto a pôr um fim naquele caso, Patrick saiu do FBI com um esquema em sua mente. O plano de Jane era bem simples na verdade, dias atrás tinha contatado Allice, combinaram um jantar, simples. Nesse jantar porém, de uma forma ou outra, ele faria ela confessar, o “encontro” seria naquele dia as sete, e Lisbon não sabia de nada.
Depois de meia hora, deram por falta do consultor, procuraram ele em cada canto do prédio, porém não encontraram nenhum resquício dele, Teresa começou a ficar preocupada, tinha telefonado 7 vezes e ele não atendia. Rastrearam a localização do loiro, ele estava em um restaurante com a assassino e chegaram no momento que Allice tinha uma faca apontada para o pescoço de Patrick.
Como resultado prenderam a mulher e salvaram a vida de Jane, depois de presenciar a cena, Lisbon foi embora para casa.
1 hora depois
Jane chegou instantes depois e se deparou em seu quarto com uma Teresa saindo do banho enrolada em uma toalha.
Ao se aproximar, o loiro tentou abraçá-la porém Lisbon se esquivou. Patrick sabia que ela estava brava, aliás muito mais que brava, ele sabia que ela estava furiosa.
Jane: Teresa, não...
A morena se virou para ele e o interrompeu.
Lisbon: Não quero ouvir, desculpe.
Jane a puxou pelo braço e a impediu de sair do quarto.
Jane: Teresa ok, você ficou brava, me desculpa não foi minha intenção, eu sabia que uma boa conversa com Allice faria com que ela confessasse o assassinato, mas sabia que se essa conversa fosse no FBI ou com você por perto ela não diria nada. Me desculpe, realmente.
Teresa o obsevou, e viu sinceridade nas palavras dele, porém sua raiva não tinha passado, não totalmente.
Lisbon: Patrick, a questão não é em si o encontro, mas eu gostaria que você tivesse me avisado sobre o que iria fazer, fiquei feito louca te procurando, aí quando te encontro você está com outra mulher.... Ah quer saber, o encontro é a questão sim! Não gostei nenhum pouco, além de você não ter confiado em mim para contar sobre o que você iria fazer, eu senti ciúmes, pronto falei.
Um sorriso começou a surgir entre os lábios de Patrick, ao perceber isso, Lisbon falou:
Lisbon: Pare Jane, isso não é engraçado, ciúmes não é engraçado garanto que se eu encontrasse com qualquer outro homem você sentiria o mesmo.
A expressão no rosto de Jane mudou, ele percebeu a leve ameaça no tom de Teresa, sobre ela sair com outro homem, essa simples ideia o fez sentir ciúmes também.
Jane: Okay, você tem razão, não deveria ter feito isso, não farei mais, me desculpe se isso te magoou, me desculpe realmente.
Lisbon: Tudo bem Jane, está tudo certo.
Jane a puxou para si, Teresa o abraçou mesmo enrolada na toalha e o perdoou, Jane a beijou no topo da cabeça.
Jane: Eu sei que não está tudo certo, sei que você está magoada, me desculpe realmente, e obrigada por ter sido sincera comigo sobre isso ok? Não vai acontecer de novo, eu prometo... Espere.... Você não vai se encontrar com outro não certo, digo, para me dar o troco, ou vai?
Lisbon sorriu e resolveu provocá-lo, para ver qual seria a reação dele.
Lisbon: Talvez eu encontre.
Lisbon sentiu Jane ficar rígido por um momento entre os seus braços. A simples ideia de ver ela com outro o corroía.
Jane: Não me provoque Teresa...
Teresa ficou séria, olhou nos olhos do loiro e disse com sinceridade:
Lisbon: Você me conhece, sabe que eu não sou capaz disso...
Jane ao ouvir isso, a beijou, tirou delicadamente a toalha que enrolava o corpo da morena, pegou Lisbon no colo e a levou para cama, aprofundando assim o beijo. Sabia que ela ainda estava um pouco magoada, então queria mostrar para aquela mulher o quão única ela era na vida dele. Desceu beijando o pescoço de Teresa, porém foi interrompido.
Lisbon: Jane, para.... Você precisa de um banho.... Você está com o cheiro do perfume dela, e eu realmente não gosto disso.
Teresa o empurrou. Jane perplexo falou:
Jane: Eu não encostei nela, se é o que você está pensando, devo ter pegado o cheiro quando ela me agarrou para colocar a faca no meu pescoço... Mas, espere, Teresa, a hora que eu voltar do banho você já vai estar dormindo.
Patrick tentou puxá-la de volta, porém ela se esquivou de todos os avanços dele.
Lisbon: Simples, se quiser, me acorde.
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